PEQUENOS PODERES

Ontem passei por mais um momento de indignação. Desta vez com a polícia militar de São Paulo.
Voltava para minha residência dirigindo o carro de minha esposa em uma via dupla de 2 faixas. A faixa da esquerda parou com 4 carros que iriam fazer a conversão para entrar em uma travessa. Como isso é comum, conhecedor do bairro, já vinha pela direita, porém no momento de minha passagem por este bloco de veículos, uma viatura da polícia estacionada sobre a calçada, sem qualquer sinalização, colocou parte do carro na via me obrigando a desviar rapidamente para não colidir. Internamente soltei um PQP em desabafo e segui meu caminho. Alguns metros à frente acionei o pisca e estacionei em uma das 5 vagas de um açougue do outro lado da pista. No momento em que saí do carro me deparei com a mesma viatura da polícia estacionada na contramão bloqueando minha saída com o motorista me encarando. Segue o diálogo:

  • O senhor está com pressa?
  • Não. Algum problema?
  • O senhor passou em alta velocidade pela faixa da direita e quase colidiu com a viatura.
  • Eu estava dentro da velocidade permitida e simplesmente trafegava pela direita enquanto a faixa da esquerda estava congestionada com carros que iriam fazer a conversão.
    O TOM FOI PARA A INTIMIDAÇÃO
  • O senhor deve diminuir a velocidade sempre que ver uma viatura de polícia.
  • Diminuiria se tivesse visto qualquer sinalização da sua parte.
    DESCEM DO CARRO
  • Sua habilitação e documento do carro.
  • Pois não.
    ENQUANTO ANALISAVAM A DOCUMENTAÇÃO DIGITAL
  • O senhor sabia que posso autua-lo por essa conversão e o valor da multa é de 1800 reais?
  • Imagino que sim, mas desconheço esse valor de multa para este tipo de infração. Sinceramente, imaginei que a faixa dupla contínua indicava a proibição de ultrapassagem e não da conversão.
  • O senhor sabia que se não tivessemos comunicação para checar sua documentação digital o carro seria apreendido?
  • Por qual motivo? Ineficiência da comunicação da PM?
    NESTE MOMENTO MINHA INDIGNAÇÃO SE ACENTUOU
  • Vocês vão me desculpar, mas o que vejo aqui são 4 policiais intimidando um cidadão na tentativa de transferir a culpa por uma falha na condução da sua viatura. Independente de ser policial, ao volante você é um motorista, e não pode sair de cima da calçada sem olhar e sem sinalizar. Todos erramos como seres humanos que somos. Eu errei ao fazer esta conversão por minha ignorância, e você errou ao sair de cima da calçada sem sinalizar e sem observar o fluxo. Isso não lhe dá o direito de estacionar na contramão para me intimidar.
    CONFESSO QUE NESTE MOMENTO FIQUEI COM RECEIO DO QUE PUDESSE ACONTECER, POIS O INTIMIDADOR CONTINUAVA AO MEU LADO COM A MÃO SOBRE A ARMA, MAS UM OUTRO POLICIAL QUE RETORNAVA COM MEUS DOCUMENTOS DA VIATURA FOI MAIS PACÍFICO
  • Nossa obrigação é orientar.
  • Concordo e agradeço, mas não aceito intimidação.
    Documentos devolvidos, situação temerária controlada, policiais novamente em trânsito e pude comprar a carne para o strogonoff após viver momentos de estraga os bofe.
    Policiais militares psicologicamente mal preparados, onde a principal função é nos dar proteção, dedicando tempo para fazer uma abordagem sem precedentes na tentativa de transferir um erro causado por eles.
    Seria muito mais bonito se estacionassem do outro lado da rua em local permitido e o motorista sinalizasse me pedindo desculpas. O texto aqui seria outro. Sou adepto da valorização da gentileza e da integridade das ações, mas sinto que assumir seus erros é uma das maiores dificuldades dos seres humanos, fardados ou não.

O Calvário do atendimento eletrônico

Porque as empresas não investem em marketing de atendimento?

Está aí um grande mistério a ser desvendado para quem trabalha com comunicação.

Muito se fala sobre fidelizar clientes, mas as empresas vão na contramão deste objetivo.

