PELOS PORQUE TÊ-LOS

Como as coisas mudam. Antigamente, pelos eram sinais de masculinidade, hoje as meninas fazem cara de nojo para os pelucios!

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Sean Conery, o maior representante da história dos James Bond , se fosse hoje seria depiladão para fazer o espião dos tempos modernos.

 

Atualmente todo mundo se depila! Até a floresta amazônica está sendo desmatada.

Carecas e não carecas, raspam a cabeça, as axilas e demais regiões. Economia, modinha ou preguiça de se pentear, o número de  “despelados” aumenta dia a dia.

Talvez seja essa a representação do futuro prevista em alguns livros e filmes de ficção científica que demonstram seres mais evoluídos ou mesmo ETs, lisinhos como ratos de laboratório. Você já viu ET peludo?

 

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Pior que tem e é famosão!

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Me lembro que quando menino perguntava a meu pai: Quando eu crescer, o meu peito vai ser cabeludo igual ao seu? E ele carinhoso respondia: Claro moleque. Todo homem tem o peito cabeludo. Os filmes dos anos 70, os galãs apareciam sempre com a camisa desabotoada para mostrar a cabeleira .

 

 

O tempo passou, as primeiras penugens surgiram no meio do peito em forma de cavanhaque de bode e aos poucos foram preenchendo minha caixa torácica. O que eu não previa é que este mesmo tempo derrubaria meus cabelos e novos pelos surgiriam em outros lugares em forma de tuchinhos.

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As costas viraram um pequeno pomar. Do nariz brotaram chumaços de salsinha e cebolinha e na orelha uma semi floresta bloqueia a entrada do cotonete. Alguns homens se transformam em verdadeiros lobisomens. Tony Ramos, por exemplo. Ramos mesmo. O papai urso, representante máster dos peludões foi proibido de tirar sua camisa em público para manter a audiência.

 

Os nadadores se depilam alegando melhora na hidrodinâmica. De qualquer forma o cara que limpa a piscina agradece. Jogadores de futebol, lutadores de MMA e demais atletas = Zero pelo.

images Pois bem, mas qual a função do pelo? Pra que serve esta merda? Se nascemos com eles, alguma função deve existir, afinal de contas nosso criador é perfeito! Certo?

Segundo o wikipedia: Também denominados “hastes queratinizadas”, os pelos têm origem epidérmica e são constituídos por queratina. São construídos pelo folículo piloso e possuem diversas funções, como por exemplo a de fornecer proteção mecânica e térmica.

Térmica eu entendi, mas depois que inventaram os casacos, nossas “hastes queratinizadas” perderam suas funções, mas o que quer dizer “proteção mecânica”? Os pelos evitam que alguma parte do corpo deixe de funcionar? Se for isso, depilar a virilha não parece uma boa ideia.

fotos-de-charles-darwinSeguindo a teoria evolutiva de Charles Darwin, as espécies ganham novas características através de suas necessidades e são transmitidas geneticamente. Talvez agora temos a justificativa para a previsão de que no futuro todos seremos lisinhos feitos cascas de melancia.

Piolhos, chatos e outras pragas tendem a limitar seu número de residências nos seres humanos.

Mesmo não querendo, fiquei careca por hereditariedade e entrei na modinha, mas o meu maior desafio é depilar as costas. Cera quente é usada por gente descerebrada em centros de tortura medieval, portanto devemos usar da tecnologia adquirindo as prolongas depilatórias (nem sabia que existia) ou fazemos contorcionismo circense para tentar minimizar o tamanhos dos “tuchinhos” com a maquininha elétrica –  correndo o risco de travar a coluna – ou para quem tem, aproveitar a boa vontade das filhas – o que é raro – para auxiliarem no serviço de jardinagem. No peito dou uma baixadinha no tamanho para evitar que se exibam por entre os botões da camisa. Visualmente deselegante. Concordo.

Enfim,  o mundo muda, mas é cíclico e tudo pode voltar. No caso dos pelos, acredito que a teoria de Darwin será aplicada e nossas “hastes queratinizadas” serão extintas pela evolução do homem.

