ATÉ O ENGANO SE ENGANA

Não quero ter razão em um planeta onde até o engano se engana.

Portanto abro aqui uma discussão que nos permita fazer uma reflexão e juntos tentarmos chegar a uma conclusão.

Tenho uma opinião formada a respeito e vou descrever a minha teoria.

Se quatro linhas escritas até aqui já cansaram seu dilacerado e quase inexistente cérebro preguiçoso, saiba que você é a razão deste estudo.

Tudo o que escrevo é baseado em uma análise comportamental feita por mim, dentro do meu ponto de vista limitado quando comparado a psicanalistas e ao CHAT GPT(rs), mas acredito que qualquer ser humano sensível, consciente, com uma certa experiência de vida e com a sanidade mental em dia terá condições de entender o que estou enxergando neste momento tão nebuloso do planeta, onde até o Orkut está ressuscitando!

ORKUT REBORN? Deus pai nos proteja!

Pensem comigo:

O cérebro é um musculo que como qualquer outro, quanto mais trabalhado, mais exercitado, mais se desenvolve. Mas este computador natural que carregamos sobre o pescoço e que comanda todas as nossas articulações, quando estimulado pela busca do conhecimento, nos conecta a criatividade, que está associada a autenticidade, a originalidade que encanta os olhos e nos faz sorrir.

Dentro deste processo que segue uma lógica natural, as agências de publicidade quando recebiam um cliente com o desejo de lançar um produto no mercado, mandavam de bate-pronto a seguinte pergunta:

“QUEM É O SEU PÚBLICO”?

Baseado na resposta, dava-se início a uma pesquisa relacionada ao comportamento específico dessas pessoas para posteriormente lançar ao departamento de criação, onde inúmeras ideias seriam colocadas à mesa e seriam transformadas em uma campanha certeira. Profissionais estes que recebiam altos salários, porque a ideia é o bem mais precioso do planeta!

Concorda? Eu estou certo disso.

O mundo das ideias está disponível para todos e você não precisa ser pós-graduado em nada para acessá-las, saiba disso. E antes que pense em vociferar algo sobre Inteligência Artificial, saliento que ela só existe graças a ideias resgatas por seres humanos brilhantes com seus cérebros frequentadores das academias do saber.

Então vamos agora a uma análise do comportamento atual:

As redes sociais são atualmente o principal meio de comunicação. Basta levantar a cabeça…isso mesmo, tire os olhos do seu celular e veja ao redor!

Celulares grudados nas mãos das pessoas como se fosse um novo membro! Seguindo a teoria de Charles Darwin sobre a evolução das espécies, em alguns anos nossas mãos terão formato de suporte para celular ou nasceremos com um grudado em nosso corpo.

Baseado nessa observação, onde atualmente as pessoas dedicam boa parte do tempo bisbilhotando o que os outros fazem, surgiu uma palavrinha que particularmente tenho asco: Referência!

A tal da referência nada mais é do que uma boa ideia tirada de uma das caixinhas disponíveis a todos, mas que apenas uma minoria acessa e que ao gerar impacto, uma maioria sente um desejo doentio de adaptar ou copiar para seus objetivos, sejam pessoais ou profissionais! São os engenheiros de obras prontas que copiam a ideia alheia e se apropriam sem o menor pudor, dispensando o valor da originalidade e da autenticidade.

Está aí a diferença entre um influenciador e um influenciável. Um é criador e o outro plagista*, ou seria plagINSTA!

*Plagista é a pessoa que comete plágio, ou seja, que copia ou imita o trabalho intelectual de outra pessoa (como textos, músicas, imagens, vídeos, ideias, etc.) sem dar o devido crédito ao autor original, apresentando esse conteúdo como se fosse seu.

Para que fique claro pra quem passa o dia na caça de reels e stories de perfis que lhe interessam, ou não, e tudo o que lhe encanta gera uma vontade quase doentia de reproduzir no formato COPIA E COLA, mesmo que nada tenha a ver com o perfil do seu produto, você é o influenciável gerador de coraçõezinhos nas redes dos outros que ao invés de trabalhar com a autenticidade do seu produto, colocando o cérebro para funcionar, pensando (função cerebral) em reproduzir o que ele tem de melhor, algo associado a verdade e com isso lhe dará credibilidade, vejo muitos personagens se transformando em palhaços (no sentido pejorativo e não nos grandes artistas que são) simplesmente para agradar o tal do algoritmo em busca de engajamento e novos seguidores e com um futuro promissor nas prateleiras da mediocridade.

Mas quem você está engajando dentro do seu real interesse? Aliás, qual é o seu objetivo com isso? Seguir uma trend**? Que seria a mesma coisa que gado de manada que vai para onde todos vão.

