Senhoras e Senhores… pensando bem… Gêneros em geral

Esses dias o metro de Londres que recebia seus usuários com um Welcome, ladies and gentlemen (Bem vindos senhoras e senhores), para garantir que todos os passageiros com toda a diversidade dos 31 gêneros* existentes (sim é isso mesmo, 31…por enquanto) se sintam bem vindos, mudou o speach para um descontraído Hello everyone (Olá a todos) e será aplicado em toda rede de transporte da capital Britânica.tube in london

“Queremos que todos se sintam bem-vindos em nossa rede de transporte – disse Mark Evers, diretor de estratégia de clientes da TfL, refletindo a grande diversidade de Londres”.

generos_ny2Acho bacana e apropriada a iniciativa, mas confesso que não entendo esta atual necessidade de criar nomenclatura pra tudo. A sociedade agora define gêneros onde pra mim, para não haver real discriminação, o ideal seria não criar nenhum tipo de distinção e evitar que surjam sommeliers de gênero! A categoria SER HUMANO, é suficiente pra mim.

Se já não bastasse as tais definições de raças onde caracterizam pessoas pela cor, agora catalogam os seres humanos por gêneros. Isso só é bom para pesquisas de algo no Google e que certamente irá enlouquecer os publicitários no refinamento de suas buscas pelo público alvo.

generos_ny4Imagine o briefing: Queremos atingir Pangender** entre 25 e 35 anos residentes na região sudeste, tatuados, pesando entre 70 e 80kg, com altura media de 1,80m, cabelos coloridos, classe AB com renda acima de 20K. Parece mais um personagem de Blade Runner (pra quem não conhece, trata-se de um filme da década de 80 dirigido por Ridley Scott e protagonizado por Harrison Ford).

 

Se isso cai na minha mão me enforco com a meia calça da minha filha.

Outra coisa descabida do mundo das nomenclaturas é essa coisa dos Cs usados no mercado corporativo para identificar os executivos de uma empresa. Como lá fora, em inglês, os principais executivos são chamados de “Chiefs” – CEO, CIO, CFO, COO, e outros “C´s”,  e pra piorar convencionou-se que CLevel refere-se a executivos de alto nível, ou XEJA, quem manda na bagaça. É de cagar, nénão?

 

Até onde isso vai chegar eu não sei, mas está na hora de simplificar a vida que já é deveras complicada.

C NUM ACHA NÃO ???

*http://acoisatoda.com/2016/06/27/voce-ja-conhece-os-31-generos-reconhecidos-em-nova-iorque/

**Pangender: pessoa que sente que não pode ser rotulada como masculino ou feminino em relação a gênero e se identifica como gênero misto (tanto masculino como feminino), ou como um terceiro gênero

 

Criação desalinhada com o cliente = Retrabalho

Parece papo de velho, mas depois de tanto tempo bailando com criativos de agências, diretores de marketing e RH e manda chuvas de grandes empresas, quando não existe alinhamento entre eles, a única certeza é: PROBLEMA .

A experiência me ensinou que ao sentar à mesa de reuniões para receber o “briefing”, duas perguntas devem ser feitas:

 1) Vocês me permitem gravar o áudio de nossa reunião para que eu não perca nada do que for dito aqui?

 2) Os responsáveis pela campanha e pela aprovação deste material estão todos presentes?

 

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Porém, mesmo após receber dois SIMs, quase sempre tem enrosco. Ou o criador não consultou se sua proposta criativa estava de acordo com o desejo do seu cliente ou após a finalização surgirá das profundezas de uma tumba “tão tão distante” um superpoderoso que dirá: Não é nada disso!

 

A produção audiovisual é uma super ferramenta de comunicação que afeta de forma plena todo ser humano, pois trabalha com as 3 características associadas a neurolinguística : visual, auditiva e sinestésica! Traz imagem, som e emoção.

Falhas-de-comunicacao Porém, tudo deve ser pensado. Qual o objetivo deste material? O que, e para quem iremos comunicar? Com estas questões iniciais esclarecidas, pensamos na ação, no formato e na melhor forma de realiza-la, mas estas respostas DEVEM estar alinhadas entre TODOS os profissionais envolvidos! O que parece lógico na teoria, na prática não é.

Certa vez fui convidado para produzir um vídeo que apresentasse a empresa para os recém contratados. Como trabalho sempre me colocando na posição de expectador, procuro criar algo agradável, pois defendo que para a comunicação ser efetiva devemos apresentar algo informal, que aproxima as pessoas. Ao contrário do formal, que distancia. Repare nos telejornais ou programas de esportes e entretenimentos. Você se sente em uma sala de estar como se os apresentadores fossem seus amigos!

Bom, a ideia apresentada consistia em uma proposta lúdica onde um avô em uma sala com uma bela biblioteca, contava a história de sua passagem pela empresa para seu netinho e o quanto os valores daquela companhia foram responsáveis pela sua formação. Isso mesclado com imagens institucionais. Uma proposta para apresentar os valores da empresa para àqueles que chegavam para trabalhar na companhia. A ideia foi aprovada, o roteiro foi criado e na apresentação aplaudido (acreditem) pela diretoria até a vice-presidência. Todos presentes na apresentação.

hqdefaultDois dias depois, já em pré-produção, recebo um telefonema de um dos integrantes daquela mesa, um dos fãs da nossa ideia, dizendo que o presidente (que não estava presente em nenhuma das reuniões de desenvolvimento) não queria que os Valores da empresa fossem ditos por um ator e que deveriam estar na boca de seus diretores.

 

Ou XEJA, o cara queria uma câmera na frente de um executivo sentado atrás de sua mesa, lendo um teleprompter com um daqueles textos capazes de fazer um rinoceronte dormir. Em um primeiro momento entrei em colapso, mas depois de respirar fundo dei meu parecer sem relembrar a pergunta de numero 2 que fiz na primeira reunião para não constranger meu interlocutor, mas sabia que ele lia meu pensamento. (rs)

Primeiro dei uma consultoria gratuita. Disse que para este tipo de formato ele não precisaria investir tanto dinheiro na produção e me predispus a indicar um cinegrafista para captar e um editor para finalizar o vídeo dentro do formato desejado pelo senhor presidente. Naquele momento nosso trabalho virou luxo e iria para o lixo.

Em um segundo momento questionei para quem enviaria a nota fiscal referente a criação do roteiro, cuja ideia fora aprovada com louvor, lembram? O pedido foi feito e foi entregue. Cabia à ele destinar o que fazer com o produto criado sobre medida para ele e rejeitado pelo divino, mas que a encomenda fora entregue, isso era fato.

Imagino também que ele lembrara da pergunta 1, pois sequer arriscou um “veja bem”. Se o fizesse alegando um mal entendido – isso ocorre quando o cara não quer assumir o erro – isso me obrigaria a enviar o áudio gravado de toda reunião de briefing e gerar um constrangimento ainda maior.

chefe-x-funcionario1Não existem culpados, mas existem egos que superam e muito o desejo da maioria pelo poder do cargo. O resultado não poderia ser diferente: o parecer contrário do presidente não foi confrontado por nenhum dos membros da equipe e o vídeo obteve resultado ZERO de comunicação efetiva, pois soava como obrigatoriedade, quase como uma imposição em fazer com que assista na integra um programa político com pessoas sem a expressividade necessária de comunicação, sem emoção.

Esse foi apenas um dos exemplos vividos, mas existem outros com ideias boas, mas desalinhadas com o desejo de quem manda.

Quem paga por isso? Geralmente ninguém quer pagar e jogam a culpa para o acaso.

