
Não quero ter razão em um planeta onde até o engano se engana.
Portanto abro aqui uma discussão que nos permita fazer uma reflexão e juntos tentarmos chegar a uma conclusão.
Tenho uma opinião formada a respeito e vou descrever a minha teoria.
Se quatro linhas escritas até aqui já cansaram seu dilacerado e quase inexistente cérebro preguiçoso, saiba que você é a razão deste estudo.
Tudo o que escrevo é baseado em uma análise comportamental feita por mim, dentro do meu ponto de vista limitado quando comparado a psicanalistas e ao CHAT GPT(rs), mas acredito que qualquer ser humano sensível, consciente, com uma certa experiência de vida e com a sanidade mental em dia terá condições de entender o que estou enxergando neste momento tão nebuloso do planeta, onde até o Orkut está ressuscitando!
ORKUT REBORN? Deus pai nos proteja!
Pensem comigo:
O cérebro é um musculo que como qualquer outro, quanto mais trabalhado, mais exercitado, mais se desenvolve. Mas este computador natural que carregamos sobre o pescoço e que comanda todas as nossas articulações, quando estimulado pela busca do conhecimento, nos conecta a criatividade, que está associada a autenticidade, a originalidade que encanta os olhos e nos faz sorrir.
Dentro deste processo que segue uma lógica natural, as agências de publicidade quando recebiam um cliente com o desejo de lançar um produto no mercado, mandavam de bate-pronto a seguinte pergunta:
“QUEM É O SEU PÚBLICO”?
Baseado na resposta, dava-se início a uma pesquisa relacionada ao comportamento específico dessas pessoas para posteriormente lançar ao departamento de criação, onde inúmeras ideias seriam colocadas à mesa e seriam transformadas em uma campanha certeira. Profissionais estes que recebiam altos salários, porque a ideia é o bem mais precioso do planeta!
Concorda? Eu estou certo disso.
O mundo das ideias está disponível para todos e você não precisa ser pós-graduado em nada para acessá-las, saiba disso. E antes que pense em vociferar algo sobre Inteligência Artificial, saliento que ela só existe graças a ideias resgatas por seres humanos brilhantes com seus cérebros frequentadores das academias do saber.
Então vamos agora a uma análise do comportamento atual:
As redes sociais são atualmente o principal meio de comunicação. Basta levantar a cabeça…isso mesmo, tire os olhos do seu celular e veja ao redor!
Celulares grudados nas mãos das pessoas como se fosse um novo membro! Seguindo a teoria de Charles Darwin sobre a evolução das espécies, em alguns anos nossas mãos terão formato de suporte para celular ou nasceremos com um grudado em nosso corpo.
Baseado nessa observação, onde atualmente as pessoas dedicam boa parte do tempo bisbilhotando o que os outros fazem, surgiu uma palavrinha que particularmente tenho asco: Referência!
A tal da referência nada mais é do que uma boa ideia tirada de uma das caixinhas disponíveis a todos, mas que apenas uma minoria acessa e que ao gerar impacto, uma maioria sente um desejo doentio de adaptar ou copiar para seus objetivos, sejam pessoais ou profissionais! São os engenheiros de obras prontas que copiam a ideia alheia e se apropriam sem o menor pudor, dispensando o valor da originalidade e da autenticidade.
Está aí a diferença entre um influenciador e um influenciável. Um é criador e o outro plagista*, ou seria plagINSTA!
*Plagista é a pessoa que comete plágio, ou seja, que copia ou imita o trabalho intelectual de outra pessoa (como textos, músicas, imagens, vídeos, ideias, etc.) sem dar o devido crédito ao autor original, apresentando esse conteúdo como se fosse seu.
Para que fique claro pra quem passa o dia na caça de reels e stories de perfis que lhe interessam, ou não, e tudo o que lhe encanta gera uma vontade quase doentia de reproduzir no formato COPIA E COLA, mesmo que nada tenha a ver com o perfil do seu produto, você é o influenciável gerador de coraçõezinhos nas redes dos outros que ao invés de trabalhar com a autenticidade do seu produto, colocando o cérebro para funcionar, pensando (função cerebral) em reproduzir o que ele tem de melhor, algo associado a verdade e com isso lhe dará credibilidade, vejo muitos personagens se transformando em palhaços (no sentido pejorativo e não nos grandes artistas que são) simplesmente para agradar o tal do algoritmo em busca de engajamento e novos seguidores e com um futuro promissor nas prateleiras da mediocridade.