**“trend” é uma abreviação da palavra em inglês “trend”, que significa tendência. Uma trend é qualquer conteúdo, formato ou comportamento que ganha popularidade rapidamente e é replicado por muitas pessoas.

Então, voltando para a pergunta citada no início da linha de raciocínio, QUEM É O SEU PÚBLICO? – Ter 6 milhões de seguidores no tiktok não significa que irá conseguir vender, por exemplo, 6 milhões de livros ou te eleger para Presidente da República! Da República das bananas, talvez, pois este público não lê.

Vou dar outro exemplo baseado no gado de manada COPIA E COLA.

Repare na atual linguagem, principalmente dentro do universo corporativo. Escrevem e se comunicam como androides exorcizados pelos coachs dos infernos. Mesmas palavrinhas da moda, avatares deles mesmos.

Desafio você a ler qualquer artigo no Linkedin e não encontrar um único texto que não tenha as seguintes palavras do dicionário do capeta:

Jornada, legado, alinhar, agregar valor, ressignificar, repaginar, procrastinar, narrativa, propósito, missão, visão, valores, resiliência, desafios, aprendizado, conteúdo, inteligência emocional, gestão, desdobramentos, demanda, colaboradores,  empatia, conectar, gatilho emocional, disruptivo, aleatório, inspirar, experiência, profissionais altamente qualificados, quebra de paradigmas, referência, devolutiva, feedback, ruptura, consolidar, pilares, parceria, acolhedora, correria, resolutiva, pujante, efetivo, assertivo e pra acabar com meu dia concluem com GRATIDÃO!

Sem falar das gírias “zapeanas” como: galera, bora, beleza, tamo junto, top, é nóis, fechou etc.

Sinto que o mundo está chato. As pessoas estão robotizadas no jeito de falar, de vestir, de se comunicar. Na moda seguem tendências criadas sabe lá Deus por quem, decidindo o que você deverá vestir para fazer parte da tribo. Não uso LOOKS. Eu visto jeans, camiseta e tênis seguindo o estilista chamado “conforto”.

Criam rótulos pra tudo. Nomenclaturas criadas para DEZENAS de gêneros ao invés de simplesmente falar de SERES HUMANOS. Siglas pra todos os lados como se todos fossemos obrigados a saber que raios significam.

PENSEM:

FAKE NEWS surgem porque, seguindo uma análise de comportamento, existem pessoas facilmente influenciáveis que reproduzem notícias sem checar se a informação procede. Ações como estas nascem de cérebros em pleno execício de suas atividades que usam em benefício próprio, independente de fazer o mal consciente. Pessoas que deitam e rolam em cima dos sedentários mentais seguidores de “trends” ao invés de serem criadores.

Autorretrato, infelizmente mais conhecido como SELF, na frente de um espelho, dentro do meu ponto de vista, talvez cansado pelo vazio, revela um momento problemático de autoafirmação entre jovens e tardia para alguns adultos que lutam contra a dignidade da maturidade.

Para encerrar o tema relacionado a predominância de uma civilização influenciável, propositalmente usei palavras em inglês para mostrar o momento em que vivemos de desvalorização da nossa própria língua. Sinto que devemos combater este estrangeirismo contagiante que destrói a nossa cultura, as nossas origens. Palavras como a citada acima, Fake News, Self, Feed Back, Sale, Off, Shopping Center, Cash Back e centenas de outras que habitam na boca das pessoas que sequer falam o idioma.

Luto contra este sintoma, mas não nego que automaticamente uso.

Minha conclusão: Devemos trabalhar melhor nossas virtudes, nossos valores individuais para reencontrar o nosso eu perdido no meio de tanta futilidade criada pelo mundo digital.

Busque sua autenticidade sendo simplesmente você. Estude, pesquise e trabalhe em cima do útil ou interessante fazendo aquilo que gosta.

O “Sommerdiêr de lerda” e o Brasil Gourmet

Quem trabalha com comunicação costuma analisar as mudanças de comportamento para criar caminhos de conexão com as pessoas e poder, de certa forma, proporcionar algo que seja útil ou interessante.

Mas tenho sentido um desconforto monstruoso que me leva a pensamentos suicidas, como enforcamento na própria cueca.

Prestem atenção:

O mundo fitness, agora fiéis seguidores de nutricionistas e influenciadores digitais deste universo, mudaram os nomes dos alimentos: Ovo zóião e bife agora são proteínas, macarrão virou carbo (abreviação preguiçosa de carboidrato), salada é fibra e o almoço em família se parece com uma aula de química e biologia.