Na disputa entre as TELES, frequentemente as empresas de telefonia divulgam suas ofertas para captar “novos clientes” enquanto que os “já” clientes não são beneficiados pela mesma oferta e ainda pagam mais caro por um pacote inferior. Para piorar, ao entrar em contato com a operadora na tentativa de obter o mesmo benefício, descobre que só poderá fazer parte da promoção quando vencer seu contrato de fidelização que certamente irá ocorrer quando a promoção não mais existir.

Assim somos punidos por uma fidelidade que nos encarcera dentro de um sistema sem direito a novas reinvindicações atrelados a assinatura de um contrato unilateral.

Agora catucando o tema “Atendimento Eletrônico”, traduzo ser um sistema genial que te obriga a digitar entre opções de zero a nove para após 17 minutos gastando sua digital e ouvindo todas as ofertas desconectadas ao seu real interesse, antes de conseguir falar com um ser humano despreparado, adestrado para seguir orientações em uma tela com respostas prontas ao invés de simplesmente ouvir o problema de quem perdeu preciosos minutos para chegar até ele.

Imagine o estado mental de um cliente com problemas técnicos ouvindo a voz do demo dizendo: “Está todo mundo comprando o Big Brother Brasil ou acompanhe o canal Golf… isso estimula ao desenvolvimento de uma personalidade homicida que ao ouvir um alô do outro lado da linha, dispara palavrões e ameaças a um coitado que entra em choque emocional que instintivamente o leva a derrubar a ligação amplificando a fúria de um cliente descontrolado por um sistema eletrônico nada inteligente, para não dizer imbecil. Um sistema criado especialmente para perder clientes.

Não sou psicanalista, mas confesso que tenho curiosidade em conhecer o nível intelectual e emocional deste profissional que cria um procedimento de atendimento irritante com a capacidade de transformar uma simples operação em um calvário para o cliente. Deduzo que este profissional entende de sistemas, mas nada sobre a psicologia humana. Não sei se é pior quem cria ou quem aprova.

Parto do seguinte princípio:

Existem somente 2 perfis de pessoas que acessam este serviço (ou desserviço) de suporte:

O já cliente e o não cliente.

O “Não Cliente” naturalmente busca conhecer os produtos e serviços para uma possível aquisição, portanto está pré-disposto a ouvir as ofertas do menu. Agora o “Já Cliente” busca upgrade ou solução de um problema.

Se este guru responsável pelo sistema operacional do atendimento se colocar na posição de um cliente com problema qualquer e fizer uma pequena análise comportamental, saberia que alguém nesta situação busca o suporte para uma solução rápida e que o sentimento é de insatisfação. Certo?

Baseado nessa sábia dedução, para quem está irritado do outro lado da linha pedindo socorro, ao invés de rapidamente estender a mão para ajuda-lo, as empresas oferecem uma corda para o cabra se enforcar. Exigem que o “fiel cliente” digite todo painel alfa numérico ouvindo uma voz irritante gravada que finge ter localizado seu CPF com a trilha sonora de uma digitação FAKE ao fundo. Para piorar, após 17 minutos, você é atendido por uma pessoa treinada para ser um robô???

Consultoria gratuita para um sistema de atendimento eletrônico eficiente:

Se você é cliente, disque 1. Problemas técnicos disque 2 e já encaminhe para o atendimento com alguém cerebralmente capacitado para ouvir e resolver o problema. Não deixe um cliente insatisfeito na fila ouvindo musiquinha torturante. Atenda em menos de 30 segundos e resolva. Esta qualidade óbvia de atendimento requer investimentos na contratação de profissionais “bem remunerados” que saibam ouvir e resolver sem uma tela de procedimentos amarrada à frente dos olhos.

Se isso for genial para você, procure um médico.

A fidelização de um cliente está atrelada a qualidade e a velocidade de atendimento que uma empresa oferece e não um contrato que lhe obriga juridicamente a ficar casado com o demônio.

COMO IMPROVISAR EM UMA APRESENTAÇÃO

 A ARTE DO IMPROVISO

Para toda e qualquer tipo de apresentação é necessário ter domínio total do conteúdo, conhecer bem seu público e estar preparado pra perguntas e respostas.

