O PODER HIPNÓTICO NEGATIVO DO CELULAR

Quando surgiu o telefone celular exibidos como símbolos da modernidade pendurados na cintura como armas no coldre, retratava ali o futuro da comunicação que gerava conexão imediata entre as pessoas independente de sua localização. Claro que a expansão do sinal era limitada.

Atualmente a tecnologia evoluiu. Os smartphones vão além da possibilidade de fazer ligações telefônicas. São mini computadores com processadores poderosos e capacidade de armazenamento cada vez maiores. Design moderno, elegantes, servindo como uma ferramenta de comunicação rápida e efetiva na palma da mão.

Mas o que estes aparelhos fizeram com a cabeça das pessoas ao ponto de se transformarem em extensões de seus corpos e minimizar a capacidade de discernimento entre espaço púbico e privado?

Foi gerada uma necessidade de exposição da própria imagem com o estranho desejo de fazer parte de um núcleo seleto de influenciadores digitais, onde no mundo real convivemos com uma imensa massa que se deixa influenciar por qualquer bobagem que vai além do útil ou interessante, fatores que para mim seriam justificáveis dentro do universo individual do ser pensante.

Mas o que chama minha atenção é a capacidade que um smartphone possui de desconectar as pessoas do bom senso que todo ser humano comum, em teoria, deveria ter.

As pessoas preferem mensagens de texto do que ouvir a voz de um amigo. Dirigem seus carros ou motos ouvindo e mandando mensagens, mesmo sabendo sobre os perigos e o número de acidentes com vítimas causados por este tipo de atitude.

O ápice do absurdo que atinge a nota zero no quesito bom senso está na falta de sensibilidade em sentir que suas atitudes possam incomodar quem está ao seu lado.

Pessoas atendem o celular no ônibus e falam em uma altura como se a outra pessoa estivesse em outro planeta pra saber se o vizinho se curou da diarréia causada pela buchada comida no domingo, isso quando não atendem no teatro ou no cinema.

Neste momento, trabalhando em outra cidade, entre hospedagens e traslados de volta pra casa aos finais de semana, tenho vivido com frequência algumas experiiencias que fariam Freud se suicidar se ainda estivesse vivo.

Durante o café da manhã no hotel, momento em que gosto de me alimentar na paz do senhor e ler as notícias do dia, hóspedes sentam às mesas ao redor e assistem vídeos com volume que supera a TV. Ignoram a funcionalidade dos fones de ouvidos.

Presenciei também, na poltrona ao lado da minha no ônibus que me transportava para São Paulo, uma discussão entre marido e mulher em uma ligação por vídeo onde fui obrigado a conhecer detalhes de uma relação conturbada, isso durante a madrugada!

E o mais recente, no hotel em que estou hospedado, onde os quartos são todos voltados para um atrium a céu aberto, fui acordado por volta de meia noite por um cidadão que caminhava falando…ou melhor gritando em uma ligação com sabe lá quem, provavelmente com o Demônio, onde vociferava como se estivesse solo abandonado como sobrevivente de um naufrágil em uma ilha! O que não seria ruim. Mesmo “puto”, acreditem, respirei fundo e educadamente pedi com voz de anjo que fizesse a gentileza de falar mais baixo porque eu e os demais hóspedes precisavamos dormir.

Como resposta ouvi: Com quem você pensa que está falando? Respondi: com alguém mal educado.

Alguns segundos de silêncio e a porta do quarto deste quadrúpede é fechada violentamente abalando a estrutura física do hotel.

A que ponto chegamos e quais as novas surpresas comportamentais que virão é um mistério para os seres de bom senso que ainda habitam em nosso planetinha de grandes dimensões povoada por alguns imbecilóides.

