O TAL DO BUDGET

O mercado publicitário e o marketing ( o nome já ilustra) resolveram americanizar a língua brasileira.

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Análise geral virou “over view”, público alvo virou “target”, reunião de criação é “Brainstorm”, aí vem “feedback”, “recall”, “brandings”, “branded content” e demais “expressions” que só fazem sentido  se o cliente for gringo, mas sabe-se lá porque, criaram o publicitês. Talvez sonhassem em ganhar em dólar no Brasil, sei lá!

Uso-de-palavras-estrangeiras-na-Publicidade-2-370x200Outro dia recebi uma mensagem de uma agência que havia enviado um pedido de orçamento e me alertou por mensagem de texto com um ASAP! Na hora fiquei perdido e achei que o corretor do aplicativo tinha dado um gato na palavra e questionei com um interrogação. Resposta para ASAP: “As soon as possible”, ou XEJA, o mais breve possível.

AH! Vai TNC !

Isso tudo pra falar do tal do “Budget”, que nada mais é do que um orçamento!

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Semana passada abordei em meu artigo sobre “briefing” e contei alguns “causos”, e hoje não será diferente.

 

 

Tempos atrás, quando nos reuníamos com o departamento de comunicação de alguma empresa ou com sua respectiva agência que necessitava produzir um vídeo ou um filme publicitário, sentávamos com os criativos e diretores de arte e estes nos apresentavam uma campanha amarrada a um conceito ou uma necessidade específica, e juntos buscávamos uma linguagem que adequasse a todo aquele estudo e se adequasse a verba destinada para isso.

Aí surgiu o youtube e com ele as “referências”. Meus amigos vocês não fazem ideia o tamanho da preguiça que este fato gerou em algumas cabeças criativas.

Os caras agora te mandam o “tal do briefing” (post anterior) com algumas referências do youtubiu e um pedido de orçamento. O problema é a imprecisão, pois a referência está mais ou menos próxima do real desejo do cidadão que novamente não sabe bem o que quer. No fundo ele assistiu a “tal da referência” (talvez o próximo post) e daí teve a brilhante ideia de adaptá-la para sua necessidade, se é que existia alguma, pois muitas vezes nossa vivência percebe não fazer o menor sentido o pedido em questão. Aí o cafotografia-flarera te manda um filme produzido 100% em “stop motion” (mais uma palavrinha gringa), mas não quer que façamos nesta linguagem, compreende muchacho? Manda outra referência cuja fotografia é a bola da vez, com o tal do “flare” (mais uma) que é aquela luz frontal direta na lente da câmera para criar um efeito de brilho. (Tem dezenas de comerciais como este no ar, é a modinha do momento).

De cara sentimos que estas 2 referências juntas são no mínimo esdrúxulas.

Aí você pergunta: Posso ver o roteiro? E o cabra diz: Ainda não começamos a produzir.

Traduzindo: Não existe.

Nada se orça antes de analisar um roteiro!

Quando eu digo que para atuar em determinados mercados você precisa desenvolver sua mediunidade, ninguém acredita.

Outro probleminha é a tecnologia. Como hoje todo mundo tem um celular que filma com qualidade e edita em seus variados aplicativos, tudo parece muito fácil e isso nos proporciona ouvir pérolas enquanto apresentamos nosso “reel” (outra pro6 – edição de um portfólio): o meu filho fez algo assim no final de semana .

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Certo dia recebi um telefonema do departamento de comunicação de uma empresa aparentemente interessados em produzir seu primeiro vídeo institucional . Eu costumo chamar de prostitucional, pois fazemos pelo dinheiro e não pelo prazer. Como tratava-se de um cliente virgem no audiovisual, a primeira coisa que perguntei foi sobre o “tal do budget”, pois é o valor disponível de investimento que nos orienta a criar um roteiro mais ou menos complexo.

Bom, segundo ele não existia um valor pré-definido e pediu que apresentássemos uma proposta. Como ele mensurou a necessidade de gravar em 3 plantas fabris localizadas em outras cidades, imaginei que a verba ou o “tal do budget” existia de fato. Não estou certo, mas na época chegamos ao valor de 60 mil reais estimando 4 diárias de captação.

Para se apresentar um orçamento, destinamos boas horas de trabalho entre pesquisas, discussão de proposta criativa, linguagem e por fim cálculos para chegarmos ao número.