Quem Manda E o Chefe [1]. Sbt

 

AS PALAVRAS E AS GÍRIAS DO MOMENTO

Quando alguém aplica uma palavra diferente que chama a atenção e a torna repetitiva e consequentemente insuportável.

Verborragia Quantas vezes nestes últimos anos ouvimos as pessoas usando palavras “não usuais” de forma maçante e acreditem, fora do contexto por não saberem o exato significado da moçoila?

Atualmente a palavra da ponta da língua é EMPODERAMENTO feminino, mas outras mais simples ainda encabeçam os parágrafos institucionais como QUALIDADE, EXCELÊNCIA, PROFICIENTE, PRO-ATIVO, EFETIVAMENTE, TECNICIDADE, PROFISSIONAIS ALTAMENTE QUALIFICADOS, AGREGAR VALOR, APRENDIZADO, DEMANDA, ETC e TALS…sem esquecer das tais VISÃO, MISSÃO e VALORES e as siglas CEO, COO, SEO, afff!

downloadNa linguagem do cotidiano as gírias substituem a ausência de vocabulário substituindo-as por palavras completamente fora do seu significado. 90% dos jovens usam  a palavra “TIPO” repetidamente na mesma frase! Tipo: Hoje tipo, eu acordei com o pijama tipo furado e tipo só percebi tipo quando fui ao banheiro.

Pra piorar acrescentam “Véi” – velho – e MANO, que acredito provir de uma tradução chula do inglês Brother que na abreviação chulamente americanizada surgiu o Bro. Aqui nada se cria, tudo se copia, mesmo que seja Shit.

Aí a frase fica assim: Véi ! Hoje tipo acordei com o pijama furado mano e tipo só percebi véi, tipo quando fui no banheiro mano!

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Imaginem um gringo que tenta aprender português e ouve uma frase como essa! Certamente pensará se tratar de um grupo de aborígenes ou de algum dialeto.

A vontade que tenho quando presencio cena similar, está associada às antigas máquinas de fliperama que quando ao sinal de TILT, dávamos uma safanão na danada na tentativa de recuperação da ficha perdida, ou XEJA, dar um tapa na orelha “tipo” presta atenção, pra ver se as ideias voltam ao lugar.Girias

Palavras também são mudadas pelo marketing para dar requinte e sofisticação ou para criar CONCEITO (mais uma). Cor da pele agora é NUDE, Terno virou COSTUME ( ouvi dizer que costume é quando não se usa colete – uma resposta fashion pra não perder o costume), estar na moda é ser Fashion e ter Style.

Poderia esquentar minha memória e buscar uma série de palavras que perambulam pelas bocas dos repetidores, mas prefiro pedir para quem quiser postar aqui em comentários, quais as palavrinhas do momento que mais enchem os pacová de vocês de tanto ouvirem.

Aliás, comentário (comments), curtir (like) e share (compartilhar) também fazem parte da verborragia universal, ou seria VerBURROgia?

O TAL DO BUDGET

O mercado publicitário e o marketing ( o nome já ilustra) resolveram americanizar a língua brasileira.

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Análise geral virou “over view”, público alvo virou “target”, reunião de criação é “Brainstorm”, aí vem “feedback”, “recall”, “brandings”, “branded content” e demais “expressions” que só fazem sentido  se o cliente for gringo, mas sabe-se lá porque, criaram o publicitês. Talvez sonhassem em ganhar em dólar no Brasil, sei lá!

Uso-de-palavras-estrangeiras-na-Publicidade-2-370x200Outro dia recebi uma mensagem de uma agência que havia enviado um pedido de orçamento e me alertou por mensagem de texto com um ASAP! Na hora fiquei perdido e achei que o corretor do aplicativo tinha dado um gato na palavra e questionei com um interrogação. Resposta para ASAP: “As soon as possible”, ou XEJA, o mais breve possível.

AH! Vai TNC !

Isso tudo pra falar do tal do “Budget”, que nada mais é do que um orçamento!

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Semana passada abordei em meu artigo sobre “briefing” e contei alguns “causos”, e hoje não será diferente.

 

 

Tempos atrás, quando nos reuníamos com o departamento de comunicação de alguma empresa ou com sua respectiva agência que necessitava produzir um vídeo ou um filme publicitário, sentávamos com os criativos e diretores de arte e estes nos apresentavam uma campanha amarrada a um conceito ou uma necessidade específica, e juntos buscávamos uma linguagem que adequasse a todo aquele estudo e se adequasse a verba destinada para isso.

Aí surgiu o youtube e com ele as “referências”. Meus amigos vocês não fazem ideia o tamanho da preguiça que este fato gerou em algumas cabeças criativas.

Os caras agora te mandam o “tal do briefing” (post anterior) com algumas referências do youtubiu e um pedido de orçamento. O problema é a imprecisão, pois a referência está mais ou menos próxima do real desejo do cidadão que novamente não sabe bem o que quer. No fundo ele assistiu a “tal da referência” (talvez o próximo post) e daí teve a brilhante ideia de adaptá-la para sua necessidade, se é que existia alguma, pois muitas vezes nossa vivência percebe não fazer o menor sentido o pedido em questão. Aí o cafotografia-flarera te manda um filme produzido 100% em “stop motion” (mais uma palavrinha gringa), mas não quer que façamos nesta linguagem, compreende muchacho? Manda outra referência cuja fotografia é a bola da vez, com o tal do “flare” (mais uma) que é aquela luz frontal direta na lente da câmera para criar um efeito de brilho. (Tem dezenas de comerciais como este no ar, é a modinha do momento).

De cara sentimos que estas 2 referências juntas são no mínimo esdrúxulas.

Aí você pergunta: Posso ver o roteiro? E o cabra diz: Ainda não começamos a produzir.

Traduzindo: Não existe.

Nada se orça antes de analisar um roteiro!

Quando eu digo que para atuar em determinados mercados você precisa desenvolver sua mediunidade, ninguém acredita.

Outro probleminha é a tecnologia. Como hoje todo mundo tem um celular que filma com qualidade e edita em seus variados aplicativos, tudo parece muito fácil e isso nos proporciona ouvir pérolas enquanto apresentamos nosso “reel” (outra pro6 – edição de um portfólio): o meu filho fez algo assim no final de semana .

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Certo dia recebi um telefonema do departamento de comunicação de uma empresa aparentemente interessados em produzir seu primeiro vídeo institucional . Eu costumo chamar de prostitucional, pois fazemos pelo dinheiro e não pelo prazer. Como tratava-se de um cliente virgem no audiovisual, a primeira coisa que perguntei foi sobre o “tal do budget”, pois é o valor disponível de investimento que nos orienta a criar um roteiro mais ou menos complexo.

Bom, segundo ele não existia um valor pré-definido e pediu que apresentássemos uma proposta. Como ele mensurou a necessidade de gravar em 3 plantas fabris localizadas em outras cidades, imaginei que a verba ou o “tal do budget” existia de fato. Não estou certo, mas na época chegamos ao valor de 60 mil reais estimando 4 diárias de captação.

Para se apresentar um orçamento, destinamos boas horas de trabalho entre pesquisas, discussão de proposta criativa, linguagem e por fim cálculos para chegarmos ao número.

Acreditem estava muito enxuto este orçamento. Enviei e logo em seguida liguei para discutir nossa proposta e sanar qualquer dúvida, pois o cidadão tinha urgência e experiência zero.

Ao dizer alô, ouvi1305: Você tá louco! Pensei em gastar 3 mil reais! Ou XEJA, ele tinha um valor em mente e se eu soubesse que era isso que ele pretendia investir, teria indicado o filho do meu vizinho de 10 anos para rodar com seu Iphone!

