O TAL DO BUDGET

O mercado publicitário e o marketing ( o nome já ilustra) resolveram americanizar a língua brasileira.

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Análise geral virou “over view”, público alvo virou “target”, reunião de criação é “Brainstorm”, aí vem “feedback”, “recall”, “brandings”, “branded content” e demais “expressions” que só fazem sentido  se o cliente for gringo, mas sabe-se lá porque, criaram o publicitês. Talvez sonhassem em ganhar em dólar no Brasil, sei lá!

Uso-de-palavras-estrangeiras-na-Publicidade-2-370x200Outro dia recebi uma mensagem de uma agência que havia enviado um pedido de orçamento e me alertou por mensagem de texto com um ASAP! Na hora fiquei perdido e achei que o corretor do aplicativo tinha dado um gato na palavra e questionei com um interrogação. Resposta para ASAP: “As soon as possible”, ou XEJA, o mais breve possível.

AH! Vai TNC !

Isso tudo pra falar do tal do “Budget”, que nada mais é do que um orçamento!

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Semana passada abordei em meu artigo sobre “briefing” e contei alguns “causos”, e hoje não será diferente.

 

 

Tempos atrás, quando nos reuníamos com o departamento de comunicação de alguma empresa ou com sua respectiva agência que necessitava produzir um vídeo ou um filme publicitário, sentávamos com os criativos e diretores de arte e estes nos apresentavam uma campanha amarrada a um conceito ou uma necessidade específica, e juntos buscávamos uma linguagem que adequasse a todo aquele estudo e se adequasse a verba destinada para isso.

Aí surgiu o youtube e com ele as “referências”. Meus amigos vocês não fazem ideia o tamanho da preguiça que este fato gerou em algumas cabeças criativas.

Os caras agora te mandam o “tal do briefing” (post anterior) com algumas referências do youtubiu e um pedido de orçamento. O problema é a imprecisão, pois a referência está mais ou menos próxima do real desejo do cidadão que novamente não sabe bem o que quer. No fundo ele assistiu a “tal da referência” (talvez o próximo post) e daí teve a brilhante ideia de adaptá-la para sua necessidade, se é que existia alguma, pois muitas vezes nossa vivência percebe não fazer o menor sentido o pedido em questão. Aí o cafotografia-flarera te manda um filme produzido 100% em “stop motion” (mais uma palavrinha gringa), mas não quer que façamos nesta linguagem, compreende muchacho? Manda outra referência cuja fotografia é a bola da vez, com o tal do “flare” (mais uma) que é aquela luz frontal direta na lente da câmera para criar um efeito de brilho. (Tem dezenas de comerciais como este no ar, é a modinha do momento).

De cara sentimos que estas 2 referências juntas são no mínimo esdrúxulas.

Aí você pergunta: Posso ver o roteiro? E o cabra diz: Ainda não começamos a produzir.

Traduzindo: Não existe.

Nada se orça antes de analisar um roteiro!

Quando eu digo que para atuar em determinados mercados você precisa desenvolver sua mediunidade, ninguém acredita.

Outro probleminha é a tecnologia. Como hoje todo mundo tem um celular que filma com qualidade e edita em seus variados aplicativos, tudo parece muito fácil e isso nos proporciona ouvir pérolas enquanto apresentamos nosso “reel” (outra pro6 – edição de um portfólio): o meu filho fez algo assim no final de semana .

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Certo dia recebi um telefonema do departamento de comunicação de uma empresa aparentemente interessados em produzir seu primeiro vídeo institucional . Eu costumo chamar de prostitucional, pois fazemos pelo dinheiro e não pelo prazer. Como tratava-se de um cliente virgem no audiovisual, a primeira coisa que perguntei foi sobre o “tal do budget”, pois é o valor disponível de investimento que nos orienta a criar um roteiro mais ou menos complexo.

Bom, segundo ele não existia um valor pré-definido e pediu que apresentássemos uma proposta. Como ele mensurou a necessidade de gravar em 3 plantas fabris localizadas em outras cidades, imaginei que a verba ou o “tal do budget” existia de fato. Não estou certo, mas na época chegamos ao valor de 60 mil reais estimando 4 diárias de captação.

Para se apresentar um orçamento, destinamos boas horas de trabalho entre pesquisas, discussão de proposta criativa, linguagem e por fim cálculos para chegarmos ao número.

Acreditem estava muito enxuto este orçamento. Enviei e logo em seguida liguei para discutir nossa proposta e sanar qualquer dúvida, pois o cidadão tinha urgência e experiência zero.

Ao dizer alô, ouvi1305: Você tá louco! Pensei em gastar 3 mil reais! Ou XEJA, ele tinha um valor em mente e se eu soubesse que era isso que ele pretendia investir, teria indicado o filho do meu vizinho de 10 anos para rodar com seu Iphone!

Respirei fundo e logo em seguida veio a segunda frase: O que posso fazer com 3 mil reais?

Resposta: UM MIOJO !

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O Tal do Briefing

Briefing, em definição, corresponde a um conjunto de informações para o desenvolvimento de um trabalho que será executado por diversos profissionais envolvidos no processo. briefing_mesa2

Este é um termo muito usado no mercado publicitário e associado ao desenvolvimento criativo de uma campanha, seja impressa, digital ou audiovisual.