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A GRANDEZA DO FUTEBOL DE VÁRZEA

Várzea é um substantivo usado para se referir a um terreno plano e cultivado, geralmente próximo a rios, mas também usado de forma pejorativa para definir bagunça, desordem e confusão, talvez pelas condições de alguns terrenos após uma enchente, onde acumulam lixo e demais detritos trazidos após transbordar das águas dos rios.

Mas a palavra várzea e seu significado refletiu diretamente na história do futebol de muitos garotos que um dia sonharam em ser jogadores profissionais.

O futebol de várzea é aquele que pode ser praticado em terrenos não tão planos, adaptados com traves de madeira, com tuchos de gramas, terrão ou areia. Também na forma pejorativa, está associado a confusão, pois o juiz geralmente é o bom senso.

static2.squarespaceEu era bem garoto. A bola era nosso ícone. Durante a semana, estudava pela manhã e já no intervalo ou recreio como era chamado na época, 20 minutos que deveriam ser destinados a uma rápida alimentação, nosso lance era comer a bola, que na sua ausência, era substituída por papel, chumaço de pano, tampinha de garrafa ou qualquer outro objeto que pudesse ser chutado na direção do gol adversário, cujas traves eram formadas por sandálias de borracha ou pedras perdidas pela escola.

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Mas, com a chegada da sexta feira, logo no período da tarde, os amigos se reuniam na vila, escolhíamos os times e o pau comia. Estar entre os primeiros escolhidos era sinal de habilidade e isso inflava nossos egos e criava a ambição de alcançar um dia o profissionalismo.

Aos poucos o sonho era incrementado. Os clubes de bairro abriam suas peneiras que, pra quem não sabe, é o processo de seleção para fazer parte do elenco do time. A categoria era chamada de “Dente de Leite”, atualmente rebatizada de sub 12, acho.

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Eram 7 horas da manhã de um domingo. Garoava forte quando os portões do clube 7 de Setembro da Água Rasa se abriram para um bando de moleques que carregavam a tiracolo suas sacolinhas de panos nas mais variadas estampas (sobras de tecidos) contendo um par de chuteiras (gaeta para os mais humildes e rainha para os um pouco melhores de grana), um par de faixas (não existiam tornozeleiras) e uma toalhinha para o banho. O vestiário era mal iluminado e com bancos de madeira alinhados às paredes. Apesar do ambiente escuro, os olhos da garotada brilhavam com a oportunidade de pisar pela primeira vez em um campo semi-oficial. Para mim que sempre joguei na rua ou nas quadras de cimento da escola, aquilo era a glória.

0056-500x319O senhor Joaquim, um homem gordo, muito simpático – que apesar do nome portugues tinha origem italiana – com imensa alegria distribuia com carinho os meiões sem elástico e os calções e camisas do clube já bem surradas pelo time principal. Isso mesmo. Fardamento de adulto. Era o que tínhamos e adorávamos aquilo. Usar o mesmo uniforme do time principal do 7 de Setembro da Água Rasa!

selecao-das-melhores-imagens-de-2013-da-copa-kaiser-do-fotografo-rodrigo-campos-1368470055264_615x300É claro que toda locomoção e habilidade ficava debilitada com nosso esqueletinho sambando dentro de uma camisolona e um calção largo, franzido pelo cordão e abaixo do joelho, mas esse não era nosso principal desafio. A Bola era também para adultos. Bola especial para idade eram um luxo encontrado nos clubes de ponta. O campo era de terra, que na chuva ficava mais apropriado para a prática de motocross do que para futebol. Mas o pior de tudo era a cruel combinação entre bola pesada e barro. A bola se transformava em um meteóro que ao cabecear-mos a bandida, tínhamos pedaços de pele da testa arrancados ao ponto de nos fazer parecer personagens saídos do seriado “Vikings”. Verdadeiros Guerreiros. Mas em contrapartida, o peso da bola proporcionou aos garotos da várzea chutes poderosos sentidos pelos adversários quando disponibilizavam – para o azar deles – a bola adequada para nossa idade. Éramos verdadeiros canhões. Fato que em futuro próximo nos levou a jogar em times mais expoentes.