Respirei fundo e logo em seguida veio a segunda frase: O que posso fazer com 3 mil reais?

Resposta: UM MIOJO !

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O Tal do Briefing

Briefing, em definição, corresponde a um conjunto de informações para o desenvolvimento de um trabalho que será executado por diversos profissionais envolvidos no processo. briefing_mesa2

Este é um termo muito usado no mercado publicitário e associado ao desenvolvimento criativo de uma campanha, seja impressa, digital ou audiovisual.

Para os leigos, seria como especificar ao Chefe de cozinha exatamente o que espera do prato solicitado: carne ao ponto, pouco condimentada, crocante, sem açúcar, pouco gelo, etc e tals. Informações fundamentais para que o resultado fique satisfatório.

briefingMas vamos a realidade: Saber pedir está ligado a Saber o que quer, mas atualmente nos deparamos com profissionais que não sabem o que querem e, portanto não sabem o que pedir. Batizamos este perfil de Engenheiros de obras Prontas, que são aqueles que se apropriam de uma ideia não desenvolvida por eles, mas que iniciam a palpitaria logo após a apresentação do primeiro escopo criado via mediunidade.

Como funciona isso? Vou explicar usando como referência o audiovisual, que é a área em que atuo: o cliente te chama para uma reunião, mas não sabe o que quer. Não faz a menor ideia porque desconhece totalmente o processo de produção e passa distante da criação*. Isso nos obriga a mergulhar na empresa contratante para entender o que ela faz, qual é o momento vivido, o que ela quer comunicar, para quem quer comunicar, para quando e qual o formato da apresentação (onde será exibido). Essas seriam as informações básicas para se compor um briefing.

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Munidos dessas informações iniciamos uma proposta criativa e apresentamos um pré-roteiro, um escopo da NOSSA ideia. É aí que começa o problema. É como se o cliente caísse de paraquedas na Disney e resolvesse se divertir em todos os brinquedos ao mesmo tempo. O cara vira roteirista, ator, diretor, fotógrafo. Ele age como se fosse Steven Spielberg. Vira cineasta e esquece do propósito. Começa a dar palpites em tudo o que foi apresentado e acaba caindo na armadilha do “eu gosto mais de” e se esquece de que o material e a linguagem proposta não foi desenvolvida para o gosto dele, e sim para o cliente dele, para o público dele, para quem o material foi pensado!

É triste ouvir o cliente dizer: “Eu não gosto da trilha. Prefiro sertaneja”, sendo que o vídeo é para uma plateia Rock’n Roll, por exemplo. Isso nos obriga a abrir um parênteses e dizer com toda delicadeza do mundo para não melindmais-ideias-1rar o cliente: Mas meu amigo, este material não foi feito pra você e sim para um público totalmente diferente de você! Isso não nos pertence! (como diz sabiamente meu amigo Micka da Ideia House). Na maioria das vezes funciona. Em algumas assumimos o “isso não nos pertence” só para nós, e entregamos o que o cliente pede mesmo consciente de que o resultado não será atingido. É como temperar carne com açúcar.

Assim sendo, deixamos isso claro e formalizado para nos isentar desta responsabilidade. Algumas vezes, após nossa formalização, com palavras do tipo “nossa sugestão”, “nossa experiência”, “nosso parecer”… faz com que o ego seja colocado de lado e o cliente volte atrás respeitando a proposta.

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Criação é outro tópico que foge um pouco da compreensão de alguns “João sem braço”, manja? O antigo “Migué” ?

*Certa vez participei da elaboração de uma proposta criativa para o desenvolvimento de um vídeo para uma marca nacional de cosméticos e fiquei pasmo com o que aconteceu? Após enviarmos nossa ideia anexada a um orçamento de produção, a urgência com que foi solicitada a proposta desapareceu no departamento em questão e nada da resposta de aprovação dentro do período pré-determinado. Mas o pior do desrespeito viria 3 meses depois. Nossa proposta criativa nos foi reenviada como briefing em uma concorrência com mais 5 produtoras para fazer orçamento!!! Como se a ideia não tivesse valor algum! Questionados sobre isso, quando alegamos que o custo da ideia fazia parte do nosso orçamento e que se fosse usada para uma concorrência deveriam nos pagar por isso, ouvimos um “como assim”? Num tô entendennnndo!!

 Existem valores que deveriam virar matéria nas universidades. ÉTICA por exemplo.

imagesAo perceber que uma simples ideia foi capaz de resolver um grande problema, depois de criada e apresentada como solução, é muito fácil alegar o óbvio, porém no conflito este óbvio é invisível e cabe as pessoas criativas e inteligentes transforma-lo em palpável.

Briefings não caem do céu. São informações importantíssimas que deverão estar presentes no contexto em forma de solução de algum problema, conflito ou pura e simples comunicação que ganha maior ou menor representatividade de acordo com o formato e linguagem que será apresentada. Tudo muito pensado e trabalhado por uma equipe formada por diversos profissionais, portanto merece respeito.

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Se você não sabe pedir, a chance de pedir o prato errado e ter que pagar caro por ele será de sua responsabilidade. Ou XEJA, faça sua lição de casa antes de contatar o profissional que irá criar e executar a ferramenta de soluções e lembre-se: Retrabalho custa mais caro.

ATORES E O MERCADO PUBLICITÁRIO

O fato de trabalhar com entretenimento e com algumas atuações no teatro, tv e cinema, há algum tempo fui convidado para participar de uma feira de profissões na escola de minhas filhas – quando ainda cursavam o colégio.

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Fiquei feliz e orgulhoso pela oportunidade de poder falar sobre o difícil mercado de trabalho e ainda sentir o brilho no olhar dos jovens que ansiavam em viver de arte. Mas pra minha surpresa e decepção, percebi que a grande maioria dos alunos não faziam a menor ideia sobre o que representava ser ator, a observação, construir um personagem, a dramaturgia,  e seus diversos tipos de linguagem e nuances.

hqdefault A referência deles era o glamour (existente somente em Hollygrude) e o foco era a fama. Falavam em fazer Malhação, participar do Big Brother ou serem Youtubers, mas raros aqueles que questionavam o árduo caminho das pedras. Queriam simplesmente aparecer. Falavam do sonho em se transformar “celebrities” e cegos ao ponto de pedirem a receita para alguém que não é famoso! Um Zé Ruela feito “yo” que tira sangue de pedra pra manter vivo o padrão conquistado em minha vida de operário do vídeo.

Profissionalmente falando, foi este tipo de visão que estraçalhou o mercado de trabalho do ator na publicidade e me fez abrir o leque de aptidões a tempo de me manter respirando.

Gracias!

Comecei profissionalmente em 1986, porém como já era raríssimo encontrar profissionais não globais, casados e com filhos e que conseguiam viver de teatro, encontrei nos filmes publicitários uma boa forma de sobrevivência artística, afinal os cachês giravam em torno de 10 mil dólares e a veiculação para a TV – exclusivamente aberta – tinha prazo de apenas 3 meses no ar. Além disso recebíamos um bom valor para fazer os testes de VT solicitados pela agência de publicidade para selecionarem o protagonista do comercial. Como a publicidade off-line imperava em suas superproduções, fazer testes (às vezes mais de um por dia) era suficiente pra levar uma boa vida de solteiro.

A publicidade era realmente uma vitrine para os produtores de elenco das emissoras de tv. Talvez por isso, o mercado inchou e os novos atores chegpagamento-de-contas-finald-e-ano-avam com a filosofia de que era necessário mostrar a cara em comerciais para ficarem conhecidos, e assim abrirem as portas para novos formatos. O problema foi que aumentou demais a oferta e estes “trainees” ignoraram as práticas do mercado e iniciaram um verdadeiro leilão, cujos valores de seus cachês variavam de acordo com o número de contas à pagar que tinham em atraso. Como se isso fizesse diferença em orçamentos que ultrapassavam os 7 dígitos nos custos de produção e 8 dígitos nos investimentos em mídia. Para quem não sabe, 30” no horário nobre da rede globo pode chegar a 300 mil dinheiros por inserção.