Vinho e café são outros produtos que fizeram brotar sommeliers, enólogos e baristas, que agora arrotam palavrinhas na mesa do boteco como terroir, taninos, grau de acidez, torra apropriada, dupla poda, palavras que tiram minha vontade de beber porque sinto que meu paladar é limitado.

Certa vez, a trabalho, participei de uma degustação de vinhos e acompanhava com atenção o discurso do mestre dizendo sobre notas de mamão papaia, um gostinho final de bala soft, um suave aroma de canela…e eu fazendo cara de conteúdo sem entender nada, enquanto os demais degustadores balançavam as cabeças concordando com as palavras hipnóticas do especialista que comandava o espetáculo. Ao término da última dose, colei discretamente no ouvido do sommelier e disse:

  • Das 10 vezes em que balancei a cabeça concordando com seu direcionamento de olfato e sabor, 11 eu menti. No máximo detectei acidez.

Ele riu do meu sincericídio.

Já o mercado corporativo dos FariaLimers Linkdiners, adotaram um vocabulário coach mother fucker robotizado de escrever e palestrar capaz de fazer Paulo Freire reencarnar na pele de um serial killer. Para comprovar, desafio você a ler alguns artigos no linkedin e se atentar a palavrinhas como: Jornada, desafios, resignificar, repaginar, agregar valor, aleatório, procrastinar, os já ultrapassados, mas ainda em uso em sites desatualizados, Missão, visão e valores, e nos mais recentes…propósito!

Poderia aqui escrever uma página inteira com essa verborragia irritante colada no céu da boca da tchurma do CTRL-C / CTRL-V, que não dão valor para o SER ORIGINAL. O legal é surfar na onda das palavrinhas da moda pra ser visto como cool moderninho e antenado!

Não é galera*? (odeio esta palavra) *navio de guerra impulsionado a remos, setor onde ficavam escravos acorrentados e obrigados a remar.

Outro fato irritante é esta necessidade de rotular tudo. Se não bastasse a criação de trocentos gêneros, onde na minha opinião ou você é Hetero ou você é homo, (e ninguém tem nada com isso) alguém resolver criar definições baseadas em particularíssimas formas de desejo??? É o fim do mundo. FROID explica? Duvido, mas que os consultórios de psicanalistas e terapeutas estão bombando é fato.

Novas doenças estão surgindo e o número de farmácias só aumenta, o que deixa evidente que as pessoas estão mais doentes.

O aumento do número de petshops espalhados pelo Brasil deixa claro que a opção SER PAI E MÃE foram renegadas ao ponto de malucos alugando buffet e convidando amigos pra comemorar o niver do cachorrinho cantando parabéns a você LULU, no idioma auauês!

E a cada ciclo surgem as novas gerações ROTULADAS que vão do Baby Boomer ao Beta! O que eles tem em comum? Escravos do celular.

Para mim não importa se você é LGBT…(não me lembro do resto das letras) ou faz parte da geração X, Y, Z, Alfa ou qualquer outra nomenclatura que a insanidade ainda irá criar, saiba que, independente da sua opção sexual, religião, etnia ou classe social, TODOS somos classificados pelo criador como seres humanos.

PONTO FINAL.

Vamos dar valor para o humano. Olhar para o lado e perceber que existem pessoas que não tiveram as mesmas oportunidades e precisam de ajuda.

Esta é a única atitude capaz de transformar o mundo em um lugar melhor para viver.

Saia da caixinha da superficialidade, da perfumaria, da frente do espelho cego, da miopia robótica digital. Ser humano não nasce com chip, pelo menos até este momento.

De saco bem cheio da estupidez, em desabafo
Wladimir Candini

A IGNORÂNCIA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Recentemente perguntei para o copilot (I.A. da Microsoft) quem era EU? Acreditando que um histórico profissional referente aos meus trabalhos realizados em algumas décadas de serviços prestados seriam revelados de forma grandiosa, mas….o que recebi foram informações de um EU inexistente, me posicionando como um investidor de sucesso ao invés de um simples comunicador.

Você pode pensar:

  • Ah! Talvez porque seu nome seja homônimo e muito popular!

Não é o caso, acredite. Meus pais capricharam na mistura de um nome russo com sobrenome italiano. Sou peça rara no cartório.

Analisando que as informações da I.A. são baseadas em dados disponibilizados na rede, não consegui entender naquele momento onde ela encontrou tamanha inverdade. Algo perigoso se pensarmos no comportamento atual dos “imbecilóides” de plantão que acreditam em tudo o que recebem via internet.

