Propagandas sobre o governo

Hoje especificamente quero falar sobre a publicidade na política, que não deixa de ser um comportamento descabido para um país em crise econômica e com uma cachoeira de problemas sociais pendentes há décadas.

Não sou contra a propaganda, aliás sobrevivo dela, mas contra a forma com que o espaço de mídia é utilizado!

Em alguns países desenvolvidos, política é atividade voluntária. Sabia disso? Na Suécia, os políticos ganham pouco, andam de ônibus e a função de vereador é considerada um trabalho voluntário. E é o país com o menor índice de corrupção! Olha que legal! Na Inglaterra, politico tem profissão! Eitcha Mundo Bão!

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Pois é, mas aqui no nosso Brasilzão sem porteiras a vicinal é contrária. Político aqui é profissional e TODOS são muito bem “RENUMERADOS”..ops… remunerados e por isso se estapeiam pra estar no topo e deputados “clows” vomitam asneiras – à frente das câmeras da Tv Camara – de gerar vergonha a uma hiena!

 

VAMOS FALAR SOBRE PROPAGANDA QUE É O PROPÓSITO DESTE ARTIGO:

alice-no-pais-das-maravilhas-1Seja na esfera Municipal, Estadual ou Federal, nos períodos em que se aproximam as disputas por cargos políticos de alto escalão, somos invadidos em nossas casas – em horário nobre, cujo espaço custa em torno de 250 mil reais (Globo) por inserção, ou XEJA, cada 30”, fora o custo da produção da bagaça – por personagens candidatentos destacando nossos mais jurássicos e evidentes problemas sociais e claro, prometendo tirar de sua cartola mágica uma solução imediata que irá resolver todos os problemas da humanidade e que, com ele à frente, a vida do cidadão comum será digna. Control C – Control V, seus problemas acabaram! Sejam bem vindos ao país das maravilhas e seus candidatos com síndrome de “Alice”.

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LOBO 9000

Que tal criar um selo ISO 9000 – qualidade total – para candidatos? Uma auditoria que mede a capacidade do cidadão e valida se ele é capaz de assumir um cargo que nos represente. Isso evitaria aquele show de horrores que foi a votação do impeachment da Dilmão com seres homenageando a sogra, a amante, os netos, o dono do buteco, além de um bando de “papagaio de pirata” posicionados estrategicamente atrás do depoente oficial – fazendo “selfies” para usar em suas respectivas campanhas de reeleição – e como verdadeiros palhaços e suas micagens em uma TV que ninguém acompanha, ou pior, que toda imprensa internacional usufrui para nos ironizar perante aos olhos do mundo.

circos-e-palhacos-repudiam-tiririca-em-carta-abertaSabe lá Deus quem selecionou – eleitorento dos inferno – estas figuras patéticas para nos representar, mas infelizmente elas existem e são responsáveis pela vergonha que vivemos perante ao mundo civilizado.

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Talvez algum Zé Ruela vai dizer: Ué, mas esse cara que está escrevendo aqui já realizou alguns trabalhos para governos!! Sim, é verdade, mas isso se chama sobrevivência. Não sejamos hipócritas! Sou um profissional como outro qualquer. Operário do video. Não posso me dar ao luxo de negar o ganha pão, a não ser que alguém se habilite à pagar minhas continhas e meus impostos (outra palavra doída! Saravá meu pai!). Não cabe a mim julgar se é certo ou errado. Se assim fosse, pedreiro se negaria a trabalhar em obra para prefeituras, governos estaduais ou federais. O que seria das empreiteiras entonces, hein? Com a palavra, Sergio Moro.

 

 

Como profissional, o que argumento aqui é um baita tiro no próprio pé e provavelmente serei linchado pela minha família, mas como cidadão votante e cerebrado, questiono a dinheirama gasta com publicidade em TV e demais mídias porque acredito que a maior propaganda para um governo deveria estar associada a sensação de bem estar da população!

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Se você sai de casa com a sensação de segurança, possui bons serviços de atendimento médico, educação de excelência – que projeta um futuro bacanudo pra todos sem excessão – , vê seu vizinho sorrindo e não cabisbaixo, enfim percebe que os direitos previstos em nossa desconhecida constituição estão sendo cumpridos!

