O CORPO FALA

Como ser natural à frente de uma câmera?

Bom, o olhar, o tom de voz, saborear as palavras são fundamentais.

Vejo algumas pessoas que de tão tensas, nem piscam. Pregam o olhar na lente da câmera e ficam parecendo uma estátua onde somente a bôca tem vida, e olhe lá!

Este texto não é voltado para atores ou candidatos a, mas para todos que reconhecem que o vídeo é a principal ferramenta de comunicação existente, então ao assistir a um filme ou série, perceba que bons atores ou atrizes são aqueles que lhe dão a sensação de que o personagem que está interpretando pensa.

Então vamos a dica:

imaginem que a camera é uma pessoa com quem você está conversando. Quando conversamos com alguém e esta pessoa nos faz uma pergunta, de forma natural desviamos o olhar para buscar em nosso subconsciente algum fato ou situação que vivenciamos, e somente após fazer o download desta informação e processa-la na HD interna chamada cérebro, retomamos o olhar para responder ou dar continuidade ao bate-papo. Para quem assiste, esta expressão corporal revela que você parou para pensar, e portanto transmitirá credibilidade às suas palavras porque mostrou que você é um ser humano de verdade. Então, relaxe.

A pausa está associada a reflexão e deve ser usada também durante a sua fala para permitir que o seu público tenha um tempinho para absorver sua explicação. Se você dispara uma informação atrás da outra, muita coisa importante fica pelo caminho e as pessoas saem sem entender pelo simples fato de não conseguirem assimilar a informação a tempo.

Perfeito ninguém é, então não se cobre demais.

Reiterando uma postagem anterior, tenha domínio total do conteúdo e converse com a câmera como se estivesse batendo um papo em uma roda de amigos. Seu discurso fica leve, gostoso de ver e ouvir porque é natural.

Uma última informação que deveria estar logo no início do texto, porque tem a ver com a abertura do seu vídeo, mas lembrei agora e estou com preguiça de reescrever.

Não comece seu vídeo com: Fala galera, E aee rapazeada, Oba! Tudo bem?…busque originalidade e vá direto ao assunto. Fazer uma pergunta sabendo que ninguém vai te responder? Não faz sentido. E começar com uma frase que irá te transformar em mais uma salsicha embalada entre centenas de embalagens identicas em uma gondola de supermercado, não te diferencia de uma zebra no meio da manada.

Seja natural, não copie ninguém, não caia na armadilha das modinhas de expressão. Seja simplesmente você. Siga em frente e boa sorte. wladimircandini.com.brhashtag#falarbem hashtag#falarempublico hashtag#video hashtag#comunicação hashtag#expressãocorporal hashtag#dica hashtag#dicadodia hashtag#mensagem hashtag#mensagemdodia

DOMINE PRIMEIRO O CONTEÚDO E DEPOIS O FRIO NA BARRIGA

O nervosismo para se falar em público assombra a maioria das pessoas, porém é algo que se faz necessário para quem almeja evoluir profissionalmente. Não tem jeito. Ou vai ou VAI!

Como resolver isso?

Ficar nervoso ao subir em um palco e ser obrigado a encarar uma plateia lotada geralmente está associado ao medo de se expor. A loucura nos leva a pensar que aquelas pessoas estão ali torcendo para você errar, se perder ou uma meleca dessas qualquer, mas isso faz parte da insanidade vivida naquele momento de apreeensão. Auto-sabotagem.

Na minha teoria é o nervosismo que te mantém concentrado e devemos aprender a controla-lo. Posso dizer com propriedade, que mesmo com toda a experiência que tenho, onde encarei plateias com mais de mil pessoas, independente do número de expectadores, todas as vezes entrei em cena com o friozinho na barriga, que com a prática desaparece nos primeiros minutos. A única vez que entrei seguro demais, portanto desconcentrado, deu caca.

Minha dica para os iniciantes:

Tenha domínio TOTAL do conteúdo. Se prepare muito.

Se for usar slides de um power point, crie uma apresentação em tópicos que lhe darão apoio para não perder a sequencia de sua linha de raciocínio.

Evite textos imensos em uma tela, pois sua insegurança irá fazer com que você leia ao invés de raciocinar, transformando sua apresentação em uma chatice sem tamanho.