Preparado, muito bem ensaiado e uma apresentação em tópicos vai  ajudar e facilitar muito a sua performance para que seja natural, gerando interesse e conexão com seu público, porque é a naturalidade que traz a sua imagem a sensação de que você é de verdade e não mais um papagaio repetindo as palavrinhas da moda.

Porém, nem tudo segue de acordo com o roteiro. Muitas vezes surgem perguntas inesperadas que podem quebrar o ritmo da sua apresentação.

Para evitar isso, determine logo no início que abrirá para perguntas somente no final da apresentação.

O improviso, pela natureza da palavra, é algo que acontece não previsto no roteiro. Para evitar a cara de paisagem e ficar vendido no meio de palavrinhas de apoio que transmitem a sensação de que realmente está perdido, como…né….então…veja bem…olha só….certo….huummm….ou fazendo perguntas pra você mesmo responder, mais do que se preparar muito para esta apresentação, devemos LER muito!

Aumentar o seu vocabulário é a melhor solução para poder improvisar e evitar repetir palavras no mesmo parágrafo.

Com um amplo vocabulário, você não vai precisar caçar palavras no meio da ventania. Bastará uma breve pausa para refletir sobre a pergunta e responder se estiver convicto que não estará falando algo que não tem certeza, uma tremenda bobagem que pode destruir toda a credibilidade construída durante a sua apresentação.

Estar bem informado sobre o que está acontecendo no planeta e ter histórias verdadeiras que permitam a você fazer alguma analogia com o tema abordado, são formas de enriquecer e tatuar a memória da plateia.

Existe uma fuga da leitura. Objetividade extrema querendo tudo mastigado pra ganhar tempo (como se alguns minutos fizessem diferença na vida) ou preguiça mental? Não sei e não faço julgamentos. Mas vejo muita gente dedicando um tempo precioso assistindo vídeos nas redes sociais e demais plataformas digitais e posteriormente reclamando que não conseguem tempo para alimentar o cérebro com conhecimento útil.

COMO GERAR CONEXÃO COM SEU PÚBLICO E RETER A AUDIÊNCIA

Sou um cara que gosta de gente, mas de gente de verdade. Gente agradável que te olha nos olhos, que te ouve e fala sorrindo.

O argumento acima para mim é a base da comunicação que gera conexão.

É impossível você não ficar hipnotizado por alguém que demonstra prazer e interesse em compartilhar seu conhecimento com você.

Repare: mesmo que não seja novidade pra você, vai ficar prestando atenção e com um leve sorriso de satisfação de estar ali ouvindo.

É catarse energética.

Este domínio do conhecimento corporal e comportamental é a principal ferramenta que transforma grandes oradores em comunicadores com a capacidade de regência, ou descomplicando essa verborragia toda, em influenciadores.

Além de dominar totalmente o conteúdo, o comunicador deve praticar o uso do tom amistoso, batizado por mim de “papo de boteco”. Uma linguagem que de tão agradável faz com que você se sinta entre amigos e toda a informalidade existente em situações como essas.

Gravem isso: O informal atrai e o formal distancia.

O linguajar acadêmico e rebuscado da sono de tão chato, enquanto o informal mostra quem você é de verdade e gera credibilidade às suas palavras e consequentemente conecta as pessoas.

Grandes líderes conseguem chamar a atenção de seus subalternos sem constrange-los usando um leve sorriso no rosto que transmite a sensação de amizade e não de hostilidade.

Trabalhe a sua sensibilidade e tente deixar seus problemas pessoais do lado de fora da arena. Isso não significa que deva ser falso, mas equilibrado.

Uma frase dita sorrindo quebra barreiras e gera um aprendizado capaz de formar pessoas melhores, independente de conviverem profissionalmente com você ou faca parte do seu núcleo pessoal de relacionamento.

Dá para sentir quando alguém fala sorrindo com você ao telefone!

Portanto, ao subir em um palco para enfrentar uma plateia ou olhar para a lente de uma câmera, lembre-se de que você está falando com diferentes tipos de pessoas, mas o que todas elas tem em comum é o prazer de ser envolvido por palavras que massageiam de forma carinhosa a alma e não a castigam.

Seja simplesmente o melhor de você.
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O CORPO FALA

Como ser natural à frente de uma câmera?