PEQUENOS PODERES

Ontem passei por mais um momento de indignação. Desta vez com a polícia militar de São Paulo.
Voltava para minha residência dirigindo o carro de minha esposa em uma via dupla de 2 faixas. A faixa da esquerda parou com 4 carros que iriam fazer a conversão para entrar em uma travessa. Como isso é comum, conhecedor do bairro, já vinha pela direita, porém no momento de minha passagem por este bloco de veículos, uma viatura da polícia estacionada sobre a calçada, sem qualquer sinalização, colocou parte do carro na via me obrigando a desviar rapidamente para não colidir. Internamente soltei um PQP em desabafo e segui meu caminho. Alguns metros à frente acionei o pisca e estacionei em uma das 5 vagas de um açougue do outro lado da pista. No momento em que saí do carro me deparei com a mesma viatura da polícia estacionada na contramão bloqueando minha saída com o motorista me encarando. Segue o diálogo:

  • O senhor está com pressa?
  • Não. Algum problema?
  • O senhor passou em alta velocidade pela faixa da direita e quase colidiu com a viatura.
  • Eu estava dentro da velocidade permitida e simplesmente trafegava pela direita enquanto a faixa da esquerda estava congestionada com carros que iriam fazer a conversão.
    O TOM FOI PARA A INTIMIDAÇÃO
  • O senhor deve diminuir a velocidade sempre que ver uma viatura de polícia.
  • Diminuiria se tivesse visto qualquer sinalização da sua parte.
    DESCEM DO CARRO
  • Sua habilitação e documento do carro.
  • Pois não.
    ENQUANTO ANALISAVAM A DOCUMENTAÇÃO DIGITAL
  • O senhor sabia que posso autua-lo por essa conversão e o valor da multa é de 1800 reais?
  • Imagino que sim, mas desconheço esse valor de multa para este tipo de infração. Sinceramente, imaginei que a faixa dupla contínua indicava a proibição de ultrapassagem e não da conversão.
  • O senhor sabia que se não tivessemos comunicação para checar sua documentação digital o carro seria apreendido?
  • Por qual motivo? Ineficiência da comunicação da PM?
    NESTE MOMENTO MINHA INDIGNAÇÃO SE ACENTUOU
  • Vocês vão me desculpar, mas o que vejo aqui são 4 policiais intimidando um cidadão na tentativa de transferir a culpa por uma falha na condução da sua viatura. Independente de ser policial, ao volante você é um motorista, e não pode sair de cima da calçada sem olhar e sem sinalizar. Todos erramos como seres humanos que somos. Eu errei ao fazer esta conversão por minha ignorância, e você errou ao sair de cima da calçada sem sinalizar e sem observar o fluxo. Isso não lhe dá o direito de estacionar na contramão para me intimidar.
    CONFESSO QUE NESTE MOMENTO FIQUEI COM RECEIO DO QUE PUDESSE ACONTECER, POIS O INTIMIDADOR CONTINUAVA AO MEU LADO COM A MÃO SOBRE A ARMA, MAS UM OUTRO POLICIAL QUE RETORNAVA COM MEUS DOCUMENTOS DA VIATURA FOI MAIS PACÍFICO
  • Nossa obrigação é orientar.
  • Concordo e agradeço, mas não aceito intimidação.
    Documentos devolvidos, situação temerária controlada, policiais novamente em trânsito e pude comprar a carne para o strogonoff após viver momentos de estraga os bofe.
    Policiais militares psicologicamente mal preparados, onde a principal função é nos dar proteção, dedicando tempo para fazer uma abordagem sem precedentes na tentativa de transferir um erro causado por eles.
    Seria muito mais bonito se estacionassem do outro lado da rua em local permitido e o motorista sinalizasse me pedindo desculpas. O texto aqui seria outro. Sou adepto da valorização da gentileza e da integridade das ações, mas sinto que assumir seus erros é uma das maiores dificuldades dos seres humanos, fardados ou não.

O Calvário do atendimento eletrônico

Porque as empresas não investem em marketing de atendimento?

Está aí um grande mistério a ser desvendado para quem trabalha com comunicação.

Muito se fala sobre fidelizar clientes, mas as empresas vão na contramão deste objetivo.

Na disputa entre as TELES, frequentemente as empresas de telefonia divulgam suas ofertas para captar “novos clientes” enquanto que os “já” clientes não são beneficiados pela mesma oferta e ainda pagam mais caro por um pacote inferior. Para piorar, ao entrar em contato com a operadora na tentativa de obter o mesmo benefício, descobre que só poderá fazer parte da promoção quando vencer seu contrato de fidelização que certamente irá ocorrer quando a promoção não mais existir.

Assim somos punidos por uma fidelidade que nos encarcera dentro de um sistema sem direito a novas reinvindicações atrelados a assinatura de um contrato unilateral.