Em defesa da I.A. tenho a seguinte teoria:

Nossos índices de educação, de forma geral, são ruins porque os investimentos no setor público são pífios pela falta de interesse político. As redes sociais permitem que a ignorância e a falta de conhecimento exponha seus achismos dando voz a estupidez. Se discorda deste ponto de vista, me explique a proliferação de notícias falsas plantadas em grupos de mensagens que são encaminhadas com frequência e, a maioria manipulável, não tem a responsabilidade de checar se a informação que ela está divulgando é verdadeira, e o pior, se alguém será prejudicado! Na cabecinha de prego destes imbecis o importante é encaminhar como se fosse um “furo de reportagem exclusivíssimo” que projetará seu nome no Hall da fama.

A I.A. é baseada em dados coletados na rede e não tem discernimento para saber se as informações são verdadeiras ou bobagens plantadas por um jumento. Pelo menos é o que me parece até este momento.

Outro fato é que a facilidade em criar conteúdos rápidos via smartphones gerou uma geração preguiçosa no exercício da leitura, e consequentemente é visível encontrar jovens que não conseguem criar uma linha de raciocínio clara pontuada em uma simples mensagem de texto, assassinando a pontuação e a gramática devido ao vocabulário limitado ao MANO, TIPO, TÁ LIGADO, DA HORA, TOP…e assim vai ladeira abaixo na direção do túmulo da ignorância.

Como consequência, a I.A. precisa receber um pedido com a maior riqueza de detalhes para nos entregar um resultado mais preciso, algo que somente alguém de rico vocabulário é capaz de faze-lo.

Se você chegou até este parágrafo sem desistir da leitura é porque faz parte de um pequeno grupo que ainda saboreia as palavras em exercício do bom funcionamento cerebral.

Seu cabelo pode ter a cor que quiser, mas o cérebro não pode ser marrom.

O ASSASSINATO DA LINGUA PORTUGUESA

O saudoso Ariano Suassuna se pronunciava contra o estrangeirismo já há muito tempo e atualmente é possível perceber um crescimento no número de palavras e expressões em inglês aplicadas pelo “marketing”, começando por ela mesma.

Como se já não bastasse a enxurrada de abreviações criadas para se comunicar via plataformas de mensagens de texto, agora a tchurma do “english” resolveu usar as abreviações criadas em terras de tio Sam.

Tempos atrás recebi uma mensagem de um publicitário que me solicitava um orçamento escrevendo que precisa receber “ASAP”. Na época desconhecia “what a fuck” aquilo significava e sem entender questionei: Você quer que eu envie o orçamento pelo WHASTAPP??, crendo que o corretor de texto do celular do cidadão havia se manifestado por vontade própria, como de costume.

A resposta: “As soon as possible”. O mais breve possível.

Como tinha intimidade com meu interlocutor o mandei para aquele lugar muito conhecido pelos brasileiros, mas em português: Vá para a PQP!

Somos brasileiros, estamos no Brasil, temos nossa própria língua, mas aceitamos o estrangeirismo dito por Suassuna, como se isso demonstrasse poder, nível de conhecimento, de inteligência, ou sabe lá o que!

O que fica claro pra mim é a valorização de algo que não nos pertence e o fortalecimento da antiga expressão Síndrome de vira-lata.

Chegando no final do ano, além de palavras e expressões, vemos nossas próprias escolas incorporando a cultura do HALLOWEEN enquanto as crianças desconhecem o SACI e o CURUPIRA!

As lojas anunciam a BLACK FRIDAY e placas de FOR SALE ou 70% OFF estampam o interior das vitrines do SHOPPING CENTER!

Agora você consegue se imaginar caminhando pelas ruas de Nova York, ou se preferir, NEW YORK, e ver nas vitrines americanas anúncios em português escrito: VENDE-SE, 70% DE DESCONTO, SUPER PROMOÇÃO!!!!

Não. Jamais! Nem em Miami! Pergunte-se: Porque? E sinta o tamanho da nossa auto-colocação na prateleira da mediocridade.

PEQUENOS PODERES

Ontem passei por mais um momento de indignação. Desta vez com a polícia militar de São Paulo.
Voltava para minha residência dirigindo o carro de minha esposa em uma via dupla de 2 faixas. A faixa da esquerda parou com 4 carros que iriam fazer a conversão para entrar em uma travessa. Como isso é comum, conhecedor do bairro, já vinha pela direita, porém no momento de minha passagem por este bloco de veículos, uma viatura da polícia estacionada sobre a calçada, sem qualquer sinalização, colocou parte do carro na via me obrigando a desviar rapidamente para não colidir. Internamente soltei um PQP em desabafo e segui meu caminho. Alguns metros à frente acionei o pisca e estacionei em uma das 5 vagas de um açougue do outro lado da pista. No momento em que saí do carro me deparei com a mesma viatura da polícia estacionada na contramão bloqueando minha saída com o motorista me encarando. Segue o diálogo:

  • O senhor está com pressa?
  • Não. Algum problema?
  • O senhor passou em alta velocidade pela faixa da direita e quase colidiu com a viatura.
  • Eu estava dentro da velocidade permitida e simplesmente trafegava pela direita enquanto a faixa da esquerda estava congestionada com carros que iriam fazer a conversão.
    O TOM FOI PARA A INTIMIDAÇÃO
  • O senhor deve diminuir a velocidade sempre que ver uma viatura de polícia.
  • Diminuiria se tivesse visto qualquer sinalização da sua parte.
    DESCEM DO CARRO
  • Sua habilitação e documento do carro.
  • Pois não.
    ENQUANTO ANALISAVAM A DOCUMENTAÇÃO DIGITAL
  • O senhor sabia que posso autua-lo por essa conversão e o valor da multa é de 1800 reais?
  • Imagino que sim, mas desconheço esse valor de multa para este tipo de infração. Sinceramente, imaginei que a faixa dupla contínua indicava a proibição de ultrapassagem e não da conversão.
  • O senhor sabia que se não tivessemos comunicação para checar sua documentação digital o carro seria apreendido?
  • Por qual motivo? Ineficiência da comunicação da PM?
    NESTE MOMENTO MINHA INDIGNAÇÃO SE ACENTUOU
  • Vocês vão me desculpar, mas o que vejo aqui são 4 policiais intimidando um cidadão na tentativa de transferir a culpa por uma falha na condução da sua viatura. Independente de ser policial, ao volante você é um motorista, e não pode sair de cima da calçada sem olhar e sem sinalizar. Todos erramos como seres humanos que somos. Eu errei ao fazer esta conversão por minha ignorância, e você errou ao sair de cima da calçada sem sinalizar e sem observar o fluxo. Isso não lhe dá o direito de estacionar na contramão para me intimidar.
    CONFESSO QUE NESTE MOMENTO FIQUEI COM RECEIO DO QUE PUDESSE ACONTECER, POIS O INTIMIDADOR CONTINUAVA AO MEU LADO COM A MÃO SOBRE A ARMA, MAS UM OUTRO POLICIAL QUE RETORNAVA COM MEUS DOCUMENTOS DA VIATURA FOI MAIS PACÍFICO
  • Nossa obrigação é orientar.
  • Concordo e agradeço, mas não aceito intimidação.
    Documentos devolvidos, situação temerária controlada, policiais novamente em trânsito e pude comprar a carne para o strogonoff após viver momentos de estraga os bofe.
    Policiais militares psicologicamente mal preparados, onde a principal função é nos dar proteção, dedicando tempo para fazer uma abordagem sem precedentes na tentativa de transferir um erro causado por eles.
    Seria muito mais bonito se estacionassem do outro lado da rua em local permitido e o motorista sinalizasse me pedindo desculpas. O texto aqui seria outro. Sou adepto da valorização da gentileza e da integridade das ações, mas sinto que assumir seus erros é uma das maiores dificuldades dos seres humanos, fardados ou não.

O Calvário do atendimento eletrônico

Porque as empresas não investem em marketing de atendimento?

Está aí um grande mistério a ser desvendado para quem trabalha com comunicação.

Muito se fala sobre fidelizar clientes, mas as empresas vão na contramão deste objetivo.

Na disputa entre as TELES, frequentemente as empresas de telefonia divulgam suas ofertas para captar “novos clientes” enquanto que os “já” clientes não são beneficiados pela mesma oferta e ainda pagam mais caro por um pacote inferior. Para piorar, ao entrar em contato com a operadora na tentativa de obter o mesmo benefício, descobre que só poderá fazer parte da promoção quando vencer seu contrato de fidelização que certamente irá ocorrer quando a promoção não mais existir.

Assim somos punidos por uma fidelidade que nos encarcera dentro de um sistema sem direito a novas reinvindicações atrelados a assinatura de um contrato unilateral.

Agora catucando o tema “Atendimento Eletrônico”, traduzo ser um sistema genial que te obriga a digitar entre opções de zero a nove para após 17 minutos gastando sua digital e ouvindo todas as ofertas desconectadas ao seu real interesse, antes de conseguir falar com um ser humano despreparado, adestrado para seguir orientações em uma tela com respostas prontas ao invés de simplesmente ouvir o problema de quem perdeu preciosos minutos para chegar até ele.

Imagine o estado mental de um cliente com problemas técnicos ouvindo a voz do demo dizendo: “Está todo mundo comprando o Big Brother Brasil ou acompanhe o canal Golf… isso estimula ao desenvolvimento de uma personalidade homicida que ao ouvir um alô do outro lado da linha, dispara palavrões e ameaças a um coitado que entra em choque emocional que instintivamente o leva a derrubar a ligação amplificando a fúria de um cliente descontrolado por um sistema eletrônico nada inteligente, para não dizer imbecil. Um sistema criado especialmente para perder clientes.