Mas após esta verdadeira batalha, fui aprovado para fazer parte do meu primeiro time de futebol, onde iria participar de diversos torneios e aos poucos ganhar uma experiência de vida que trago comigo até hoje.

fotos-aereas-campos-de-futebol-de-varzea-07Situações como jogar no campo do Vera Cruz, localizado no meio da favela (atual comunidade) da Vila Prudente, cujo centro era marcado por um paralelepípedo e o time “dente de leite” composto por jogadores barbados com pernas cabeludas, nos davam 2 opções: Perder ou tomar um pau.

Um pouco mais velho, jogando na categoria “Dentão”, fui convidado para disputar a partida do mais esperado torneio do clube, o festival 7 de Setembro, realizado anualmente na mesma data para festejar o aniversário do clube, onde substituí um jogador contundido do time principal e atuei fora da minha posição, na lateral direita (jogava no meio campo) e ainda com a responsabilidade de marcar ninguém menos que Gazela. Um negro alto, liso como quiabo, considerado uma das maiores revelações da várzea e com fortes chances de ser profissional. Estes foram registros cravados na minha memória afetiva.

9910083_U0sl8Este último porém ficou marcado por alguns momentos de arrepiar. Casa cheia. Ao redor de todo alambrado não existia um espaço vazio. Eu, com 15 anos era um moleque atrevido e sabia que bem mais baixo que o Gazela, não poderia deixar o cara matar a bola. Tinha que antecipar todas. E assim foi por todo o primeiro tempo. O problema começou logo no início do segundo tempo quando, atacando agora para o lado oposto, a minha lateral tangenciava o bar onde se concentrava a torcida do time adversário, o “Sapopemba”. Me lembro de ouvir um pusta de um negrão usar de um jargão futebolístico da época: Acaba com este cabaço Gazela! Como disse, moleque e atrevido e agora com o brio chacoalhado, antecipei um passe destinado à estrela principal, joguei para o meio de campo e corri para a linha de fundo para receber um toque em profundidade, sob forte marcação do boleiro Gazela. Ameacei cruzar, mas senti que meu marcador de pernas longas se esticava para interceptar o cruzamento. Foi aí que ousei e meti a bola no meio das pernas do bonitão e servi de bandeja para o centroavante abrir o placar. Tudo muito lindo se o besta aqui não tivesse ido até o alambrado onde se encontrava o cidadão que ordenara meu massacre e usar das mesmas palavras educadas disparadas por uma língua felina típica de um adolescente cheio de merda na cabeça: Quem é o cabaço aqui?

images (7)Amigos, a recordação que tenho deste sublime momento, mais se parece com uma cena de filme do Tarantino. Em câmera lenta, o cidadão levantou a camisa e percebi que preso a cintura de pilão da criança descansava um cano brilhante de calibre gigante e que em segundos estaria empunhado e apontado para minha direção, porém corri mais que um leopardo para o outro lado do campo deixando um rastro de medo e poeira pela trilha percorrida. O acesso ao campo era feito por um único portão de ferro e lá estava meu algoz tentando passar pela muralha chamada Zulu, que após ter agradecido o moleque metido que o presenteara com o gol, em gratidão, o centroavante cruzou o campo para tomar a arma do meu pretendente funerário e ainda dar uns catiripapos no negrão. Era negrão contra negrão, mas o nosso era Phuds! Graças a Deus!

Bom, o tempo passou, joguei nas categorias de base do Juventus – onde pisei pela primeira vez em um campo gramado e calcei uma chuteira com travas de borracha –  e depois no Corinthians – onde aprendi as malícias do futebol – , mas como meu futebol era arroz com feijão comparado aos craques da época, achei prudente mudar o rumo de minha vida e estudar.