Bom, o olhar, o tom de voz, saborear as palavras são fundamentais.

Vejo algumas pessoas que de tão tensas, nem piscam. Pregam o olhar na lente da câmera e ficam parecendo uma estátua onde somente a bôca tem vida, e olhe lá!

Este texto não é voltado para atores ou candidatos a, mas para todos que reconhecem que o vídeo é a principal ferramenta de comunicação existente, então ao assistir a um filme ou série, perceba que bons atores ou atrizes são aqueles que lhe dão a sensação de que o personagem que está interpretando pensa.

Então vamos a dica:

imaginem que a camera é uma pessoa com quem você está conversando. Quando conversamos com alguém e esta pessoa nos faz uma pergunta, de forma natural desviamos o olhar para buscar em nosso subconsciente algum fato ou situação que vivenciamos, e somente após fazer o download desta informação e processa-la na HD interna chamada cérebro, retomamos o olhar para responder ou dar continuidade ao bate-papo. Para quem assiste, esta expressão corporal revela que você parou para pensar, e portanto transmitirá credibilidade às suas palavras porque mostrou que você é um ser humano de verdade. Então, relaxe.

A pausa está associada a reflexão e deve ser usada também durante a sua fala para permitir que o seu público tenha um tempinho para absorver sua explicação. Se você dispara uma informação atrás da outra, muita coisa importante fica pelo caminho e as pessoas saem sem entender pelo simples fato de não conseguirem assimilar a informação a tempo.

Perfeito ninguém é, então não se cobre demais.

Reiterando uma postagem anterior, tenha domínio total do conteúdo e converse com a câmera como se estivesse batendo um papo em uma roda de amigos. Seu discurso fica leve, gostoso de ver e ouvir porque é natural.

Uma última informação que deveria estar logo no início do texto, porque tem a ver com a abertura do seu vídeo, mas lembrei agora e estou com preguiça de reescrever.

Não comece seu vídeo com: Fala galera, E aee rapazeada, Oba! Tudo bem?…busque originalidade e vá direto ao assunto. Fazer uma pergunta sabendo que ninguém vai te responder? Não faz sentido. E começar com uma frase que irá te transformar em mais uma salsicha embalada entre centenas de embalagens identicas em uma gondola de supermercado, não te diferencia de uma zebra no meio da manada.

Seja natural, não copie ninguém, não caia na armadilha das modinhas de expressão. Seja simplesmente você. Siga em frente e boa sorte. wladimircandini.com.brhashtag#falarbem hashtag#falarempublico hashtag#video hashtag#comunicação hashtag#expressãocorporal hashtag#dica hashtag#dicadodia hashtag#mensagem hashtag#mensagemdodia

DOMINE PRIMEIRO O CONTEÚDO E DEPOIS O FRIO NA BARRIGA

O nervosismo para se falar em público assombra a maioria das pessoas, porém é algo que se faz necessário para quem almeja evoluir profissionalmente. Não tem jeito. Ou vai ou VAI!

Como resolver isso?

Ficar nervoso ao subir em um palco e ser obrigado a encarar uma plateia lotada geralmente está associado ao medo de se expor. A loucura nos leva a pensar que aquelas pessoas estão ali torcendo para você errar, se perder ou uma meleca dessas qualquer, mas isso faz parte da insanidade vivida naquele momento de apreeensão. Auto-sabotagem.

Na minha teoria é o nervosismo que te mantém concentrado e devemos aprender a controla-lo. Posso dizer com propriedade, que mesmo com toda a experiência que tenho, onde encarei plateias com mais de mil pessoas, independente do número de expectadores, todas as vezes entrei em cena com o friozinho na barriga, que com a prática desaparece nos primeiros minutos. A única vez que entrei seguro demais, portanto desconcentrado, deu caca.

Minha dica para os iniciantes:

Tenha domínio TOTAL do conteúdo. Se prepare muito.

Se for usar slides de um power point, crie uma apresentação em tópicos que lhe darão apoio para não perder a sequencia de sua linha de raciocínio.

Evite textos imensos em uma tela, pois sua insegurança irá fazer com que você leia ao invés de raciocinar, transformando sua apresentação em uma chatice sem tamanho.