Para os leigos, seria como especificar ao Chefe de cozinha exatamente o que espera do prato solicitado: carne ao ponto, pouco condimentada, crocante, sem açúcar, pouco gelo, etc e tals. Informações fundamentais para que o resultado fique satisfatório.

briefingMas vamos a realidade: Saber pedir está ligado a Saber o que quer, mas atualmente nos deparamos com profissionais que não sabem o que querem e, portanto não sabem o que pedir. Batizamos este perfil de Engenheiros de obras Prontas, que são aqueles que se apropriam de uma ideia não desenvolvida por eles, mas que iniciam a palpitaria logo após a apresentação do primeiro escopo criado via mediunidade.

Como funciona isso? Vou explicar usando como referência o audiovisual, que é a área em que atuo: o cliente te chama para uma reunião, mas não sabe o que quer. Não faz a menor ideia porque desconhece totalmente o processo de produção e passa distante da criação*. Isso nos obriga a mergulhar na empresa contratante para entender o que ela faz, qual é o momento vivido, o que ela quer comunicar, para quem quer comunicar, para quando e qual o formato da apresentação (onde será exibido). Essas seriam as informações básicas para se compor um briefing.

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Munidos dessas informações iniciamos uma proposta criativa e apresentamos um pré-roteiro, um escopo da NOSSA ideia. É aí que começa o problema. É como se o cliente caísse de paraquedas na Disney e resolvesse se divertir em todos os brinquedos ao mesmo tempo. O cara vira roteirista, ator, diretor, fotógrafo. Ele age como se fosse Steven Spielberg. Vira cineasta e esquece do propósito. Começa a dar palpites em tudo o que foi apresentado e acaba caindo na armadilha do “eu gosto mais de” e se esquece de que o material e a linguagem proposta não foi desenvolvida para o gosto dele, e sim para o cliente dele, para o público dele, para quem o material foi pensado!

É triste ouvir o cliente dizer: “Eu não gosto da trilha. Prefiro sertaneja”, sendo que o vídeo é para uma plateia Rock’n Roll, por exemplo. Isso nos obriga a abrir um parênteses e dizer com toda delicadeza do mundo para não melindmais-ideias-1rar o cliente: Mas meu amigo, este material não foi feito pra você e sim para um público totalmente diferente de você! Isso não nos pertence! (como diz sabiamente meu amigo Micka da Ideia House). Na maioria das vezes funciona. Em algumas assumimos o “isso não nos pertence” só para nós, e entregamos o que o cliente pede mesmo consciente de que o resultado não será atingido. É como temperar carne com açúcar.

Assim sendo, deixamos isso claro e formalizado para nos isentar desta responsabilidade. Algumas vezes, após nossa formalização, com palavras do tipo “nossa sugestão”, “nossa experiência”, “nosso parecer”… faz com que o ego seja colocado de lado e o cliente volte atrás respeitando a proposta.

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Criação é outro tópico que foge um pouco da compreensão de alguns “João sem braço”, manja? O antigo “Migué” ?

*Certa vez participei da elaboração de uma proposta criativa para o desenvolvimento de um vídeo para uma marca nacional de cosméticos e fiquei pasmo com o que aconteceu? Após enviarmos nossa ideia anexada a um orçamento de produção, a urgência com que foi solicitada a proposta desapareceu no departamento em questão e nada da resposta de aprovação dentro do período pré-determinado. Mas o pior do desrespeito viria 3 meses depois. Nossa proposta criativa nos foi reenviada como briefing em uma concorrência com mais 5 produtoras para fazer orçamento!!! Como se a ideia não tivesse valor algum! Questionados sobre isso, quando alegamos que o custo da ideia fazia parte do nosso orçamento e que se fosse usada para uma concorrência deveriam nos pagar por isso, ouvimos um “como assim”? Num tô entendennnndo!!

 Existem valores que deveriam virar matéria nas universidades. ÉTICA por exemplo.

imagesAo perceber que uma simples ideia foi capaz de resolver um grande problema, depois de criada e apresentada como solução, é muito fácil alegar o óbvio, porém no conflito este óbvio é invisível e cabe as pessoas criativas e inteligentes transforma-lo em palpável.

Briefings não caem do céu. São informações importantíssimas que deverão estar presentes no contexto em forma de solução de algum problema, conflito ou pura e simples comunicação que ganha maior ou menor representatividade de acordo com o formato e linguagem que será apresentada. Tudo muito pensado e trabalhado por uma equipe formada por diversos profissionais, portanto merece respeito.

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Se você não sabe pedir, a chance de pedir o prato errado e ter que pagar caro por ele será de sua responsabilidade. Ou XEJA, faça sua lição de casa antes de contatar o profissional que irá criar e executar a ferramenta de soluções e lembre-se: Retrabalho custa mais caro.

ATORES E O MERCADO PUBLICITÁRIO

O fato de trabalhar com entretenimento e com algumas atuações no teatro, tv e cinema, há algum tempo fui convidado para participar de uma feira de profissões na escola de minhas filhas – quando ainda cursavam o colégio.