Naquela época jogador de futebol só jogava bola. Existia paixão pela camisa que defendia. Não eram garotos propaganda dando valor a marca que paga seu salário. Arrepiava quando o treinador arremessava a camisa de titular na sua direção. Hoje quando vejo jogador de futebol bancando o SuperStar, ganhando zilhões, colocando a fama acima da base humilde em que fôra criado, fazendo ceninha em campo ao menor esbarrão do adversário, deixando a perna solta no ar pra cavar o pênalti da incompetência, me faz pensar porque nossos jovens talentos não buscam inspiração nos craques estrangeiros que praticam a magia do futebol sem firulas que caracterizam os boleiros brasileiros. Hoje vejo alguns garotos preocupados em aprender o rolinho, a carretilha, embaixadinhas – que são muito úteis para quem quer faturar algum no farol – do que trabalharem o básico do bater na bola para um passe preciso, do posicionamento, da marcação, do chute com os 2 pés. Atualmente, Casemiro, brasileiro que defende o Real Madri e a seleção brasileira, é um jogador que merece meu respeito, pois ao ser transferido para a Espanha conseguiu enxergar isso e colocar em prática seu melhor futebol. O arroz com feijão bem feito ou o “eisbein” usado no inesquecível 7×1 alemão. Vejo Messi, Benzema, Bale, Riverri, jogadores que tomam chegadas fortes, caem e já se levantam para continuar a jogada em busca do gol.

Aqui nossos jovens talentos se inspiram nos artistas da bola que se contorcem,  querem briga, adoram reclamar com o juíz até ficarem de fora de próximo jogo (as vezes uma final de campeonato) e mesmo que o golpinho tenha atingido de raspão o cotovelo, levam a mão ao rosto na tentativa de expulsar de campo o colega de profissão. Que merda! Joga bola rapaz! O Neymar Jr, está saindo desta fase. Abandonou aqueles terríveis cortes de cabelo – cuja intenção era aparecer mais do que a bola – diminuiu e muito o “cai cai” e resolveu resgatar a alegria e a grandeza do futebol ofertada por Deus e que em breve o consagrará como o melhor do mundo. Ele já é, mas não digam isso pra ele para não adiar a festa brasileira.

Quando não se tem controle emocional, um elogio pode acabar com a vida do elogiado se ele realmente acreditar em palavras mortas.

AS ENTRELINHAS DAS PALAVRAS MALDITAS OU MAL DITAS

Não sei de onde vieram alguns vícios de linguagem, mas para aqueles que gostam como eu de tentar entender o que não é para ser entendido, gostaria aqui de fazer uma pequena reflexão sobre algumas palavras ou frases empregadas pelo impulso de repetição no excesso de seu uso.

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Por exemplo:

Se vocês repararem, 99,99% dos youtubers começam seu vídeos com “FALA GALERA!” . Mas você sabe qual a origem da palavra “galera”? Galera era a área localizada nos porões das antigas embarcações movidas a grandes remos, onde escravos eram acorrentados e obrigados a doar toda sua força física para mover a nau. Não sei qual a relação, mas no futebol, a analogia foi feita para dar nomenclatura a torcida! Talvez pela aglomeração ou fanatismo que os transforma em escravos do time de coração? Talvez. Mas e no caso dos Youtubers? Escravos do belo conteúdo apresentado pela minoria? Sei lá!

Tem outras 2 palavrinhas que são comumente usadas em início de frases que para mim representam a abertura de uma pusta desculpa. Prestem atenção quando ouvi-las e reparem no que virá depois. Ei-la: VEJA BEM. Geralmente elas estão atreladas as entrevistas dadas por políticos quando encurralados pela imprensa. Significa que você tentará explicar o que é inexplicável, manja?

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Outra que representa uma baita contradição é: NA VERDADE… Pô, péra aí! Se após uma super tentativa de explicar algo você manda um “Na verdade…” significa que tudo que disse anteriormente era mentira?

file_54130a768724bO problema destes vícios de linguagem é que muita gente quando não entende direito ou não é chato o suficiente como eu, acaba cometendo deslizes criando verdadeiras pérolas de dar nó na cabeça de gringo que está tentando aprender nossa língua, cuja gramática sabemos ser extremamente complexa.

