PORQUE AS MULHERES SÃO ASSIM E OS HOMENS SÃO ASSADO?

A diferença de comportamento entre os sexos é tema constante de diversos livros e estudos que retratam a contramão do ponto de vista entre homem e mulher.

homens-x-mulheres Antes que algum chatonildo venha tomar meu tempo com achismos, quero deixar claro que aqui não vou me ater ao tema explorado do momento que massifica a discussão sobre Gêneros. Para mim pouco importa, pois TODOS somos da raça HUMANA vestidos em diferentes cores de pele e agora gênero. Para mim, Humanos já basta. Cada qual com suas manias, defeitos e virtudes aprendendo sobre a vida na escola “Planeta Terra” visando passar de ano ou de plano espiritual.

Aprendizado é o motivo de sua presença na terra e, no meu caso, estou certo que vim para me divertir!

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Voltando ao homem e mulher – ou cromossomos XY + testículos + testosterona e cromossomos XX + útero + estrogênio – me atenho a falar sobre minha convivência com 3 mulheres XX debaixo do mesmo teto: esposa e filhas.

Poderia aqui chover no molhado falando sobre ser racional ou emocional, sobre as diferentes visões para educar os filhos, sobre o porque de um milhão de coisas que entenderia se tivesse nascido mulher, mas existem atitudes que, se alguém puder me ajudar a entender ficaria deveras agradecido.

Elas adoram tupperware!

bea 8 tupperwareAcumulam 30% do espaço dos armários da cozinha com uma quantidade titânica divididas entre formatos e cores de tampas – no sentido organizacional, até aí tudo bem, mas cubicamente falando – , muito além da capacidade da geladeira???

Não existe lógica, portanto concluí que a palavra “lógica” só existe no universo masculino XY.

Outro ponto que quero colocar na pauta do entendimento está relacionado a comunicação. Em casa durante as refeições, percebo que elas preferem se comunicar através de gestos, olhares e …grunhidos! Talvez pela ansiedade e contenção em falar de boca cheia, com frequência, ao invés de usar a palavra falada como meio de comunicação natural e exclusiva dos seres humanos, por exemplo, a frase “por favor me passe o arroz”, é substituída por um esboço de murmúrio pré-histórico “humhumhum” seguido de um olhar direcionado para a panela. Nós homens XY temos, por alguma razão genética, não saber exatamente para onde está direcionado o olhar em questão e o que especificamente poderia significar “humhumhum” naquele momento. Porque “humhumhum” é uma palavra complexa com diversos significados e que varia de acordo com o que está disposto à mesa.

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Algumas decodificações de “humhumhum”na mesa de refeições: Salada, azeite, sal, guardanapo, arroz, feijão, bife, macarrão, talher, copo, suco, refrigerante, enfim tudo pode ser interpretado por “humhumhum”, mas o pior é que neste vácuo de comunicação, elas se entendem e sem pestanejar, esticam a mão de forma certeira na direção do “humhumhum” do desejo. Telepatia? Talvez. E ai de você se cair na besteira de dizer que não entendeu o que quis dizer o “humhumhum” ! E se pedir para usarem da língua mãe e respectivo aparelho fonético que Deus criou com tanto zelo e preciosismo, tá morto, pois para elas é inadmissível você não entender a língua do “humhumhum” dito com inflexões diferenciadas baseadas na fonética da palavra do objeto em questão!!!

Como elas se dão o direito de agirem como mudas, nesta situação me dou o direito de me fazer de surdo. Direitos iguais, certo?

20141031_Com-que-roupa-eu-vouOutro ponto, esse redundante em todas as famílias que conheço dentro da mesma configuração que a minha está o stress pré evento! Não importa se você está a caminho de um simples churrasco de domingo na casa do cunhado ou a uma festa de gala na Casa Branca, as frases “com que roupa eu vou” ,“estou sem roupa” e “preciso de sapatos novos” são universais e surgem em forma de raios coloridos, mesmo que as portas dos guarda-roupas não fechem por excesso de bagagem e os cabides enverguem ao peso de 10 calças jeans da mesma cor e as sapateiras – no plural mesmo – explodindo, essas frases impreterivelmente serão ditas por elas. E agora com a tecnologia e a moda da tal “ selfie ” potencializaram a indecisão, pois compartilham entre as amigas e familiares do mesmo sexo XX , claro, para pesquisarem opiniões extra-residencial. E o que não pode faltar é o desfile de peças para colher nossa opinião masculina XY – que é puro protocolo, pois não vale nada – e que geralmente acontecem no momento em que você está assistindo os gols da rodada.