Acreditem estava muito enxuto este orçamento. Enviei e logo em seguida liguei para discutir nossa proposta e sanar qualquer dúvida, pois o cidadão tinha urgência e experiência zero.

Ao dizer alô, ouvi1305: Você tá louco! Pensei em gastar 3 mil reais! Ou XEJA, ele tinha um valor em mente e se eu soubesse que era isso que ele pretendia investir, teria indicado o filho do meu vizinho de 10 anos para rodar com seu Iphone!

Respirei fundo e logo em seguida veio a segunda frase: O que posso fazer com 3 mil reais?

Resposta: UM MIOJO !

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PELOS PORQUE TÊ-LOS

Como as coisas mudam. Antigamente, pelos eram sinais de masculinidade, hoje as meninas fazem cara de nojo para os pelucios!

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Sean Conery, o maior representante da história dos James Bond , se fosse hoje seria depiladão para fazer o espião dos tempos modernos.

 

Atualmente todo mundo se depila! Até a floresta amazônica está sendo desmatada.

Carecas e não carecas, raspam a cabeça, as axilas e demais regiões. Economia, modinha ou preguiça de se pentear, o número de  “despelados” aumenta dia a dia.

Talvez seja essa a representação do futuro prevista em alguns livros e filmes de ficção científica que demonstram seres mais evoluídos ou mesmo ETs, lisinhos como ratos de laboratório. Você já viu ET peludo?

 

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Pior que tem e é famosão!

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Me lembro que quando menino perguntava a meu pai: Quando eu crescer, o meu peito vai ser cabeludo igual ao seu? E ele carinhoso respondia: Claro moleque. Todo homem tem o peito cabeludo. Os filmes dos anos 70, os galãs apareciam sempre com a camisa desabotoada para mostrar a cabeleira .

 

 

O tempo passou, as primeiras penugens surgiram no meio do peito em forma de cavanhaque de bode e aos poucos foram preenchendo minha caixa torácica. O que eu não previa é que este mesmo tempo derrubaria meus cabelos e novos pelos surgiriam em outros lugares em forma de tuchinhos.

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As costas viraram um pequeno pomar. Do nariz brotaram chumaços de salsinha e cebolinha e na orelha uma semi floresta bloqueia a entrada do cotonete. Alguns homens se transformam em verdadeiros lobisomens. Tony Ramos, por exemplo. Ramos mesmo. O papai urso, representante máster dos peludões foi proibido de tirar sua camisa em público para manter a audiência.

 

Os nadadores se depilam alegando melhora na hidrodinâmica. De qualquer forma o cara que limpa a piscina agradece. Jogadores de futebol, lutadores de MMA e demais atletas = Zero pelo.

images Pois bem, mas qual a função do pelo? Pra que serve esta merda? Se nascemos com eles, alguma função deve existir, afinal de contas nosso criador é perfeito! Certo?

Segundo o wikipedia: Também denominados “hastes queratinizadas”, os pelos têm origem epidérmica e são constituídos por queratina. São construídos pelo folículo piloso e possuem diversas funções, como por exemplo a de fornecer proteção mecânica e térmica.

Térmica eu entendi, mas depois que inventaram os casacos, nossas “hastes queratinizadas” perderam suas funções, mas o que quer dizer “proteção mecânica”? Os pelos evitam que alguma parte do corpo deixe de funcionar? Se for isso, depilar a virilha não parece uma boa ideia.

fotos-de-charles-darwinSeguindo a teoria evolutiva de Charles Darwin, as espécies ganham novas características através de suas necessidades e são transmitidas geneticamente. Talvez agora temos a justificativa para a previsão de que no futuro todos seremos lisinhos feitos cascas de melancia.

Piolhos, chatos e outras pragas tendem a limitar seu número de residências nos seres humanos.

Mesmo não querendo, fiquei careca por hereditariedade e entrei na modinha, mas o meu maior desafio é depilar as costas. Cera quente é usada por gente descerebrada em centros de tortura medieval, portanto devemos usar da tecnologia adquirindo as prolongas depilatórias (nem sabia que existia) ou fazemos contorcionismo circense para tentar minimizar o tamanhos dos “tuchinhos” com a maquininha elétrica –  correndo o risco de travar a coluna – ou para quem tem, aproveitar a boa vontade das filhas – o que é raro – para auxiliarem no serviço de jardinagem. No peito dou uma baixadinha no tamanho para evitar que se exibam por entre os botões da camisa. Visualmente deselegante. Concordo.

