O CONTEÚDO É MAIS IMPORTANTE QUE VOCÊ

Dia desses me deparei com 3 apresentadores de um programa de rádio iniciando o quadro anunciando seus endereços nas redes sociais como se isso fosse algo extremamente importante para o ouvinte. Fazendo uma análise baseada em comportamento, sinto que este tipo de atitude incentiva a busca por outra rádio porque o real interesse é outro, e vou explicar meu ponto de vista:

Ao nos conectar com uma mídia, seja ela qual for, buscamos por algo que nos gere interesse. Em uma rádio, a oferta pode estar associada ao universo musical, jornalismo, curiosidades, informação. Se esta entrega estiver adequada ao seu interesse, a audiência será mantida e um fiel ouvinte conquistado. É tudo o que um meio de comunicação necessita para sobreviver. Audiência.

Agora, na minha visão, inicialmente somos atraídos pela qualidade do conteúdo e não pelos apresentadores. Se a apresentação for boa, interessante ao ponto de acrescentar algo em nossas vidas, talvez você, de forma natural, possa se interessar pela linha de raciocínio, forma, simplicidade ou didática do apresentador ao ponto de querer segui-lo nas redes sociais pra saber um pouco mais sobre o que ele pensa sobre outros assuntos. Ninguém vai acessar suas redes sociais sem te conhecer!


Na TV, temos em mãos o poder de um controle remoto que nos oferece a busca rápida por um conteúdo do nosso interesse. Muitas vezes o conteúdo é bom, mas o apresentador está tão preocupado com a imagem dele, com a voz empostada, fazendo caras e bocas, tentando interpretar sem ser ator ou atriz, que deixa o programa insuportavelmente falso.

Paralelo a isso, temos os canais de streaming oferecendo uma programação on demand, que proporciona à você assistir o que quiser, na hora que quiser. Um grande equívoco na forma de se expressar como comunicador é colocar a sua vaidade à frente de um bom conteúdo. Para ficar conhecido, atraia seu público pela qualidade das informações e pesquise sobre o tema abordado para que faça sentido e acrescente algo para a maioria das pessoas. Conheça seu público. O conteúdo deve ser útil ou interessante.

Falar de você não é algo que conecta as pessoas, e se elas estiverem com um controle remoto na mão, um botão ou um mouse, você desaparece em apenas um clique. O conteúdo é mais importante do que você. Acredite!

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NÃO É PRECISO DESENHAR AQUILO QUE FALA

Naturalmente nosso corpo reage àquilo que expressamos em palavras, mas contanto que seja um gestual natural você passará por um ser humano normal. O problema é desacreditar no poder da palavra e forçar a barra usando as mãos para desenhar tudo aquilo que fala. Por que EU…e aponta para o peito..porque você…e aponta para câmera…porque o universo…e faz um movimento circular acima da cabeça…porque o carinho que sinto por você…e faz o coraçãozinho unindo as duas mãos! Digamos se tratar de pleonasmo corporal! Quando digo que algo é GRANDE, entende-se que é grande. Se subir o tom e prolongar as vogais…GRAAAANDEEE! Este algo vai parecer maior ainda! A palavra em si, nos dá a dica de como dize-la modulando de acordo com a nossa intenção. Na contrapartida, vejo profissionais da comunicação trabalhando em telejornais como repórter que adoram desenhar e dramatizar aquilo que estão falando. Por exemplo: certa vez vi um jornalista que, para falar de uma crise econômica, gravou dentro de um cofre só para concluir a matéria rodando aquela imensa trava do dito cujo. Pra que? hashtag#comunicação hashtag#falebem hashtag#dica hashtag#ficaadica hashtag#reflexão hashtag#falarempublico hashtag#palestra hashtag#video hashtag#tv hashtag#oratoria

4 expressões que tiram a credibilidade da sua apresentação

Meses atrás postei um vídeo falando sobre o hábito inconsciente do uso do EU ACHO pela maioria das pessoas-

https://lnkd.in/dFgJkreZ .

Apesar de usual, trata-se de uma expressão que demonstra emitir uma opinião sobre algo que não tem certeza, e assim deixando a sensação no ouvinte de falta de confiança no interlocutor. Imagine a seguinte situação: Você ouvir de um médico que você espera um diagnóstico preciso sobre os sintomas do seu filho(a) e ouvir repetidamente o DOUTOR dizendo EU ACHO. Ou de um engenheiro que diz : EU ACHO que a estrutura da casa em que você vive com a sua família está segura. Ou você sabe sobre o que está falando ou apenas ouça. Não somos obrigados a saber sobre tudo e muito menos emitir uma opinião. A segunda expressão muito usada é NA VERDADE. Quando você manda um “na verdade…” no meio de uma linha de raciocínio, deixa no ar que tudo o que disse anteriormente era MENTIRA? A terceira expressão é NA REALIDADE. Quer dizer que você passeava com a Alice no País da Maravilhas quando resolveu cair na real? A quarta expressão e talvez uma das mais capciosas usada por muita gente é o tal do VEJA BEM. Se você reparar, vai perceber que geralmente após um “veja bem…” virá uma justificativa de algo injustiticável, uma desculpa esfarrapada, uma mentira caprichada ou servindo de muleta como uma pausa onde o interlocutor está catando papel na ventania pra ver se encontra alguma saída para a saia justa que se meteu falando bobagens demais. Claro que são expressões casuais, mas que trazem um sentimento negativo para sua imagem. Portanto, preste atenção.