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O que acha amiga?

O que aprendi neste momento é que mesmo acreditando que tanto faz a opção, jamais diga “tanto faz, ambos são legais”, pois elas bufam e saem reclamando sem se conformar que homens são daltônicos para este quesito. O sapato preto ou o azul marinho? Oras bolas, são parecidos demais pra gente! Não muda nada! Em contrapartida, caso realmente resolva opinar para evitar a tromba em riste, prepare-se para ela usar sua escolha como fator eliminatório. Acreditem meninas, se seu marido opinar e der sugestões sobre combinações ele é gay.

 

Agora dentro do carro é onde o bicho pega radical. Não faço a menor questão de dirigir e quando estou no lado do passageiro, sou um cadáver, mas quando estou no volante sou o comandante da ação e como todos os homens XY motoristas, não gostamos…ou melhor, não suportamos palpites sobre rotas e formas de conduzir o veículo! Será tão difícil assim aceitar isso? Para um motorista que sempre oferece o volante antes de assumir a direção, ouvir 10 segundos depois “porque você vai fazer este caminho?” Ou “Você não acha melhor ir pela avenida X?” ou pior “Entra aqui!” com o dedo indicador passando à frente de seus olhos e em cima da rua desejada por ela! Geralmente você se descontrola imaginando que algo terrível está acontecendo à sua frente e você não reparou! Mas não é nada disso. Ela simplesmente gostaria que você fosse pela rua apontada, pois se ela estivesse ao volante, assim o faria…Mas, é VOCÊ quem está com as mãos no timão e como capitão da pequena nau de 4 rodas vê sua escolha ignorada. Se você reparar, este é um fato que ocorre às sextas e sábados à noite. Quando você olha para o carro ao lado e vê um casal discutindo, 90% de chance de ser devido a imposição de uma rota desejada do que uma DR.

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Quer escolher o caminho sentada como passageiro, vá de UBER. Ele pelo menos recebe pra isso.

O sofrimento de um motorista de UBER é que geralmente as moçoilas desacreditam na rota que o WAZE apresenta. Elas dizem: Não confio nisso aí! Ele sempre manda a gente por caminhos estranhos! É perigoso demais! Este aplicativo faz com que a gente ande mais. Eu conheço um caminho melhor! Como se não existisse trânsito em São Paulo! Porab030cff7a94d31d959094bfa479ccdb mais que você diga que as informações sobre as rotas são fornecidas por usuários em tempo real proporcionando a um sistema inteligente a criação de rotas alternativas, elas não confiam ou confiam desconfiando. Tenho uma teoria: O WAZE é masculino. Se fosse “A” WAZE com fundo rosa ao invés do azul (pusta estereótipo) talvez a aceitação seria melhor. Mas o sistema também deveria ser diferente. Ao invés da voz dizer: “em 800 metros vire a direita”, ela diria “ao avistar a sua esquerda uma linda casinha rosa na esquina com um belíssimo Ipê roxo em frente, vire a direita.

Todos sabemos que manter-se casado – ou qualquer outro tipo de sociedade – é uma arte que lhe obriga a contemporizar e elevar as virtudes do parceiro(a) sempre, para não dar merda. Um bom exemplo de sobrevivência desta instituição e durabilidade do matrimônio foi dado com muito bom humor pelo meu falecido e divertido pai:

Após mais de 50 anos de casado com sua única esposa, minha querida mama, ele mais do que ninguém usou do bom humor e da paciência de um monge budista para manter o bom relacionamento ou suportável, porque minha “mainha” não é fácil. Ele realmente sabia se comportar no campo de batalha. Quando chegou a casa dos 70ão, pimageserdeu parcialmente a audição. Minha outra teoria é: autodefesa dos sobreviventes das Bodas de Ouro (rs). Me divertia quando ele, após receber uma saraivada de reclamações de minha mãe – que geralmente acontecia logo após o galo cantar – , discretamente olhava para o público presente e levava o indicador à frente do seu lábio pedindo discrição, para sorrateiramente desligar o aparelho de audição e amenizar aquele processo estressante. (rs) E para dar sequência, sempre de forma bem humorada, quando sua senhora subia o tom de voz alegando que faria as malas e sumiria da vida dele, respondia: Ah meu amor! Você diz isso só pra me agradar! kkkk

As diferenças existem e são elas que nos movem e nos colocam para pensar, refletir e tirar das experiências o aprendizado para seguir em frente e juntos. Trocar de caçapa é estratégia de bilhar e não de casamento.

