LEIS DE INCENTIVO À CULTURA E OS DESAFIOS APÓS A APROVAÇÃO DE UM PROJETO

As leis de incentivo à cultura atualmente são grandes responsáveis por manter aceso o mercado de trabalho do setor audiovisual brasileiro, dando espaço para o pequeno produtor e respectivos profissionais que atuam neste segmento.

Estas leis proporcionam às empresas destinarem parte de seus impostos para projetos culturais. A Rouanet está ligada ao Imposto de Renda (IR) onde o governo federal abre mão de 4% do imposto que seria pago, proporcionando de forma subsidiada o direcionamento desta verba em forma de recurso para um projeto que seja de interesse da marca em associar seu nome. Seguindo o mesmo critério, mas dentro da esfera estadual, temos o PROAC ligado ao ICMS que possibilita o envio de 2% deste tributo para incentivar a cultura.

Um projeto coeso, bem elaborado e que possua uma história que vale a pena ser contada, é trabalhoso de se elaborar, mas não é difícil de ser aprovado e ver sua produção liberada para captação após publicação no Diário Oficial da União, popularmente conhecido como DOU.

Este anúncio que deveria ser celebrado é simplesmente o primeiro degrau de uma íngreme escadaria difícil de acessar, sequer de subir.

Para quem não conhece o processo, como o volume de projetos é intenso, as grandes “patrocinadoras” criam ou terceirizam esta avaliação via plataformas que exigem um processo similar de preenchimento de informações usado pelo Ministério da Cultura em sua plataforma do SALIC.

Problema que enfrentamos: Muitas perguntas são elaboradas de forma genérica e não fazem sentido para determinados formatos, porém se você não assinala um dos itens daquela questão, o sistema bloqueia o caminho para a próxima página. Essa indução ao erro não permite contra-argumentar dentro de um sistema falho.

Resultado: você será julgado sem direito a defesa.

No caso da OCTOWORKS, empresa que dirijo, trabalhamos com documentários e livros que contam histórias de pessoas que fizeram ou ainda fazem a diferença em nosso país. Pessoas que teríamos orgulho em compartilhar seus feitos porque acreditamos que isso possa inspirar outras pessoas de forma a motiva-las a não desistir de seus sonhos e valorizar o que é nosso.

A área do profissional que avalia estes projetos se chama Relações Institucionais e Governamentais. Um departamento tão importante para nós produtores de conteúdo de qualidade (encho a boca pra falar), gostaríamos de alguns minutos do tempo presencial para transmitir com emoção a importância da história que queremos contar. Ao vivo. Cara a cara. Gente com gente. Energia e emoção compartilhada. Só assim sentirão se é importante ou não estabelecer uma parceria com o projeto e ainda criar uma conexão que nos permita voltar e apresentar algo alinhado com o momento que a empresa está vivendo. Ganha-ganha.
Somos como cachorros vira-latas. Se deixar a porta aberta, entramos mas com emoção, sem fazer xixi no cantinho. hashtag#cinema hashtag#leirouanet hashtag#incentivocultural hashtag#proac hashtag#relaçõesgovernamentais hashtag#documentário hashtag#petrobras hashtag#vale hashtag#natura

4 expressões que tiram a credibilidade da sua apresentação

Meses atrás postei um vídeo falando sobre o hábito inconsciente do uso do EU ACHO pela maioria das pessoas-

https://lnkd.in/dFgJkreZ .

Apesar de usual, trata-se de uma expressão que demonstra emitir uma opinião sobre algo que não tem certeza, e assim deixando a sensação no ouvinte de falta de confiança no interlocutor. Imagine a seguinte situação: Você ouvir de um médico que você espera um diagnóstico preciso sobre os sintomas do seu filho(a) e ouvir repetidamente o DOUTOR dizendo EU ACHO. Ou de um engenheiro que diz : EU ACHO que a estrutura da casa em que você vive com a sua família está segura. Ou você sabe sobre o que está falando ou apenas ouça. Não somos obrigados a saber sobre tudo e muito menos emitir uma opinião. A segunda expressão muito usada é NA VERDADE. Quando você manda um “na verdade…” no meio de uma linha de raciocínio, deixa no ar que tudo o que disse anteriormente era MENTIRA? A terceira expressão é NA REALIDADE. Quer dizer que você passeava com a Alice no País da Maravilhas quando resolveu cair na real? A quarta expressão e talvez uma das mais capciosas usada por muita gente é o tal do VEJA BEM. Se você reparar, vai perceber que geralmente após um “veja bem…” virá uma justificativa de algo injustiticável, uma desculpa esfarrapada, uma mentira caprichada ou servindo de muleta como uma pausa onde o interlocutor está catando papel na ventania pra ver se encontra alguma saída para a saia justa que se meteu falando bobagens demais. Claro que são expressões casuais, mas que trazem um sentimento negativo para sua imagem. Portanto, preste atenção.