Certa vez estava eu sentado ao fundo do busão, quando ao meu lado um profeta disse ao seu “colégua”: Eu acho expecionante” as pessoas que perdem oportunidades. Se eu fosse ela, agarraria com as “unhas dos dentes”!

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Tem coisas que quando ditas e captadas por ouvidos demoníacos como os meus não passam despercebidas e preciso compartilhá-las pois retrata a falta de investimentos em educação no nosso país. Por outro lado, descobri um hobby que é anotar tudo no meu caderninho de maldades.

Que tal: “Exploradicamente”, “Feijão torpedo”, “Pudim de leite condenado”,Não adianta chorar sobre o leite desnatado”! Ou você morre de rir ou mata o infeliz ignorante na porrada! Coloco entre “aspas” para evitar que elas escapem e poluam sua HD.

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Faltou: Lagarto e não “Largato”

Haja capacidade para tanta “ingnorança” !

A língua portuguesa não é fácil e muda seus padrões de estado para estado. Quase um dialeto. Imaginem um turista alemão ou americano que se esforça para aprender nossa língua e chega no nordeste e escuta um “simbora mais eu” ! Ou no Rio de Janeiro onde o “O” tem som de “U”. Por exemplo: TUMATE. Caramba, se tomate é “tumate” quer dizer que a Xuxa é Xoxa?

Em Pernanbuco, a gente é “ARRENTE” e após uma pergunta feita a um cidadão local ele inicia a frase com “PRONTO” ! Qual seu nome? R: Pronto. João.

Pra nós brasileiros isso é maravilhoso pois retrata a diversidade cultural do nosso Brasil, mas para quem é de outro país tentando aprender nossa língua é de dar um nó no “célebro” e tudo é uma “questã” de “estendimento”, certo?

Preconceito linguistico

Maravilhoso? Será? humm

PORQUE AS MULHERES SÃO ASSIM E OS HOMENS SÃO ASSADO?

A diferença de comportamento entre os sexos é tema constante de diversos livros e estudos que retratam a contramão do ponto de vista entre homem e mulher.

homens-x-mulheres Antes que algum chatonildo venha tomar meu tempo com achismos, quero deixar claro que aqui não vou me ater ao tema explorado do momento que massifica a discussão sobre Gêneros. Para mim pouco importa, pois TODOS somos da raça HUMANA vestidos em diferentes cores de pele e agora gênero. Para mim, Humanos já basta. Cada qual com suas manias, defeitos e virtudes aprendendo sobre a vida na escola “Planeta Terra” visando passar de ano ou de plano espiritual.

Aprendizado é o motivo de sua presença na terra e, no meu caso, estou certo que vim para me divertir!

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Voltando ao homem e mulher – ou cromossomos XY + testículos + testosterona e cromossomos XX + útero + estrogênio – me atenho a falar sobre minha convivência com 3 mulheres XX debaixo do mesmo teto: esposa e filhas.

Poderia aqui chover no molhado falando sobre ser racional ou emocional, sobre as diferentes visões para educar os filhos, sobre o porque de um milhão de coisas que entenderia se tivesse nascido mulher, mas existem atitudes que, se alguém puder me ajudar a entender ficaria deveras agradecido.

Elas adoram tupperware!

bea 8 tupperwareAcumulam 30% do espaço dos armários da cozinha com uma quantidade titânica divididas entre formatos e cores de tampas – no sentido organizacional, até aí tudo bem, mas cubicamente falando – , muito além da capacidade da geladeira???

Não existe lógica, portanto concluí que a palavra “lógica” só existe no universo masculino XY.