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De frágil elas não tem nada! Menstruadas são serial killers em potencial, mas são as primeiras a pular na frente da bala direcionada a um filho. Enfrentam fisiologicamente cólicas, depilação, gravidez, dores no parto e sofrem da violência masculina que usam da força física para sobrepor suas deficiências. No mercado de trabalho, o preconceito retrógrado machista ainda diferencia valores salariais para quem usa saias. Não dá pra crer, mas É assim.

Se tivermos BOM SENSO e compreensão, fazendo o simples exercício de nos colocar no lugar delas, ou de qualquer outro assunto que envolva preconceito, talvez consigamos construir um ambiente de convivência mais justo. Mas que o lance do tupperware é difícil de aceitar, isso pra mim ainda geram conflitos cognitivos.

 

UM DIA DE MERDA

(Esse é o exemplo clássico de que…sempre tem alguém mais na merda que você! ..literalmente falando…vale a pena ler e passar o dia rindo! Ou, quem sabe, uma boa dica daquilo que se deve desejar para o pior inimigo)

Aeroporto Santos Dumond, 15:30 hs;

Senti um pequeno mal estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma urinada ou uma barrigada não aliviasse.Mas atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o vôo para Miami, resolvi segurar as pontas, afinal de contas são só uns 15  minutos de viagem. Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha esperta, tranquilo. O avião só sairia às 16:30 hs.

Entrando no ônibus, era daqueles sem sanitários. Senti a primeira contração, e tomei consciência de que minha gravidez fecal chegara ao nono mês, e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no banheiro do aeroporto…

Virei para o meu amigo que me acompanhava e, sutilmente lhe falei: “Cara, mal posso esperar para chegar na merda do aeroporto porque preciso largar um…. barro.”

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Nesse momento, senti um urubu beliscando minha cueca, mas botei a força de vontade para trabalhar e segurei a onda.

 

O ônibus nem tinha começado a andar quando, para meu desespero, uma voz disse pelo auto falante: “Senhoras e senhores, nossa viagem entre os dois aeroportos levará em torno de 1 hora, devido a obras na pista.”

Aí o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer custo! Fiz um esforço hercúleo para segurar o trem merda que estava para chegar na estação ânus a qualquer momento.

Suava em bicas. Meu amigo percebeu, como bom amigo que era, aproveitou para tirar um sarro.

011356683-ex00O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se acomodado. Tentava me distrair vendo TV, mas só conseguia pensar em um banheiro, não com uma privada, mas com um vaso sanitário, tão branco e tão limpo que alguém poderia botar meu almoço nele. E o papel higiênico então: branco e macio, com textura e perfume e….

ops !….. senti um volume almofadado entre meu traseiro e o assento do ônibus e percebi, consternado, que havia cagado….

Um cocô sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor.

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Daqueles que dá vontade de ligar pros amigos e parentes e convidá-los a apreciar na privada, tão perfeita obra: dava pra expor em uma bienal. Mas sem dúvida, não nesse caso. Olhei para o meu amigo, procurando um pouco de solidariedade, e confessei sério:  “Cara, caguei.” Quando meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a relaxar, pois agora estava tudo sob controle.

 

Que se dane, me limpo no aeroporto.” – pensei … “Pior que isso não fico.”  Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica recomeçou forte. Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira mas não pude evitar, e sem muita cerimônia ou anunciação, veio a segunda leva de merda.

Desta vez, como uma pasta morna.  Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e melando a bunda, cueca, barra da camisa, pernas, panturrilha, calças, meias e pés.

