De carona com o corona

Não existe uma alma viva que não esteja tentando entender o que está acontecendo no planeta.

Uma preocupação generalizada que deixa claro nossa vulnerabilidade neste jogo de xadrez chamado vida, que coloca em check o rei da nossa existência. Uma oportunidade para reflexões, re-enxergar os seus, despertar para os não seus, fortalecer valores adormecidos e ao mesmo tempo, iguala os seres humanos para a não existência de rótulos para nossa existência.

Um momento difícil, mas revelador. Meios de comunicação presos a um único tema, a manipulação de notícias em uma ciranda de interesses políticos e econômicos, teorias de conspiração, oportunistas de plantão e na contrapartida o despertar da solidariedade…de alguns poucos, porém valiosos como tudo o que é raro.

Não levo jeito para filosofar e muito menos poetizar sobre as coisas da vida, mas confesso que este momento me fez revisitar minhas crenças e mergulhar no meu subconsciente que estava em letargia total. Talvez o seu também. Não se iluda.

Desunidos somos impotentes perante a máfia dos poderosos de colarinhos alvos e reluzentes que ofuscam a sociedade dos comuns por detrás de leis leoninas seculares criadas no início do Brasil colônia para protegerem um patrimônio sangrado dos cofres públicos, portanto nosso, deflagrando uma matemática com um problema solúvel nas mãos de uma classe política insolúvel. Não sei por quanto tempo, mas sinto que uma hora a panela de pressão explode.

O ser humano, mas para ser justo, parte dele, talvez a ala mais forte, infelizmente, é desprezível em seu grau de egoísmo, egocentrismo, e por eufemismo suavizando todos os “ismos” que compõem o mau-caratismo.

Isso me faz lembrar da serie americana “Lúcifer” onde vemos o chefão das trevas tirando férias em Los Angeles se divertindo entre punições àqueles espertinhos  revelados na terra antes de desembarcarem definitivamente no inferno.

Um conhecido meu, curioso pela etimologia das palavras, certa vez me disse que Lúcifer quer dizer “e a luz se fez”. Pode fazer sentido se considerarmos tratar-se de um anjo caído. O filho ovelha negra do todo poderoso em busca da redenção, me referindo a serie de TV.

As vezes penso que se ele quiser dar um rolê em Brasília para uma visitinha de cortesia e garimpo, talvez este processo que estamos vivendo hoje poderia ser abreviado. Minha única preocupação é que neste pacto, ficaríamos em débito com o capeta, mas os dias vividos confinados entre pijamas e roupas folgadamente confortáveis e horrorosas e “lives” para derrubarem outros anjos do céu, findariam.