Respire fundo e solte lenta e profundamente o ar. Não tenha pressa.

Jamais de as costas para o público.

Se o microfone não estiver adequado para você, chame o tecnico responsável e peça para ajustar. Não se meta a besta em querer mexer em algo que desconhece o sistema. Isso pode aumentar ainda mais o seu nervosismo.

Não cole sua boca no microfone para evitar os “pufs”, aqueles estouros de vento que ampliam com a proximidade da sua boca e prejudica a clareza de sua fala.

Se estiver muito nervoso com a voz e todo corpo trêmulo, assuma isso em público. Todos sabem da dificuldade de estar ali e lhe darão a energia necessária para você se acalmar.

Saborei-e as palavras. O nervosismo faz com que engula as sílabas e termine as frases praticamente sem som.

Evite caminhar de um lado para o outro como um leão enjaulado, não cruze os braços ou coloque as mãos nos bolsos, isso demonstra negligência e falta de respeito com as pessoas que estão lhe assistindo.

Caso não consiga encarar o público, direcione o olhar por cima da cabeça das pessoas, pois elas não percebem para onde você está mirando seus olhos. Acredite. Ninguém vai perceber.

Mantenha um copo com água sem gelo proximo de você para evitar que a garganta seque e, se por um acaso, antes da sua apresentação, sentir um pigarro lhe provocando, tome um xícara de café com coca-cola quente. Isso mesmo. Aqueça 40 segundos no micro-ondas e beba como se fosse um espresso. Se isso desentope pia, um pigarrinho sai que é uma beleza. Receita de uma fonoaudióloga.

E por favor: não comece sua performance pedindo para o público gritar BOM DIAAAA! Você não está no circo.

EM ESPECIAL PARA VOCÊ POLÍTICO

É impressionante o número de candidatos ou já em exercício de cargos públicos que não conseguem se expressar de forma natural à frente de uma câmera. Na tentativa de gerar segurança se apoiam no uso do TP (teleprompter) mas sem a técnica, parecem robôs marcando o texto com os bracinhos em paralelo ou com a sobrancelha. A comunicação com o público eleitor é fundamental para transmitir a forma de pensar e expor propostas de melhoria, mas se não estiver preparado ficará na tela como um papagaio no puleiro, cuspindo um texto que não foi escrito para sua embocadura, gerando dificuldades de pronunciar palavras que não fazem parte do vocabulário do cidadão(ã). Para gerar credibilidade é preciso ser verdadeiro. Se não tiver técnica vai cantar o texto como locutor de bingo e piorar o que já era ruim. A palavra POLÍTICA atualmente soa como um palavrão, portanto cabe aos candidatos entenderem que para gerar conexão com as pessoas é necessário que elas o vejam como um possível representante da mudança. Para isso precisamos acreditar que o papagaio é humano. hashtag#comunicação hashtag#dica hashtag#dicadodia hashtag#reflexão hashtag#oratória hashtag#mensagem hashtag#mensagemdodia

O CONTEÚDO É MAIS IMPORTANTE QUE VOCÊ

Dia desses me deparei com 3 apresentadores de um programa de rádio iniciando o quadro anunciando seus endereços nas redes sociais como se isso fosse algo extremamente importante para o ouvinte. Fazendo uma análise baseada em comportamento, sinto que este tipo de atitude incentiva a busca por outra rádio porque o real interesse é outro, e vou explicar meu ponto de vista:

Ao nos conectar com uma mídia, seja ela qual for, buscamos por algo que nos gere interesse. Em uma rádio, a oferta pode estar associada ao universo musical, jornalismo, curiosidades, informação. Se esta entrega estiver adequada ao seu interesse, a audiência será mantida e um fiel ouvinte conquistado. É tudo o que um meio de comunicação necessita para sobreviver. Audiência.

Agora, na minha visão, inicialmente somos atraídos pela qualidade do conteúdo e não pelos apresentadores. Se a apresentação for boa, interessante ao ponto de acrescentar algo em nossas vidas, talvez você, de forma natural, possa se interessar pela linha de raciocínio, forma, simplicidade ou didática do apresentador ao ponto de querer segui-lo nas redes sociais pra saber um pouco mais sobre o que ele pensa sobre outros assuntos. Ninguém vai acessar suas redes sociais sem te conhecer!