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E mais uma cólica anunciando mais merda, agora líquida, das que queimam o fiofó do freguês ao sair rumo à liberdade. E depois um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar, afinal de contas o que era um peidinho para quem já estava todo cagado.

Já o peido seguinte, foi do tipo que pesa e me caguei pela quarta vez.

 

Lembrei de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que resolveu botar modess na cueca, mas colocou as linhas adesivas viradas para cima e quando foi tirá-lo levou metade dos pelos do rabo junto. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia me ajudar a limpar a sujeirada.

Finalmente cheguei ao aeroporto e saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse minha mala no bagageiro do ônibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas.

Corri ao banheiro e entrando de boxe em boxe, constatei a falta de papel higiênico em todos os cinco.

cagandojajajOlhei para cima e blasfemei: “Agora chega, né?” Entrei no último, sem papel mesmo, e tirei roupa toda para analisar minha situação (que concluí como sendo o fim do poço) e esperar pela minha salvação, com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia. Meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o “check-in” e ia correndo tentar segurar o vôo. Jogou por cima do boxe o cartão de embarque e uma maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte. Ele tinha despachado a mala com roupas. Na mala de mão só tinha um…pulôver de gola “V”.

A temperatura em Miami era de aproximadamente 35 graus.

Desesperado comecei a analisar quais de minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. Minha cueca, joguei no lixo. A camisa era história. As calças estavam deploráveis e assim como minhas meias, mudaram de cor tingidas pela merda.

Meus sapatos estavam nota 3, numa escala de 1 a 10.

Teria que improvisar. A invenção é mãe da necessidade, então transformei uma simples privada em uma magnífica máquina de lavar. Virei as calças do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água. Comecei a dar descarga até que o grosso da merda se desprendeu.

aviao-05Estava pronto para embarcar. Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, as calças do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o pulôver gola “V”, sem camisa. Mas caminhava com a dignidade de um lorde. Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam esperando o “RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO” e atravessei todo o corredor até o meu assento, ao lado do meu amigo que sorria. A aeromoça aproximou-se e perguntou se EU precisava de algo.

Eu cheguei a pensar em pedir 120 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante e uma gilete para cortar os pulsos, mas decidi não pedir:

“Nada, obrigado. Eu só queria esquecer este dia de merda !”

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autor desconhecido: já ouvi dizer que fôra escrito por Luis Fernando Veríssimo. É a cara dele, mas não posso afirmar.

O ASSALTO

Homem parado em um ponto de ônibus é abordado por um assaltante

 

ASSALTANTE

Perdeu, perdeu! Mão na cabeça cumpadi! Vamo! Me passa a grana.

VÍTIMA

Pelo amor de Deus não atira.

ASSALTANTE

Passa a grana, relógio, celular…

VÍTIMA

Mas eu não tenho.

ASSALTANTE

Qué morrê, mano!

VÍTIMA

Deus me livre!

ASSALTANTE

Pára de falá em Deus e passa a grana.

VÍTIMA

Mas você acha que se eu tivesse grana, tava aqui esperando o ônibus? Tinha pego um taxi faz tempo!

ASSALTANTE

Cê vai morrê mano?

VÍTIMA

Mano? Você teria coragem de matar um irmão?

ASSALTANTE

Cê num é meu irmão!

VÍTIMA

Mas foi você quem me chamou de mano num foi?

ASSALTANTE

Cê tá querendo toma uns pipoco e acordá com a boca cheia de formiga né mano?

VÍTIMA

Mano. Falou de novo, tá vendo!

ASSALTANTE

Cê vai morrê e é agora!

VÍTIMA

Não faça isso, sou pai de família, sou trabalhador…tava trabalhando até agora pra ver se consigo levar algum pra casa. Sabe como é, a situação tá difícil. O país está vivendo uma crise econômica…

ASSALTANTE

Pra mim cê vem falá isso?

VÍTIMA

Sem ofensa…mano! Sei que a sua deve estar pior, mas…se continuar assim logo estarei no seu lugar…

ASSALTANTE

Nem vem mano! Concorrência no crime não! Num tem lugar pra mais bandido não, ô chegado. Você não lê jornal não? Cadeia superlotada? Agora é que te apago ô desinformado de merda!