Outro ponto que quero colocar na pauta do entendimento está relacionado a comunicação. Em casa durante as refeições, percebo que elas preferem se comunicar através de gestos, olhares e …grunhidos! Talvez pela ansiedade e contenção em falar de boca cheia, com frequência, ao invés de usar a palavra falada como meio de comunicação natural e exclusiva dos seres humanos, por exemplo, a frase “por favor me passe o arroz”, é substituída por um esboço de murmúrio pré-histórico “humhumhum” seguido de um olhar direcionado para a panela. Nós homens XY temos, por alguma razão genética, não saber exatamente para onde está direcionado o olhar em questão e o que especificamente poderia significar “humhumhum” naquele momento. Porque “humhumhum” é uma palavra complexa com diversos significados e que varia de acordo com o que está disposto à mesa.

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Algumas decodificações de “humhumhum”na mesa de refeições: Salada, azeite, sal, guardanapo, arroz, feijão, bife, macarrão, talher, copo, suco, refrigerante, enfim tudo pode ser interpretado por “humhumhum”, mas o pior é que neste vácuo de comunicação, elas se entendem e sem pestanejar, esticam a mão de forma certeira na direção do “humhumhum” do desejo. Telepatia? Talvez. E ai de você se cair na besteira de dizer que não entendeu o que quis dizer o “humhumhum” ! E se pedir para usarem da língua mãe e respectivo aparelho fonético que Deus criou com tanto zelo e preciosismo, tá morto, pois para elas é inadmissível você não entender a língua do “humhumhum” dito com inflexões diferenciadas baseadas na fonética da palavra do objeto em questão!!!

Como elas se dão o direito de agirem como mudas, nesta situação me dou o direito de me fazer de surdo. Direitos iguais, certo?

20141031_Com-que-roupa-eu-vouOutro ponto, esse redundante em todas as famílias que conheço dentro da mesma configuração que a minha está o stress pré evento! Não importa se você está a caminho de um simples churrasco de domingo na casa do cunhado ou a uma festa de gala na Casa Branca, as frases “com que roupa eu vou” ,“estou sem roupa” e “preciso de sapatos novos” são universais e surgem em forma de raios coloridos, mesmo que as portas dos guarda-roupas não fechem por excesso de bagagem e os cabides enverguem ao peso de 10 calças jeans da mesma cor e as sapateiras – no plural mesmo – explodindo, essas frases impreterivelmente serão ditas por elas. E agora com a tecnologia e a moda da tal “ selfie ” potencializaram a indecisão, pois compartilham entre as amigas e familiares do mesmo sexo XX , claro, para pesquisarem opiniões extra-residencial. E o que não pode faltar é o desfile de peças para colher nossa opinião masculina XY – que é puro protocolo, pois não vale nada – e que geralmente acontecem no momento em que você está assistindo os gols da rodada.

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O que acha amiga?

O que aprendi neste momento é que mesmo acreditando que tanto faz a opção, jamais diga “tanto faz, ambos são legais”, pois elas bufam e saem reclamando sem se conformar que homens são daltônicos para este quesito. O sapato preto ou o azul marinho? Oras bolas, são parecidos demais pra gente! Não muda nada! Em contrapartida, caso realmente resolva opinar para evitar a tromba em riste, prepare-se para ela usar sua escolha como fator eliminatório. Acreditem meninas, se seu marido opinar e der sugestões sobre combinações ele é gay.

 

Agora dentro do carro é onde o bicho pega radical. Não faço a menor questão de dirigir e quando estou no lado do passageiro, sou um cadáver, mas quando estou no volante sou o comandante da ação e como todos os homens XY motoristas, não gostamos…ou melhor, não suportamos palpites sobre rotas e formas de conduzir o veículo! Será tão difícil assim aceitar isso? Para um motorista que sempre oferece o volante antes de assumir a direção, ouvir 10 segundos depois “porque você vai fazer este caminho?” Ou “Você não acha melhor ir pela avenida X?” ou pior “Entra aqui!” com o dedo indicador passando à frente de seus olhos e em cima da rua desejada por ela! Geralmente você se descontrola imaginando que algo terrível está acontecendo à sua frente e você não reparou! Mas não é nada disso. Ela simplesmente gostaria que você fosse pela rua apontada, pois se ela estivesse ao volante, assim o faria…Mas, é VOCÊ quem está com as mãos no timão e como capitão da pequena nau de 4 rodas vê sua escolha ignorada. Se você reparar, este é um fato que ocorre às sextas e sábados à noite. Quando você olha para o carro ao lado e vê um casal discutindo, 90% de chance de ser devido a imposição de uma rota desejada do que uma DR.

