A cada dia que passa me convenço que alguns profissionais do universo digital decifram muito bem o comportamento humano movido pela curiosidade e criam formas de induzi-lo a clicar em uma chamada de texto que nada tem a ver com a manchete. Como adoram americanizar a comunicação, a Headline.
É o tal do click bait, traduzindo mais uma, isca de cliques . Uma tática usada na internet para gerar tráfego online por meio de uma chamada, que ao clicar vai perceber que o conteúdo não está conectado ao texto que o induziu ao clique
Geralmente chama nossa atenção com frases como “Descubra o segredo”…ou “Porque nunca divulgaram o segredo para”…ou ainda usam a imagem de algum famosão dizendo “Veja como está o fulano hoje ou saiba o que ninguém diz sobre…” ou pior, ofertas absurdas como “80% de desconto em algum produto que é sonho de consumo de uma maioria”…enfim, usam de um artifício baseado no comportamento dos seres humanos calcado na curiosidade ou na oportunidade de levar vantagem.
Para os espertinhos de plantão, esta é uma prática que, ao enganar o leitor, mostra que o estrategista não possui ética e nem moral, associando seu nome ou sua marca a de um vigarista.
Eu como fã do futebol, muitas vezes navegando sobre as atualizações sobre o esporte, por experiência, vejo de forma evidente várias dessas tentativas, onde requentam notícias que tiveram boa repercussão para induzi-lo a um clique que nada tem a ver com a chamada. Exemplo: “São Paulo contrata novo centroavante que promete ameaçar a titularidade de Calleri!” . Você imagina que vai desembarcar no Morumbi(s) um monstro sagrado do esporte, mas ao abrir, descobre que trata-se de um garoto da base que nem chegou a categoria profissional. Talvez seja matéria paga pelo empresário do garoto.
Você fica tão irritado que rola a página até o final para ver se existe alguma forma de mandar uma mensagem mal educada pro desgranhento filho de uma zunfrunha. (Tenho meu próprio vocabulário rs).
Cliques podem parecer legais, mas perder possíveis clientes ou leitores não é.
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