VÍTIMA

Num faz isso…sou ator…

ASSALTANTE

E dos ruim, porque num me convenceu, …vai morrê!

VÍTIMA

Pelo amor de Deus é sério. Dou um duro danado…

ASSALTANTE

Desde quando ator dá duro? Eu tenho Tv lá em casa mano! Nóis vê os cara cumas roupa bacana…

VÍTIMA

Num é roupa que fala é figurino e não é nossa é da produção.

ASSALTANTE

Num importa de quem é e como chama. Se é roupa ou figurinho num interessa mano. Já perdi muito tempo com você e to dando mole pro azar.

VÍTIMA

Você não sabe a dureza que é ser ator…

ASSALTANTE

É…eu vejo a dureza nas novela…vejo aqueles bejão que cês dão nas gata tá ligado?

VÍTIMA

As vezes elas tem mau hálito, e eu sou ator de teatro. A gente tem que fazer ali ó, … ao vivo, não dá pra voltar não e gravar de novo. Errou, fudeu.

ASSALTANTE

Que papo é esse?

VÍTIMA

É assim mesmo meu irmão. O neguinho errou, faz de novo até acertar. É gravado mesmo. Por isso que a televisão hoje tá cheio de modelinho falando que é ator…

ASSALTANTE

Mas o que é que cê qué mano? Todo mundo gosta de vê gente bonita, não uns feioso que nem você assim, tá ligado? Nóis gosta de vê as gostosa manooo!

VÍTIMA

É por isso que tá cheio de ator desempregado.

ASSALTANTE

Além de ator cê trabalha com o que?

VÍTIMA

Como assim? Que papo é esse? Eu trabalho só como ator!

ASSALTANTE

Por isso que tá fudido mano! Tem que arregassá as manga e procurar um trampo tá ligado!

VÍTIMA

Arregassar as mangas, e levantar o 38…tá ligado?

ASSALTANTE

Tá me tirando mano?

VÍTIMA

Tô tirando é porra nenhuma. Você é que tá querendo me tirar,… e o que eu não tenho ainda, que é dinheiro…aceita passe?

ASSALTANTE

Tu é folgado…

VÍTIMA

Eu tô é de saco cheio. Pego dois ônibus pra chegar aqui no bexiga, trabalho de finais de semana quando tá todo mundo se divertindo, chego aqui todo fudido com a esperança de casa cheia, entro em cena com meia dúzia de gato pingado, onde um dorme e cinco reclamam que foi uma bosta, que deviam ter ido na pizzaria ou ter ido no jogo do corinthians. Saio cansado pra cacete, fico quase uma hora esperando a merda do ônibus, aí chega outro fudido e ainda enfia a bosta de um revolver na minha cara e ameaça me matar pra tirar algo que eu não tenho? Acaba logo com isso, atira!

ASSALTANTE

O que?

VÍTIMA

Atira logo!

ASSALTANTE

Você num disse que era pai de família?

VÍTIMA

Menti. Atira!

ASSALTANTE

Você disse que era trabalhador também…apesar de eu não achar…

VÍTIMA

Atira porra!

ASSALTANTE

Num vou atirar.

VÍTIMA

Como não…vai sim. Agora que você me mostrou que eu não sou nada? Vai atirar sim.

PARTE PRA CIMA DO ASSALTANTE E TOMA A ARMA DELE

VÍTIMA

E agora mano? Quero ver tua valentia. Quero ver se tem o mesmo tom pedante sem tua arma plebeu.

ASSALTANTE

Que merda!   (SENTA-SE no meio fio)

VÍTIMA

Levanta-te e morra como homem…

ASSALTANTE

A não…este texto de novo não!

VÍTIMA

Como assim?

ASSALTANTE

Cê tá melhor agora do que lá dentro…

VÍTIMA

Você assistiu ao espetáculo?

ASSALTANTE

Mas, que espetáculo? Eu assisti aquela merda que vocês fizeram lá dentro, aliás por pouco tempo, porque eu não aguentei e…

VÍTIMA

Dormiu?? Foi você então que roncava na segunda fila?

ASSALTANTE

Eu roncava sim, mas na última fila.

VÍTIMA

Isso é um desrespeito.