 

Essa sim é a maior e melhor propaganda, com custo zeroooo na TV ! A ação quando colocada em prática é sentida, manja? Imagens bonitas com textos que valorizam os atos daqueles que foram eleitos para tal, por fazer o que deve ser feito, soam como palavras mortas. Sentimos na pele o que está sendo feito e o que não está!  Esse dinheiro desperdiçado serve para camuflar o que foi prometido e não entregue! Na matemática moral esta conta não fecha!

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Falando em desperdício, alguém já parou pra pensar: quanto está sendo gasto nesta presepada de levar a Tocha Olímpica para trocentos Estados brasileiros? Estão gastando uma BALA ! E pra que? Um bando de gente desconhecida ou conhecida, mas uma boa parte com zero de representação no esporte nacional carregando o símbolo da nossa incompetência como gestores do dinheiro público!

Pra finalizar a palhaçada levam uma onça para um evento – que tem tudo a ver com seu habitat natural, não é mesmo? Afinal de contas, se andar pelo centro das grandes cidades encontrarão onças esperando o ônibus, procurando emprego de babá, dançando funk em baladas, nas filas dos bancos, aguardando seus carros no valet dos restaurantes, fazendo compras em shoppings…PQP !!! Pra que isso? Quem foi o imbecil que condenou a coitada da JUMA? Que levou um animal dócil, porém selvagem, para um ambiente estressante como aquele? Até eu avançaria sobre aquele público!

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Todo animal adora FOGO, principalmente a Hiena que teve a idéia e a Anta que aprovou.

 

Me desculpem, perdi o foco.

Voltando para a propaganda: Chegamos ao ponto de ouvir um programa de radio com jornalistas conceituadíssimos (por mim, pelo menos) em que descem o cacete na prefeitura de São Paulo e, logo em seguida, coladão na crítica deferida ao Fernandinho Radard…Maldade…como é que ele se chama mesmo? … Que XEJA… entra uma propaganda (spot), da mesma PREFEITURA, fanfarrando as proezas realizadas em prol dos cidadãos paulistanos! A CIRCOVIA, por exemplo.

Indiretamente, recebem BEM pra falar MAU de quem injeta dinheiro na mesma radio que lhes paga o salário??? Pois é! Não confundam as coisas. Trabalho é trabalho. Mas que dá um nó na cabeça da gente, dá.

Com tantos problemas emergenciais estampados diariamente nos jornais e tatuados na pele da população, são gastos CENTENAS DE MILHÕES…isso mesmo, você não leu errado, CENTENAS DE MILHÕES em propaganda de governo! Portanto, se você assiste a esses comerciais e sente o distanciamento profundo da sua realidade, isso se chama… propaganda enganosa! Processo neles! Mas, peraí: Se eu processar o governo quem vai pagar esta conta seremos nós? Resposta corretaaaa! Inclusive esta fortuna toda investida em publicidade é paga por…Vocêêêêêê e é aprovada pela lei de orçamentoooooo. Como diria Milton Leite: imagem10

A publicidade deveria ser usada para levar à população assuntos de interesse público que trouxessem algum tipo de benefício para o povo! Que tipo? Campanhas informativas sobre vacinação, cuidados com a saúde, o efeito colateral causado com o lixo jogado nas ruas, nos rios, a importância da reciclagem, da conscientização sobre a preservação do meio ambiente, da luta contra o desperdício de água, de luz, enfim campanhas que informassem nosso povinho tão mal educado, maltratado e abandonado.

Então, após a explanação de minha linha de raciocínio, trago novamente à tona o nome deste veículo: BOM SENSO!

Cada vez mais me convenço que tudo está associado a BOM SENSO, portanto indico para a presidência, da Republica das(os) Bananas vossa excelência, DR. Bom Senso da Silva!

 

 

 

 

 

Disfarçar é pior

A calvície é algo que atinge cerca de 30% dos homens e, como sou parte integrante deste grupo seleto, confesso que no início entramos em desespero com a perda das madeixas e somos capazes de acreditar em qualquer bruxaria que prometa o resgate da cabeleira. Exatamente igual as mulheres em relação a celulite e estrias, manjas?