Não sou psicanalista, mas confesso que tenho curiosidade em conhecer o nível intelectual e emocional deste profissional que cria um procedimento de atendimento irritante com a capacidade de transformar uma simples operação em um calvário para o cliente. Deduzo que este profissional entende de sistemas, mas nada sobre a psicologia humana. Não sei se é pior quem cria ou quem aprova.

Parto do seguinte princípio:

Existem somente 2 perfis de pessoas que acessam este serviço (ou desserviço) de suporte:

O já cliente e o não cliente.

O “Não Cliente” naturalmente busca conhecer os produtos e serviços para uma possível aquisição, portanto está pré-disposto a ouvir as ofertas do menu. Agora o “Já Cliente” busca upgrade ou solução de um problema.

Se este guru responsável pelo sistema operacional do atendimento se colocar na posição de um cliente com problema qualquer e fizer uma pequena análise comportamental, saberia que alguém nesta situação busca o suporte para uma solução rápida e que o sentimento é de insatisfação. Certo?

Baseado nessa sábia dedução, para quem está irritado do outro lado da linha pedindo socorro, ao invés de rapidamente estender a mão para ajuda-lo, as empresas oferecem uma corda para o cabra se enforcar. Exigem que o “fiel cliente” digite todo painel alfa numérico ouvindo uma voz irritante gravada que finge ter localizado seu CPF com a trilha sonora de uma digitação FAKE ao fundo. Para piorar, após 17 minutos, você é atendido por uma pessoa treinada para ser um robô???

Consultoria gratuita para um sistema de atendimento eletrônico eficiente:

Se você é cliente, disque 1. Problemas técnicos disque 2 e já encaminhe para o atendimento com alguém cerebralmente capacitado para ouvir e resolver o problema. Não deixe um cliente insatisfeito na fila ouvindo musiquinha torturante. Atenda em menos de 30 segundos e resolva. Esta qualidade óbvia de atendimento requer investimentos na contratação de profissionais “bem remunerados” que saibam ouvir e resolver sem uma tela de procedimentos amarrada à frente dos olhos.

Se isso for genial para você, procure um médico.

A fidelização de um cliente está atrelada a qualidade e a velocidade de atendimento que uma empresa oferece e não um contrato que lhe obriga juridicamente a ficar casado com o demônio.

COMO IMPROVISAR EM UMA APRESENTAÇÃO

 A ARTE DO IMPROVISO

Para toda e qualquer tipo de apresentação é necessário ter domínio total do conteúdo, conhecer bem seu público e estar preparado pra perguntas e respostas.

Preparado, muito bem ensaiado e uma apresentação em tópicos vai  ajudar e facilitar muito a sua performance para que seja natural, gerando interesse e conexão com seu público, porque é a naturalidade que traz a sua imagem a sensação de que você é de verdade e não mais um papagaio repetindo as palavrinhas da moda.

Porém, nem tudo segue de acordo com o roteiro. Muitas vezes surgem perguntas inesperadas que podem quebrar o ritmo da sua apresentação.

Para evitar isso, determine logo no início que abrirá para perguntas somente no final da apresentação.

O improviso, pela natureza da palavra, é algo que acontece não previsto no roteiro. Para evitar a cara de paisagem e ficar vendido no meio de palavrinhas de apoio que transmitem a sensação de que realmente está perdido, como…né….então…veja bem…olha só….certo….huummm….ou fazendo perguntas pra você mesmo responder, mais do que se preparar muito para esta apresentação, devemos LER muito!

Aumentar o seu vocabulário é a melhor solução para poder improvisar e evitar repetir palavras no mesmo parágrafo.

Com um amplo vocabulário, você não vai precisar caçar palavras no meio da ventania. Bastará uma breve pausa para refletir sobre a pergunta e responder se estiver convicto que não estará falando algo que não tem certeza, uma tremenda bobagem que pode destruir toda a credibilidade construída durante a sua apresentação.

Estar bem informado sobre o que está acontecendo no planeta e ter histórias verdadeiras que permitam a você fazer alguma analogia com o tema abordado, são formas de enriquecer e tatuar a memória da plateia.

Existe uma fuga da leitura. Objetividade extrema querendo tudo mastigado pra ganhar tempo (como se alguns minutos fizessem diferença na vida) ou preguiça mental? Não sei e não faço julgamentos. Mas vejo muita gente dedicando um tempo precioso assistindo vídeos nas redes sociais e demais plataformas digitais e posteriormente reclamando que não conseguem tempo para alimentar o cérebro com conhecimento útil.

