O fato de trabalhar com entretenimento e com algumas atuações no teatro, tv e cinema, há algum tempo fui convidado para participar de uma feira de profissões na escola de minhas filhas – quando ainda cursavam o colégio.

Fiquei feliz e orgulhoso pela oportunidade de poder falar sobre o difícil mercado de trabalho e ainda sentir o brilho no olhar dos jovens que ansiavam em viver de arte. Mas pra minha surpresa e decepção, percebi que a grande maioria dos alunos não faziam a menor ideia sobre o que representava ser ator, a observação, construir um personagem, a dramaturgia, e seus diversos tipos de linguagem e nuances.
A referência deles era o glamour (existente somente em Hollygrude) e o foco era a fama. Falavam em fazer Malhação, participar do Big Brother ou serem Youtubers, mas raros aqueles que questionavam o árduo caminho das pedras. Queriam simplesmente aparecer. Falavam do sonho em se transformar “celebrities” e cegos ao ponto de pedirem a receita para alguém que não é famoso! Um Zé Ruela feito “yo” que tira sangue de pedra pra manter vivo o padrão conquistado em minha vida de operário do vídeo.
Profissionalmente falando, foi este tipo de visão que estraçalhou o mercado de trabalho do ator na publicidade e me fez abrir o leque de aptidões a tempo de me manter respirando.
Gracias!
Comecei profissionalmente em 1986, porém como já era raríssimo encontrar profissionais não globais, casados e com filhos e que conseguiam viver de teatro, encontrei nos filmes publicitários uma boa forma de sobrevivência artística, afinal os cachês giravam em torno de 10 mil dólares e a veiculação para a TV – exclusivamente aberta – tinha prazo de apenas 3 meses no ar. Além disso recebíamos um bom valor para fazer os testes de VT solicitados pela agência de publicidade para selecionarem o protagonista do comercial. Como a publicidade off-line imperava em suas superproduções, fazer testes (às vezes mais de um por dia) era suficiente pra levar uma boa vida de solteiro.
A publicidade era realmente uma vitrine para os produtores de elenco das emissoras de tv. Talvez por isso, o mercado inchou e os novos atores cheg
avam com a filosofia de que era necessário mostrar a cara em comerciais para ficarem conhecidos, e assim abrirem as portas para novos formatos. O problema foi que aumentou demais a oferta e estes “trainees” ignoraram as práticas do mercado e iniciaram um verdadeiro leilão, cujos valores de seus cachês variavam de acordo com o número de contas à pagar que tinham em atraso. Como se isso fizesse diferença em orçamentos que ultrapassavam os 7 dígitos nos custos de produção e 8 dígitos nos investimentos em mídia. Para quem não sabe, 30” no horário nobre da rede globo pode chegar a 300 mil dinheiros por inserção.
Qualquer um que se submetia a reduzir o valor de seu cachê, inconscientemente estaria colocando seu portfólio na prateleira da mediocridade de onde nunca mais sairia. As agências de atores por sua vez, lidavam com o canibalismo no casting, pois se você não topa o cachê oferecido, existem vários outros colegas predispostos a aceitar até por menos. E com a desculpa de que “cada um sabe onde aperta o calo” a publicidade foi a leilão nas luzes da ribalta.
Naquela época a publicidade era riquíssima, mas a partilha dos valores de produção já começava a se diluir nas mãos de poderosos diretores de criação e donos de produtoras “parceiras” instaladas em megas edificações em zonas nobres de São Paulo.
Mesmo depois de Hollywood iniciar a produção de seus longas metragens em digital economizando 50% do orçamento de produção comparado ao processo artesanal de rodar em película, algumas agências de publicidade e respectivos criativos insistiram por muito tempo na produção em rolo de filme!!! Certa vez coloquei isso em discussão com um diretor de criação e ouvi o seguinte: Existem cenas (na época) que as linhas de fundo em um plano mais aberto “flicam” (tremem) no digital e só a película evita isso. Na Publicidade não podemos cometer erros! Bom, tecnicamente, pensando em estar oferecendo inteligência de produção, como se fosse o maior segredo do universo, questionei com olhar de cliente: Mas se for só por uma cena tenho 2 soluções: 1) adapta o roteiro e lima esta cena; 2) rode somente esta cena em película e posteriormente faça um “Tape to tape” (processo de digitalização que equaliza as imagens) que é infinitamente mais barato! Foi neste momento que percebi que acabara de dar um pusta tiro no pé. Pois senti que o que ele visava era exatamente o contrário de “economia”=<comissão. A economia ou a potencialização dos ganhos sairia do lado mais fraco.
Fazendo um comparativo, recebíamos em dinheiro de hoje aproximadamente 30 mil reais para ceder nossa imagem por 3 meses na TV aberta e atualmente chegam a oferecer 5 mil reais para veicular em toda mídia eletrônica, onde inclui-se, TV aberta, por assinatura, internet, site do cliente, site da agência, Youtube, Vimeo, eventos, espaços públicos, e todas as demais mídias que permitam a exibição do filme, e pra piorar ainda mais, o prazinho de tempo de veiculação aumentara para 12 meses ou mais!! Antes que algum leigo se manifeste alegando que 30K era muito dinheiro para se pagar de cachê para um ator não famoso, saiba que enquanto este filme estiver no ar, dependendo do volume de exposição, a imagem do protagonista associada ao produto em questão o impossibilita de gravar outro filme, concorrente ou não. Portanto, divida este valor por 12 meses que equivale ao tempo de veiculação e acrescente mais 6 meses no mínimo de desassociação da imagem do produto…se for possível.
Qual a sensação de ver o garoto propaganda da TRIVAGO.COM entrando em todos os intervalos da programação de todos os canais por assinatura? É insuportável!
Se este cara não assinou um bom contrato, certamente terá dificuldades para retornar à telinha com outro produto. O mesmo se aplica ao Fabiano (ator das Casas Bahia), Carlos Moreno (Bombril) e agora o querido Batata com a divertidíssima campanha dos postos Ipiranga.
Para vocês terem uma referência de postura e desrespeito aos atores que fazem publicidade aqui no Brasil, instituiu-se como direito conexo o uso da imagem do ator e estipulou-se corresponder a 70% do valor do cachê bruto oferecido, sendo que os demais 30% refere-se a diária(s) de trabalho não importando quantas vezes sua imagem será exposta nas diversas mídias existentes.