Respire fundo e solte lenta e profundamente o ar. Não tenha pressa.

Jamais de as costas para o público.

Se o microfone não estiver adequado para você, chame o tecnico responsável e peça para ajustar. Não se meta a besta em querer mexer em algo que desconhece o sistema. Isso pode aumentar ainda mais o seu nervosismo.

Não cole sua boca no microfone para evitar os “pufs”, aqueles estouros de vento que ampliam com a proximidade da sua boca e prejudica a clareza de sua fala.

Se estiver muito nervoso com a voz e todo corpo trêmulo, assuma isso em público. Todos sabem da dificuldade de estar ali e lhe darão a energia necessária para você se acalmar.

Saborei-e as palavras. O nervosismo faz com que engula as sílabas e termine as frases praticamente sem som.

Evite caminhar de um lado para o outro como um leão enjaulado, não cruze os braços ou coloque as mãos nos bolsos, isso demonstra negligência e falta de respeito com as pessoas que estão lhe assistindo.

Caso não consiga encarar o público, direcione o olhar por cima da cabeça das pessoas, pois elas não percebem para onde você está mirando seus olhos. Acredite. Ninguém vai perceber.

Mantenha um copo com água sem gelo proximo de você para evitar que a garganta seque e, se por um acaso, antes da sua apresentação, sentir um pigarro lhe provocando, tome um xícara de café com coca-cola quente. Isso mesmo. Aqueça 40 segundos no micro-ondas e beba como se fosse um espresso. Se isso desentope pia, um pigarrinho sai que é uma beleza. Receita de uma fonoaudióloga.

E por favor: não comece sua performance pedindo para o público gritar BOM DIAAAA! Você não está no circo.

EM ESPECIAL PARA VOCÊ POLÍTICO

É impressionante o número de candidatos ou já em exercício de cargos públicos que não conseguem se expressar de forma natural à frente de uma câmera. Na tentativa de gerar segurança se apoiam no uso do TP (teleprompter) mas sem a técnica, parecem robôs marcando o texto com os bracinhos em paralelo ou com a sobrancelha. A comunicação com o público eleitor é fundamental para transmitir a forma de pensar e expor propostas de melhoria, mas se não estiver preparado ficará na tela como um papagaio no puleiro, cuspindo um texto que não foi escrito para sua embocadura, gerando dificuldades de pronunciar palavras que não fazem parte do vocabulário do cidadão(ã). Para gerar credibilidade é preciso ser verdadeiro. Se não tiver técnica vai cantar o texto como locutor de bingo e piorar o que já era ruim. A palavra POLÍTICA atualmente soa como um palavrão, portanto cabe aos candidatos entenderem que para gerar conexão com as pessoas é necessário que elas o vejam como um possível representante da mudança. Para isso precisamos acreditar que o papagaio é humano. hashtag#comunicação hashtag#dica hashtag#dicadodia hashtag#reflexão hashtag#oratória hashtag#mensagem hashtag#mensagemdodia

O CONTEÚDO É MAIS IMPORTANTE QUE VOCÊ

Dia desses me deparei com 3 apresentadores de um programa de rádio iniciando o quadro anunciando seus endereços nas redes sociais como se isso fosse algo extremamente importante para o ouvinte. Fazendo uma análise baseada em comportamento, sinto que este tipo de atitude incentiva a busca por outra rádio porque o real interesse é outro, e vou explicar meu ponto de vista:

Ao nos conectar com uma mídia, seja ela qual for, buscamos por algo que nos gere interesse. Em uma rádio, a oferta pode estar associada ao universo musical, jornalismo, curiosidades, informação. Se esta entrega estiver adequada ao seu interesse, a audiência será mantida e um fiel ouvinte conquistado. É tudo o que um meio de comunicação necessita para sobreviver. Audiência.

Agora, na minha visão, inicialmente somos atraídos pela qualidade do conteúdo e não pelos apresentadores. Se a apresentação for boa, interessante ao ponto de acrescentar algo em nossas vidas, talvez você, de forma natural, possa se interessar pela linha de raciocínio, forma, simplicidade ou didática do apresentador ao ponto de querer segui-lo nas redes sociais pra saber um pouco mais sobre o que ele pensa sobre outros assuntos. Ninguém vai acessar suas redes sociais sem te conhecer!