Enfim,  o mundo muda, mas é cíclico e tudo pode voltar. No caso dos pelos, acredito que a teoria de Darwin será aplicada e nossas “hastes queratinizadas” serão extintas pela evolução do homem.

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AS ENTRELINHAS DAS PALAVRAS MALDITAS OU MAL DITAS

Não sei de onde vieram alguns vícios de linguagem, mas para aqueles que gostam como eu de tentar entender o que não é para ser entendido, gostaria aqui de fazer uma pequena reflexão sobre algumas palavras ou frases empregadas pelo impulso de repetição no excesso de seu uso.

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Por exemplo:

Se vocês repararem, 99,99% dos youtubers começam seu vídeos com “FALA GALERA!” . Mas você sabe qual a origem da palavra “galera”? Galera era a área localizada nos porões das antigas embarcações movidas a grandes remos, onde escravos eram acorrentados e obrigados a doar toda sua força física para mover a nau. Não sei qual a relação, mas no futebol, a analogia foi feita para dar nomenclatura a torcida! Talvez pela aglomeração ou fanatismo que os transforma em escravos do time de coração? Talvez. Mas e no caso dos Youtubers? Escravos do belo conteúdo apresentado pela minoria? Sei lá!

Tem outras 2 palavrinhas que são comumente usadas em início de frases que para mim representam a abertura de uma pusta desculpa. Prestem atenção quando ouvi-las e reparem no que virá depois. Ei-la: VEJA BEM. Geralmente elas estão atreladas as entrevistas dadas por políticos quando encurralados pela imprensa. Significa que você tentará explicar o que é inexplicável, manja?

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Outra que representa uma baita contradição é: NA VERDADE… Pô, péra aí! Se após uma super tentativa de explicar algo você manda um “Na verdade…” significa que tudo que disse anteriormente era mentira?

file_54130a768724bO problema destes vícios de linguagem é que muita gente quando não entende direito ou não é chato o suficiente como eu, acaba cometendo deslizes criando verdadeiras pérolas de dar nó na cabeça de gringo que está tentando aprender nossa língua, cuja gramática sabemos ser extremamente complexa.

Certa vez estava eu sentado ao fundo do busão, quando ao meu lado um profeta disse ao seu “colégua”: Eu acho expecionante” as pessoas que perdem oportunidades. Se eu fosse ela, agarraria com as “unhas dos dentes”!

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Tem coisas que quando ditas e captadas por ouvidos demoníacos como os meus não passam despercebidas e preciso compartilhá-las pois retrata a falta de investimentos em educação no nosso país. Por outro lado, descobri um hobby que é anotar tudo no meu caderninho de maldades.

Que tal: “Exploradicamente”, “Feijão torpedo”, “Pudim de leite condenado”,Não adianta chorar sobre o leite desnatado”! Ou você morre de rir ou mata o infeliz ignorante na porrada! Coloco entre “aspas” para evitar que elas escapem e poluam sua HD.

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Faltou: Lagarto e não “Largato”

Haja capacidade para tanta “ingnorança” !

A língua portuguesa não é fácil e muda seus padrões de estado para estado. Quase um dialeto. Imaginem um turista alemão ou americano que se esforça para aprender nossa língua e chega no nordeste e escuta um “simbora mais eu” ! Ou no Rio de Janeiro onde o “O” tem som de “U”. Por exemplo: TUMATE. Caramba, se tomate é “tumate” quer dizer que a Xuxa é Xoxa?

Em Pernanbuco, a gente é “ARRENTE” e após uma pergunta feita a um cidadão local ele inicia a frase com “PRONTO” ! Qual seu nome? R: Pronto. João.

Pra nós brasileiros isso é maravilhoso pois retrata a diversidade cultural do nosso Brasil, mas para quem é de outro país tentando aprender nossa língua é de dar um nó no “célebro” e tudo é uma “questã” de “estendimento”, certo?

