Basta olhar para qualquer lado do planeta para vermos um bando de andróides, escravos de seus smartphones para destacar o grande sucesso que foi esta invenção originária do antigo telefone discado.
O que era para ser um simples telefone móvel, hoje aliado a outra grande descoberta, a internet, representa agilidade de comunicação e fonte de conhecimento útil e inútil.
Até pouco tempo costumava dizer que ar condicionado, direção hidráulica, carro automático e telefone celular eram as divas do conforto e da tecnologia funcional, mas após a proliferação da dengue e seus mais recentes familiares, Zica Virus e Chikungunya, devo acrescentar mais um ítem nesta lista de invenções : a raquete eletrônica para fritar a mosquitada.

S E N S A C I O N A L !
Jamais imaginei que abriria um sádico sorriso ao ouvir o som do inseto voador fritando entre as cordas eletrificadas de uma raquete colorida ! Apesar do cheiro de queimado, sua utilidade é absurda!
Semana passada, munido de 2 raquetes (verde e azul), fui flagrado pela minha filha que filmava minha ação rindo de minha performance coreografada estilo JEDI no combate aos insetos voadores. Ridículo, mas fui efetivo na assepsia aérea que a cada raquetada via meus inimigos tombarem ou desintegrarem ao som de uma chicotada nas redes elétricas de minhas eficientes armas.
Os fabricantes de inseticidas, fumacinhas e repelentes eletrônicos que me perdoem, mas atualmente sinto que suas novas fórmulas fazem cócegas na mosquitaiada. Alguns derrubam pela forte camada oleosa e não pelo veneno e, aquele zunido mais se parece com uma gargalhada do bichim tirando sarro da ineficiência dos produtos. Já o raquetão fritador…vichi! Bão hein! Não tem pra ninguém. É só sacar as coloridas que a pernilongaiada entra em pânico dando cabeçadas em revoada.

Posso estar falando uma pusta bobagem, mas teorizo que talvez este deve ter sido um dos produtos mais comercializados nos últimos meses no Brasil ao ponto de elevar ainda mais o PIB da China, país de origem da raquete heroína. Aliás heroína sempre foi um forte por lá! rs
No colégio todos estudamos o funcionamento do ecossistema, mas é duro reconhecer a importância de um pernilongo. Geralmente atacam no escuro – covardes ou estratégicos? – mas o pior é o bzzzzzzziiiiii em nossos ouvidos. Isso é torturante demais. Se o desgranhento se alimentasse de forma vampiresca e desse linha na pipa, tudo bem, mas ele precisa nos infernizar tirando nosso sono e em alguns casos ainda nos manda para um hospital ou quiçá para um cemitério.
Talvez os ecochatos de plantão sugiram criar lagartixas e sapos em cativeiro e deixá-los espalhados pela casa como pets, mas esta solução selvagem é bizarra demais pra mim.
Mesmo tomando todas as precauções para evitar a proliferação da dengue e derivados, a rua em que resido no abc está infestada de pernilongos. Talvez a origem da palavra “infestada” teve sua origem aí, pois a pernilongaiada realmente está em festa por aqui. Rave de mosquito toda noite!
A vigilância sanitária fez uma visita 40 dias atrás para verificar se a vizinhança está seguindo as orientações de prevenção e estamos 100% em dia com nossos deveres, porém em contrapartida aguardamos as providências da prefeitura que deveria ter enviado seus agentes munidos de pulverizadores de veneno contra os infelizes alados, mas até este momento, nada!
Bom, reclamações a parte, o intuito deste post foi enaltecer as invenções funcionais e em especial dar mérito para as RAQUETES FRITA MOSQUITOS que no escuro, ao fritar as moscas, com sua luz vermelha acusando “ON” e as faíscas que abrilhantam o sucesso do seu movimento contra o inimigo, me faz voltar para cama sob o clima de batalha vencida.
Que Deus ilumine a patente deste novo milionário que provavelmente foi uma das vítimas desses insuportáveis chatos voadores que o motivou a dedicar sua inteligência na criação desta suprema obra de arte.
Que venham os mosquitos! Estamos armados para a guerra!
Enquanto a Prefeitura de São Bernardo do Campo não volta com uma solução para acabar com os pernilongos na nossa rua, seguimos com as raquetadas que já incluíram o Rudge Ramos ao Grand Slam, junto com Roland Garros e Wimbledon.
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