Na TV, temos em mãos o poder de um controle remoto que nos oferece a busca rápida por um conteúdo do nosso interesse. Muitas vezes o conteúdo é bom, mas o apresentador está tão preocupado com a imagem dele, com a voz empostada, fazendo caras e bocas, tentando interpretar sem ser ator ou atriz, que deixa o programa insuportavelmente falso.

Paralelo a isso, temos os canais de streaming oferecendo uma programação on demand, que proporciona à você assistir o que quiser, na hora que quiser. Um grande equívoco na forma de se expressar como comunicador é colocar a sua vaidade à frente de um bom conteúdo. Para ficar conhecido, atraia seu público pela qualidade das informações e pesquise sobre o tema abordado para que faça sentido e acrescente algo para a maioria das pessoas. Conheça seu público. O conteúdo deve ser útil ou interessante.

Falar de você não é algo que conecta as pessoas, e se elas estiverem com um controle remoto na mão, um botão ou um mouse, você desaparece em apenas um clique. O conteúdo é mais importante do que você. Acredite!

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NÃO É PRECISO DESENHAR AQUILO QUE FALA

Naturalmente nosso corpo reage àquilo que expressamos em palavras, mas contanto que seja um gestual natural você passará por um ser humano normal. O problema é desacreditar no poder da palavra e forçar a barra usando as mãos para desenhar tudo aquilo que fala. Por que EU…e aponta para o peito..porque você…e aponta para câmera…porque o universo…e faz um movimento circular acima da cabeça…porque o carinho que sinto por você…e faz o coraçãozinho unindo as duas mãos! Digamos se tratar de pleonasmo corporal! Quando digo que algo é GRANDE, entende-se que é grande. Se subir o tom e prolongar as vogais…GRAAAANDEEE! Este algo vai parecer maior ainda! A palavra em si, nos dá a dica de como dize-la modulando de acordo com a nossa intenção. Na contrapartida, vejo profissionais da comunicação trabalhando em telejornais como repórter que adoram desenhar e dramatizar aquilo que estão falando. Por exemplo: certa vez vi um jornalista que, para falar de uma crise econômica, gravou dentro de um cofre só para concluir a matéria rodando aquela imensa trava do dito cujo. Pra que? hashtag#comunicação hashtag#falebem hashtag#dica hashtag#ficaadica hashtag#reflexão hashtag#falarempublico hashtag#palestra hashtag#video hashtag#tv hashtag#oratoria

4 expressões que tiram a credibilidade da sua apresentação

Meses atrás postei um vídeo falando sobre o hábito inconsciente do uso do EU ACHO pela maioria das pessoas-

https://lnkd.in/dFgJkreZ .

Apesar de usual, trata-se de uma expressão que demonstra emitir uma opinião sobre algo que não tem certeza, e assim deixando a sensação no ouvinte de falta de confiança no interlocutor. Imagine a seguinte situação: Você ouvir de um médico que você espera um diagnóstico preciso sobre os sintomas do seu filho(a) e ouvir repetidamente o DOUTOR dizendo EU ACHO. Ou de um engenheiro que diz : EU ACHO que a estrutura da casa em que você vive com a sua família está segura. Ou você sabe sobre o que está falando ou apenas ouça. Não somos obrigados a saber sobre tudo e muito menos emitir uma opinião. A segunda expressão muito usada é NA VERDADE. Quando você manda um “na verdade…” no meio de uma linha de raciocínio, deixa no ar que tudo o que disse anteriormente era MENTIRA? A terceira expressão é NA REALIDADE. Quer dizer que você passeava com a Alice no País da Maravilhas quando resolveu cair na real? A quarta expressão e talvez uma das mais capciosas usada por muita gente é o tal do VEJA BEM. Se você reparar, vai perceber que geralmente após um “veja bem…” virá uma justificativa de algo injustiticável, uma desculpa esfarrapada, uma mentira caprichada ou servindo de muleta como uma pausa onde o interlocutor está catando papel na ventania pra ver se encontra alguma saída para a saia justa que se meteu falando bobagens demais. Claro que são expressões casuais, mas que trazem um sentimento negativo para sua imagem. Portanto, preste atenção.