Agora catucando o tema “Atendimento Eletrônico”, traduzo ser um sistema genial que te obriga a digitar entre opções de zero a nove para após 17 minutos gastando sua digital e ouvindo todas as ofertas desconectadas ao seu real interesse, antes de conseguir falar com um ser humano despreparado, adestrado para seguir orientações em uma tela com respostas prontas ao invés de simplesmente ouvir o problema de quem perdeu preciosos minutos para chegar até ele.

Imagine o estado mental de um cliente com problemas técnicos ouvindo a voz do demo dizendo: “Está todo mundo comprando o Big Brother Brasil ou acompanhe o canal Golf… isso estimula ao desenvolvimento de uma personalidade homicida que ao ouvir um alô do outro lado da linha, dispara palavrões e ameaças a um coitado que entra em choque emocional que instintivamente o leva a derrubar a ligação amplificando a fúria de um cliente descontrolado por um sistema eletrônico nada inteligente, para não dizer imbecil. Um sistema criado especialmente para perder clientes.

Não sou psicanalista, mas confesso que tenho curiosidade em conhecer o nível intelectual e emocional deste profissional que cria um procedimento de atendimento irritante com a capacidade de transformar uma simples operação em um calvário para o cliente. Deduzo que este profissional entende de sistemas, mas nada sobre a psicologia humana. Não sei se é pior quem cria ou quem aprova.

Parto do seguinte princípio:

Existem somente 2 perfis de pessoas que acessam este serviço (ou desserviço) de suporte:

O já cliente e o não cliente.

O “Não Cliente” naturalmente busca conhecer os produtos e serviços para uma possível aquisição, portanto está pré-disposto a ouvir as ofertas do menu. Agora o “Já Cliente” busca upgrade ou solução de um problema.

Se este guru responsável pelo sistema operacional do atendimento se colocar na posição de um cliente com problema qualquer e fizer uma pequena análise comportamental, saberia que alguém nesta situação busca o suporte para uma solução rápida e que o sentimento é de insatisfação. Certo?

Baseado nessa sábia dedução, para quem está irritado do outro lado da linha pedindo socorro, ao invés de rapidamente estender a mão para ajuda-lo, as empresas oferecem uma corda para o cabra se enforcar. Exigem que o “fiel cliente” digite todo painel alfa numérico ouvindo uma voz irritante gravada que finge ter localizado seu CPF com a trilha sonora de uma digitação FAKE ao fundo. Para piorar, após 17 minutos, você é atendido por uma pessoa treinada para ser um robô???

Consultoria gratuita para um sistema de atendimento eletrônico eficiente:

Se você é cliente, disque 1. Problemas técnicos disque 2 e já encaminhe para o atendimento com alguém cerebralmente capacitado para ouvir e resolver o problema. Não deixe um cliente insatisfeito na fila ouvindo musiquinha torturante. Atenda em menos de 30 segundos e resolva. Esta qualidade óbvia de atendimento requer investimentos na contratação de profissionais “bem remunerados” que saibam ouvir e resolver sem uma tela de procedimentos amarrada à frente dos olhos.

Se isso for genial para você, procure um médico.

A fidelização de um cliente está atrelada a qualidade e a velocidade de atendimento que uma empresa oferece e não um contrato que lhe obriga juridicamente a ficar casado com o demônio.

COMO IMPROVISAR EM UMA APRESENTAÇÃO

 A ARTE DO IMPROVISO

Para toda e qualquer tipo de apresentação é necessário ter domínio total do conteúdo, conhecer bem seu público e estar preparado pra perguntas e respostas.

Preparado, muito bem ensaiado e uma apresentação em tópicos vai  ajudar e facilitar muito a sua performance para que seja natural, gerando interesse e conexão com seu público, porque é a naturalidade que traz a sua imagem a sensação de que você é de verdade e não mais um papagaio repetindo as palavrinhas da moda.

Porém, nem tudo segue de acordo com o roteiro. Muitas vezes surgem perguntas inesperadas que podem quebrar o ritmo da sua apresentação.

Para evitar isso, determine logo no início que abrirá para perguntas somente no final da apresentação.

O improviso, pela natureza da palavra, é algo que acontece não previsto no roteiro. Para evitar a cara de paisagem e ficar vendido no meio de palavrinhas de apoio que transmitem a sensação de que realmente está perdido, como…né….então…veja bem…olha só….certo….huummm….ou fazendo perguntas pra você mesmo responder, mais do que se preparar muito para esta apresentação, devemos LER muito!