Preconceito linguistico

Maravilhoso? Será? humm

UM DIA DE MERDA

(Esse é o exemplo clássico de que…sempre tem alguém mais na merda que você! ..literalmente falando…vale a pena ler e passar o dia rindo! Ou, quem sabe, uma boa dica daquilo que se deve desejar para o pior inimigo)

Aeroporto Santos Dumond, 15:30 hs;

Senti um pequeno mal estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma urinada ou uma barrigada não aliviasse.Mas atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o vôo para Miami, resolvi segurar as pontas, afinal de contas são só uns 15  minutos de viagem. Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha esperta, tranquilo. O avião só sairia às 16:30 hs.

Entrando no ônibus, era daqueles sem sanitários. Senti a primeira contração, e tomei consciência de que minha gravidez fecal chegara ao nono mês, e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no banheiro do aeroporto…

Virei para o meu amigo que me acompanhava e, sutilmente lhe falei: “Cara, mal posso esperar para chegar na merda do aeroporto porque preciso largar um…. barro.”

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Nesse momento, senti um urubu beliscando minha cueca, mas botei a força de vontade para trabalhar e segurei a onda.

 

O ônibus nem tinha começado a andar quando, para meu desespero, uma voz disse pelo auto falante: “Senhoras e senhores, nossa viagem entre os dois aeroportos levará em torno de 1 hora, devido a obras na pista.”

Aí o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer custo! Fiz um esforço hercúleo para segurar o trem merda que estava para chegar na estação ânus a qualquer momento.

Suava em bicas. Meu amigo percebeu, como bom amigo que era, aproveitou para tirar um sarro.

011356683-ex00O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se acomodado. Tentava me distrair vendo TV, mas só conseguia pensar em um banheiro, não com uma privada, mas com um vaso sanitário, tão branco e tão limpo que alguém poderia botar meu almoço nele. E o papel higiênico então: branco e macio, com textura e perfume e….

ops !….. senti um volume almofadado entre meu traseiro e o assento do ônibus e percebi, consternado, que havia cagado….

Um cocô sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor.

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Daqueles que dá vontade de ligar pros amigos e parentes e convidá-los a apreciar na privada, tão perfeita obra: dava pra expor em uma bienal. Mas sem dúvida, não nesse caso. Olhei para o meu amigo, procurando um pouco de solidariedade, e confessei sério:  “Cara, caguei.” Quando meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a relaxar, pois agora estava tudo sob controle.

 

Que se dane, me limpo no aeroporto.” – pensei … “Pior que isso não fico.”  Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica recomeçou forte. Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira mas não pude evitar, e sem muita cerimônia ou anunciação, veio a segunda leva de merda.

Desta vez, como uma pasta morna.  Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e melando a bunda, cueca, barra da camisa, pernas, panturrilha, calças, meias e pés.

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E mais uma cólica anunciando mais merda, agora líquida, das que queimam o fiofó do freguês ao sair rumo à liberdade. E depois um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar, afinal de contas o que era um peidinho para quem já estava todo cagado.

Já o peido seguinte, foi do tipo que pesa e me caguei pela quarta vez.

 

Lembrei de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que resolveu botar modess na cueca, mas colocou as linhas adesivas viradas para cima e quando foi tirá-lo levou metade dos pelos do rabo junto. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia me ajudar a limpar a sujeirada.

Finalmente cheguei ao aeroporto e saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse minha mala no bagageiro do ônibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas.

Corri ao banheiro e entrando de boxe em boxe, constatei a falta de papel higiênico em todos os cinco.

cagandojajajOlhei para cima e blasfemei: “Agora chega, né?” Entrei no último, sem papel mesmo, e tirei roupa toda para analisar minha situação (que concluí como sendo o fim do poço) e esperar pela minha salvação, com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia. Meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o “check-in” e ia correndo tentar segurar o vôo. Jogou por cima do boxe o cartão de embarque e uma maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte. Ele tinha despachado a mala com roupas. Na mala de mão só tinha um…pulôver de gola “V”.

A temperatura em Miami era de aproximadamente 35 graus.

Desesperado comecei a analisar quais de minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. Minha cueca, joguei no lixo. A camisa era história. As calças estavam deploráveis e assim como minhas meias, mudaram de cor tingidas pela merda.

Meus sapatos estavam nota 3, numa escala de 1 a 10.