Qualquer um que se submetia a reduzir o valor de seu cachê, inconscientemente estaria colocando seu portfólio na prateleira da mediocridade de onde nunca mais sairia. As agências de atores por sua vez, lidavam com o canibalismo no casting, pois se você não topa o cachê oferecido, existem vários outros colegas predispostos a aceitar até por menos. E com a desculpa de que “cada um sabe onde aperta o calo” a publicidade foi a leilão nas luzes da ribalta.

Naquela época a publicidade era riquíssima, mas a partilha dos valores de produção já começava a se diluir nas mãos de poderosos diretores de criação e donos de produtoras “parceiras” instaladas em megas edificações em zonas nobres de São Paulo.

LUCASMesmo depois de Hollywood iniciar a produção de seus longas metragens em digital economizando 50% do orçamento de produção comparado ao processo artesanal de rodar em película, algumas agências de publicidade e respectivos criativos insistiram por muito tempo na produção em rolo de filme!!! Certa vez coloquei isso em discussão com um diretor de criação e ouvi o seguinte: Existem cenas (na época) que as linhas de fundo em um plano mais aberto “flicam” (tremem) no digital e só a película evita isso. Na Publicidade não podemos cometer erros! Bom, tecnicamente, pensando em estar oferecendo inteligência de produção, como se fosse o maior segredo do universo, questionei com olhar de cliente: Mas se for só por uma cena tenho 2 soluções: 1) adapta o roteiro e lima esta cena; 2) rode somente esta cena em película e posteriormente faça um “Tape to tape” (processo de digitalização que equaliza as imagens) que é infinitamente mais barato! Foi neste momento que percebi que acabara de dar um pusta tiro no pé. Pois senti que o que ele visava era exatamente o contrário de “economia”=<comissão. A economia ou a potencialização dos ganhos sairia do lado mais fraco.

Fazendo um comparativo, recebíamos em dinheiro de hoje aproximadamente 30 mil reais para ceder nossa imagem por 3 meses na TV aberta e atualmente  chegam a oferecer 5 mil reais para veicular em toda mídia eletrônica, onde inclui-se, TV aberta, por assinatura, internet, site do cliente, site da agência, Youtube, Vimeo, eventos, espaços públicos, e todas as demais mídias que permitam a exibição do filme, e pra piorar ainda mais, o prazinho de tempo de veiculação aumentara para 12 meses ou mais!! Antes que algum leigo se manifeste alegando que 30K era muito dinheiro para se pagar de cachê para um ator não famoso, saiba que enquanto este filme estiver no ar, dependendo do volume de exposição, a imagem do protagonista associada ao produto em questão o impossibilita de gravar outro filme, concorrente ou não. Portanto, divida este valor por 12 meses que equivale ao tempo de veiculação e acrescente mais 6 meses no mínimo de desassociação da imagem do produto…se for possível.

maxresdefaultQual a sensação de ver o garoto propaganda da TRIVAGO.COM entrando em todos os intervalos da programação de todos os canais por assinatura? É insuportável!

Se este cara não assinou um bom contrato, certamente terá dificuldades para retornar à telinha com outro produto. O mesmo se aplica ao Fabiano (ator das Casas Bahia), Carlos Moreno (Bombril) e agora o querido Batata com a divertidíssima campanha dos postos Ipiranga.

Para vocês terem uma referência de postura e desrespeito aos atores que fazem publicidade aqui no Brasil, instituiu-se como direito conexo o uso da imagem do ator e estipulou-se corresponder a 70% do valor do cachê bruto oferecido, sendo que os demais 30% refere-se a diária(s) de trabalho não importando quantas vezes sua imagem será exposta nas diversas mídias existentes.

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Não estou certo disso, mas compartilho da ideia: Em alguns países que dão valor ao uso de imagem, o que diferencia um ator celebrity de um ator standard (não famosão) é o valor da diária de trabalho, pois o direito conexo está associado ao volume na exposição da imagem que é proporcional ao investimento. Isso significa que quanto mais usarem a imagem do ator, mais ele receberá. Basta abrir o mapa de mídia da campanha! O cálculo é feito sobre um percentual do valor investido nas mídias em questão e é negociado diretamente com a agência responsável pela conta e com o cliente. Este percentual é na casa decimal, portanto não pensem que com um único filme o ator suba o nível de sua classe social. Seria o JUSTO, não acham?justiça-simbolo-tif-pb-280x190

Aqui geralmente o valor é elaborado em cima do que sobra do custo total da produção e jamais revelarão o mapa de mídia. Países desenvolvidos aplica-se a Lei da proporcionalidade e aqui a do oportunismo.

De quem é a culpa? Na minha opinião, dos atores que não se dão o devido valor e desrespeitam a classe.

Como saber se o valor ofertado é justo?

Dou aqui algumas dicas:

Analise o roteiro e veja se existe alguma complexidade? Tempo de exibição e praça de veiculação que estará atrelada ao contrato? Quem vai produzir? Top ou não? Quem vai dirigir e fotografar? Top ou não? A campanha se estenderá em mídia impressa, digital e rádio? Quantos produtos ficam atrelados ao comercial? Por exemplo: Comercial para alimentos pede exclusividade total no setor alimentício! Tudoooo!

LULA-NEVE-0011Outro fator importante é o tipo de produto. Papel higiênico, remédio para dor de barriga, para gases, associarão a imagem do artista ao “cagão”! Cuidado! Se virar “meme” nas mídias sociais, já era mermão! Estes são produtos que cabem só para celebridades, caso contrário você literalmente vai pra merda.

 

Pense nisso: Quando um amigo lhe indica um produto que posteriormente você descobre ser uma porcaria, jamais você esquecerá desta dica horrorosa e principalmente do cara que te recomendou. Fazendo uma analogia, o ator que indiretamente indica um produto ruim ou associa sua imagem a ele, deixará milhões de pessoas com este mesmo sentimento. Sacou?

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Certa vez fui consultado para fazer um comercial de Viagra e lembro de pedir 100 mil reais por 6 meses de contrato podendo ser renovado pela mesma fração e período mediante a pagamento de 100% do valor contratado. Fui chamado de louco, afinal nem estrela da globo eu era.

Minha defesa: Atualmente ganho meu arroz com feijão associando minha imagem a diversas instituições financeiras que me contratam como apresentador de seus institucionais e vídeos de treinamento. Se eu topar fazer um “Brocha” pelos 10 mil reais oferecidos significaria matar minha galinha dos ovos de ouro, pois brocha não tem credibilidade e é exatamente isso que represento para meus clientes!

Depois de alguns segundos de silêncio fúnebre, ouvi do produtor: Você tem razão.

Pior que isso é aceitar fazer campanha para o Maluf.

Este é o parâmetro que permitirá analisar se o valor ofertado faz parte de um orçamento previsto e planejado ou se foi o que restou no cofrinho. Agora cabe ao ator ter a coragem de agradecer o convite e dizer não. Isso caberia também a agência que representa o ator com o dever de preservar a carreira de seus profissionais. Mas se os mesmos pedem para serem consultados independente da mixaria oferecida, o que fazer?

A evolução é individual.