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Por volta de meus 30 anos, durante o banho, com o olhar turvo ocasionado pela espuma do shampoo, reparei que o ralo do box estava vivo. Passei o pé sobre ele e descobri se tratar de um chumaço de cabelos, e o pior, eram meus. Como estava lavando a cabeça, automaticamente olhei para minhas mãos. Mais um tufo entre os dedos! Que méida! A hereditariedade pairava literalmente sobre minha cabeça e deixava rastros sobre o travesseiro.

No desespero você busca medicamentos C A R O S com a esperança de pelo menos cessar a queda, mas caros amigos, caiam na real, pois é pura ilusão. Careca está ficando, careca será. Os cabelos deixam de cair e começam a se atirar suicidando-se no solo. Assim será. Amém.

stock-photo-5575516-bald-man-in-a-shower-capEm uma tentativa econômica, cheguei ao ponto de seguir uma receita que indicava bater babosa no liquidificador e aplicar aquela gosma verde na cabeça e deixa-la coberta por uma toquinha de banho por 1 hora/dia! Minha ficha caiu no momento em que me encarei pelo espelho e me deparei com um ser bizarro com cara de cogumelo que deixava vazar a placenta de um ET recém nascido pelas laterais! Se alguém assistiu o filme Caça Fantasmas sabe do que estou falando.

Imediatamente decidi que os cabeleireiros morreriam de fome a partir daquele momento. Comprei uma maquininha, deitei a testa sobre a pia e tasquei um pente de numero 2 que transformou meu corte no estilo “piscina”, pois dava pra ver o fundo.

Hoje virou style os homens rasparem a cabeça, mas para os destelhados, sabemos que essa moda é para quem tem cabelos, porque para os carecudos é destino.

Para aqueles que não conseguem assumir esta fatalidade, tentam ao máximo disfarçar ao ponto de perder o BOM SENSO e expor o seu lado de extremo ridículo.

Alguns se atrevem a deixar crescer o cabelo mais de um lado e emprestam pro outro lado! Se ele fosse um transformer seria um fusca e esse cabelinho desgranhento é o capô!

Nesta mesma cesta de atrocidades existem os peruquentos. Seres que usam um cabelinho no cocuruto desnudo mais falso que camiseta Lacoste da 25 de março. Mas acreditem, esses usuários acham que estão com uma aparência normalíssima e consideram elegante chamarem seus monstrinhos peludos de prótese! Tem alguns modelitos que, se perdermos o controle de nossa sanidade, carinhosamente perguntaremos se aquilo tem nome, tem pedigree, qual a idade, etc e tals.

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Outra prática frequente são os implantes. Tufinhos de cabelos replantados em forma de pomar na área devastada, usando agulhas cujo diâmetro deixam furos de perfuração de petróleo no couro descabelado visíveis a 1 km de distância.

Um H O R R O R !

 

Apliques-de-Cabelos-para-Homens-9O problema para o observador é que essas coisas são hipnóticas! É impossível você conversar com um peruquento ou transplantado olhando nos olhos do cidadão! Nosso olhar é atraído para aquela aberração e nos impossibilita de prestar atenção no que o ET tenta comunicar: Phone home! Internamente brigamos com o impulso de defende-lo daquela situação, arrancando – com os estilhaços de grampos – e arremessando para bem longe, na tentativa de resgatar sua dignidade!

O transplantado é pior. Já tá feito. Só nos resta sugerir que adube a região, compre um boné transado ou ore.

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Então meu amigo em verdade vos digo: Quer enganar quem? Você sabe que por debaixo deste pelucio adubado, preso a grampos ou amarrados aos para-lamas do que restou de seu cabelo original, tem uma pusta bola lisa brilhante, portanto lembre-se que logo abaixo, adormecido existe um cérebro que merece ser preservado. Exercite-o e perceberá que se for rico ninguém ligará para sua calvície. Caso contrário use do BOM SENSO e busque alternativas não grotescas para suprir suas carências. Que tal cuidar dos dentes? Um sorrisinho bacana ajuda.