Na TV, temos em mãos o poder de um controle remoto que nos oferece a busca rápida por um conteúdo do nosso interesse. Muitas vezes o conteúdo é bom, mas o apresentador está tão preocupado com a imagem dele, com a voz empostada, fazendo caras e bocas, tentando interpretar sem ser ator ou atriz, que deixa o programa insuportavelmente falso.

Paralelo a isso, temos os canais de streaming oferecendo uma programação on demand, que proporciona à você assistir o que quiser, na hora que quiser. Um grande equívoco na forma de se expressar como comunicador é colocar a sua vaidade à frente de um bom conteúdo. Para ficar conhecido, atraia seu público pela qualidade das informações e pesquise sobre o tema abordado para que faça sentido e acrescente algo para a maioria das pessoas. Conheça seu público. O conteúdo deve ser útil ou interessante.

Falar de você não é algo que conecta as pessoas, e se elas estiverem com um controle remoto na mão, um botão ou um mouse, você desaparece em apenas um clique. O conteúdo é mais importante do que você. Acredite!

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NÃO É PRECISO DESENHAR AQUILO QUE FALA

Naturalmente nosso corpo reage àquilo que expressamos em palavras, mas contanto que seja um gestual natural você passará por um ser humano normal. O problema é desacreditar no poder da palavra e forçar a barra usando as mãos para desenhar tudo aquilo que fala. Por que EU…e aponta para o peito..porque você…e aponta para câmera…porque o universo…e faz um movimento circular acima da cabeça…porque o carinho que sinto por você…e faz o coraçãozinho unindo as duas mãos! Digamos se tratar de pleonasmo corporal! Quando digo que algo é GRANDE, entende-se que é grande. Se subir o tom e prolongar as vogais…GRAAAANDEEE! Este algo vai parecer maior ainda! A palavra em si, nos dá a dica de como dize-la modulando de acordo com a nossa intenção. Na contrapartida, vejo profissionais da comunicação trabalhando em telejornais como repórter que adoram desenhar e dramatizar aquilo que estão falando. Por exemplo: certa vez vi um jornalista que, para falar de uma crise econômica, gravou dentro de um cofre só para concluir a matéria rodando aquela imensa trava do dito cujo. Pra que? hashtag#comunicação hashtag#falebem hashtag#dica hashtag#ficaadica hashtag#reflexão hashtag#falarempublico hashtag#palestra hashtag#video hashtag#tv hashtag#oratoria

4 expressões que tiram a credibilidade da sua apresentação

Meses atrás postei um vídeo falando sobre o hábito inconsciente do uso do EU ACHO pela maioria das pessoas-

https://lnkd.in/dFgJkreZ .

Apesar de usual, trata-se de uma expressão que demonstra emitir uma opinião sobre algo que não tem certeza, e assim deixando a sensação no ouvinte de falta de confiança no interlocutor. Imagine a seguinte situação: Você ouvir de um médico que você espera um diagnóstico preciso sobre os sintomas do seu filho(a) e ouvir repetidamente o DOUTOR dizendo EU ACHO. Ou de um engenheiro que diz : EU ACHO que a estrutura da casa em que você vive com a sua família está segura. Ou você sabe sobre o que está falando ou apenas ouça. Não somos obrigados a saber sobre tudo e muito menos emitir uma opinião. A segunda expressão muito usada é NA VERDADE. Quando você manda um “na verdade…” no meio de uma linha de raciocínio, deixa no ar que tudo o que disse anteriormente era MENTIRA? A terceira expressão é NA REALIDADE. Quer dizer que você passeava com a Alice no País da Maravilhas quando resolveu cair na real? A quarta expressão e talvez uma das mais capciosas usada por muita gente é o tal do VEJA BEM. Se você reparar, vai perceber que geralmente após um “veja bem…” virá uma justificativa de algo injustiticável, uma desculpa esfarrapada, uma mentira caprichada ou servindo de muleta como uma pausa onde o interlocutor está catando papel na ventania pra ver se encontra alguma saída para a saia justa que se meteu falando bobagens demais. Claro que são expressões casuais, mas que trazem um sentimento negativo para sua imagem. Portanto, preste atenção.