ASSALTANTE

Desrespeito é o que vocês fizeram com o público, e você fala muito baixo, pensa que está na televisão e que não precisa empostar a voz porque os microfones resolvelm isso pra você. Critica tanto a TV, mas o tom que você dá é de TV.

VÍTIMA

Tom? Empostar a voz? Cadê aquele linguajar…mano, tá ligado…

ASSALTANTE

Eu tava fazendo laboratório.

VÍTIMA

Você é ator?

ASSALTANTE

Sou. Outro duro que nem você. Perdi meu ônibus que passa de 2 em duas horas e entrei pra assistir esta porcaria que vocês fizeram lá dentro. Fiquei tão inconformado que resolvi te assaltar pra recuperar o ingresso. Me senti lesado, sabe como é que é.

VÍTIMA

Lesado? Eu vou te matar seu…

ASSALTANTE

É de brinquedo.

VÍTIMA

O que?

ASSALTANTE

O revólver é claro. Lá vem meu ônibus. Será que você não podia me descolar aquele passe?

FIM

Direito ao Palavrão – por Pedro Ivo Resende

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos.

É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a “vulgarização” do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito,sua índole.

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Dercy Gonçalves
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“Pra caralho”, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que “Pra caralho”? “Pra caralho” tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?No gênero do “Pra caralho”, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso “Nem fodendo!”. O “Não, não e não!” e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade “Não, absolutamente não! “o substituem. O “Nem fodendo” é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo “Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!”. O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.Por sua vez, o “porra nenhuma!” atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um “é PhD porra nenhuma!”, ou “ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!”. O “porra nenhuma”, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos “aspone”, “chepone”, “repone” e, mais recentemente, o “prepone” – presidente de porra nenhuma. Há outros palavrões igualmente clássicos.Pense na sonoridade de um “Puta-que-pariu!”, ou seu correlato “Puta-que-o- pariu!”, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba… Diante de uma notícia irritante qualquer um “puta-que-o-pariu!” dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.E o que dizer de nosso famoso “vai tomar no cú!”? E sua maravilhosa e reforçadora derivação “vai tomar no olho do seu cú!”.Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando,passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: “Chega! Vai tomar no olho do seu cú!”. Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima.Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face,olhar firme,cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: “Fodeu!”. E sua derivação mais avassaladora ainda: “Fodeu de vez!”.

Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? “Fodeu de vez!”. Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de “foda-se!” que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do “foda- se!”?

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O “foda-se!” aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. “Não quer sair comigo? Então foda- se!”. “Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda- se!”. O direito ao “foda-se!” deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!. Grosseiro, mas profundo…
Pois se a lingua é viva, inculta, bela e mal-criada, nem o Prof. Pasquale explicaria melhor. “Nem fodendo.

NOTA: Quero me desculpar com o autor do texto Pedro Ivo Resende e aos leitores pelo equívoco no crédito dado a Luís Fernando Veríssimo. Obrigado Paulo Sérgio Pfaff  pelo alerta e sinto muito por ter lhe causado constrangimento pelo compartilhamento com informação errado sobre o autor.

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM “HATERS” ?

Haters é uma palavra de origem inglesa que significa “os que odeiam” ou “odiadores” na tradução literal para a língua portuguesa.

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O termo hater é muito usado na internet.

Poderia aqui tentar definir quem são estas figurinhas que dedicam seu tempo para agredir verbalmente alguém ou alguma coisa, pessoa física ou jurídica através desta poderosa ferramenta de comunicação chamada Facebook, mas proponho um exercício para que façamos isso juntos!

Vamos lá?

10052013_Charge_580Quando eu era moleque, e já tem um tempinho, nossa principal diversão era bater uma bolinha na rua e frequentemente, em algum momento mais caliente do jogo, surgia um estagiário da mediocridade que dizia: “A bola é minha! Acabou o jogo!” e saía fazendo biquinho típico do imperador da mediocridade com o ego do tamanho do planeta e o caráter do tamanho de uma bola de gude. Evidente que junto com sua bolinha, levava uma saraivada de bordoadas pra largar mão de ser besta, e juntos ríamos e resolvia-se o problema ali mesmo, entre amigos.

Não sou psicólogo, mas minha profissão me ensinou a observar o comportamento humano, físico e mental, entonces acredito que possa incitar uma pequena discussão à respeito.