Com as novas tecnologias, crise econômica e um pouco de descaso, sinto que em breve os testes serão extintos e as produtoras de elenco serão pesquisadoras virtuais. Vejo produtores de elenco convocando e enviando briefings no modo econômico via mídias sociais e alguns solicitando vídeos testes enviados por zazap para pré seleção! (talvez para evitar o recall).

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Talvez tenham razão quanto ao direcionamento neste novo conceito, mas estou aqui como advogado de defesa de alguns inocentes que desconhecem ou ignoram no desespero que, associar sua imagem a qualquer produto à frente de milhões de pessoas, será o representante da marca naqueles 30”, falará em nome dela e isso já é o suficiente para receber um cachê justo. Se fizer uma pequena conta dividindo o valor do cachê pelo período de exibição da peça publicitária e o número de inserções em todas as mídias chegará aos centavos destinados ao ator. Triste realidade.

Como nunca permiti que minha imagem fosse a leilão e sempre respeitei a profissão do ator, preferi estudar o “behind the scene” e iniciei um novo caminho – não menos difícil – como roteirista, locutor, diretor cinematográfico e cena, e recentemente como produtor de conteúdo para que jamais me faltasse trabalho. Migrei de ator a camaleão multimídia para me defender dos predadores mirins, pois agora sou chamado de “old School”!

Ah vá TNC !

Para mim, ser ator é um trabalho como outro qualquer. Me intitulava como operário do vídeo, exatamente para quebrar essa visão glamourosa da profissão. Lembro de ouvir algumas pessoas dizendo:

Que bacana! Você é ator! Mas além de atuar você trabalha com o que?

 É exatamente isso. Tem muita gente que acredita que Ator não é profissão, mas um hobby. Tudo bem que a gente se diverte trabalhando para entreter, aliás o mercado de entretenimento é um dos poucos que cresce em nosso país, mas o desgaste físico e emocional é gigante e merece respeito.

Como tudo na vida as oportunidades estão atreladas ao relacionamento, a sua network. Ganhar valor requer muito trabalho. Fama é para poucos e não deve ser objetivo e sim resultado de um bom trabalho (pusta clichê).

Então para você jovem que sonha em ser um profissional das artes cênicas e ainda constituir família e ter condições de ter dependentes, saiba que para construir um patrimônio vivendo somente desta arte vai precisar ser bom no que faz e ainda ter a sorte de se relacionar bem (empanelar-se sem puxar saco) para ser contratado por alguma emissora de TV e ainda cair nas graças do povo. Caso contrário prepare-se para viver em uma montanha russa com muita aventura pela frente.

Mais uma coisinha: saibam que acima de um produtor de elenco de uma emissora de Tv está o cara do financeiro que usa da “vitrine” que trabalha para lhe oferecer um suicídio econômico.

Malhação – nesta escola de preparação para jovens atores, me ofereceram um contrataço de 5 mil réis para ficar disponível 7 dias por semana e ainda sujeito a um desconto de 40% caso não tivesse gravação agendada no mês!

Ainda ouvi do raiz quadrada: Este trabalho vai te lançar!

Minha resposta: Quem precisa de lançamento é foguete! Eu preciso é de dinheiro pra sustentar minha família.

A GRANDEZA DO FUTEBOL DE VÁRZEA

Várzea é um substantivo usado para se referir a um terreno plano e cultivado, geralmente próximo a rios, mas também usado de forma pejorativa para definir bagunça, desordem e confusão, talvez pelas condições de alguns terrenos após uma enchente, onde acumulam lixo e demais detritos trazidos após transbordar das águas dos rios.

Mas a palavra várzea e seu significado refletiu diretamente na história do futebol de muitos garotos que um dia sonharam em ser jogadores profissionais.

O futebol de várzea é aquele que pode ser praticado em terrenos não tão planos, adaptados com traves de madeira, com tuchos de gramas, terrão ou areia. Também na forma pejorativa, está associado a confusão, pois o juiz geralmente é o bom senso.

static2.squarespaceEu era bem garoto. A bola era nosso ícone. Durante a semana, estudava pela manhã e já no intervalo ou recreio como era chamado na época, 20 minutos que deveriam ser destinados a uma rápida alimentação, nosso lance era comer a bola, que na sua ausência, era substituída por papel, chumaço de pano, tampinha de garrafa ou qualquer outro objeto que pudesse ser chutado na direção do gol adversário, cujas traves eram formadas por sandálias de borracha ou pedras perdidas pela escola.

Santos, Brazil Takes Pride In Star Player Neymar's Local Rise

Mas, com a chegada da sexta feira, logo no período da tarde, os amigos se reuniam na vila, escolhíamos os times e o pau comia. Estar entre os primeiros escolhidos era sinal de habilidade e isso inflava nossos egos e criava a ambição de alcançar um dia o profissionalismo.

Aos poucos o sonho era incrementado. Os clubes de bairro abriam suas peneiras que, pra quem não sabe, é o processo de seleção para fazer parte do elenco do time. A categoria era chamada de “Dente de Leite”, atualmente rebatizada de sub 12, acho.

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Eram 7 horas da manhã de um domingo. Garoava forte quando os portões do clube 7 de Setembro da Água Rasa se abriram para um bando de moleques que carregavam a tiracolo suas sacolinhas de panos nas mais variadas estampas (sobras de tecidos) contendo um par de chuteiras (gaeta para os mais humildes e rainha para os um pouco melhores de grana), um par de faixas (não existiam tornozeleiras) e uma toalhinha para o banho. O vestiário era mal iluminado e com bancos de madeira alinhados às paredes. Apesar do ambiente escuro, os olhos da garotada brilhavam com a oportunidade de pisar pela primeira vez em um campo semi-oficial. Para mim que sempre joguei na rua ou nas quadras de cimento da escola, aquilo era a glória.

0056-500x319O senhor Joaquim, um homem gordo, muito simpático – que apesar do nome portugues tinha origem italiana – com imensa alegria distribuia com carinho os meiões sem elástico e os calções e camisas do clube já bem surradas pelo time principal. Isso mesmo. Fardamento de adulto. Era o que tínhamos e adorávamos aquilo. Usar o mesmo uniforme do time principal do 7 de Setembro da Água Rasa!

selecao-das-melhores-imagens-de-2013-da-copa-kaiser-do-fotografo-rodrigo-campos-1368470055264_615x300É claro que toda locomoção e habilidade ficava debilitada com nosso esqueletinho sambando dentro de uma camisolona e um calção largo, franzido pelo cordão e abaixo do joelho, mas esse não era nosso principal desafio. A Bola era também para adultos. Bola especial para idade eram um luxo encontrado nos clubes de ponta. O campo era de terra, que na chuva ficava mais apropriado para a prática de motocross do que para futebol. Mas o pior de tudo era a cruel combinação entre bola pesada e barro. A bola se transformava em um meteóro que ao cabecear-mos a bandida, tínhamos pedaços de pele da testa arrancados ao ponto de nos fazer parecer personagens saídos do seriado “Vikings”. Verdadeiros Guerreiros. Mas em contrapartida, o peso da bola proporcionou aos garotos da várzea chutes poderosos sentidos pelos adversários quando disponibilizavam – para o azar deles – a bola adequada para nossa idade. Éramos verdadeiros canhões. Fato que em futuro próximo nos levou a jogar em times mais expoentes.

Mas após esta verdadeira batalha, fui aprovado para fazer parte do meu primeiro time de futebol, onde iria participar de diversos torneios e aos poucos ganhar uma experiência de vida que trago comigo até hoje.

fotos-aereas-campos-de-futebol-de-varzea-07Situações como jogar no campo do Vera Cruz, localizado no meio da favela (atual comunidade) da Vila Prudente, cujo centro era marcado por um paralelepípedo e o time “dente de leite” composto por jogadores barbados com pernas cabeludas, nos davam 2 opções: Perder ou tomar um pau.