Direito ao Palavrão – por Pedro Ivo Resende

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos.

É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a “vulgarização” do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito,sua índole.

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Dercy Gonçalves
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“Pra caralho”, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que “Pra caralho”? “Pra caralho” tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?No gênero do “Pra caralho”, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso “Nem fodendo!”. O “Não, não e não!” e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade “Não, absolutamente não! “o substituem. O “Nem fodendo” é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo “Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!”. O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.Por sua vez, o “porra nenhuma!” atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um “é PhD porra nenhuma!”, ou “ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!”. O “porra nenhuma”, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos “aspone”, “chepone”, “repone” e, mais recentemente, o “prepone” – presidente de porra nenhuma. Há outros palavrões igualmente clássicos.Pense na sonoridade de um “Puta-que-pariu!”, ou seu correlato “Puta-que-o- pariu!”, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba… Diante de uma notícia irritante qualquer um “puta-que-o-pariu!” dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.E o que dizer de nosso famoso “vai tomar no cú!”? E sua maravilhosa e reforçadora derivação “vai tomar no olho do seu cú!”.Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando,passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: “Chega! Vai tomar no olho do seu cú!”. Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima.Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face,olhar firme,cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: “Fodeu!”. E sua derivação mais avassaladora ainda: “Fodeu de vez!”.

Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? “Fodeu de vez!”. Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de “foda-se!” que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do “foda- se!”?

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O “foda-se!” aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. “Não quer sair comigo? Então foda- se!”. “Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda- se!”. O direito ao “foda-se!” deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!. Grosseiro, mas profundo…
Pois se a lingua é viva, inculta, bela e mal-criada, nem o Prof. Pasquale explicaria melhor. “Nem fodendo.

NOTA: Quero me desculpar com o autor do texto Pedro Ivo Resende e aos leitores pelo equívoco no crédito dado a Luís Fernando Veríssimo. Obrigado Paulo Sérgio Pfaff  pelo alerta e sinto muito por ter lhe causado constrangimento pelo compartilhamento com informação errado sobre o autor.

Gênio da gramática

Esta é uma redação feita por uma aluna do curso de Letras, da Universidade Federal de Pernambuco – Recife e que obteve vitória em um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.escrita e gramática

“Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida e, o artigo, era bem definido, feminino singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.

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O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa.

Ponto-e-VirgulaPrepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.
Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa.
Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.
Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.

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Nisso a porta abriu repentinamente. Era verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal “Que loucura, minha gente”! Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto.
Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma “mesóclise-a-trois” ! Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.”

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VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM “HATERS” ?

Haters é uma palavra de origem inglesa que significa “os que odeiam” ou “odiadores” na tradução literal para a língua portuguesa.

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O termo hater é muito usado na internet.

Poderia aqui tentar definir quem são estas figurinhas que dedicam seu tempo para agredir verbalmente alguém ou alguma coisa, pessoa física ou jurídica através desta poderosa ferramenta de comunicação chamada Facebook, mas proponho um exercício para que façamos isso juntos!

Vamos lá?

10052013_Charge_580Quando eu era moleque, e já tem um tempinho, nossa principal diversão era bater uma bolinha na rua e frequentemente, em algum momento mais caliente do jogo, surgia um estagiário da mediocridade que dizia: “A bola é minha! Acabou o jogo!” e saía fazendo biquinho típico do imperador da mediocridade com o ego do tamanho do planeta e o caráter do tamanho de uma bola de gude. Evidente que junto com sua bolinha, levava uma saraivada de bordoadas pra largar mão de ser besta, e juntos ríamos e resolvia-se o problema ali mesmo, entre amigos.

Não sou psicólogo, mas minha profissão me ensinou a observar o comportamento humano, físico e mental, entonces acredito que possa incitar uma pequena discussão à respeito.

Aquele que agride por escrito, se não for jornalista (rs), me leva a crer tratar-se de alguém com falta de coragem (na antiga gíria chamados de “bunda mole”) para solucionar seus problemas de forma racional civilizada, pois na minha opinião, é a única forma que imagino para resolver um conflito de fato.