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Fiquei feliz e orgulhoso pela oportunidade de poder falar sobre o difícil mercado de trabalho e ainda sentir o brilho no olhar dos jovens que ansiavam em viver de arte. Mas pra minha surpresa e decepção, percebi que a grande maioria dos alunos não faziam a menor ideia sobre o que representava ser ator, a observação, construir um personagem, a dramaturgia,  e seus diversos tipos de linguagem e nuances.

hqdefault A referência deles era o glamour (existente somente em Hollygrude) e o foco era a fama. Falavam em fazer Malhação, participar do Big Brother ou serem Youtubers, mas raros aqueles que questionavam o árduo caminho das pedras. Queriam simplesmente aparecer. Falavam do sonho em se transformar “celebrities” e cegos ao ponto de pedirem a receita para alguém que não é famoso! Um Zé Ruela feito “yo” que tira sangue de pedra pra manter vivo o padrão conquistado em minha vida de operário do vídeo.

Profissionalmente falando, foi este tipo de visão que estraçalhou o mercado de trabalho do ator na publicidade e me fez abrir o leque de aptidões a tempo de me manter respirando.

Gracias!

Comecei profissionalmente em 1986, porém como já era raríssimo encontrar profissionais não globais, casados e com filhos e que conseguiam viver de teatro, encontrei nos filmes publicitários uma boa forma de sobrevivência artística, afinal os cachês giravam em torno de 10 mil dólares e a veiculação para a TV – exclusivamente aberta – tinha prazo de apenas 3 meses no ar. Além disso recebíamos um bom valor para fazer os testes de VT solicitados pela agência de publicidade para selecionarem o protagonista do comercial. Como a publicidade off-line imperava em suas superproduções, fazer testes (às vezes mais de um por dia) era suficiente pra levar uma boa vida de solteiro.

A publicidade era realmente uma vitrine para os produtores de elenco das emissoras de tv. Talvez por isso, o mercado inchou e os novos atores chegpagamento-de-contas-finald-e-ano-avam com a filosofia de que era necessário mostrar a cara em comerciais para ficarem conhecidos, e assim abrirem as portas para novos formatos. O problema foi que aumentou demais a oferta e estes “trainees” ignoraram as práticas do mercado e iniciaram um verdadeiro leilão, cujos valores de seus cachês variavam de acordo com o número de contas à pagar que tinham em atraso. Como se isso fizesse diferença em orçamentos que ultrapassavam os 7 dígitos nos custos de produção e 8 dígitos nos investimentos em mídia. Para quem não sabe, 30” no horário nobre da rede globo pode chegar a 300 mil dinheiros por inserção.

Qualquer um que se submetia a reduzir o valor de seu cachê, inconscientemente estaria colocando seu portfólio na prateleira da mediocridade de onde nunca mais sairia. As agências de atores por sua vez, lidavam com o canibalismo no casting, pois se você não topa o cachê oferecido, existem vários outros colegas predispostos a aceitar até por menos. E com a desculpa de que “cada um sabe onde aperta o calo” a publicidade foi a leilão nas luzes da ribalta.

Naquela época a publicidade era riquíssima, mas a partilha dos valores de produção já começava a se diluir nas mãos de poderosos diretores de criação e donos de produtoras “parceiras” instaladas em megas edificações em zonas nobres de São Paulo.

LUCASMesmo depois de Hollywood iniciar a produção de seus longas metragens em digital economizando 50% do orçamento de produção comparado ao processo artesanal de rodar em película, algumas agências de publicidade e respectivos criativos insistiram por muito tempo na produção em rolo de filme!!! Certa vez coloquei isso em discussão com um diretor de criação e ouvi o seguinte: Existem cenas (na época) que as linhas de fundo em um plano mais aberto “flicam” (tremem) no digital e só a película evita isso. Na Publicidade não podemos cometer erros! Bom, tecnicamente, pensando em estar oferecendo inteligência de produção, como se fosse o maior segredo do universo, questionei com olhar de cliente: Mas se for só por uma cena tenho 2 soluções: 1) adapta o roteiro e lima esta cena; 2) rode somente esta cena em película e posteriormente faça um “Tape to tape” (processo de digitalização que equaliza as imagens) que é infinitamente mais barato! Foi neste momento que percebi que acabara de dar um pusta tiro no pé. Pois senti que o que ele visava era exatamente o contrário de “economia”=<comissão. A economia ou a potencialização dos ganhos sairia do lado mais fraco.

Fazendo um comparativo, recebíamos em dinheiro de hoje aproximadamente 30 mil reais para ceder nossa imagem por 3 meses na TV aberta e atualmente  chegam a oferecer 5 mil reais para veicular em toda mídia eletrônica, onde inclui-se, TV aberta, por assinatura, internet, site do cliente, site da agência, Youtube, Vimeo, eventos, espaços públicos, e todas as demais mídias que permitam a exibição do filme, e pra piorar ainda mais, o prazinho de tempo de veiculação aumentara para 12 meses ou mais!! Antes que algum leigo se manifeste alegando que 30K era muito dinheiro para se pagar de cachê para um ator não famoso, saiba que enquanto este filme estiver no ar, dependendo do volume de exposição, a imagem do protagonista associada ao produto em questão o impossibilita de gravar outro filme, concorrente ou não. Portanto, divida este valor por 12 meses que equivale ao tempo de veiculação e acrescente mais 6 meses no mínimo de desassociação da imagem do produto…se for possível.

maxresdefaultQual a sensação de ver o garoto propaganda da TRIVAGO.COM entrando em todos os intervalos da programação de todos os canais por assinatura? É insuportável!

