Durante anos trabalhei prestando serviços para algumas produtoras, oras como diretor, oras como roteirista, como locutor, como ator* ou assumindo múltiplas tarefas para tentar garantir um cache melhor. É assim que atualmente nos mantemos no setor de produção audiovisual, onde o desenvolvimento crescente de novas tecnologias, transformou pré adolescentes em cineastas. Pelo menos é o que pensa e nisso se apegam alguns diretores de empresas no momento de análise do orçamento enviado para produção de um video.
Você apresenta seu REEL com alguns trabalhos de altíssima complexidade de produção e o cara diz: Meu filho fez algo parecido com isso…

Este ano, no meio do tsunami econômico que jogou 13 milhões de pessoas na busca por recolocação profissional (nome bacana para suavizar a palavra desempregado), passei a duras custas e contra minha vontade por um ano sabático. Trabalhando todos os sábados (rs)…domingos e feriados também! Mas não se iludam os desempregados dizendo “sorte sua”, pois não foi trabalho remunerado. Foram 12 meses de estudos e pesquisas para me adaptar as novas mídias e respectivos interesses do mercado digital.
Cheguei a conclusão que produção por si só perdeu valor, a não ser que esteja amarrada a uma ótima ideia que trará solução apresentando um conteúdo de qualidade. Baseado nesta afirmativa, desenvolvi um nicho de produção e agenciamento de influenciadores buscando ofertar mídias que pudessem alcançar bons resultados para marcas. Me associei a gente boa, gente talentosa e com estofo para gerar o tal do conteúdo de qualidade que pudesse atrair o interesse em diversos segmentos e para públicos diversos.
Pronto! Pensei comigo. Agora estou armado e apto para entrar no campo de batalha novamente.
Nada dissooo!
Quando você passa de freelancer à empresário, com CEP e tudo, novas incógnitas surgem!
Por exemplo:
Antigamente (palavra usada pelo povo vintage como eu) a prospecção era feita por telefone e ao falar diretamente com o responsável (sem trocentos filtros), conseguíamos – pelo tom da voz ou pelo andamento da conversa – sentir interesse e agendar imediatamente a data para apresentação detalhada de nosso negócio ou projeto. Agora, telefone virou invasivo. As pessoas preferem e-mails, mensagens de texto, e com isso inflacionam os custos dos pacotes de dados. Por mim, tudo bem contanto que o outro lado se lembre que não temos bola cristal e muito menos capacidade mediúnica, portanto uma resposta deste e-mail me parece evidente! Claro, que após alguns bons anos de experiência, quando esta resposta é praticamente monossilábica, do tipo – RECEBIDO – sabemos que deste mato não sairá coelho, quanto mais dinheiro.

Atual principal expertise do profissional de prospect: Ser Médium
Outra forma de prospecção pode ser feita através das mídias sociais profissionais, como o Linkedin ou pelas fanpage das empresas no Facebook. O que não entendo é, porque alguns profissionais lhe aceitam em suas network e ignoram sua tentativa de contato? Será que elas acreditam que fiz contato porque gostei da fotinho do avatar ou tenho admiração pelo cargo que atualmente ela exerce e serei um bonequinho para dar likes em seus posts como forma de aproximação? Para que aceitar a minha inclusão na sua rede de relacionamento? Talvez para aumentar o tamanho de sua Network que na prática irá usar quando estiver desempregado…ops…em busca recolocação profissional?
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Dias atrás conversando com um amigo publicitário sobre a falta de ética de alguns profissionais, chegamos a conclusão que prospectar novos clientes competindo com os “Brothers” é quase impossível. Ele comentou sobre uma concorrência aberta após a troca de comando de uma empresa que atendia com muito sucesso há anos.
O novo todo poderoso, mesmo confrontado por sua equipe satisfeita, que lhe apresentara os resultados excepcionais da atual agência, insistiu que a concorrência iria acontecer.
O procedimento dava indícios de brasileridade com carta marcada, mas mesmo assim a agência cumpriu seu papel e se empenhou ao extremo para vencer o braço de ferro.

No dia marcado para concorrência das campanhas, durante a apresentação da agência em questão, que entusiasmava os presentes pelo brilhantismo da proposta, o Big Boss – fortalecendo as suspeitas – não se dava ao luxo de tirar os olhos de seu celular para sequer olhar de soslaio para pelo menos um dos slides. Discrição e respeito ZERO ! Ao final da apresentação, elogios quase unânime pela proposta apresentada, DEUS isolado, continuava brincando com seu smartphone e ignorava o furor a sua volta. Porém, um frase dita estratégicamente ao final do speach, fez com que levantasse os olhos na direção do proscênio, arregalasse os olhos e expressasse facialmente um “FUDEU” que quase o derrubou da cadeira: Custo zero! Fariam tudo de GRAÇA!
Aplausos! Gritaria! Euforia generalizada na sala!
BINGO! Adivinhem o que aconteceu? Eles perderam a concorrência do mesmo jeito.
Brother é brother. Esquema é esquema. Sacanagem é sacanagem. O resto é resto.
*Apesar de ter realizado meu último trabalho como ator em uma modesta participação no longa REAL – A História por trás do Plano (2017) – atuar virou prazer e não mais ofício, pois não existe no mundo profissão mais desequilibrada, cujos protagonistas não conseguem separar a busca pelos aplausos da relação comercial com valorização do trabalho lúdico, o que os transforma em eternos figurantes.




Trilhões são arrecadados em impostos e não é suficiente para pagar as contas do país cujo custo da máquina pública está ancorado em cabides de empregos amarrados a acordões políticos. Agora nossos larápios de plantão querem privatizar empresas estratégicas para controle do país, como energia por exemplo, ao invés de acabarem com mordomias de dar nojo as baratas.
Imaginem nossa energia nas mãos dos chineses ou dos americanos que manipulam nosso país como marionete. Ou você realmente acredita que nossos principais players (petróleo, construção civil e agronegócio) foram explodidos a toa? Claro que chegou a hora de limpar o beco e acabar com os ratos, mas o caos generalizado foi financiado pelo American Way of life para beneficiar os interesses econômicos do Tio Sam. Uma teoria da conspiração baseada em análise de situação, feita por “moi”. (mim em francês – pra ficar mais chic).