O JORNALISMO E O AUDIOVISUAL

A palavra audiovisual deixa claro se tratar da combinação de som e imagem, mas ainda percebo que muitos jornalistas em suas pautas externas possuem a necessidade de desenhar aquilo que estão falando na tentativa de integrar o ambiente, como se a imagem já não fizesse esta função.

EXEMPLO FICTÍCIO:

CENA – O jornalista aparece caminhando no meio da rua narrando um fato que teria acontecido na frente de um hospital. Ao invés de objetivar a informação, com ele em primeiro plano, fachada do hospital ao fundo e simplesmente dizer o que aconteceu naquele local, ele perde um tempo enorme para criar um drama sem ter a capacidade interpretativa de um ator, alcançando um resultado que chega a ser patético. A importância está no fato, pelo menos é assim que eu enxergo, mas a fala seria mais ou menos assim:

  • Eram 4 horas da manhã do dia primeiro de abril, em um país onde simbolicamente é reconhecido como o dia da mentira, mas o que aconteceu nesta fatídica madrugada ( A FACHADA DO HOSPITAL COMEÇA A APARECER NA TELA) na porta deste hospital (VIRA PARA TRÁS E APONTA PARA O HOSPITAL) não foi uma mentira e sim (PAUSA SEM SENTIDO) uma tragédia! Uma senhora de 70 anos escorregou em uma casca de banana e fraturou o fêmur. (COM A CASCA DE BANANA NAS MÃOS) Testemunhas alegam que esta casca de banana foi arremessada pela janela de um veículo que passava pelo local. Pasmem (NOVA PAUSA SENTIDO) O veículo pertencia ao neto desta senhora.

É claro que o que estou expondo aqui é uma situação ficcional irônica expondo o ponto de vista de quem trabalha no mercado audiovisual como redator publicitário, roteirista, diretor, ator e locutor e um incansável guerreiro que tenta explicar para os jornalistas, com quem tenho a oportunidade de trabalhar, que no audiovisual usamos a linguagem falada e não a escrita.

Qual a diferença? Simples, mas eles lutam contra. Pra você que é leigo, sinta se faz sentido pra você:

Na linguagem escrita, feita para a leitura, temos a necessidade de criar um ambiente e enriquecer com elementos que componham o imaginário do leitor, criar um cenário com riqueza de detalhes e neste formato é até permitido o uso de palavras mais “rebuscadas” digamos assim, mas dentro do ponto de vista publicitário, se possui o desejo de aumentar o alcance da informação, quanto mais popular, quanto mais simples for sua forma de expressão, maior será o público atingido, pela facilidade de entendimento. Portanto se você usar a linguagem dos deuses só alcançará o Olimpo, concorda?

No audiovisual, a imagem descreve o cenário e toda sua riqueza de detalhes, o que torna desnecessário o repórter, o apresentador ou seja lá quem estiver à frente da lente, dizer aquilo que a câmera já está registrando!

Não sei se é ego ou necessidade de preencher o tempo destinado para a apresentação da matéria que faz com que prolonguem demais uma informação que poderia ser dada de forma objetiva sem encher linguiça e perder a atenção do telespectador, e consequentemente não obter o resultado esperado com a notícia: audiência.

Com o poder nas mãos dados por um controle remoto, o cabra (no caso o chatonildo que aqui escreve) muda de canal antes de pegar no sono ou se irritar.

Outro argumento que o jornalista não entende é que o audiovisual permite a combinação de locução (texto falado), imagem, trilha sonora e texto escrito na tela (tecnicamente chamado de lettering). Nosso cérebro é capaz de absorver todos esses elementos ao mesmo tempo porque compõem a informação, e isso nos proporciona apresentar uma riqueza de detalhes em um tempo menor de exposição e ainda estar adaptado a um momento imediatista que quer receber a informação de um jeito rápido. Uma geração que trabalha com o poder da síntese. Textos enxutos, poucas palavras, vídeos curtos e ao mesmo tempo recheados de informação.

Escrevi tudo isso como desabafo após receber um  roteiro que havia escrito tempos atrás, onde apresentei o conteúdo necessário em 1’40”e agora recebo o retorno do jornalista responsável pela comunicação da entidade com um texto que bate em 10 minutos de locução usando palavras fora da embocadura natural de um tom amistoso.

A minha experiência diz que após o segundo minuto começa a dispersão, o cérebro se desconecta e passa a ouvir Melão, melão, melão. Para aqueles que ainda não entenderam que o poder da comunicação está baseado na conexão, após a exibição deste chato curta metragem a quem você sacrificou pessoas a assistirem, pergunte sobre detalhes do vídeo apresentado e perceba que o resultado, o objetivo do audiovisual deve estar à frente do seu ego de escritor.

Vídeo é ferramenta de comunicação. Roteirizar não é escrever um livro ou uma notícia que será impressa. Roteiro é pensado para o público e não para satisfazer quem escreve.

CORDEL DA VIDA

As vezes me pergunto: o que é que tô fazendo aqui?