Se este cara não assinou um bom contrato, certamente terá dificuldades para retornar à telinha com outro produto. O mesmo se aplica ao Fabiano (ator das Casas Bahia), Carlos Moreno (Bombril) e agora o querido Batata com a divertidíssima campanha dos postos Ipiranga.

Para vocês terem uma referência de postura e desrespeito aos atores que fazem publicidade aqui no Brasil, instituiu-se como direito conexo o uso da imagem do ator e estipulou-se corresponder a 70% do valor do cachê bruto oferecido, sendo que os demais 30% refere-se a diária(s) de trabalho não importando quantas vezes sua imagem será exposta nas diversas mídias existentes.

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Não estou certo disso, mas compartilho da ideia: Em alguns países que dão valor ao uso de imagem, o que diferencia um ator celebrity de um ator standard (não famosão) é o valor da diária de trabalho, pois o direito conexo está associado ao volume na exposição da imagem que é proporcional ao investimento. Isso significa que quanto mais usarem a imagem do ator, mais ele receberá. Basta abrir o mapa de mídia da campanha! O cálculo é feito sobre um percentual do valor investido nas mídias em questão e é negociado diretamente com a agência responsável pela conta e com o cliente. Este percentual é na casa decimal, portanto não pensem que com um único filme o ator suba o nível de sua classe social. Seria o JUSTO, não acham?justiça-simbolo-tif-pb-280x190

Aqui geralmente o valor é elaborado em cima do que sobra do custo total da produção e jamais revelarão o mapa de mídia. Países desenvolvidos aplica-se a Lei da proporcionalidade e aqui a do oportunismo.

De quem é a culpa? Na minha opinião, dos atores que não se dão o devido valor e desrespeitam a classe.

Como saber se o valor ofertado é justo?

Dou aqui algumas dicas:

Analise o roteiro e veja se existe alguma complexidade? Tempo de exibição e praça de veiculação que estará atrelada ao contrato? Quem vai produzir? Top ou não? Quem vai dirigir e fotografar? Top ou não? A campanha se estenderá em mídia impressa, digital e rádio? Quantos produtos ficam atrelados ao comercial? Por exemplo: Comercial para alimentos pede exclusividade total no setor alimentício! Tudoooo!

LULA-NEVE-0011Outro fator importante é o tipo de produto. Papel higiênico, remédio para dor de barriga, para gases, associarão a imagem do artista ao “cagão”! Cuidado! Se virar “meme” nas mídias sociais, já era mermão! Estes são produtos que cabem só para celebridades, caso contrário você literalmente vai pra merda.

 

Pense nisso: Quando um amigo lhe indica um produto que posteriormente você descobre ser uma porcaria, jamais você esquecerá desta dica horrorosa e principalmente do cara que te recomendou. Fazendo uma analogia, o ator que indiretamente indica um produto ruim ou associa sua imagem a ele, deixará milhões de pessoas com este mesmo sentimento. Sacou?

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Certa vez fui consultado para fazer um comercial de Viagra e lembro de pedir 100 mil reais por 6 meses de contrato podendo ser renovado pela mesma fração e período mediante a pagamento de 100% do valor contratado. Fui chamado de louco, afinal nem estrela da globo eu era.

Minha defesa: Atualmente ganho meu arroz com feijão associando minha imagem a diversas instituições financeiras que me contratam como apresentador de seus institucionais e vídeos de treinamento. Se eu topar fazer um “Brocha” pelos 10 mil reais oferecidos significaria matar minha galinha dos ovos de ouro, pois brocha não tem credibilidade e é exatamente isso que represento para meus clientes!

Depois de alguns segundos de silêncio fúnebre, ouvi do produtor: Você tem razão.

Pior que isso é aceitar fazer campanha para o Maluf.

Este é o parâmetro que permitirá analisar se o valor ofertado faz parte de um orçamento previsto e planejado ou se foi o que restou no cofrinho. Agora cabe ao ator ter a coragem de agradecer o convite e dizer não. Isso caberia também a agência que representa o ator com o dever de preservar a carreira de seus profissionais. Mas se os mesmos pedem para serem consultados independente da mixaria oferecida, o que fazer?

A evolução é individual.

Com as novas tecnologias, crise econômica e um pouco de descaso, sinto que em breve os testes serão extintos e as produtoras de elenco serão pesquisadoras virtuais. Vejo produtores de elenco convocando e enviando briefings no modo econômico via mídias sociais e alguns solicitando vídeos testes enviados por zazap para pré seleção! (talvez para evitar o recall).