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SURGE A QUESTÃO: O que leva um “new Imbecil” externar algo pessoal direcionado à             alguém na internet, ou pior, dar indiretinhas decifradas somente pela “tchurma” de cegos
seguidores desnorteados incapazes de identificar a existência de duas faces em uma moeda?

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MINHA RESPOSTA: Imaturidade latente. Muita criança está envolvida neste tipo de comportamento, mas o que me intriga é ver marmanjos com mais de 30 anos – cujas mamis ainda lavam suas cuecas borradas – que passam seus dias choramingando porque não passaram de determinada fase do video game, como se vivesse em um mundo ficcional que conspira contra ele! Acreditam que os erros vem de fora e que todos ao seu redor estão unidos para lhe prejudicar! Será mesmo caro colegua ?

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Será que todos querem puxar o seu tapete ou é você que não consegue caminhar sobre ele? Seu tapete é real ou você pegou emprestado do Aladin?

Aí surgiram as mídias sociais! Que beleza! Um ambiente virtual onde as pessoas adoram expor suas idéias, criar seus grupos de afins, reunir amiguinhos do colégio que não veêm há 50 anos, postar fotinhas fofinhas e revelar ao mundo que vivem no país das maravilhas! #SQN – As mídias sociais, na cabecinha frouxa de alguns infelizes, se transformaram em super poderes, onde camuflados por debaixo da saia de suas projenitoras, que enquanto fazem seus crochês, desconhecem o camundongo que digita seu plano diabólico de destruição de alguém que discorda dele!  Ui !

Imagine a cena:

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Posicionado estratégicamente por debaixo da saia da mamãe, Super New Imbecil, conhecido entre seus parças como DR. SHIT, carregado pela ira da incompetência, elabora sua ação virtual para destruir seus inimigos: A página do facebócks é minhaaaa e EU posso dar indiretinhas em quem eu quiser! Eu tenho mais “likes” do que você! Ahahahah! Como se existisse alguém que não soubesse sobre as fábricas de “likes” alojadas na China, na Índia, na Coréia, do Paquistão a PQP!

Não se trata de um game! Acredite, eles existem! Agem como pixadores, no silêncio obscuro da insanidade.

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Mas o que mais me surpreende são seus seguidores! Debilóides que acreditam neste lunático, como se o fato narrado tivesse uma única parte envolvida e saem multiplicando o “hate” de um Paquiderme@ZéRuela.com como quem prega de forma chiita a existência de seu único Deus em um Estado laico.

Mesmo que seu cérebro seja menor que uma ameba, quando alguém lhe contar uma história sobre a injustiça cometida à este alguém, abra seus lindos olhinhos e pingue o “colíriun delirantes” que lhe permitirá analisar toda a periferia ao redor deste narrador, que cabisbaixo, dá peso a “suposta” sacanagem a que fora acometido. Não estou pedindo para julgar, mas simplesmente para agir com BOM SENSO.

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Entonces, ao New Imbecil de plantão, ainda dá tempo de assumir suas cagadinhas pessoais e tirar a fraudinha, arregassar as mangas, sair da sua bolha de insegurança e usar a internet para algo produtivo que possa ser contado aos seus filhos como um exemplo à ser seguido!

 

Ou vai querer ser lembrado como o cara de boas idéias que não conseguiu executá-las porque perdeu tempo “odiando” o coleguinha que não diz amém pra você?

 

QUANDO O URUBU BELISCA A CUECA

Quem nunca suou frio com a necessidade de desovar urgentemente algo indigesto, que arremesse a primeira cueca!

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Desta vez rachei a cabeça buscando algo que fosse inatingível ao Bom Senso e cheguei a …   – divertida quando se está de fora e trágica para quem vivencia – a famosa…Dor de Barriga, vulgarmente conhecida como Caganeira!

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Geralmente o desconforto chega sem avisar, sem tocar a campainha, sem mensagem via whatsapp. Simplesmente um ronco borbulhento no estômago seguido de um beliscão de um urubu faminto nos fundilhos da cueca ou da calcinha. Blefar que são gases, nem pensar! O 29465003-Black-and-white-illustration-of-a-buzzard--Stock-Photorisco é alto demais! Uma leve piscada de teste pode significar a perda da roupa íntima e da sua dignidade!