Aumentar o seu vocabulário é a melhor solução para poder improvisar e evitar repetir palavras no mesmo parágrafo.

Com um amplo vocabulário, você não vai precisar caçar palavras no meio da ventania. Bastará uma breve pausa para refletir sobre a pergunta e responder se estiver convicto que não estará falando algo que não tem certeza, uma tremenda bobagem que pode destruir toda a credibilidade construída durante a sua apresentação.

Estar bem informado sobre o que está acontecendo no planeta e ter histórias verdadeiras que permitam a você fazer alguma analogia com o tema abordado, são formas de enriquecer e tatuar a memória da plateia.

Existe uma fuga da leitura. Objetividade extrema querendo tudo mastigado pra ganhar tempo (como se alguns minutos fizessem diferença na vida) ou preguiça mental? Não sei e não faço julgamentos. Mas vejo muita gente dedicando um tempo precioso assistindo vídeos nas redes sociais e demais plataformas digitais e posteriormente reclamando que não conseguem tempo para alimentar o cérebro com conhecimento útil.

MOMENTO RÓTULO

Para que rotular tudo?

Para que facilitar se podemos complicar?

Essa é a sensação que tenho quando analiso a forma de comunicação adotada atualmente.

Tudo deve ser rotulado, como se o ser humano tivesse uma variedade de modelos que os diferenciasse em categorias.

Sinto que existe uma postura robotizada para criar nomes que identifiquem atitudes que os permitam classificar o ser humano para facilitar sua coleta de dados. Será?

Gênero, cor, geração, classe social, nível acadêmico e, o principal deles, comportamento.

O comportamento das pessoas está sempre associado ao momento em que vivemos.

Por exemplo:

Nesta nova era surgiu a necessidade premente de ter um personal trainer e um nutricionista a tira colo. O alimento mudou de nome: O macarrão virou carboidrato e ainda abreviam para carbo (soa mais chic), a carne virou proteína, vegetais e folhas, devem ser orgânicos, o pão não pode ter glúten, o leite deve ser sem lactose. Claro que existem os intolerantes, mas mesmo os que não são, agora descobriram que a alimentação deve ser balanceada e fitness. Ah! Mas isso porque agora temos mais informação através dos meios de comunicação digital! Como se não existissem médicos. Mas para que médicos se existem os influenciadores, não é?

Alguns buscam se cuidar pela manutenção da saúde, mas outros pra sair bem na self e fazer fotinhas instagramáveis na academia ou do prato que está comendo. Uma necessidade de auto divulgação talvez acreditando que isso é postura para ser mais um influencer, coach ou mentor. Pai do céu, que doença é essa que levam as pessoas a se auto fotografarem à frente do espelho do banheiro fazendo biquinho e um pezinho à frente com o calcanhar suspenso?

Falando de nomes, e complementando o parágrafo acima, gostaria de sugerir a mudança do nome do Instagran para Estragan. Creio que não preciso explicar meus sentimentos.

Minha geração que até pouco tempo não tinha rótulo, mas agora é old school, popularmente conhecido como velho, mesmo gozando de ótima saúde e estado físico e mental melhor que muitos tomadores de coca-cola light com nutela, sentávamos à mesa e comíamos o que nossos pais ofereciam sem reclamar. Quando ainda era adolescente, levantava a tampa da panela de feijão pra dar aquela cheirada e automaticamente meu saudoso pai dizia: quero ver fazer isso no exército.  Mimimi igual a zero.

Hoje acompanho a geração de someliers da vida. Dão palpite sobre tudo! Entendem de vinhos, de cervejas, apreciadores da gastronomia internacional, com hashis especiais guardados em uma caixinha na bolsa para ser aberto com glamour, canudinhos de papel e copos térmicos ecologicamente responsáveis. Relógios que medem os batimentos cardíacos, quantos passos você dá por dia, sua pressão arterial, etc e tal, mas esquecem de olhar. Caminham com seus super fones de ouvidos chamando Steve Jobs de Deus da maça mordida. Ele como Adão e os tecnológicos como EVAs.

Sobre aqueles que andam com óculos de realidade virtual em lugares públicos, não quero comentar. É demais pra mim.