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Talvez tenham razão quanto ao direcionamento neste novo conceito, mas estou aqui como advogado de defesa de alguns inocentes que desconhecem ou ignoram no desespero que, associar sua imagem a qualquer produto à frente de milhões de pessoas, será o representante da marca naqueles 30”, falará em nome dela e isso já é o suficiente para receber um cachê justo. Se fizer uma pequena conta dividindo o valor do cachê pelo período de exibição da peça publicitária e o número de inserções em todas as mídias chegará aos centavos destinados ao ator. Triste realidade.

Como nunca permiti que minha imagem fosse a leilão e sempre respeitei a profissão do ator, preferi estudar o “behind the scene” e iniciei um novo caminho – não menos difícil – como roteirista, locutor, diretor cinematográfico e cena, e recentemente como produtor de conteúdo para que jamais me faltasse trabalho. Migrei de ator a camaleão multimídia para me defender dos predadores mirins, pois agora sou chamado de “old School”!

Ah vá TNC !

Para mim, ser ator é um trabalho como outro qualquer. Me intitulava como operário do vídeo, exatamente para quebrar essa visão glamourosa da profissão. Lembro de ouvir algumas pessoas dizendo:

Que bacana! Você é ator! Mas além de atuar você trabalha com o que?

 É exatamente isso. Tem muita gente que acredita que Ator não é profissão, mas um hobby. Tudo bem que a gente se diverte trabalhando para entreter, aliás o mercado de entretenimento é um dos poucos que cresce em nosso país, mas o desgaste físico e emocional é gigante e merece respeito.

Como tudo na vida as oportunidades estão atreladas ao relacionamento, a sua network. Ganhar valor requer muito trabalho. Fama é para poucos e não deve ser objetivo e sim resultado de um bom trabalho (pusta clichê).

Então para você jovem que sonha em ser um profissional das artes cênicas e ainda constituir família e ter condições de ter dependentes, saiba que para construir um patrimônio vivendo somente desta arte vai precisar ser bom no que faz e ainda ter a sorte de se relacionar bem (empanelar-se sem puxar saco) para ser contratado por alguma emissora de TV e ainda cair nas graças do povo. Caso contrário prepare-se para viver em uma montanha russa com muita aventura pela frente.

Mais uma coisinha: saibam que acima de um produtor de elenco de uma emissora de Tv está o cara do financeiro que usa da “vitrine” que trabalha para lhe oferecer um suicídio econômico.

Malhação – nesta escola de preparação para jovens atores, me ofereceram um contrataço de 5 mil réis para ficar disponível 7 dias por semana e ainda sujeito a um desconto de 40% caso não tivesse gravação agendada no mês!

Ainda ouvi do raiz quadrada: Este trabalho vai te lançar!

Minha resposta: Quem precisa de lançamento é foguete! Eu preciso é de dinheiro pra sustentar minha família.

PELOS PORQUE TÊ-LOS

Como as coisas mudam. Antigamente, pelos eram sinais de masculinidade, hoje as meninas fazem cara de nojo para os pelucios!

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Sean Conery, o maior representante da história dos James Bond , se fosse hoje seria depiladão para fazer o espião dos tempos modernos.

 

Atualmente todo mundo se depila! Até a floresta amazônica está sendo desmatada.

Carecas e não carecas, raspam a cabeça, as axilas e demais regiões. Economia, modinha ou preguiça de se pentear, o número de  “despelados” aumenta dia a dia.

Talvez seja essa a representação do futuro prevista em alguns livros e filmes de ficção científica que demonstram seres mais evoluídos ou mesmo ETs, lisinhos como ratos de laboratório. Você já viu ET peludo?

 

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Pior que tem e é famosão!

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Me lembro que quando menino perguntava a meu pai: Quando eu crescer, o meu peito vai ser cabeludo igual ao seu? E ele carinhoso respondia: Claro moleque. Todo homem tem o peito cabeludo. Os filmes dos anos 70, os galãs apareciam sempre com a camisa desabotoada para mostrar a cabeleira .

 

 

O tempo passou, as primeiras penugens surgiram no meio do peito em forma de cavanhaque de bode e aos poucos foram preenchendo minha caixa torácica. O que eu não previa é que este mesmo tempo derrubaria meus cabelos e novos pelos surgiriam em outros lugares em forma de tuchinhos.

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As costas viraram um pequeno pomar. Do nariz brotaram chumaços de salsinha e cebolinha e na orelha uma semi floresta bloqueia a entrada do cotonete. Alguns homens se transformam em verdadeiros lobisomens. Tony Ramos, por exemplo. Ramos mesmo. O papai urso, representante máster dos peludões foi proibido de tirar sua camisa em público para manter a audiência.

 

Os nadadores se depilam alegando melhora na hidrodinâmica. De qualquer forma o cara que limpa a piscina agradece. Jogadores de futebol, lutadores de MMA e demais atletas = Zero pelo.

images Pois bem, mas qual a função do pelo? Pra que serve esta merda? Se nascemos com eles, alguma função deve existir, afinal de contas nosso criador é perfeito! Certo?

Segundo o wikipedia: Também denominados “hastes queratinizadas”, os pelos têm origem epidérmica e são constituídos por queratina. São construídos pelo folículo piloso e possuem diversas funções, como por exemplo a de fornecer proteção mecânica e térmica.