Nestas situações um banheiro vazio, limpinho, pronto para receber a enxurrada – inclusive àqueles dos fundos dos postos de gasolina cujo chaveirinho é um desentupidor de privadas – se transforma em um oásis!

Geralmente estas situações surgem em forma de castigo, pois estão distantes ou são inexistentes em um raio de 2 km ou mais. Este pesadelo costuma aparecer quando se está prensado em um busão, no metrô lotadão, no taxi preso ao meio de um pusta congestionamento na marginal, no primeiro encontro com a amada, no meio de uma maratona, na entrevista de emprego, no vestibular e demais momentos escolhidos na ponta do tridente pelo anticristo!

privadadomauMesmo quando deparamos com um ambiente favorável, ou XEJA, um banheirinho disponível, vem a segunda preocupação: Não chamar a atenção! Pois é, o ser humano é Fuds ! A merda literalmente tá rolando solta e o cara quer fingir que está tudo bem?

Vou descrever o retrato do inferno:

diarreaQuando o desespero nos atinge via canal de descarga fisiológica, ao passar pela porta de entrada do paraíso – chamado de forma polida de toillete – que em francês deve significar “sala de força ” – abrimos a porta como John Wayne o fazia nos filmes de faroeste! Pra ajudar, geralmente estamos usando um destes cintos moderninhos que precisam de senha para soltá-lo, uma calça de botões ou no caso feminino, ainda usando meia-calça – VIVA A MODA ! – Acho que foi em um momento como este que surgiu Cocô Channel! Ao invés de sentarmos sobre o vaso sanitário, nos jogamos sobre ele como se fosse sua amante ou sua última esperança! E sobre hercúlea pressão intestinal, contraímos toda nossa musculatura para parcelar o prejuízo e não fazer aquele barulho explosivo causado por um tsunami de merda!

 

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celinhoBom, após a tempestade vem a bonança! Mas este alívio tem um cheiro horroroso e indisfarçável como sopa de lixo, pois urubus, abutres, hienas e morcegos estão prontos para sairem sorridentes e em grupo ao seu lado. Por mais que você faça aquela cara de “não fui eu”, o suor que corre em bicas pelo seu rosto demonstra sua intensa batalha e te entrega mermão!

Um cagão nestas proporções fica tatuado na sua história. É algo inesquecível!

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Mas a situação pode ser ainda mais constrangedora: O papel higiênico pode não ser suficiente para a faxina asséptica ou não existir. Poderá também, no desespero de evacuar o ambiente devastado, deixar o papel rolar por debaixo da porta e o obrigar a sair de calças arriadas para captura-lo, correndo o risco de ser flagrado neste cenário de Guerra. A descarga poderá estar quebrada e você será obrigado a alertar o responsável pelo setor e posteriormente pedir dinamite para explodir a barragem, um balde ou uma caixa d’agua de 1000 Litros para abrir o caminho rumo ao esgoto e ainda rezar para não criar uma obstrução bostérica que interrompa o fluxo merdial natural do rio Tietê e ser processado pelo município. Outro problema- não menos vergonhoso – é perceber que a força da descarga não é suficiente para empurrar o volume acumulado, obrigando você a dar 17 descargas e chamar a atenção de todos que estão como platéia na recepção da arena que aguarda ansiosa para ver o rosto do responsável pelo atentado e pela nuvem tóxica que paira sobre sua cabeça. Isso, se já na saída não se deparar com uma fila de espera que o olha como se fosse um terrorista trajando um colete bomba.banheirio

Bom meu amigo, se isso nunca aconteceu com você, não fique triste, pois muito em breve essa merdalha baterá a sua portinha velada e você desejará estar de fraldas para tentar superar o peso da vergonha causada por sua irresponsabilidade quando ingeriu aquele acarajé no largo do arouche.

 

Se você tem alguma história de merda, compartilhe comigo. Assim agente se caga de rir juntos!