Não estou certo disso, mas compartilho da ideia: Em alguns países que dão valor ao uso de imagem, o que diferencia um ator celebrity de um ator standard (não famosão) é o valor da diária de trabalho, pois o direito conexo está associado ao volume na exposição da imagem que é proporcional ao investimento. Isso significa que quanto mais usarem a imagem do ator, mais ele receberá. Basta abrir o mapa de mídia da campanha! O cálculo é feito sobre um percentual do valor investido nas mídias em questão e é negociado diretamente com a agência responsável pela conta e com o cliente. Este percentual é na casa decimal, portanto não pensem que com um único filme o ator suba o nível de sua classe social. Seria o JUSTO, não acham?
Aqui geralmente o valor é elaborado em cima do que sobra do custo total da produção e jamais revelarão o mapa de mídia. Países desenvolvidos aplica-se a Lei da proporcionalidade e aqui a do oportunismo.
De quem é a culpa? Na minha opinião, dos atores que não se dão o devido valor e desrespeitam a classe.
Como saber se o valor ofertado é justo?
Dou aqui algumas dicas:
Analise o roteiro e veja se existe alguma complexidade? Tempo de exibição e praça de veiculação que estará atrelada ao contrato? Quem vai produzir? Top ou não? Quem vai dirigir e fotografar? Top ou não? A campanha se estenderá em mídia impressa, digital e rádio? Quantos produtos ficam atrelados ao comercial? Por exemplo: Comercial para alimentos pede exclusividade total no setor alimentício! Tudoooo!
Outro fator importante é o tipo de produto. Papel higiênico, remédio para dor de barriga, para gases, associarão a imagem do artista ao “cagão”! Cuidado! Se virar “meme” nas mídias sociais, já era mermão! Estes são produtos que cabem só para celebridades, caso contrário você literalmente vai pra merda.
Pense nisso: Quando um amigo lhe indica um produto que posteriormente você descobre ser uma porcaria, jamais você esquecerá desta dica horrorosa e principalmente do cara que te recomendou. Fazendo uma analogia, o ator que indiretamente indica um produto ruim ou associa sua imagem a ele, deixará milhões de pessoas com este mesmo sentimento. Sacou?