Térmica eu entendi, mas depois que inventaram os casacos, nossas “hastes queratinizadas” perderam suas funções, mas o que quer dizer “proteção mecânica”? Os pelos evitam que alguma parte do corpo deixe de funcionar? Se for isso, depilar a virilha não parece uma boa ideia.

fotos-de-charles-darwinSeguindo a teoria evolutiva de Charles Darwin, as espécies ganham novas características através de suas necessidades e são transmitidas geneticamente. Talvez agora temos a justificativa para a previsão de que no futuro todos seremos lisinhos feitos cascas de melancia.

Piolhos, chatos e outras pragas tendem a limitar seu número de residências nos seres humanos.

Mesmo não querendo, fiquei careca por hereditariedade e entrei na modinha, mas o meu maior desafio é depilar as costas. Cera quente é usada por gente descerebrada em centros de tortura medieval, portanto devemos usar da tecnologia adquirindo as prolongas depilatórias (nem sabia que existia) ou fazemos contorcionismo circense para tentar minimizar o tamanhos dos “tuchinhos” com a maquininha elétrica –  correndo o risco de travar a coluna – ou para quem tem, aproveitar a boa vontade das filhas – o que é raro – para auxiliarem no serviço de jardinagem. No peito dou uma baixadinha no tamanho para evitar que se exibam por entre os botões da camisa. Visualmente deselegante. Concordo.

Enfim,  o mundo muda, mas é cíclico e tudo pode voltar. No caso dos pelos, acredito que a teoria de Darwin será aplicada e nossas “hastes queratinizadas” serão extintas pela evolução do homem.

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A GRANDEZA DO FUTEBOL DE VÁRZEA

Várzea é um substantivo usado para se referir a um terreno plano e cultivado, geralmente próximo a rios, mas também usado de forma pejorativa para definir bagunça, desordem e confusão, talvez pelas condições de alguns terrenos após uma enchente, onde acumulam lixo e demais detritos trazidos após transbordar das águas dos rios.

Mas a palavra várzea e seu significado refletiu diretamente na história do futebol de muitos garotos que um dia sonharam em ser jogadores profissionais.

O futebol de várzea é aquele que pode ser praticado em terrenos não tão planos, adaptados com traves de madeira, com tuchos de gramas, terrão ou areia. Também na forma pejorativa, está associado a confusão, pois o juiz geralmente é o bom senso.

static2.squarespaceEu era bem garoto. A bola era nosso ícone. Durante a semana, estudava pela manhã e já no intervalo ou recreio como era chamado na época, 20 minutos que deveriam ser destinados a uma rápida alimentação, nosso lance era comer a bola, que na sua ausência, era substituída por papel, chumaço de pano, tampinha de garrafa ou qualquer outro objeto que pudesse ser chutado na direção do gol adversário, cujas traves eram formadas por sandálias de borracha ou pedras perdidas pela escola.

Santos, Brazil Takes Pride In Star Player Neymar's Local Rise

Mas, com a chegada da sexta feira, logo no período da tarde, os amigos se reuniam na vila, escolhíamos os times e o pau comia. Estar entre os primeiros escolhidos era sinal de habilidade e isso inflava nossos egos e criava a ambição de alcançar um dia o profissionalismo.

Aos poucos o sonho era incrementado. Os clubes de bairro abriam suas peneiras que, pra quem não sabe, é o processo de seleção para fazer parte do elenco do time. A categoria era chamada de “Dente de Leite”, atualmente rebatizada de sub 12, acho.

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Eram 7 horas da manhã de um domingo. Garoava forte quando os portões do clube 7 de Setembro da Água Rasa se abriram para um bando de moleques que carregavam a tiracolo suas sacolinhas de panos nas mais variadas estampas (sobras de tecidos) contendo um par de chuteiras (gaeta para os mais humildes e rainha para os um pouco melhores de grana), um par de faixas (não existiam tornozeleiras) e uma toalhinha para o banho. O vestiário era mal iluminado e com bancos de madeira alinhados às paredes. Apesar do ambiente escuro, os olhos da garotada brilhavam com a oportunidade de pisar pela primeira vez em um campo semi-oficial. Para mim que sempre joguei na rua ou nas quadras de cimento da escola, aquilo era a glória.

0056-500x319O senhor Joaquim, um homem gordo, muito simpático – que apesar do nome portugues tinha origem italiana – com imensa alegria distribuia com carinho os meiões sem elástico e os calções e camisas do clube já bem surradas pelo time principal. Isso mesmo. Fardamento de adulto. Era o que tínhamos e adorávamos aquilo. Usar o mesmo uniforme do time principal do 7 de Setembro da Água Rasa!

selecao-das-melhores-imagens-de-2013-da-copa-kaiser-do-fotografo-rodrigo-campos-1368470055264_615x300É claro que toda locomoção e habilidade ficava debilitada com nosso esqueletinho sambando dentro de uma camisolona e um calção largo, franzido pelo cordão e abaixo do joelho, mas esse não era nosso principal desafio. A Bola era também para adultos. Bola especial para idade eram um luxo encontrado nos clubes de ponta. O campo era de terra, que na chuva ficava mais apropriado para a prática de motocross do que para futebol. Mas o pior de tudo era a cruel combinação entre bola pesada e barro. A bola se transformava em um meteóro que ao cabecear-mos a bandida, tínhamos pedaços de pele da testa arrancados ao ponto de nos fazer parecer personagens saídos do seriado “Vikings”. Verdadeiros Guerreiros. Mas em contrapartida, o peso da bola proporcionou aos garotos da várzea chutes poderosos sentidos pelos adversários quando disponibilizavam – para o azar deles – a bola adequada para nossa idade. Éramos verdadeiros canhões. Fato que em futuro próximo nos levou a jogar em times mais expoentes.