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Quer escolher o caminho sentada como passageiro, vá de UBER. Ele pelo menos recebe pra isso.

O sofrimento de um motorista de UBER é que geralmente as moçoilas desacreditam na rota que o WAZE apresenta. Elas dizem: Não confio nisso aí! Ele sempre manda a gente por caminhos estranhos! É perigoso demais! Este aplicativo faz com que a gente ande mais. Eu conheço um caminho melhor! Como se não existisse trânsito em São Paulo! Porab030cff7a94d31d959094bfa479ccdb mais que você diga que as informações sobre as rotas são fornecidas por usuários em tempo real proporcionando a um sistema inteligente a criação de rotas alternativas, elas não confiam ou confiam desconfiando. Tenho uma teoria: O WAZE é masculino. Se fosse “A” WAZE com fundo rosa ao invés do azul (pusta estereótipo) talvez a aceitação seria melhor. Mas o sistema também deveria ser diferente. Ao invés da voz dizer: “em 800 metros vire a direita”, ela diria “ao avistar a sua esquerda uma linda casinha rosa na esquina com um belíssimo Ipê roxo em frente, vire a direita.

Todos sabemos que manter-se casado – ou qualquer outro tipo de sociedade – é uma arte que lhe obriga a contemporizar e elevar as virtudes do parceiro(a) sempre, para não dar merda. Um bom exemplo de sobrevivência desta instituição e durabilidade do matrimônio foi dado com muito bom humor pelo meu falecido e divertido pai:

Após mais de 50 anos de casado com sua única esposa, minha querida mama, ele mais do que ninguém usou do bom humor e da paciência de um monge budista para manter o bom relacionamento ou suportável, porque minha “mainha” não é fácil. Ele realmente sabia se comportar no campo de batalha. Quando chegou a casa dos 70ão, pimageserdeu parcialmente a audição. Minha outra teoria é: autodefesa dos sobreviventes das Bodas de Ouro (rs). Me divertia quando ele, após receber uma saraivada de reclamações de minha mãe – que geralmente acontecia logo após o galo cantar – , discretamente olhava para o público presente e levava o indicador à frente do seu lábio pedindo discrição, para sorrateiramente desligar o aparelho de audição e amenizar aquele processo estressante. (rs) E para dar sequência, sempre de forma bem humorada, quando sua senhora subia o tom de voz alegando que faria as malas e sumiria da vida dele, respondia: Ah meu amor! Você diz isso só pra me agradar! kkkk

As diferenças existem e são elas que nos movem e nos colocam para pensar, refletir e tirar das experiências o aprendizado para seguir em frente e juntos. Trocar de caçapa é estratégia de bilhar e não de casamento.

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De frágil elas não tem nada! Menstruadas são serial killers em potencial, mas são as primeiras a pular na frente da bala direcionada a um filho. Enfrentam fisiologicamente cólicas, depilação, gravidez, dores no parto e sofrem da violência masculina que usam da força física para sobrepor suas deficiências. No mercado de trabalho, o preconceito retrógrado machista ainda diferencia valores salariais para quem usa saias. Não dá pra crer, mas É assim.

Se tivermos BOM SENSO e compreensão, fazendo o simples exercício de nos colocar no lugar delas, ou de qualquer outro assunto que envolva preconceito, talvez consigamos construir um ambiente de convivência mais justo. Mas que o lance do tupperware é difícil de aceitar, isso pra mim ainda geram conflitos cognitivos.

 

AS MELHORES INVENÇÕES

Basta olhar para qualquer lado do planeta para vermos um bando de andróides, escravos de seus smartphones para destacar o grande sucesso que foi esta invenção originária do antigo telefone discado.

aprendiz.menor_5O que era para ser um simples telefone móvel, hoje aliado a outra grande descoberta, a internet, representa agilidade de comunicação e fonte de conhecimento útil e inútil.