Certa vez fui consultado para fazer um comercial de Viagra e lembro de pedir 100 mil reais por 6 meses de contrato podendo ser renovado pela mesma fração e período mediante a pagamento de 100% do valor contratado. Fui chamado de louco, afinal nem estrela da globo eu era.
Minha defesa: Atualmente ganho meu arroz com feijão associando minha imagem a diversas instituições financeiras que me contratam como apresentador de seus institucionais e vídeos de treinamento. Se eu topar fazer um “Brocha” pelos 10 mil reais oferecidos significaria matar minha galinha dos ovos de ouro, pois brocha não tem credibilidade e é exatamente isso que represento para meus clientes!
Depois de alguns segundos de silêncio fúnebre, ouvi do produtor: Você tem razão.
Pior que isso é aceitar fazer campanha para o Maluf.
Este é o parâmetro que permitirá analisar se o valor ofertado faz parte de um orçamento previsto e planejado ou se foi o que restou no cofrinho. Agora cabe ao ator ter a coragem de agradecer o convite e dizer não. Isso caberia também a agência que representa o ator com o dever de preservar a carreira de seus profissionais. Mas se os mesmos pedem para serem consultados independente da mixaria oferecida, o que fazer?
A evolução é individual.
Com as novas tecnologias, crise econômica e um pouco de descaso, sinto que em breve os testes serão extintos e as produtoras de elenco serão pesquisadoras virtuais. Vejo produtores de elenco convocando e enviando briefings no modo econômico via mídias sociais e alguns solicitando vídeos testes enviados por zazap para pré seleção! (talvez para evitar o recall).
Pela baixa exigência e criatividade idem vista nos comerciais atuais, basta ser um bom “tipo” e “cara de pau” ou até um personagem virtual (Magazine Luiza) para encarar uma campanha. Aquilo que estudei sobre “tons”, “modulações”, “observação de comportamento”, “pausas”, “olhares” e diversos outros actings decodificados entre as palavras que deveriam ser ditas e de que forma devem ser ditas, não cabem na publicidade. Perderam valor e foram substituídos pelo novo conceito “pessoas de verdade”. Como se o ator fosse um robô.

Talvez tenham razão quanto ao direcionamento neste novo conceito, mas estou aqui como advogado de defesa de alguns inocentes que desconhecem ou ignoram no desespero que, associar sua imagem a qualquer produto à frente de milhões de pessoas, será o representante da marca naqueles 30”, falará em nome dela e isso já é o suficiente para receber um cachê justo. Se fizer uma pequena conta dividindo o valor do cachê pelo período de exibição da peça publicitária e o número de inserções em todas as mídias chegará aos centavos destinados ao ator. Triste realidade.
Como nunca permiti que minha imagem fosse a leilão e sempre respeitei a profissão do ator, preferi estudar o “behind the scene” e iniciei um novo caminho – não menos difícil – como roteirista, locutor, diretor cinematográfico e cena, e recentemente como produtor de conteúdo para que jamais me faltasse trabalho. Migrei de ator a camaleão multimídia para me defender dos predadores mirins, pois agora sou chamado de “old School”!
Ah vá TNC !
Para mim, ser ator é um trabalho como outro qualquer. Me intitulava como operário do vídeo, exatamente para quebrar essa visão glamourosa da profissão. Lembro de ouvir algumas pessoas dizendo:
Que bacana! Você é ator! Mas além de atuar você trabalha com o que?
É exatamente isso. Tem muita gente que acredita que Ator não é profissão, mas um hobby. Tudo bem que a gente se diverte trabalhando para entreter, aliás o mercado de entretenimento é um dos poucos que cresce em nosso país, mas o desgaste físico e emocional é gigante e merece respeito.
Como tudo na vida as oportunidades estão atreladas ao relacionamento, a sua network. Ganhar valor requer muito trabalho. Fama é para poucos e não deve ser objetivo e sim resultado de um bom trabalho (pusta clichê).
Então para você jovem que sonha em ser um profissional das artes cênicas e ainda constituir família e ter condições de ter dependentes, saiba que para construir um patrimônio vivendo somente desta arte vai precisar ser bom no que faz e ainda ter a sorte de se relacionar bem (empanelar-se sem puxar saco) para ser contratado por alguma emissora de TV e ainda cair nas graças do povo. Caso contrário prepare-se para viver em uma montanha russa com muita aventura pela frente.
Mais uma coisinha: saibam que acima de um produtor de elenco de uma emissora de Tv está o cara do financeiro que usa da “vitrine” que trabalha para lhe oferecer um suicídio econômico.
Malhação – nesta escola de preparação para jovens atores, me ofereceram um contrataço de 5 mil réis para ficar disponível 7 dias por semana e ainda sujeito a um desconto de 40% caso não tivesse gravação agendada no mês!
Ainda ouvi do raiz quadrada: Este trabalho vai te lançar!
Minha resposta: Quem precisa de lançamento é foguete! Eu preciso é de dinheiro pra sustentar minha família.
Qual a sensação de ver o garoto propaganda da TRIVAGO.COM entrando em todos os intervalos da programação de todos os canais por assinatura? É insuportável!
Eu era bem garoto. A bola era nosso ícone. Durante a semana, estudava pela manhã e já no intervalo ou recreio como era chamado na época, 20 minutos que deveriam ser destinados a uma rápida alimentação, nosso lance era comer a bola, que na sua ausência, era substituída por papel, chumaço de pano, tampinha de garrafa ou qualquer outro objeto que pudesse ser chutado na direção do gol adversário, cujas traves eram formadas por sandálias de borracha ou pedras perdidas pela escola.