Mas quem você está engajando dentro do seu real interesse? Aliás, qual é o seu objetivo com isso? Seguir uma trend**? Que seria a mesma coisa que gado de manada que vai para onde todos vão.
**“trend” é uma abreviação da palavra em inglês “trend”, que significa tendência. Uma trend é qualquer conteúdo, formato ou comportamento que ganha popularidade rapidamente e é replicado por muitas pessoas.
Então, voltando para a pergunta citada no início da linha de raciocínio, QUEM É O SEU PÚBLICO? – Ter 6 milhões de seguidores no tiktok não significa que irá conseguir vender, por exemplo, 6 milhões de livros ou te eleger para Presidente da República! Da República das bananas, talvez, pois este público não lê.
Vou dar outro exemplo baseado no gado de manada COPIA E COLA.
Repare na atual linguagem, principalmente dentro do universo corporativo. Escrevem e se comunicam como androides exorcizados pelos coachs dos infernos. Mesmas palavrinhas da moda, avatares deles mesmos.
Desafio você a ler qualquer artigo no Linkedin e não encontrar um único texto que não tenha as seguintes palavras do dicionário do capeta:
Jornada, legado, alinhar, agregar valor, ressignificar, repaginar, procrastinar, narrativa, propósito, missão, visão, valores, resiliência, desafios, aprendizado, conteúdo, inteligência emocional, gestão, desdobramentos, demanda, colaboradores, empatia, conectar, gatilho emocional, disruptivo, aleatório, inspirar, experiência, profissionais altamente qualificados, quebra de paradigmas, referência, devolutiva, feedback, ruptura, consolidar, pilares, parceria, acolhedora, correria, resolutiva, pujante, efetivo, assertivo e pra acabar com meu dia concluem com GRATIDÃO!
Sem falar das gírias “zapeanas” como: galera, bora, beleza, tamo junto, top, é nóis, fechou etc.
Sinto que o mundo está chato. As pessoas estão robotizadas no jeito de falar, de vestir, de se comunicar. Na moda seguem tendências criadas sabe lá Deus por quem, decidindo o que você deverá vestir para fazer parte da tribo. Não uso LOOKS. Eu visto jeans, camiseta e tênis seguindo o estilista chamado “conforto”.
Criam rótulos pra tudo. Nomenclaturas criadas para DEZENAS de gêneros ao invés de simplesmente falar de SERES HUMANOS. Siglas pra todos os lados como se todos fossemos obrigados a saber que raios significam.
PENSEM:
FAKE NEWS surgem porque, seguindo uma análise de comportamento, existem pessoas facilmente influenciáveis que reproduzem notícias sem checar se a informação procede. Ações como estas nascem de cérebros em pleno execício de suas atividades que usam em benefício próprio, independente de fazer o mal consciente. Pessoas que deitam e rolam em cima dos sedentários mentais seguidores de “trends” ao invés de serem criadores.
Autorretrato, infelizmente mais conhecido como SELF, na frente de um espelho, dentro do meu ponto de vista, talvez cansado pelo vazio, revela um momento problemático de autoafirmação entre jovens e tardia para alguns adultos que lutam contra a dignidade da maturidade.
Para encerrar o tema relacionado a predominância de uma civilização influenciável, propositalmente usei palavras em inglês para mostrar o momento em que vivemos de desvalorização da nossa própria língua. Sinto que devemos combater este estrangeirismo contagiante que destrói a nossa cultura, as nossas origens. Palavras como a citada acima, Fake News, Self, Feed Back, Sale, Off, Shopping Center, Cash Back e centenas de outras que habitam na boca das pessoas que sequer falam o idioma.
Luto contra este sintoma, mas não nego que automaticamente uso.
Minha conclusão: Devemos trabalhar melhor nossas virtudes, nossos valores individuais para reencontrar o nosso eu perdido no meio de tanta futilidade criada pelo mundo digital.
Busque sua autenticidade sendo simplesmente você. Estude, pesquise e trabalhe em cima do útil ou interessante fazendo aquilo que gosta.







Chegando no final do ano, além de palavras e expressões, vemos nossas próprias escolas incorporando a cultura do HALLOWEEN enquanto as crianças desconhecem o SACI e o CURUPIRA!