Teria que improvisar. A invenção é mãe da necessidade, então transformei uma simples privada em uma magnífica máquina de lavar. Virei as calças do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água. Comecei a dar descarga até que o grosso da merda se desprendeu.

aviao-05Estava pronto para embarcar. Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, as calças do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o pulôver gola “V”, sem camisa. Mas caminhava com a dignidade de um lorde. Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam esperando o “RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO” e atravessei todo o corredor até o meu assento, ao lado do meu amigo que sorria. A aeromoça aproximou-se e perguntou se EU precisava de algo.

Eu cheguei a pensar em pedir 120 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante e uma gilete para cortar os pulsos, mas decidi não pedir:

“Nada, obrigado. Eu só queria esquecer este dia de merda !”

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autor desconhecido: já ouvi dizer que fôra escrito por Luis Fernando Veríssimo. É a cara dele, mas não posso afirmar.

Direito ao Palavrão – por Pedro Ivo Resende

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos.

É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a “vulgarização” do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito,sua índole.

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Dercy Gonçalves
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“Pra caralho”, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que “Pra caralho”? “Pra caralho” tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?No gênero do “Pra caralho”, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso “Nem fodendo!”. O “Não, não e não!” e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade “Não, absolutamente não! “o substituem. O “Nem fodendo” é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo “Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!”. O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.Por sua vez, o “porra nenhuma!” atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um “é PhD porra nenhuma!”, ou “ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!”. O “porra nenhuma”, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos “aspone”, “chepone”, “repone” e, mais recentemente, o “prepone” – presidente de porra nenhuma. Há outros palavrões igualmente clássicos.Pense na sonoridade de um “Puta-que-pariu!”, ou seu correlato “Puta-que-o- pariu!”, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba… Diante de uma notícia irritante qualquer um “puta-que-o-pariu!” dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.E o que dizer de nosso famoso “vai tomar no cú!”? E sua maravilhosa e reforçadora derivação “vai tomar no olho do seu cú!”.Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando,passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: “Chega! Vai tomar no olho do seu cú!”. Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima.Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face,olhar firme,cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: “Fodeu!”. E sua derivação mais avassaladora ainda: “Fodeu de vez!”.

Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? “Fodeu de vez!”. Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de “foda-se!” que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do “foda- se!”?

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O “foda-se!” aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. “Não quer sair comigo? Então foda- se!”. “Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda- se!”. O direito ao “foda-se!” deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!. Grosseiro, mas profundo…
Pois se a lingua é viva, inculta, bela e mal-criada, nem o Prof. Pasquale explicaria melhor. “Nem fodendo.

NOTA: Quero me desculpar com o autor do texto Pedro Ivo Resende e aos leitores pelo equívoco no crédito dado a Luís Fernando Veríssimo. Obrigado Paulo Sérgio Pfaff  pelo alerta e sinto muito por ter lhe causado constrangimento pelo compartilhamento com informação errado sobre o autor.

Gênio da gramática

Esta é uma redação feita por uma aluna do curso de Letras, da Universidade Federal de Pernambuco – Recife e que obteve vitória em um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.escrita e gramática

“Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida e, o artigo, era bem definido, feminino singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.

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O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa.

Ponto-e-VirgulaPrepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.
Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa.
Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.
Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.

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Nisso a porta abriu repentinamente. Era verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal “Que loucura, minha gente”! Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto.
Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma “mesóclise-a-trois” ! Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.”

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VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM “HATERS” ?

Haters é uma palavra de origem inglesa que significa “os que odeiam” ou “odiadores” na tradução literal para a língua portuguesa.

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O termo hater é muito usado na internet.

Poderia aqui tentar definir quem são estas figurinhas que dedicam seu tempo para agredir verbalmente alguém ou alguma coisa, pessoa física ou jurídica através desta poderosa ferramenta de comunicação chamada Facebook, mas proponho um exercício para que façamos isso juntos!

Vamos lá?

10052013_Charge_580Quando eu era moleque, e já tem um tempinho, nossa principal diversão era bater uma bolinha na rua e frequentemente, em algum momento mais caliente do jogo, surgia um estagiário da mediocridade que dizia: “A bola é minha! Acabou o jogo!” e saía fazendo biquinho típico do imperador da mediocridade com o ego do tamanho do planeta e o caráter do tamanho de uma bola de gude. Evidente que junto com sua bolinha, levava uma saraivada de bordoadas pra largar mão de ser besta, e juntos ríamos e resolvia-se o problema ali mesmo, entre amigos.