Um pouco mais velho, jogando na categoria “Dentão”, fui convidado para disputar a partida do mais esperado torneio do clube, o festival 7 de Setembro, realizado anualmente na mesma data para festejar o aniversário do clube, onde substituí um jogador contundido do time principal e atuei fora da minha posição, na lateral direita (jogava no meio campo) e ainda com a responsabilidade de marcar ninguém menos que Gazela. Um negro alto, liso como quiabo, considerado uma das maiores revelações da várzea e com fortes chances de ser profissional. Estes foram registros cravados na minha memória afetiva.

9910083_U0sl8Este último porém ficou marcado por alguns momentos de arrepiar. Casa cheia. Ao redor de todo alambrado não existia um espaço vazio. Eu, com 15 anos era um moleque atrevido e sabia que bem mais baixo que o Gazela, não poderia deixar o cara matar a bola. Tinha que antecipar todas. E assim foi por todo o primeiro tempo. O problema começou logo no início do segundo tempo quando, atacando agora para o lado oposto, a minha lateral tangenciava o bar onde se concentrava a torcida do time adversário, o “Sapopemba”. Me lembro de ouvir um pusta de um negrão usar de um jargão futebolístico da época: Acaba com este cabaço Gazela! Como disse, moleque e atrevido e agora com o brio chacoalhado, antecipei um passe destinado à estrela principal, joguei para o meio de campo e corri para a linha de fundo para receber um toque em profundidade, sob forte marcação do boleiro Gazela. Ameacei cruzar, mas senti que meu marcador de pernas longas se esticava para interceptar o cruzamento. Foi aí que ousei e meti a bola no meio das pernas do bonitão e servi de bandeja para o centroavante abrir o placar. Tudo muito lindo se o besta aqui não tivesse ido até o alambrado onde se encontrava o cidadão que ordenara meu massacre e usar das mesmas palavras educadas disparadas por uma língua felina típica de um adolescente cheio de merda na cabeça: Quem é o cabaço aqui?

images (7)Amigos, a recordação que tenho deste sublime momento, mais se parece com uma cena de filme do Tarantino. Em câmera lenta, o cidadão levantou a camisa e percebi que preso a cintura de pilão da criança descansava um cano brilhante de calibre gigante e que em segundos estaria empunhado e apontado para minha direção, porém corri mais que um leopardo para o outro lado do campo deixando um rastro de medo e poeira pela trilha percorrida. O acesso ao campo era feito por um único portão de ferro e lá estava meu algoz tentando passar pela muralha chamada Zulu, que após ter agradecido o moleque metido que o presenteara com o gol, em gratidão, o centroavante cruzou o campo para tomar a arma do meu pretendente funerário e ainda dar uns catiripapos no negrão. Era negrão contra negrão, mas o nosso era Phuds! Graças a Deus!

Bom, o tempo passou, joguei nas categorias de base do Juventus – onde pisei pela primeira vez em um campo gramado e calcei uma chuteira com travas de borracha –  e depois no Corinthians – onde aprendi as malícias do futebol – , mas como meu futebol era arroz com feijão comparado aos craques da época, achei prudente mudar o rumo de minha vida e estudar.

Naquela época jogador de futebol só jogava bola. Existia paixão pela camisa que defendia. Não eram garotos propaganda dando valor a marca que paga seu salário. Arrepiava quando o treinador arremessava a camisa de titular na sua direção. Hoje quando vejo jogador de futebol bancando o SuperStar, ganhando zilhões, colocando a fama acima da base humilde em que fôra criado, fazendo ceninha em campo ao menor esbarrão do adversário, deixando a perna solta no ar pra cavar o pênalti da incompetência, me faz pensar porque nossos jovens talentos não buscam inspiração nos craques estrangeiros que praticam a magia do futebol sem firulas que caracterizam os boleiros brasileiros. Hoje vejo alguns garotos preocupados em aprender o rolinho, a carretilha, embaixadinhas – que são muito úteis para quem quer faturar algum no farol – do que trabalharem o básico do bater na bola para um passe preciso, do posicionamento, da marcação, do chute com os 2 pés. Atualmente, Casemiro, brasileiro que defende o Real Madri e a seleção brasileira, é um jogador que merece meu respeito, pois ao ser transferido para a Espanha conseguiu enxergar isso e colocar em prática seu melhor futebol. O arroz com feijão bem feito ou o “eisbein” usado no inesquecível 7×1 alemão. Vejo Messi, Benzema, Bale, Riverri, jogadores que tomam chegadas fortes, caem e já se levantam para continuar a jogada em busca do gol.

Aqui nossos jovens talentos se inspiram nos artistas da bola que se contorcem,  querem briga, adoram reclamar com o juíz até ficarem de fora de próximo jogo (as vezes uma final de campeonato) e mesmo que o golpinho tenha atingido de raspão o cotovelo, levam a mão ao rosto na tentativa de expulsar de campo o colega de profissão. Que merda! Joga bola rapaz! O Neymar Jr, está saindo desta fase. Abandonou aqueles terríveis cortes de cabelo – cuja intenção era aparecer mais do que a bola – diminuiu e muito o “cai cai” e resolveu resgatar a alegria e a grandeza do futebol ofertada por Deus e que em breve o consagrará como o melhor do mundo. Ele já é, mas não digam isso pra ele para não adiar a festa brasileira.

Quando não se tem controle emocional, um elogio pode acabar com a vida do elogiado se ele realmente acreditar em palavras mortas.

PORQUE AS MULHERES SÃO ASSIM E OS HOMENS SÃO ASSADO?

A diferença de comportamento entre os sexos é tema constante de diversos livros e estudos que retratam a contramão do ponto de vista entre homem e mulher.

homens-x-mulheres Antes que algum chatonildo venha tomar meu tempo com achismos, quero deixar claro que aqui não vou me ater ao tema explorado do momento que massifica a discussão sobre Gêneros. Para mim pouco importa, pois TODOS somos da raça HUMANA vestidos em diferentes cores de pele e agora gênero. Para mim, Humanos já basta. Cada qual com suas manias, defeitos e virtudes aprendendo sobre a vida na escola “Planeta Terra” visando passar de ano ou de plano espiritual.

Aprendizado é o motivo de sua presença na terra e, no meu caso, estou certo que vim para me divertir!

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Voltando ao homem e mulher – ou cromossomos XY + testículos + testosterona e cromossomos XX + útero + estrogênio – me atenho a falar sobre minha convivência com 3 mulheres XX debaixo do mesmo teto: esposa e filhas.

Poderia aqui chover no molhado falando sobre ser racional ou emocional, sobre as diferentes visões para educar os filhos, sobre o porque de um milhão de coisas que entenderia se tivesse nascido mulher, mas existem atitudes que, se alguém puder me ajudar a entender ficaria deveras agradecido.

Elas adoram tupperware!

bea 8 tupperwareAcumulam 30% do espaço dos armários da cozinha com uma quantidade titânica divididas entre formatos e cores de tampas – no sentido organizacional, até aí tudo bem, mas cubicamente falando – , muito além da capacidade da geladeira???

Não existe lógica, portanto concluí que a palavra “lógica” só existe no universo masculino XY.