Conversando com amigos que trabalham no mercado corporativo, dizem que mesmo em início de uma vida profissional, fase registro ZERO, em sua primeira entrevista de emprego ao ser perguntado sobre o nível salarial, exigem o patamar da diretoria.

Como diriam Los Hermanos: qué pasa?

Então, geração Millenials, boomers, alpha, beta, gama, X, Y, Z ou qualquer outra bobagem que inventem e aceitem como regrinha sem questionar, o conselho do tio, que fosse bom não dava e sim venderia,  sejam originais, encontrem quem você é, respeitem suas origens e aprendam a ouvir mais para se livrar da síndrome do país das maravilhas que tem levado muitos jovens ao desespero emocional por não conseguirem fazer parte de uma tribo fictícia que nem oca possui.

Click bait – como deixar um leitor irritado

A cada dia que passa me convenço que alguns profissionais do universo digital decifram muito bem o comportamento humano movido pela curiosidade e criam formas de induzi-lo a clicar em uma chamada de texto que nada tem a ver com a manchete. Como adoram americanizar a comunicação, a Headline.

É o tal do click bait, traduzindo mais uma, isca de cliques . Uma tática usada na internet para gerar tráfego online por meio de uma chamada, que ao clicar vai perceber que o conteúdo não está conectado ao texto que o induziu ao clique

Geralmente chama nossa atenção com frases como “Descubra o segredo”…ou “Porque nunca divulgaram o segredo para”…ou ainda usam a imagem de algum famosão dizendo “Veja como está o fulano hoje ou saiba o que ninguém diz sobre…” ou pior, ofertas absurdas como “80% de desconto em algum produto que é sonho de consumo de uma maioria”…enfim, usam de um artifício baseado no comportamento dos seres humanos calcado na curiosidade ou na oportunidade de levar vantagem.

Para os espertinhos de plantão, esta é uma prática que, ao enganar o leitor, mostra que o estrategista não possui ética e nem moral, associando seu nome ou sua marca a de um vigarista.

Eu como fã do futebol, muitas vezes navegando sobre as atualizações sobre o esporte, por experiência, vejo de forma evidente várias dessas tentativas, onde requentam notícias que tiveram boa repercussão para induzi-lo a um clique que nada tem a ver com a chamada. Exemplo: “São Paulo contrata novo centroavante que promete ameaçar a titularidade de Calleri!” . Você imagina que vai desembarcar no Morumbi(s) um monstro sagrado do esporte, mas ao abrir, descobre que trata-se de um garoto da base que nem chegou a categoria profissional. Talvez seja matéria paga pelo empresário do garoto.

Você fica tão irritado que rola a página até o final para ver se existe alguma forma de mandar uma mensagem mal educada pro desgranhento filho de uma zunfrunha. (Tenho meu próprio vocabulário rs).

Cliques podem parecer legais, mas perder possíveis clientes ou leitores não é.

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LEIS DE INCENTIVO À CULTURA E OS DESAFIOS APÓS A APROVAÇÃO DE UM PROJETO

As leis de incentivo à cultura atualmente são grandes responsáveis por manter aceso o mercado de trabalho do setor audiovisual brasileiro, dando espaço para o pequeno produtor e respectivos profissionais que atuam neste segmento.

Estas leis proporcionam às empresas destinarem parte de seus impostos para projetos culturais. A Rouanet está ligada ao Imposto de Renda (IR) onde o governo federal abre mão de 4% do imposto que seria pago, proporcionando de forma subsidiada o direcionamento desta verba em forma de recurso para um projeto que seja de interesse da marca em associar seu nome. Seguindo o mesmo critério, mas dentro da esfera estadual, temos o PROAC ligado ao ICMS que possibilita o envio de 2% deste tributo para incentivar a cultura.

Um projeto coeso, bem elaborado e que possua uma história que vale a pena ser contada, é trabalhoso de se elaborar, mas não é difícil de ser aprovado e ver sua produção liberada para captação após publicação no Diário Oficial da União, popularmente conhecido como DOU.

Este anúncio que deveria ser celebrado é simplesmente o primeiro degrau de uma íngreme escadaria difícil de acessar, sequer de subir.

Para quem não conhece o processo, como o volume de projetos é intenso, as grandes “patrocinadoras” criam ou terceirizam esta avaliação via plataformas que exigem um processo similar de preenchimento de informações usado pelo Ministério da Cultura em sua plataforma do SALIC.