Não sou psicólogo, mas minha profissão me ensinou a observar o comportamento humano, físico e mental, entonces acredito que possa incitar uma pequena discussão à respeito.

Aquele que agride por escrito, se não for jornalista (rs), me leva a crer tratar-se de alguém com falta de coragem (na antiga gíria chamados de “bunda mole”) para solucionar seus problemas de forma racional civilizada, pois na minha opinião, é a única forma que imagino para resolver um conflito de fato.

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SURGE A QUESTÃO: O que leva um “new Imbecil” externar algo pessoal direcionado à             alguém na internet, ou pior, dar indiretinhas decifradas somente pela “tchurma” de cegos
seguidores desnorteados incapazes de identificar a existência de duas faces em uma moeda?

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MINHA RESPOSTA: Imaturidade latente. Muita criança está envolvida neste tipo de comportamento, mas o que me intriga é ver marmanjos com mais de 30 anos – cujas mamis ainda lavam suas cuecas borradas – que passam seus dias choramingando porque não passaram de determinada fase do video game, como se vivesse em um mundo ficcional que conspira contra ele! Acreditam que os erros vem de fora e que todos ao seu redor estão unidos para lhe prejudicar! Será mesmo caro colegua ?

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Será que todos querem puxar o seu tapete ou é você que não consegue caminhar sobre ele? Seu tapete é real ou você pegou emprestado do Aladin?

Aí surgiram as mídias sociais! Que beleza! Um ambiente virtual onde as pessoas adoram expor suas idéias, criar seus grupos de afins, reunir amiguinhos do colégio que não veêm há 50 anos, postar fotinhas fofinhas e revelar ao mundo que vivem no país das maravilhas! #SQN – As mídias sociais, na cabecinha frouxa de alguns infelizes, se transformaram em super poderes, onde camuflados por debaixo da saia de suas projenitoras, que enquanto fazem seus crochês, desconhecem o camundongo que digita seu plano diabólico de destruição de alguém que discorda dele!  Ui !

Imagine a cena:

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Posicionado estratégicamente por debaixo da saia da mamãe, Super New Imbecil, conhecido entre seus parças como DR. SHIT, carregado pela ira da incompetência, elabora sua ação virtual para destruir seus inimigos: A página do facebócks é minhaaaa e EU posso dar indiretinhas em quem eu quiser! Eu tenho mais “likes” do que você! Ahahahah! Como se existisse alguém que não soubesse sobre as fábricas de “likes” alojadas na China, na Índia, na Coréia, do Paquistão a PQP!

Não se trata de um game! Acredite, eles existem! Agem como pixadores, no silêncio obscuro da insanidade.

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Mas o que mais me surpreende são seus seguidores! Debilóides que acreditam neste lunático, como se o fato narrado tivesse uma única parte envolvida e saem multiplicando o “hate” de um Paquiderme@ZéRuela.com como quem prega de forma chiita a existência de seu único Deus em um Estado laico.

Mesmo que seu cérebro seja menor que uma ameba, quando alguém lhe contar uma história sobre a injustiça cometida à este alguém, abra seus lindos olhinhos e pingue o “colíriun delirantes” que lhe permitirá analisar toda a periferia ao redor deste narrador, que cabisbaixo, dá peso a “suposta” sacanagem a que fora acometido. Não estou pedindo para julgar, mas simplesmente para agir com BOM SENSO.

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Entonces, ao New Imbecil de plantão, ainda dá tempo de assumir suas cagadinhas pessoais e tirar a fraudinha, arregassar as mangas, sair da sua bolha de insegurança e usar a internet para algo produtivo que possa ser contado aos seus filhos como um exemplo à ser seguido!

 

Ou vai querer ser lembrado como o cara de boas idéias que não conseguiu executá-las porque perdeu tempo “odiando” o coleguinha que não diz amém pra você?

 

QUANDO O URUBU BELISCA A CUECA

Quem nunca suou frio com a necessidade de desovar urgentemente algo indigesto, que arremesse a primeira cueca!

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Desta vez rachei a cabeça buscando algo que fosse inatingível ao Bom Senso e cheguei a …   – divertida quando se está de fora e trágica para quem vivencia – a famosa…Dor de Barriga, vulgarmente conhecida como Caganeira!