Outro ponto que quero colocar na pauta do entendimento está relacionado a comunicação. Em casa durante as refeições, percebo que elas preferem se comunicar através de gestos, olhares e …grunhidos! Talvez pela ansiedade e contenção em falar de boca cheia, com frequência, ao invés de usar a palavra falada como meio de comunicação natural e exclusiva dos seres humanos, por exemplo, a frase “por favor me passe o arroz”, é substituída por um esboço de murmúrio pré-histórico “humhumhum” seguido de um olhar direcionado para a panela. Nós homens XY temos, por alguma razão genética, não saber exatamente para onde está direcionado o olhar em questão e o que especificamente poderia significar “humhumhum” naquele momento. Porque “humhumhum” é uma palavra complexa com diversos significados e que varia de acordo com o que está disposto à mesa.

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Algumas decodificações de “humhumhum”na mesa de refeições: Salada, azeite, sal, guardanapo, arroz, feijão, bife, macarrão, talher, copo, suco, refrigerante, enfim tudo pode ser interpretado por “humhumhum”, mas o pior é que neste vácuo de comunicação, elas se entendem e sem pestanejar, esticam a mão de forma certeira na direção do “humhumhum” do desejo. Telepatia? Talvez. E ai de você se cair na besteira de dizer que não entendeu o que quis dizer o “humhumhum” ! E se pedir para usarem da língua mãe e respectivo aparelho fonético que Deus criou com tanto zelo e preciosismo, tá morto, pois para elas é inadmissível você não entender a língua do “humhumhum” dito com inflexões diferenciadas baseadas na fonética da palavra do objeto em questão!!!

Como elas se dão o direito de agirem como mudas, nesta situação me dou o direito de me fazer de surdo. Direitos iguais, certo?

20141031_Com-que-roupa-eu-vouOutro ponto, esse redundante em todas as famílias que conheço dentro da mesma configuração que a minha está o stress pré evento! Não importa se você está a caminho de um simples churrasco de domingo na casa do cunhado ou a uma festa de gala na Casa Branca, as frases “com que roupa eu vou” ,“estou sem roupa” e “preciso de sapatos novos” são universais e surgem em forma de raios coloridos, mesmo que as portas dos guarda-roupas não fechem por excesso de bagagem e os cabides enverguem ao peso de 10 calças jeans da mesma cor e as sapateiras – no plural mesmo – explodindo, essas frases impreterivelmente serão ditas por elas. E agora com a tecnologia e a moda da tal “ selfie ” potencializaram a indecisão, pois compartilham entre as amigas e familiares do mesmo sexo XX , claro, para pesquisarem opiniões extra-residencial. E o que não pode faltar é o desfile de peças para colher nossa opinião masculina XY – que é puro protocolo, pois não vale nada – e que geralmente acontecem no momento em que você está assistindo os gols da rodada.

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O que acha amiga?

O que aprendi neste momento é que mesmo acreditando que tanto faz a opção, jamais diga “tanto faz, ambos são legais”, pois elas bufam e saem reclamando sem se conformar que homens são daltônicos para este quesito. O sapato preto ou o azul marinho? Oras bolas, são parecidos demais pra gente! Não muda nada! Em contrapartida, caso realmente resolva opinar para evitar a tromba em riste, prepare-se para ela usar sua escolha como fator eliminatório. Acreditem meninas, se seu marido opinar e der sugestões sobre combinações ele é gay.

 

Agora dentro do carro é onde o bicho pega radical. Não faço a menor questão de dirigir e quando estou no lado do passageiro, sou um cadáver, mas quando estou no volante sou o comandante da ação e como todos os homens XY motoristas, não gostamos…ou melhor, não suportamos palpites sobre rotas e formas de conduzir o veículo! Será tão difícil assim aceitar isso? Para um motorista que sempre oferece o volante antes de assumir a direção, ouvir 10 segundos depois “porque você vai fazer este caminho?” Ou “Você não acha melhor ir pela avenida X?” ou pior “Entra aqui!” com o dedo indicador passando à frente de seus olhos e em cima da rua desejada por ela! Geralmente você se descontrola imaginando que algo terrível está acontecendo à sua frente e você não reparou! Mas não é nada disso. Ela simplesmente gostaria que você fosse pela rua apontada, pois se ela estivesse ao volante, assim o faria…Mas, é VOCÊ quem está com as mãos no timão e como capitão da pequena nau de 4 rodas vê sua escolha ignorada. Se você reparar, este é um fato que ocorre às sextas e sábados à noite. Quando você olha para o carro ao lado e vê um casal discutindo, 90% de chance de ser devido a imposição de uma rota desejada do que uma DR.

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Quer escolher o caminho sentada como passageiro, vá de UBER. Ele pelo menos recebe pra isso.

O sofrimento de um motorista de UBER é que geralmente as moçoilas desacreditam na rota que o WAZE apresenta. Elas dizem: Não confio nisso aí! Ele sempre manda a gente por caminhos estranhos! É perigoso demais! Este aplicativo faz com que a gente ande mais. Eu conheço um caminho melhor! Como se não existisse trânsito em São Paulo! Porab030cff7a94d31d959094bfa479ccdb mais que você diga que as informações sobre as rotas são fornecidas por usuários em tempo real proporcionando a um sistema inteligente a criação de rotas alternativas, elas não confiam ou confiam desconfiando. Tenho uma teoria: O WAZE é masculino. Se fosse “A” WAZE com fundo rosa ao invés do azul (pusta estereótipo) talvez a aceitação seria melhor. Mas o sistema também deveria ser diferente. Ao invés da voz dizer: “em 800 metros vire a direita”, ela diria “ao avistar a sua esquerda uma linda casinha rosa na esquina com um belíssimo Ipê roxo em frente, vire a direita.

Todos sabemos que manter-se casado – ou qualquer outro tipo de sociedade – é uma arte que lhe obriga a contemporizar e elevar as virtudes do parceiro(a) sempre, para não dar merda. Um bom exemplo de sobrevivência desta instituição e durabilidade do matrimônio foi dado com muito bom humor pelo meu falecido e divertido pai:

Após mais de 50 anos de casado com sua única esposa, minha querida mama, ele mais do que ninguém usou do bom humor e da paciência de um monge budista para manter o bom relacionamento ou suportável, porque minha “mainha” não é fácil. Ele realmente sabia se comportar no campo de batalha. Quando chegou a casa dos 70ão, pimageserdeu parcialmente a audição. Minha outra teoria é: autodefesa dos sobreviventes das Bodas de Ouro (rs). Me divertia quando ele, após receber uma saraivada de reclamações de minha mãe – que geralmente acontecia logo após o galo cantar – , discretamente olhava para o público presente e levava o indicador à frente do seu lábio pedindo discrição, para sorrateiramente desligar o aparelho de audição e amenizar aquele processo estressante. (rs) E para dar sequência, sempre de forma bem humorada, quando sua senhora subia o tom de voz alegando que faria as malas e sumiria da vida dele, respondia: Ah meu amor! Você diz isso só pra me agradar! kkkk

As diferenças existem e são elas que nos movem e nos colocam para pensar, refletir e tirar das experiências o aprendizado para seguir em frente e juntos. Trocar de caçapa é estratégia de bilhar e não de casamento.

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De frágil elas não tem nada! Menstruadas são serial killers em potencial, mas são as primeiras a pular na frente da bala direcionada a um filho. Enfrentam fisiologicamente cólicas, depilação, gravidez, dores no parto e sofrem da violência masculina que usam da força física para sobrepor suas deficiências. No mercado de trabalho, o preconceito retrógrado machista ainda diferencia valores salariais para quem usa saias. Não dá pra crer, mas É assim.

Se tivermos BOM SENSO e compreensão, fazendo o simples exercício de nos colocar no lugar delas, ou de qualquer outro assunto que envolva preconceito, talvez consigamos construir um ambiente de convivência mais justo. Mas que o lance do tupperware é difícil de aceitar, isso pra mim ainda geram conflitos cognitivos.