O senhor Joaquim, um homem gordo, muito simpático – que apesar do nome portugues tinha origem italiana – com imensa alegria distribuia com carinho os meiões sem elástico e os calções e camisas do clube já bem surradas pelo time principal. Isso mesmo. Fardamento de adulto. Era o que tínhamos e adorávamos aquilo. Usar o mesmo uniforme do time principal do 7 de Setembro da Água Rasa!
É claro que toda locomoção e habilidade ficava debilitada com nosso esqueletinho sambando dentro de uma camisolona e um calção largo, franzido pelo cordão e abaixo do joelho, mas esse não era nosso principal desafio. A Bola era também para adultos. Bola especial para idade eram um luxo encontrado nos clubes de ponta. O campo era de terra, que na chuva ficava mais apropriado para a prática de motocross do que para futebol. Mas o pior de tudo era a cruel combinação entre bola pesada e barro. A bola se transformava em um meteóro que ao cabecear-mos a bandida, tínhamos pedaços de pele da testa arrancados ao ponto de nos fazer parecer personagens saídos do seriado “Vikings”. Verdadeiros Guerreiros. Mas em contrapartida, o peso da bola proporcionou aos garotos da várzea chutes poderosos sentidos pelos adversários quando disponibilizavam – para o azar deles – a bola adequada para nossa idade. Éramos verdadeiros canhões. Fato que em futuro próximo nos levou a jogar em times mais expoentes.
Situações como jogar no campo do Vera Cruz, localizado no meio da favela (atual comunidade) da Vila Prudente, cujo centro era marcado por um paralelepípedo e o time “dente de leite” composto por jogadores barbados com pernas cabeludas, nos davam 2 opções: Perder ou tomar um pau.
Este último porém ficou marcado por alguns momentos de arrepiar. Casa cheia. Ao redor de todo alambrado não existia um espaço vazio. Eu, com 15 anos era um moleque atrevido e sabia que bem mais baixo que o Gazela, não poderia deixar o cara matar a bola. Tinha que antecipar todas. E assim foi por todo o primeiro tempo. O problema começou logo no início do segundo tempo quando, atacando agora para o lado oposto, a minha lateral tangenciava o bar onde se concentrava a torcida do time adversário, o “Sapopemba”. Me lembro de ouvir um pusta de um negrão usar de um jargão futebolístico da época: Acaba com este cabaço Gazela! Como disse, moleque e atrevido e agora com o brio chacoalhado, antecipei um passe destinado à estrela principal, joguei para o meio de campo e corri para a linha de fundo para receber um toque em profundidade, sob forte marcação do boleiro Gazela. Ameacei cruzar, mas senti que meu marcador de pernas longas se esticava para interceptar o cruzamento. Foi aí que ousei e meti a bola no meio das pernas do bonitão e servi de bandeja para o centroavante abrir o placar. Tudo muito lindo se o besta aqui não tivesse ido até o alambrado onde se encontrava o cidadão que ordenara meu massacre e usar das mesmas palavras educadas disparadas por uma língua felina típica de um adolescente cheio de merda na cabeça: Quem é o cabaço aqui?
Amigos, a recordação que tenho deste sublime momento, mais se parece com uma cena de filme do Tarantino. Em câmera lenta, o cidadão levantou a camisa e percebi que preso a cintura de pilão da criança descansava um cano brilhante de calibre gigante e que em segundos estaria empunhado e apontado para minha direção, porém corri mais que um leopardo para o outro lado do campo deixando um rastro de medo e poeira pela trilha percorrida. O acesso ao campo era feito por um único portão de ferro e lá estava meu algoz tentando passar pela muralha chamada Zulu, que após ter agradecido o moleque metido que o presenteara com o gol, em gratidão, o centroavante cruzou o campo para tomar a arma do meu pretendente funerário e ainda dar uns catiripapos no negrão. Era negrão contra negrão, mas o nosso era Phuds! Graças a Deus!