Problema que enfrentamos: Muitas perguntas são elaboradas de forma genérica e não fazem sentido para determinados formatos, porém se você não assinala um dos itens daquela questão, o sistema bloqueia o caminho para a próxima página. Essa indução ao erro não permite contra-argumentar dentro de um sistema falho.

Resultado: você será julgado sem direito a defesa.

No caso da OCTOWORKS, empresa que dirijo, trabalhamos com documentários e livros que contam histórias de pessoas que fizeram ou ainda fazem a diferença em nosso país. Pessoas que teríamos orgulho em compartilhar seus feitos porque acreditamos que isso possa inspirar outras pessoas de forma a motiva-las a não desistir de seus sonhos e valorizar o que é nosso.

A área do profissional que avalia estes projetos se chama Relações Institucionais e Governamentais. Um departamento tão importante para nós produtores de conteúdo de qualidade (encho a boca pra falar), gostaríamos de alguns minutos do tempo presencial para transmitir com emoção a importância da história que queremos contar. Ao vivo. Cara a cara. Gente com gente. Energia e emoção compartilhada. Só assim sentirão se é importante ou não estabelecer uma parceria com o projeto e ainda criar uma conexão que nos permita voltar e apresentar algo alinhado com o momento que a empresa está vivendo. Ganha-ganha.
Somos como cachorros vira-latas. Se deixar a porta aberta, entramos mas com emoção, sem fazer xixi no cantinho. hashtag#cinema hashtag#leirouanet hashtag#incentivocultural hashtag#proac hashtag#relaçõesgovernamentais hashtag#documentário hashtag#petrobras hashtag#vale hashtag#natura

COMO GERAR CONEXÃO COM SEU PÚBLICO E RETER A AUDIÊNCIA

Sou um cara que gosta de gente, mas de gente de verdade. Gente agradável que te olha nos olhos, que te ouve e fala sorrindo.

O argumento acima para mim é a base da comunicação que gera conexão.

É impossível você não ficar hipnotizado por alguém que demonstra prazer e interesse em compartilhar seu conhecimento com você.

Repare: mesmo que não seja novidade pra você, vai ficar prestando atenção e com um leve sorriso de satisfação de estar ali ouvindo.

É catarse energética.

Este domínio do conhecimento corporal e comportamental é a principal ferramenta que transforma grandes oradores em comunicadores com a capacidade de regência, ou descomplicando essa verborragia toda, em influenciadores.

Além de dominar totalmente o conteúdo, o comunicador deve praticar o uso do tom amistoso, batizado por mim de “papo de boteco”. Uma linguagem que de tão agradável faz com que você se sinta entre amigos e toda a informalidade existente em situações como essas.

Gravem isso: O informal atrai e o formal distancia.

O linguajar acadêmico e rebuscado da sono de tão chato, enquanto o informal mostra quem você é de verdade e gera credibilidade às suas palavras e consequentemente conecta as pessoas.

Grandes líderes conseguem chamar a atenção de seus subalternos sem constrange-los usando um leve sorriso no rosto que transmite a sensação de amizade e não de hostilidade.

Trabalhe a sua sensibilidade e tente deixar seus problemas pessoais do lado de fora da arena. Isso não significa que deva ser falso, mas equilibrado.

Uma frase dita sorrindo quebra barreiras e gera um aprendizado capaz de formar pessoas melhores, independente de conviverem profissionalmente com você ou faca parte do seu núcleo pessoal de relacionamento.

Dá para sentir quando alguém fala sorrindo com você ao telefone!

Portanto, ao subir em um palco para enfrentar uma plateia ou olhar para a lente de uma câmera, lembre-se de que você está falando com diferentes tipos de pessoas, mas o que todas elas tem em comum é o prazer de ser envolvido por palavras que massageiam de forma carinhosa a alma e não a castigam.

Seja simplesmente o melhor de você.
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AS GÍRIAS E SEUS PREJUIZOS

As gírias sempre existiram e se transformam a cada geração. São uma espécie de dialeto usado por uma maioria jovem, mas que muitas vezes encarna nos não tão jovens.