 

AS MELHORES INVENÇÕES

Basta olhar para qualquer lado do planeta para vermos um bando de andróides, escravos de seus smartphones para destacar o grande sucesso que foi esta invenção originária do antigo telefone discado.

aprendiz.menor_5O que era para ser um simples telefone móvel, hoje aliado a outra grande descoberta, a internet, representa agilidade de comunicação e fonte de conhecimento útil e inútil.

Até pouco tempo costumava dizer que ar condicionado, direção hidráulica, carro automático e telefone celular eram as divas do conforto e da tecnologia funcional, mas após a proliferação da dengue e seus mais recentes familiares, Zica Virus e Chikungunya, devo acrescentar mais um ítem nesta lista de invenções : a raquete eletrônica para fritar a mosquitada.

Pernilongos raquete super

S E N S A C I O N A L !

Jamais imaginei que abriria um sádico sorriso ao ouvir o som do inseto voador fritando entre as cordas eletrificadas de uma raquete colorida ! Apesar do cheiro de queimado, sua utilidade é absurda!

Semana passada, munido de 2 raquetes (verde e azul), fui flagrado pela minha filha que filmava minha ação rindo de minha performance coreografada estilo JEDI no combate aos insetos voadores. Ridículo, mas fui efetivo na assepsia aérea que a cada raquetada via meus inimigos tombarem ou desintegrarem ao som de uma chicotada nas redes elétricas de minhas eficientes armas.

Aeltec mosquito Os fabricantes de inseticidas, fumacinhas e repelentes eletrônicos que me perdoem, mas atualmente sinto que suas novas fórmulas fazem cócegas na mosquitaiada. Alguns derrubam pela forte camada oleosa e não pelo veneno e, aquele zunido mais se parece com uma gargalhada do bichim tirando sarro da ineficiência dos produtos. Já o raquetão fritador…vichi! Bão hein! Não tem pra ninguém. É só sacar as coloridas que a pernilongaiada entra em pânico dando cabeçadas em revoada.

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Posso estar falando uma pusta bobagem, mas teorizo que talvez este deve ter sido um dos produtos mais comercializados nos últimos meses no Brasil ao ponto de elevar ainda mais o PIB da China, país de origem da raquete heroína. Aliás heroína sempre foi um forte por lá! rs

pernilongoNo colégio todos estudamos o funcionamento do ecossistema, mas é duro reconhecer a importância de um pernilongo. Geralmente atacam no escuro – covardes ou estratégicos? – mas o pior é o bzzzzzzziiiiii em nossos ouvidos. Isso é torturante demais. Se o desgranhento se alimentasse de forma vampiresca e desse linha na pipa, tudo bem, mas ele precisa nos infernizar tirando nosso sono e em alguns casos ainda nos manda para um hospital ou quiçá para um cemitério.

Talvez os ecochatos de plantão sugiram criar lagartixas e sapos em cativeiro e deixá-los espalhados pela casa como pets, mas esta solução selvagem é bizarra demais pra mim.

Mesmo tomando todas as precauções para evitar a proliferação da dengue e derivados, a rua em que resido no abc está infestada de pernilongos. Talvez a origem da palavra “infestada” teve sua origem aí, pois a pernilongaiada realmente está em festa por aqui. Rave de mosquito toda noite!547336_475889525817140_1721095172_n

A vigilância sanitária fez uma visita 40 dias atrás para verificar se a vizinhança está seguindo as orientações de prevenção e estamos 100% em dia com nossos deveres, porém em contrapartida aguardamos as providências da prefeitura que deveria ter enviado seus agentes munidos de pulverizadores de veneno contra os infelizes alados, mas até este momento, nada!

Bom, reclamações a parte, o intuito deste post foi enaltecer as invenções funcionais e em especial dar mérito para as RAQUETES FRITA MOSQUITOS que no escuro, ao fritar as moscas, com sua luz vermelha acusando “ON” e as faíscas que abrilhantam o sucesso do seu movimento contra o inimigo, me faz voltar para cama sob o clima de batalha vencida.

Que Deus ilumine a patente deste novo milionário que provavelmente foi uma das vítimas desses insuportáveis chatos voadores que o motivou a dedicar sua inteligência na criação desta suprema obra de arte.

Que venham os mosquitos! Estamos armados para a guerra!

PERCA 10 KILOS EM UMA SEMANA

Quantas vezes você não foi atraído por uma frase “ISCA”?

Algumas certo?

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TENHA O CORPO DOS SEUS SONHOS EM 1 MÊS

 

 

Real: Curso de Photoshop

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FIM DA CALVÍCIE

 

Real: Alugue sua cabeça para uma cigana ler o futuro

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CELULITE É COISA DO PASSADO…

 

Real: …Do presente e do Futuro. A lua está mais perto do que você imagina.

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VIAGRA NATURAL

 

 

Real: Use o canal da uretra para preencher seu pênis com os caroços de uma melancia e veja como ficará rijo…e encaroçado para dar a sua parceira momentos inesquecíveis com direito a gargalhada e fim de relacionamento.

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ESTRIAS NUNCA MAIS

 

 

Real: Transforme seu corpo em um mapa e o venda para um arqueólogo

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AUMENTE SEU BINGULIM EM ATÉ 10 CM

 

 

Acompanha um saco de côco verde. Basta deixar amarradinho por 1 mês no dito cujo.

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SAIBA COMO MANTER A EREÇÃO POR 1 HORA

 

Real:Tire uma foto no momento certo e admire por 1 hora.

                                      Eu era Regina Casé e hoje sou Gisele Bündchen

Real: Erro no cartório

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10 MIL REAIS PODEM VIRAR 1 MILHÃO. APRENDA AGORA

 

Real: Curso de estelionato

O pior é que muitas vezes por curiosidade ou desespero clicamos pra ver do que se trata e damos de cara com um pusta vírus ou por um texto que te enrola e não entrega nada, ou melhor, no final vira o jogo e tenta de empurrar outra coisa!

Hoje fui vítima . Atraído por um conteúdo sobre investimentos na bolsa com rendimentos muito superiores aos pagos pelos bancos convencionais, cliquei sobre um “adquira grátis este livro” e pague somente as despesas de frete, R$8,90! Não que eu tenha capital para isso, mas fiquei curioso em aprender, pois a única vez que me meti a besta com esse negócio de ações foi com uma tal de Petrobrás (que logo após virou celebridade nas capas de todos os jornais) e na nossa querida Valle Eike Rio Doce Batista que não vale mais nada.

Bastou eu clicar naquele TAG VERMELHO referente ao “envie seu endereço para receber” para abrir uma bíblia com parágrafos redundantes que começavam no nada e terminavam em lugar nenhum. Pusta enrolação! O autor do artigo não entrega. Te enrola por minutos de textos cansativos e que não chega no momento de enviar o endereço para receber o Sr. Grátis na minha modesta residência! Ao final, claro: o conteúdo ficará disponível por 30 dias e caso não queira mais, basta comunicar. Mas para receber o conteúdo Gratuitão você tem que colocar seu cartão de crédito na parada. Ou xeja, se você, por alguma razão desconhecida das entrelinhas do mercado digital, aquele que você não fecha nada no fio do bigode e sim na entrega do código de segurança do cartão de crédito, você não conseguir cancelar a bagaça, mensalmente receberá uma fatura de R$ 29,90 mensais até encontrar alguém predisposto, se não chover, a suspender um acordo que sempre esteve em desacordo.

Portanto meus amigos, a única frase que devemos acreditar é: Ninguém da nada de graça.

BOM SENSO sempre.

Depois conto pra vocês quantas pessoas meu texto ISCA atraiu, tá!

Bjunda e até 2nda!