Mas após esta verdadeira batalha, fui aprovado para fazer parte do meu primeiro time de futebol, onde iria participar de diversos torneios e aos poucos ganhar uma experiência de vida que trago comigo até hoje.

fotos-aereas-campos-de-futebol-de-varzea-07Situações como jogar no campo do Vera Cruz, localizado no meio da favela (atual comunidade) da Vila Prudente, cujo centro era marcado por um paralelepípedo e o time “dente de leite” composto por jogadores barbados com pernas cabeludas, nos davam 2 opções: Perder ou tomar um pau.

Um pouco mais velho, jogando na categoria “Dentão”, fui convidado para disputar a partida do mais esperado torneio do clube, o festival 7 de Setembro, realizado anualmente na mesma data para festejar o aniversário do clube, onde substituí um jogador contundido do time principal e atuei fora da minha posição, na lateral direita (jogava no meio campo) e ainda com a responsabilidade de marcar ninguém menos que Gazela. Um negro alto, liso como quiabo, considerado uma das maiores revelações da várzea e com fortes chances de ser profissional. Estes foram registros cravados na minha memória afetiva.

9910083_U0sl8Este último porém ficou marcado por alguns momentos de arrepiar. Casa cheia. Ao redor de todo alambrado não existia um espaço vazio. Eu, com 15 anos era um moleque atrevido e sabia que bem mais baixo que o Gazela, não poderia deixar o cara matar a bola. Tinha que antecipar todas. E assim foi por todo o primeiro tempo. O problema começou logo no início do segundo tempo quando, atacando agora para o lado oposto, a minha lateral tangenciava o bar onde se concentrava a torcida do time adversário, o “Sapopemba”. Me lembro de ouvir um pusta de um negrão usar de um jargão futebolístico da época: Acaba com este cabaço Gazela! Como disse, moleque e atrevido e agora com o brio chacoalhado, antecipei um passe destinado à estrela principal, joguei para o meio de campo e corri para a linha de fundo para receber um toque em profundidade, sob forte marcação do boleiro Gazela. Ameacei cruzar, mas senti que meu marcador de pernas longas se esticava para interceptar o cruzamento. Foi aí que ousei e meti a bola no meio das pernas do bonitão e servi de bandeja para o centroavante abrir o placar. Tudo muito lindo se o besta aqui não tivesse ido até o alambrado onde se encontrava o cidadão que ordenara meu massacre e usar das mesmas palavras educadas disparadas por uma língua felina típica de um adolescente cheio de merda na cabeça: Quem é o cabaço aqui?

images (7)Amigos, a recordação que tenho deste sublime momento, mais se parece com uma cena de filme do Tarantino. Em câmera lenta, o cidadão levantou a camisa e percebi que preso a cintura de pilão da criança descansava um cano brilhante de calibre gigante e que em segundos estaria empunhado e apontado para minha direção, porém corri mais que um leopardo para o outro lado do campo deixando um rastro de medo e poeira pela trilha percorrida. O acesso ao campo era feito por um único portão de ferro e lá estava meu algoz tentando passar pela muralha chamada Zulu, que após ter agradecido o moleque metido que o presenteara com o gol, em gratidão, o centroavante cruzou o campo para tomar a arma do meu pretendente funerário e ainda dar uns catiripapos no negrão. Era negrão contra negrão, mas o nosso era Phuds! Graças a Deus!

Bom, o tempo passou, joguei nas categorias de base do Juventus – onde pisei pela primeira vez em um campo gramado e calcei uma chuteira com travas de borracha –  e depois no Corinthians – onde aprendi as malícias do futebol – , mas como meu futebol era arroz com feijão comparado aos craques da época, achei prudente mudar o rumo de minha vida e estudar.

Naquela época jogador de futebol só jogava bola. Existia paixão pela camisa que defendia. Não eram garotos propaganda dando valor a marca que paga seu salário. Arrepiava quando o treinador arremessava a camisa de titular na sua direção. Hoje quando vejo jogador de futebol bancando o SuperStar, ganhando zilhões, colocando a fama acima da base humilde em que fôra criado, fazendo ceninha em campo ao menor esbarrão do adversário, deixando a perna solta no ar pra cavar o pênalti da incompetência, me faz pensar porque nossos jovens talentos não buscam inspiração nos craques estrangeiros que praticam a magia do futebol sem firulas que caracterizam os boleiros brasileiros. Hoje vejo alguns garotos preocupados em aprender o rolinho, a carretilha, embaixadinhas – que são muito úteis para quem quer faturar algum no farol – do que trabalharem o básico do bater na bola para um passe preciso, do posicionamento, da marcação, do chute com os 2 pés. Atualmente, Casemiro, brasileiro que defende o Real Madri e a seleção brasileira, é um jogador que merece meu respeito, pois ao ser transferido para a Espanha conseguiu enxergar isso e colocar em prática seu melhor futebol. O arroz com feijão bem feito ou o “eisbein” usado no inesquecível 7×1 alemão. Vejo Messi, Benzema, Bale, Riverri, jogadores que tomam chegadas fortes, caem e já se levantam para continuar a jogada em busca do gol.