O problema destes vícios de linguagem é que muita gente quando não entende direito ou não é chato o suficiente como eu, acaba cometendo deslizes criando verdadeiras pérolas de dar nó na cabeça de gringo que está tentando aprender nossa língua, cuja gramática sabemos ser extremamente complexa.



Antes que algum chatonildo venha tomar meu tempo com achismos, quero deixar claro que aqui não vou me ater ao tema explorado do momento que massifica a discussão sobre Gêneros. Para mim pouco importa, pois TODOS somos da raça HUMANA vestidos em diferentes cores de pele e agora gênero. Para mim, Humanos já basta. Cada qual com suas manias, defeitos e virtudes aprendendo sobre a vida na escola “Planeta Terra” visando passar de ano ou de plano espiritual.
Acumulam 30% do espaço dos armários da cozinha com uma quantidade titânica divididas entre formatos e cores de tampas – no sentido organizacional, até aí tudo bem, mas cubicamente falando – , muito além da capacidade da geladeira???
Outro ponto, esse redundante em todas as famílias que conheço dentro da mesma configuração que a minha está o stress pré evento! Não importa se você está a caminho de um simples churrasco de domingo na casa do cunhado ou a uma festa de gala na Casa Branca, as frases “com que roupa eu vou” ,“estou sem roupa” e “preciso de sapatos novos” são universais e surgem em forma de raios coloridos, mesmo que as portas dos guarda-roupas não fechem por excesso de bagagem e os cabides enverguem ao peso de 10 calças jeans da mesma cor e as sapateiras – no plural mesmo – explodindo, essas frases impreterivelmente serão ditas por elas. E agora com a tecnologia e a moda da tal “ selfie ” potencializaram a indecisão, pois compartilham entre as amigas e familiares do mesmo sexo XX , claro, para pesquisarem opiniões extra-residencial. E o que não pode faltar é o desfile de peças para colher nossa opinião masculina XY – que é puro protocolo, pois não vale nada – e que geralmente acontecem no momento em que você está assistindo os gols da rodada.

mais que você diga que as informações sobre as rotas são fornecidas por usuários em tempo real proporcionando a um sistema inteligente a criação de rotas alternativas, elas não confiam ou confiam desconfiando. Tenho uma teoria: O WAZE é masculino. Se fosse “A” WAZE com fundo rosa ao invés do azul (pusta estereótipo) talvez a aceitação seria melhor. Mas o sistema também deveria ser diferente. Ao invés da voz dizer: “em 800 metros vire a direita”, ela diria “ao avistar a sua esquerda uma linda casinha rosa na esquina com um belíssimo Ipê roxo em frente, vire a direita.
erdeu parcialmente a audição. Minha outra teoria é: autodefesa dos sobreviventes das Bodas de Ouro (rs). Me divertia quando ele, após receber uma saraivada de reclamações de minha mãe – que geralmente acontecia logo após o galo cantar – , discretamente olhava para o público presente e levava o indicador à frente do seu lábio pedindo discrição, para sorrateiramente desligar o aparelho de audição e amenizar aquele processo estressante. (rs) E para dar sequência, sempre de forma bem humorada, quando sua senhora subia o tom de voz alegando que faria as malas e sumiria da vida dele, respondia: Ah meu amor! Você diz isso só pra me agradar! kkkk







Será que não basta pisar ao lado da faixa de pedestres para sentir que a pessoa precisa atravessar a rua ao invés de acelerar e fingir que não a viu?