Aquele que agride por escrito, se não for jornalista (rs), me leva a crer tratar-se de alguém com falta de coragem (na antiga gíria chamados de “bunda mole”) para solucionar seus problemas de forma racional civilizada, pois na minha opinião, é a única forma que imagino para resolver um conflito de fato.

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SURGE A QUESTÃO: O que leva um “new Imbecil” externar algo pessoal direcionado à             alguém na internet, ou pior, dar indiretinhas decifradas somente pela “tchurma” de cegos
seguidores desnorteados incapazes de identificar a existência de duas faces em uma moeda?

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MINHA RESPOSTA: Imaturidade latente. Muita criança está envolvida neste tipo de comportamento, mas o que me intriga é ver marmanjos com mais de 30 anos – cujas mamis ainda lavam suas cuecas borradas – que passam seus dias choramingando porque não passaram de determinada fase do video game, como se vivesse em um mundo ficcional que conspira contra ele! Acreditam que os erros vem de fora e que todos ao seu redor estão unidos para lhe prejudicar! Será mesmo caro colegua ?

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Será que todos querem puxar o seu tapete ou é você que não consegue caminhar sobre ele? Seu tapete é real ou você pegou emprestado do Aladin?

Aí surgiram as mídias sociais! Que beleza! Um ambiente virtual onde as pessoas adoram expor suas idéias, criar seus grupos de afins, reunir amiguinhos do colégio que não veêm há 50 anos, postar fotinhas fofinhas e revelar ao mundo que vivem no país das maravilhas! #SQN – As mídias sociais, na cabecinha frouxa de alguns infelizes, se transformaram em super poderes, onde camuflados por debaixo da saia de suas projenitoras, que enquanto fazem seus crochês, desconhecem o camundongo que digita seu plano diabólico de destruição de alguém que discorda dele!  Ui !

Imagine a cena:

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Posicionado estratégicamente por debaixo da saia da mamãe, Super New Imbecil, conhecido entre seus parças como DR. SHIT, carregado pela ira da incompetência, elabora sua ação virtual para destruir seus inimigos: A página do facebócks é minhaaaa e EU posso dar indiretinhas em quem eu quiser! Eu tenho mais “likes” do que você! Ahahahah! Como se existisse alguém que não soubesse sobre as fábricas de “likes” alojadas na China, na Índia, na Coréia, do Paquistão a PQP!

Não se trata de um game! Acredite, eles existem! Agem como pixadores, no silêncio obscuro da insanidade.

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Mas o que mais me surpreende são seus seguidores! Debilóides que acreditam neste lunático, como se o fato narrado tivesse uma única parte envolvida e saem multiplicando o “hate” de um Paquiderme@ZéRuela.com como quem prega de forma chiita a existência de seu único Deus em um Estado laico.

Mesmo que seu cérebro seja menor que uma ameba, quando alguém lhe contar uma história sobre a injustiça cometida à este alguém, abra seus lindos olhinhos e pingue o “colíriun delirantes” que lhe permitirá analisar toda a periferia ao redor deste narrador, que cabisbaixo, dá peso a “suposta” sacanagem a que fora acometido. Não estou pedindo para julgar, mas simplesmente para agir com BOM SENSO.

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Entonces, ao New Imbecil de plantão, ainda dá tempo de assumir suas cagadinhas pessoais e tirar a fraudinha, arregassar as mangas, sair da sua bolha de insegurança e usar a internet para algo produtivo que possa ser contado aos seus filhos como um exemplo à ser seguido!

 

Ou vai querer ser lembrado como o cara de boas idéias que não conseguiu executá-las porque perdeu tempo “odiando” o coleguinha que não diz amém pra você?

 

QUANDO O URUBU BELISCA A CUECA

Quem nunca suou frio com a necessidade de desovar urgentemente algo indigesto, que arremesse a primeira cueca!

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Desta vez rachei a cabeça buscando algo que fosse inatingível ao Bom Senso e cheguei a …   – divertida quando se está de fora e trágica para quem vivencia – a famosa…Dor de Barriga, vulgarmente conhecida como Caganeira!