Até pouco tempo costumava dizer que ar condicionado, direção hidráulica, carro automático e telefone celular eram as divas do conforto e da tecnologia funcional, mas após a proliferação da dengue e seus mais recentes familiares, Zica Virus e Chikungunya, devo acrescentar mais um ítem nesta lista de invenções : a raquete eletrônica para fritar a mosquitada.

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S E N S A C I O N A L !

Jamais imaginei que abriria um sádico sorriso ao ouvir o som do inseto voador fritando entre as cordas eletrificadas de uma raquete colorida ! Apesar do cheiro de queimado, sua utilidade é absurda!

Semana passada, munido de 2 raquetes (verde e azul), fui flagrado pela minha filha que filmava minha ação rindo de minha performance coreografada estilo JEDI no combate aos insetos voadores. Ridículo, mas fui efetivo na assepsia aérea que a cada raquetada via meus inimigos tombarem ou desintegrarem ao som de uma chicotada nas redes elétricas de minhas eficientes armas.

Aeltec mosquito Os fabricantes de inseticidas, fumacinhas e repelentes eletrônicos que me perdoem, mas atualmente sinto que suas novas fórmulas fazem cócegas na mosquitaiada. Alguns derrubam pela forte camada oleosa e não pelo veneno e, aquele zunido mais se parece com uma gargalhada do bichim tirando sarro da ineficiência dos produtos. Já o raquetão fritador…vichi! Bão hein! Não tem pra ninguém. É só sacar as coloridas que a pernilongaiada entra em pânico dando cabeçadas em revoada.

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Posso estar falando uma pusta bobagem, mas teorizo que talvez este deve ter sido um dos produtos mais comercializados nos últimos meses no Brasil ao ponto de elevar ainda mais o PIB da China, país de origem da raquete heroína. Aliás heroína sempre foi um forte por lá! rs

pernilongoNo colégio todos estudamos o funcionamento do ecossistema, mas é duro reconhecer a importância de um pernilongo. Geralmente atacam no escuro – covardes ou estratégicos? – mas o pior é o bzzzzzzziiiiii em nossos ouvidos. Isso é torturante demais. Se o desgranhento se alimentasse de forma vampiresca e desse linha na pipa, tudo bem, mas ele precisa nos infernizar tirando nosso sono e em alguns casos ainda nos manda para um hospital ou quiçá para um cemitério.

Talvez os ecochatos de plantão sugiram criar lagartixas e sapos em cativeiro e deixá-los espalhados pela casa como pets, mas esta solução selvagem é bizarra demais pra mim.

Mesmo tomando todas as precauções para evitar a proliferação da dengue e derivados, a rua em que resido no abc está infestada de pernilongos. Talvez a origem da palavra “infestada” teve sua origem aí, pois a pernilongaiada realmente está em festa por aqui. Rave de mosquito toda noite!547336_475889525817140_1721095172_n

A vigilância sanitária fez uma visita 40 dias atrás para verificar se a vizinhança está seguindo as orientações de prevenção e estamos 100% em dia com nossos deveres, porém em contrapartida aguardamos as providências da prefeitura que deveria ter enviado seus agentes munidos de pulverizadores de veneno contra os infelizes alados, mas até este momento, nada!

Bom, reclamações a parte, o intuito deste post foi enaltecer as invenções funcionais e em especial dar mérito para as RAQUETES FRITA MOSQUITOS que no escuro, ao fritar as moscas, com sua luz vermelha acusando “ON” e as faíscas que abrilhantam o sucesso do seu movimento contra o inimigo, me faz voltar para cama sob o clima de batalha vencida.

Que Deus ilumine a patente deste novo milionário que provavelmente foi uma das vítimas desses insuportáveis chatos voadores que o motivou a dedicar sua inteligência na criação desta suprema obra de arte.

Que venham os mosquitos! Estamos armados para a guerra!