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Geralmente o desconforto chega sem avisar, sem tocar a campainha, sem mensagem via whatsapp. Simplesmente um ronco borbulhento no estômago seguido de um beliscão de um urubu faminto nos fundilhos da cueca ou da calcinha. Blefar que são gases, nem pensar! O 29465003-Black-and-white-illustration-of-a-buzzard--Stock-Photorisco é alto demais! Uma leve piscada de teste pode significar a perda da roupa íntima e da sua dignidade!

Nestas situações um banheiro vazio, limpinho, pronto para receber a enxurrada – inclusive àqueles dos fundos dos postos de gasolina cujo chaveirinho é um desentupidor de privadas – se transforma em um oásis!

Geralmente estas situações surgem em forma de castigo, pois estão distantes ou são inexistentes em um raio de 2 km ou mais. Este pesadelo costuma aparecer quando se está prensado em um busão, no metrô lotadão, no taxi preso ao meio de um pusta congestionamento na marginal, no primeiro encontro com a amada, no meio de uma maratona, na entrevista de emprego, no vestibular e demais momentos escolhidos na ponta do tridente pelo anticristo!

privadadomauMesmo quando deparamos com um ambiente favorável, ou XEJA, um banheirinho disponível, vem a segunda preocupação: Não chamar a atenção! Pois é, o ser humano é Fuds ! A merda literalmente tá rolando solta e o cara quer fingir que está tudo bem?

Vou descrever o retrato do inferno:

diarreaQuando o desespero nos atinge via canal de descarga fisiológica, ao passar pela porta de entrada do paraíso – chamado de forma polida de toillete – que em francês deve significar “sala de força ” – abrimos a porta como John Wayne o fazia nos filmes de faroeste! Pra ajudar, geralmente estamos usando um destes cintos moderninhos que precisam de senha para soltá-lo, uma calça de botões ou no caso feminino, ainda usando meia-calça – VIVA A MODA ! – Acho que foi em um momento como este que surgiu Cocô Channel! Ao invés de sentarmos sobre o vaso sanitário, nos jogamos sobre ele como se fosse sua amante ou sua última esperança! E sobre hercúlea pressão intestinal, contraímos toda nossa musculatura para parcelar o prejuízo e não fazer aquele barulho explosivo causado por um tsunami de merda!

 

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celinhoBom, após a tempestade vem a bonança! Mas este alívio tem um cheiro horroroso e indisfarçável como sopa de lixo, pois urubus, abutres, hienas e morcegos estão prontos para sairem sorridentes e em grupo ao seu lado. Por mais que você faça aquela cara de “não fui eu”, o suor que corre em bicas pelo seu rosto demonstra sua intensa batalha e te entrega mermão!

Um cagão nestas proporções fica tatuado na sua história. É algo inesquecível!

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Mas a situação pode ser ainda mais constrangedora: O papel higiênico pode não ser suficiente para a faxina asséptica ou não existir. Poderá também, no desespero de evacuar o ambiente devastado, deixar o papel rolar por debaixo da porta e o obrigar a sair de calças arriadas para captura-lo, correndo o risco de ser flagrado neste cenário de Guerra. A descarga poderá estar quebrada e você será obrigado a alertar o responsável pelo setor e posteriormente pedir dinamite para explodir a barragem, um balde ou uma caixa d’agua de 1000 Litros para abrir o caminho rumo ao esgoto e ainda rezar para não criar uma obstrução bostérica que interrompa o fluxo merdial natural do rio Tietê e ser processado pelo município. Outro problema- não menos vergonhoso – é perceber que a força da descarga não é suficiente para empurrar o volume acumulado, obrigando você a dar 17 descargas e chamar a atenção de todos que estão como platéia na recepção da arena que aguarda ansiosa para ver o rosto do responsável pelo atentado e pela nuvem tóxica que paira sobre sua cabeça. Isso, se já na saída não se deparar com uma fila de espera que o olha como se fosse um terrorista trajando um colete bomba.banheirio

Bom meu amigo, se isso nunca aconteceu com você, não fique triste, pois muito em breve essa merdalha baterá a sua portinha velada e você desejará estar de fraldas para tentar superar o peso da vergonha causada por sua irresponsabilidade quando ingeriu aquele acarajé no largo do arouche.

 

Se você tem alguma história de merda, compartilhe comigo. Assim agente se caga de rir juntos!