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Geralmente o desconforto chega sem avisar, sem tocar a campainha, sem mensagem via whatsapp. Simplesmente um ronco borbulhento no estômago seguido de um beliscão de um urubu faminto nos fundilhos da cueca ou da calcinha. Blefar que são gases, nem pensar! O 29465003-Black-and-white-illustration-of-a-buzzard--Stock-Photorisco é alto demais! Uma leve piscada de teste pode significar a perda da roupa íntima e da sua dignidade!

Nestas situações um banheiro vazio, limpinho, pronto para receber a enxurrada – inclusive àqueles dos fundos dos postos de gasolina cujo chaveirinho é um desentupidor de privadas – se transforma em um oásis!

Geralmente estas situações surgem em forma de castigo, pois estão distantes ou são inexistentes em um raio de 2 km ou mais. Este pesadelo costuma aparecer quando se está prensado em um busão, no metrô lotadão, no taxi preso ao meio de um pusta congestionamento na marginal, no primeiro encontro com a amada, no meio de uma maratona, na entrevista de emprego, no vestibular e demais momentos escolhidos na ponta do tridente pelo anticristo!

privadadomauMesmo quando deparamos com um ambiente favorável, ou XEJA, um banheirinho disponível, vem a segunda preocupação: Não chamar a atenção! Pois é, o ser humano é Fuds ! A merda literalmente tá rolando solta e o cara quer fingir que está tudo bem?

Vou descrever o retrato do inferno:

diarreaQuando o desespero nos atinge via canal de descarga fisiológica, ao passar pela porta de entrada do paraíso – chamado de forma polida de toillete – que em francês deve significar “sala de força ” – abrimos a porta como John Wayne o fazia nos filmes de faroeste! Pra ajudar, geralmente estamos usando um destes cintos moderninhos que precisam de senha para soltá-lo, uma calça de botões ou no caso feminino, ainda usando meia-calça – VIVA A MODA ! – Acho que foi em um momento como este que surgiu Cocô Channel! Ao invés de sentarmos sobre o vaso sanitário, nos jogamos sobre ele como se fosse sua amante ou sua última esperança! E sobre hercúlea pressão intestinal, contraímos toda nossa musculatura para parcelar o prejuízo e não fazer aquele barulho explosivo causado por um tsunami de merda!

 

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celinhoBom, após a tempestade vem a bonança! Mas este alívio tem um cheiro horroroso e indisfarçável como sopa de lixo, pois urubus, abutres, hienas e morcegos estão prontos para sairem sorridentes e em grupo ao seu lado. Por mais que você faça aquela cara de “não fui eu”, o suor que corre em bicas pelo seu rosto demonstra sua intensa batalha e te entrega mermão!

Um cagão nestas proporções fica tatuado na sua história. É algo inesquecível!

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Mas a situação pode ser ainda mais constrangedora: O papel higiênico pode não ser suficiente para a faxina asséptica ou não existir. Poderá também, no desespero de evacuar o ambiente devastado, deixar o papel rolar por debaixo da porta e o obrigar a sair de calças arriadas para captura-lo, correndo o risco de ser flagrado neste cenário de Guerra. A descarga poderá estar quebrada e você será obrigado a alertar o responsável pelo setor e posteriormente pedir dinamite para explodir a barragem, um balde ou uma caixa d’agua de 1000 Litros para abrir o caminho rumo ao esgoto e ainda rezar para não criar uma obstrução bostérica que interrompa o fluxo merdial natural do rio Tietê e ser processado pelo município. Outro problema- não menos vergonhoso – é perceber que a força da descarga não é suficiente para empurrar o volume acumulado, obrigando você a dar 17 descargas e chamar a atenção de todos que estão como platéia na recepção da arena que aguarda ansiosa para ver o rosto do responsável pelo atentado e pela nuvem tóxica que paira sobre sua cabeça. Isso, se já na saída não se deparar com uma fila de espera que o olha como se fosse um terrorista trajando um colete bomba.banheirio

Bom meu amigo, se isso nunca aconteceu com você, não fique triste, pois muito em breve essa merdalha baterá a sua portinha velada e você desejará estar de fraldas para tentar superar o peso da vergonha causada por sua irresponsabilidade quando ingeriu aquele acarajé no largo do arouche.

 

Se você tem alguma história de merda, compartilhe comigo. Assim agente se caga de rir juntos!