MOMENTO RÓTULO

Para que rotular tudo?

Para que facilitar se podemos complicar?

Essa é a sensação que tenho quando analiso a forma de comunicação adotada atualmente.

Tudo deve ser rotulado, como se o ser humano tivesse uma variedade de modelos que os diferenciasse em categorias.

Sinto que existe uma postura robotizada para criar nomes que identifiquem atitudes que os permitam classificar o ser humano para facilitar sua coleta de dados. Será?

Gênero, cor, geração, classe social, nível acadêmico e, o principal deles, comportamento.

O comportamento das pessoas está sempre associado ao momento em que vivemos.

Por exemplo:

Nesta nova era surgiu a necessidade premente de ter um personal trainer e um nutricionista a tira colo. O alimento mudou de nome: O macarrão virou carboidrato e ainda abreviam para carbo (soa mais chic), a carne virou proteína, vegetais e folhas, devem ser orgânicos, o pão não pode ter glúten, o leite deve ser sem lactose. Claro que existem os intolerantes, mas mesmo os que não são, agora descobriram que a alimentação deve ser balanceada e fitness. Ah! Mas isso porque agora temos mais informação através dos meios de comunicação digital! Como se não existissem médicos. Mas para que médicos se existem os influenciadores, não é?

Alguns buscam se cuidar pela manutenção da saúde, mas outros pra sair bem na self e fazer fotinhas instagramáveis na academia ou do prato que está comendo. Uma necessidade de auto divulgação talvez acreditando que isso é postura para ser mais um influencer, coach ou mentor. Pai do céu, que doença é essa que levam as pessoas a se auto fotografarem à frente do espelho do banheiro fazendo biquinho e um pezinho à frente com o calcanhar suspenso?

Falando de nomes, e complementando o parágrafo acima, gostaria de sugerir a mudança do nome do Instagran para Estragan. Creio que não preciso explicar meus sentimentos.

Minha geração que até pouco tempo não tinha rótulo, mas agora é old school, popularmente conhecido como velho, mesmo gozando de ótima saúde e estado físico e mental melhor que muitos tomadores de coca-cola light com nutela, sentávamos à mesa e comíamos o que nossos pais ofereciam sem reclamar. Quando ainda era adolescente, levantava a tampa da panela de feijão pra dar aquela cheirada e automaticamente meu saudoso pai dizia: quero ver fazer isso no exército.  Mimimi igual a zero.

Hoje acompanho a geração de someliers da vida. Dão palpite sobre tudo! Entendem de vinhos, de cervejas, apreciadores da gastronomia internacional, com hashis especiais guardados em uma caixinha na bolsa para ser aberto com glamour, canudinhos de papel e copos térmicos ecologicamente responsáveis. Relógios que medem os batimentos cardíacos, quantos passos você dá por dia, sua pressão arterial, etc e tal, mas esquecem de olhar. Caminham com seus super fones de ouvidos chamando Steve Jobs de Deus da maça mordida. Ele como Adão e os tecnológicos como EVAs.

Sobre aqueles que andam com óculos de realidade virtual em lugares públicos, não quero comentar. É demais pra mim.

Conversando com amigos que trabalham no mercado corporativo, dizem que mesmo em início de uma vida profissional, fase registro ZERO, em sua primeira entrevista de emprego ao ser perguntado sobre o nível salarial, exigem o patamar da diretoria.

Como diriam Los Hermanos: qué pasa?

Então, geração Millenials, boomers, alpha, beta, gama, X, Y, Z ou qualquer outra bobagem que inventem e aceitem como regrinha sem questionar, o conselho do tio, que fosse bom não dava e sim venderia,  sejam originais, encontrem quem você é, respeitem suas origens e aprendam a ouvir mais para se livrar da síndrome do país das maravilhas que tem levado muitos jovens ao desespero emocional por não conseguirem fazer parte de uma tribo fictícia que nem oca possui.

LEIS DE INCENTIVO À CULTURA E OS DESAFIOS APÓS A APROVAÇÃO DE UM PROJETO

As leis de incentivo à cultura atualmente são grandes responsáveis por manter aceso o mercado de trabalho do setor audiovisual brasileiro, dando espaço para o pequeno produtor e respectivos profissionais que atuam neste segmento.

Estas leis proporcionam às empresas destinarem parte de seus impostos para projetos culturais. A Rouanet está ligada ao Imposto de Renda (IR) onde o governo federal abre mão de 4% do imposto que seria pago, proporcionando de forma subsidiada o direcionamento desta verba em forma de recurso para um projeto que seja de interesse da marca em associar seu nome. Seguindo o mesmo critério, mas dentro da esfera estadual, temos o PROAC ligado ao ICMS que possibilita o envio de 2% deste tributo para incentivar a cultura.