Confesso que fico incomodado quando ouço alguém usar a palavra “TIPO” por seis vezes em uma frase com onze palavras. A palavra “TIPO”, segundo a tão depreciada língua portuguesa, deveria ser usada para mensurar um modelo, símbolo ou espécie, mas virou coringa na boca daqueles de vocabulário limitado. Não leiam isso como um julgamento generalizado, mas como uma análise baseada em conversas com grupos de jovens com quem me relaciono e que serve de alerta. Isso não quer dizer que não saibam se expressar, mas devem se auto fiscalizar para não caírem no vício de uma linguagem que acaba interceptando o cérebro e prejudicando uma linha de raciocínio e, por consequência, o entendimento de uma comunicação inteligível. TIPO, fica sem sentido.

A outra palavrinha que desliza pela língua dos papagaios escolares é o tal do MANO. O Brasileiro faz uma perseguição ferrenha as formas de comunicação iniciadas nos guetos americanos. Por lá começaram com o “brother” e logo os canarinhos brasileiros começaram a cantar o “irmão”. Na sequencia, abreviaram o “brother” e trouxeram o preguiçoso “BRO”. E pra não deixar barato cuspimos o “MANO” revelando uma falta de originalidade brutal que pode ser vista nas festas de *Halloween, uma influência da cultura 1000% americana capaz de fazer o “nosso” Saci engolir o cachimbo e dar um mortal de costas de tanta indignação.

Sobre os textos enviados por mensagem em se fala! É tema para outro post.

Então mano, se liga porque tipo pode dar ruim se falar assim em uma entrevista de emprego, tá ligado?

E pra quem se fantasia e toca a campainha dos vizinhos com “doces ou travessuras” e não faz a menor ideia do porque está valorizando a cultura alheia, segue o link pra entender seu papel:
https://lnkd.in/dg9d7Ejx

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O CORPO FALA

Como ser natural à frente de uma câmera?

Bom, o olhar, o tom de voz, saborear as palavras são fundamentais.

Vejo algumas pessoas que de tão tensas, nem piscam. Pregam o olhar na lente da câmera e ficam parecendo uma estátua onde somente a bôca tem vida, e olhe lá!

Este texto não é voltado para atores ou candidatos a, mas para todos que reconhecem que o vídeo é a principal ferramenta de comunicação existente, então ao assistir a um filme ou série, perceba que bons atores ou atrizes são aqueles que lhe dão a sensação de que o personagem que está interpretando pensa.

Então vamos a dica:

imaginem que a camera é uma pessoa com quem você está conversando. Quando conversamos com alguém e esta pessoa nos faz uma pergunta, de forma natural desviamos o olhar para buscar em nosso subconsciente algum fato ou situação que vivenciamos, e somente após fazer o download desta informação e processa-la na HD interna chamada cérebro, retomamos o olhar para responder ou dar continuidade ao bate-papo. Para quem assiste, esta expressão corporal revela que você parou para pensar, e portanto transmitirá credibilidade às suas palavras porque mostrou que você é um ser humano de verdade. Então, relaxe.

A pausa está associada a reflexão e deve ser usada também durante a sua fala para permitir que o seu público tenha um tempinho para absorver sua explicação. Se você dispara uma informação atrás da outra, muita coisa importante fica pelo caminho e as pessoas saem sem entender pelo simples fato de não conseguirem assimilar a informação a tempo.

Perfeito ninguém é, então não se cobre demais.

Reiterando uma postagem anterior, tenha domínio total do conteúdo e converse com a câmera como se estivesse batendo um papo em uma roda de amigos. Seu discurso fica leve, gostoso de ver e ouvir porque é natural.

Uma última informação que deveria estar logo no início do texto, porque tem a ver com a abertura do seu vídeo, mas lembrei agora e estou com preguiça de reescrever.

Não comece seu vídeo com: Fala galera, E aee rapazeada, Oba! Tudo bem?…busque originalidade e vá direto ao assunto. Fazer uma pergunta sabendo que ninguém vai te responder? Não faz sentido. E começar com uma frase que irá te transformar em mais uma salsicha embalada entre centenas de embalagens identicas em uma gondola de supermercado, não te diferencia de uma zebra no meio da manada.

Seja natural, não copie ninguém, não caia na armadilha das modinhas de expressão. Seja simplesmente você. Siga em frente e boa sorte. wladimircandini.com.brhashtag#falarbem hashtag#falarempublico hashtag#video hashtag#comunicação hashtag#expressãocorporal hashtag#dica hashtag#dicadodia hashtag#mensagem hashtag#mensagemdodia