Aqui nossos jovens talentos se inspiram nos artistas da bola que se contorcem,  querem briga, adoram reclamar com o juíz até ficarem de fora de próximo jogo (as vezes uma final de campeonato) e mesmo que o golpinho tenha atingido de raspão o cotovelo, levam a mão ao rosto na tentativa de expulsar de campo o colega de profissão. Que merda! Joga bola rapaz! O Neymar Jr, está saindo desta fase. Abandonou aqueles terríveis cortes de cabelo – cuja intenção era aparecer mais do que a bola – diminuiu e muito o “cai cai” e resolveu resgatar a alegria e a grandeza do futebol ofertada por Deus e que em breve o consagrará como o melhor do mundo. Ele já é, mas não digam isso pra ele para não adiar a festa brasileira.

Quando não se tem controle emocional, um elogio pode acabar com a vida do elogiado se ele realmente acreditar em palavras mortas.

AS ENTRELINHAS DAS PALAVRAS MALDITAS OU MAL DITAS

Não sei de onde vieram alguns vícios de linguagem, mas para aqueles que gostam como eu de tentar entender o que não é para ser entendido, gostaria aqui de fazer uma pequena reflexão sobre algumas palavras ou frases empregadas pelo impulso de repetição no excesso de seu uso.

Palavras-benditas-palavras-malditas

Por exemplo:

Se vocês repararem, 99,99% dos youtubers começam seu vídeos com “FALA GALERA!” . Mas você sabe qual a origem da palavra “galera”? Galera era a área localizada nos porões das antigas embarcações movidas a grandes remos, onde escravos eram acorrentados e obrigados a doar toda sua força física para mover a nau. Não sei qual a relação, mas no futebol, a analogia foi feita para dar nomenclatura a torcida! Talvez pela aglomeração ou fanatismo que os transforma em escravos do time de coração? Talvez. Mas e no caso dos Youtubers? Escravos do belo conteúdo apresentado pela minoria? Sei lá!

Tem outras 2 palavrinhas que são comumente usadas em início de frases que para mim representam a abertura de uma pusta desculpa. Prestem atenção quando ouvi-las e reparem no que virá depois. Ei-la: VEJA BEM. Geralmente elas estão atreladas as entrevistas dadas por políticos quando encurralados pela imprensa. Significa que você tentará explicar o que é inexplicável, manja?

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Outra que representa uma baita contradição é: NA VERDADE… Pô, péra aí! Se após uma super tentativa de explicar algo você manda um “Na verdade…” significa que tudo que disse anteriormente era mentira?

file_54130a768724bO problema destes vícios de linguagem é que muita gente quando não entende direito ou não é chato o suficiente como eu, acaba cometendo deslizes criando verdadeiras pérolas de dar nó na cabeça de gringo que está tentando aprender nossa língua, cuja gramática sabemos ser extremamente complexa.

Certa vez estava eu sentado ao fundo do busão, quando ao meu lado um profeta disse ao seu “colégua”: Eu acho expecionante” as pessoas que perdem oportunidades. Se eu fosse ela, agarraria com as “unhas dos dentes”!

 pleonasmo

Tem coisas que quando ditas e captadas por ouvidos demoníacos como os meus não passam despercebidas e preciso compartilhá-las pois retrata a falta de investimentos em educação no nosso país. Por outro lado, descobri um hobby que é anotar tudo no meu caderninho de maldades.

Que tal: “Exploradicamente”, “Feijão torpedo”, “Pudim de leite condenado”,Não adianta chorar sobre o leite desnatado”! Ou você morre de rir ou mata o infeliz ignorante na porrada! Coloco entre “aspas” para evitar que elas escapem e poluam sua HD.

sinaldosaber

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Faltou: Lagarto e não “Largato”

Haja capacidade para tanta “ingnorança” !

A língua portuguesa não é fácil e muda seus padrões de estado para estado. Quase um dialeto. Imaginem um turista alemão ou americano que se esforça para aprender nossa língua e chega no nordeste e escuta um “simbora mais eu” ! Ou no Rio de Janeiro onde o “O” tem som de “U”. Por exemplo: TUMATE. Caramba, se tomate é “tumate” quer dizer que a Xuxa é Xoxa?

Em Pernanbuco, a gente é “ARRENTE” e após uma pergunta feita a um cidadão local ele inicia a frase com “PRONTO” ! Qual seu nome? R: Pronto. João.

Pra nós brasileiros isso é maravilhoso pois retrata a diversidade cultural do nosso Brasil, mas para quem é de outro país tentando aprender nossa língua é de dar um nó no “célebro” e tudo é uma “questã” de “estendimento”, certo?

Preconceito linguistico

Maravilhoso? Será? humm