Um projeto coeso, bem elaborado e que possua uma história que vale a pena ser contada, é trabalhoso de se elaborar, mas não é difícil de ser aprovado e ver sua produção liberada para captação após publicação no Diário Oficial da União, popularmente conhecido como DOU.

Este anúncio que deveria ser celebrado é simplesmente o primeiro degrau de uma íngreme escadaria difícil de acessar, sequer de subir.

Para quem não conhece o processo, como o volume de projetos é intenso, as grandes “patrocinadoras” criam ou terceirizam esta avaliação via plataformas que exigem um processo similar de preenchimento de informações usado pelo Ministério da Cultura em sua plataforma do SALIC.

Problema que enfrentamos: Muitas perguntas são elaboradas de forma genérica e não fazem sentido para determinados formatos, porém se você não assinala um dos itens daquela questão, o sistema bloqueia o caminho para a próxima página. Essa indução ao erro não permite contra-argumentar dentro de um sistema falho.

Resultado: você será julgado sem direito a defesa.

No caso da OCTOWORKS, empresa que dirijo, trabalhamos com documentários e livros que contam histórias de pessoas que fizeram ou ainda fazem a diferença em nosso país. Pessoas que teríamos orgulho em compartilhar seus feitos porque acreditamos que isso possa inspirar outras pessoas de forma a motiva-las a não desistir de seus sonhos e valorizar o que é nosso.

A área do profissional que avalia estes projetos se chama Relações Institucionais e Governamentais. Um departamento tão importante para nós produtores de conteúdo de qualidade (encho a boca pra falar), gostaríamos de alguns minutos do tempo presencial para transmitir com emoção a importância da história que queremos contar. Ao vivo. Cara a cara. Gente com gente. Energia e emoção compartilhada. Só assim sentirão se é importante ou não estabelecer uma parceria com o projeto e ainda criar uma conexão que nos permita voltar e apresentar algo alinhado com o momento que a empresa está vivendo. Ganha-ganha.
Somos como cachorros vira-latas. Se deixar a porta aberta, entramos mas com emoção, sem fazer xixi no cantinho. hashtag#cinema hashtag#leirouanet hashtag#incentivocultural hashtag#proac hashtag#relaçõesgovernamentais hashtag#documentário hashtag#petrobras hashtag#vale hashtag#natura

COMO GERAR CONEXÃO COM SEU PÚBLICO E RETER A AUDIÊNCIA

Sou um cara que gosta de gente, mas de gente de verdade. Gente agradável que te olha nos olhos, que te ouve e fala sorrindo.

O argumento acima para mim é a base da comunicação que gera conexão.

É impossível você não ficar hipnotizado por alguém que demonstra prazer e interesse em compartilhar seu conhecimento com você.

Repare: mesmo que não seja novidade pra você, vai ficar prestando atenção e com um leve sorriso de satisfação de estar ali ouvindo.

É catarse energética.

Este domínio do conhecimento corporal e comportamental é a principal ferramenta que transforma grandes oradores em comunicadores com a capacidade de regência, ou descomplicando essa verborragia toda, em influenciadores.

Além de dominar totalmente o conteúdo, o comunicador deve praticar o uso do tom amistoso, batizado por mim de “papo de boteco”. Uma linguagem que de tão agradável faz com que você se sinta entre amigos e toda a informalidade existente em situações como essas.

Gravem isso: O informal atrai e o formal distancia.

O linguajar acadêmico e rebuscado da sono de tão chato, enquanto o informal mostra quem você é de verdade e gera credibilidade às suas palavras e consequentemente conecta as pessoas.

Grandes líderes conseguem chamar a atenção de seus subalternos sem constrange-los usando um leve sorriso no rosto que transmite a sensação de amizade e não de hostilidade.

Trabalhe a sua sensibilidade e tente deixar seus problemas pessoais do lado de fora da arena. Isso não significa que deva ser falso, mas equilibrado.

Uma frase dita sorrindo quebra barreiras e gera um aprendizado capaz de formar pessoas melhores, independente de conviverem profissionalmente com você ou faca parte do seu núcleo pessoal de relacionamento.

Dá para sentir quando alguém fala sorrindo com você ao telefone!

Portanto, ao subir em um palco para enfrentar uma plateia ou olhar para a lente de uma câmera, lembre-se de que você está falando com diferentes tipos de pessoas, mas o que todas elas tem em comum é o prazer de ser envolvido por palavras que massageiam de forma carinhosa a alma e não a castigam.

Seja simplesmente o melhor de você.
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