AS GÍRIAS E SEUS PREJUIZOS

As gírias sempre existiram e se transformam a cada geração. São uma espécie de dialeto usado por uma maioria jovem, mas que muitas vezes encarna nos não tão jovens.

Confesso que fico incomodado quando ouço alguém usar a palavra “TIPO” por seis vezes em uma frase com onze palavras. A palavra “TIPO”, segundo a tão depreciada língua portuguesa, deveria ser usada para mensurar um modelo, símbolo ou espécie, mas virou coringa na boca daqueles de vocabulário limitado. Não leiam isso como um julgamento generalizado, mas como uma análise baseada em conversas com grupos de jovens com quem me relaciono e que serve de alerta. Isso não quer dizer que não saibam se expressar, mas devem se auto fiscalizar para não caírem no vício de uma linguagem que acaba interceptando o cérebro e prejudicando uma linha de raciocínio e, por consequência, o entendimento de uma comunicação inteligível. TIPO, fica sem sentido.

A outra palavrinha que desliza pela língua dos papagaios escolares é o tal do MANO. O Brasileiro faz uma perseguição ferrenha as formas de comunicação iniciadas nos guetos americanos. Por lá começaram com o “brother” e logo os canarinhos brasileiros começaram a cantar o “irmão”. Na sequencia, abreviaram o “brother” e trouxeram o preguiçoso “BRO”. E pra não deixar barato cuspimos o “MANO” revelando uma falta de originalidade brutal que pode ser vista nas festas de *Halloween, uma influência da cultura 1000% americana capaz de fazer o “nosso” Saci engolir o cachimbo e dar um mortal de costas de tanta indignação.

Sobre os textos enviados por mensagem em se fala! É tema para outro post.

Então mano, se liga porque tipo pode dar ruim se falar assim em uma entrevista de emprego, tá ligado?

E pra quem se fantasia e toca a campainha dos vizinhos com “doces ou travessuras” e não faz a menor ideia do porque está valorizando a cultura alheia, segue o link pra entender seu papel:
https://lnkd.in/dg9d7Ejx

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