NÃO É HORA DE VOCÊ FICAR INTELIGENTE

NÃO É HORA DE VOCÊ FICAR INTELIGENTE.

Essa é a primeira frase que uso quando inicio a preparação dos diferentes perfis de profissionais com quem tenho a oportunidade de trabalhar para melhorar a performance ao falar em público ou vídeo. Existe uma tendência natural associada a nossa vaidade que é mostrar que somos inteligentes quando vemos uma câmera apontada pra gente. Isso nos leva muitas vezes a usar palavras que não fazem parte do nosso vocabulário do dia a dia e, consequentemente, gerar uma perda na linha de raciocínio deixando sua comunicação prolixa e sem sentido.

A linguagem formal, além de ser chata pra caramba, da sono e distancia as pessoas, enquanto que a informal aproxima, exatamente por trazer a sensação que estamos conversando entre amigos. Perceba a diferença: o NÓS vira A GENTE, o PARA vira PRA, o IRÁ vira VAI, o ESTÁ vira TÁ! A não ser que seja um filósofo ou professor de português, é assim que naturalmente falamos e é isso que dá credibilidade à sua imagem porque mostra quem você é de verdade. Repare que os apresentadores dos telejornais estão mais soltos e os programas vespertinos trazem cenários com cara de sala de estar, exatamente para dar a sensação que estamos conversando entre amigos. Seja sempre você e traga para a sua comunicação, através de uma câmera ou à frente de centenas de pessoas, busque o seu jeito natural de falar. É isso que gera conexão e retém a audiência. As pessoas precisam sentir quem você é de verdade e não um personagem que coloca a vaidade à frente do conteúdo, que é mais importante que você. Acredite.

Falar bem não significa falar bonito, floreado, formal. Na minha opinião é preciso gerar conexão para reter a atenção do seu público e ter a satisfação de olhar pra plateia e ver que não tem ninguém babando. Por muitos anos exerci com orgulho a profissão de ator. Fiz teatro, participações em novelas, series, longa metragens, centenas de videos institucionais, treinamentos, mas o que me rendeu um bom retorno financeiro foi a publicidade, na época em que se pagava bem, principalmente para os filmes de bancos que exigiam credibilidade.

Testes eram feitos nas produtoras entre mais de cem atores para elencar quem representaria determinado banco. Depois de alguns testes frustrados, comecei a imergir na pesquisa da construção do personagem.

Comecei a observar como o gerente da minha conta se comunicava com seus clientes e comigo, e percebi que ele simplesmente batia um papo oferecendo seus produtos como se fosse um conselho dado por um grande amigo que queria o seu bem.

Esse era o tom que usei na primeira oportunidade, teste na O2 Filmes para Itaú Flexprev, o plano de previdencia privada do Itaú. Foram realizados 3 testes entre 150 atores para escolher quem seria o protagonista da campanha. Fui escolhido. Deste dia em diante, após o vencimento de cada contrato, fui selecionado para representar outros bancos e ainda ser a imagem das comunicações internas destas instituições financeiras que, me sinto orgulhoso em dizer, gravei para TODOS os principais bancos do país e alguns de fora que entravam para concorrer no Brasil. Meu sobrenome virou BANCO. Isso chamou a atenção dos marqueteiros políticos de plantão que me convidaram para ancorar diversas campanhas políticas de prefeito à presidente da república, me permitindo assim, sem a fama novelesca, conseguir alcançar um certo sucesso nesta difícil arte da interpretação.

Hoje trabalho com comunicação e entretenimento. Sou roteirista e diretor de cinema no formato documentário e atuo também no mercado corporativo. Gosto de contar boas histórias. Gosto de gente. E por isso, uso da mesma técnica usada para dar credibilidade a imagem associada a uma marca para preparar executivos e quem mais acredita que falar em público ou por vídeo seja fundamental para seu crescimento profissional. Não ensino oratória. Lapido pessoas para que sejam elas mesmas. Quem olha pra você ao vivo sobre um palco ou através da lente de uma camera, precisa sentir que você é de verdade. A linguagem formal, rebuscada, aquela que a pessoa quer mostrar que é inteligente, usando palavras que não fazem parte do seu vocabulário usual, é chata pra caramba, dá sono e pode levar o comunicador a se perder em sua linha de raciocínio. Agora, a informal, aquela usada na roda de amigos, essa retém a atenção porque mostra quem você é de verdade. É autêntica. É isso que gera credibilidade a sua imagem e deixa sua apresentação leve e com gosto de quero mais. SAIBA MAIS: wladimircandini.com.br