Vivendo num mundo que basta um segundo pra você sumir

Com gente agressiva que fala de morte, vive dando peti

ao invés de simplesmente sorrir

Não questiono crença ou qualquer diferença

Somos todos seres humanos, gente que pensa

Que sonha acordado e também quem nem consegue sonhar

Que vê apenas problema por qualquer caminho que passar

Mas também vejo muita gente boa

Que jamais se magoa

Porque ao invés de tentar entender

Tem coração maior que irá compreender

Essa gente quero sempre ao meu lado

Que não enxerga o pecado

Um erro que pode ser perdoado

Porque tudo aqui é aprendizado

Tem gente que vive com pressa

Que trabalha a beça

E não encontra tempo pra ver

Um bonito amanhecer e a lua que faz um buraco no escuro ao anoitecer

A vida é um escola

Que não pede esmola porque tem muito pra dar

Com amor a tudo aquilo que o dinheiro não pode pagar

Pequenas grandes coisas que se distanciam do ter,

mas te aproximam do ser.

O Tal do Briefing

Briefing, em definição, corresponde a um conjunto de informações para o desenvolvimento de um trabalho que será executado por diversos profissionais envolvidos no processo. briefing_mesa2

Este é um termo muito usado no mercado publicitário e associado ao desenvolvimento criativo de uma campanha, seja impressa, digital ou audiovisual.

Para os leigos, seria como especificar ao Chefe de cozinha exatamente o que espera do prato solicitado: carne ao ponto, pouco condimentada, crocante, sem açúcar, pouco gelo, etc e tals. Informações fundamentais para que o resultado fique satisfatório.

briefingMas vamos a realidade: Saber pedir está ligado a Saber o que quer, mas atualmente nos deparamos com profissionais que não sabem o que querem e, portanto não sabem o que pedir. Batizamos este perfil de Engenheiros de obras Prontas, que são aqueles que se apropriam de uma ideia não desenvolvida por eles, mas que iniciam a palpitaria logo após a apresentação do primeiro escopo criado via mediunidade.

Como funciona isso? Vou explicar usando como referência o audiovisual, que é a área em que atuo: o cliente te chama para uma reunião, mas não sabe o que quer. Não faz a menor ideia porque desconhece totalmente o processo de produção e passa distante da criação*. Isso nos obriga a mergulhar na empresa contratante para entender o que ela faz, qual é o momento vivido, o que ela quer comunicar, para quem quer comunicar, para quando e qual o formato da apresentação (onde será exibido). Essas seriam as informações básicas para se compor um briefing.

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Munidos dessas informações iniciamos uma proposta criativa e apresentamos um pré-roteiro, um escopo da NOSSA ideia. É aí que começa o problema. É como se o cliente caísse de paraquedas na Disney e resolvesse se divertir em todos os brinquedos ao mesmo tempo. O cara vira roteirista, ator, diretor, fotógrafo. Ele age como se fosse Steven Spielberg. Vira cineasta e esquece do propósito. Começa a dar palpites em tudo o que foi apresentado e acaba caindo na armadilha do “eu gosto mais de” e se esquece de que o material e a linguagem proposta não foi desenvolvida para o gosto dele, e sim para o cliente dele, para o público dele, para quem o material foi pensado!

É triste ouvir o cliente dizer: “Eu não gosto da trilha. Prefiro sertaneja”, sendo que o vídeo é para uma plateia Rock’n Roll, por exemplo. Isso nos obriga a abrir um parênteses e dizer com toda delicadeza do mundo para não melindmais-ideias-1rar o cliente: Mas meu amigo, este material não foi feito pra você e sim para um público totalmente diferente de você! Isso não nos pertence! (como diz sabiamente meu amigo Micka da Ideia House). Na maioria das vezes funciona. Em algumas assumimos o “isso não nos pertence” só para nós, e entregamos o que o cliente pede mesmo consciente de que o resultado não será atingido. É como temperar carne com açúcar.

Assim sendo, deixamos isso claro e formalizado para nos isentar desta responsabilidade. Algumas vezes, após nossa formalização, com palavras do tipo “nossa sugestão”, “nossa experiência”, “nosso parecer”… faz com que o ego seja colocado de lado e o cliente volte atrás respeitando a proposta.

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Criação é outro tópico que foge um pouco da compreensão de alguns “João sem braço”, manja? O antigo “Migué” ?

*Certa vez participei da elaboração de uma proposta criativa para o desenvolvimento de um vídeo para uma marca nacional de cosméticos e fiquei pasmo com o que aconteceu? Após enviarmos nossa ideia anexada a um orçamento de produção, a urgência com que foi solicitada a proposta desapareceu no departamento em questão e nada da resposta de aprovação dentro do período pré-determinado. Mas o pior do desrespeito viria 3 meses depois. Nossa proposta criativa nos foi reenviada como briefing em uma concorrência com mais 5 produtoras para fazer orçamento!!! Como se a ideia não tivesse valor algum! Questionados sobre isso, quando alegamos que o custo da ideia fazia parte do nosso orçamento e que se fosse usada para uma concorrência deveriam nos pagar por isso, ouvimos um “como assim”? Num tô entendennnndo!!

 Existem valores que deveriam virar matéria nas universidades. ÉTICA por exemplo.

imagesAo perceber que uma simples ideia foi capaz de resolver um grande problema, depois de criada e apresentada como solução, é muito fácil alegar o óbvio, porém no conflito este óbvio é invisível e cabe as pessoas criativas e inteligentes transforma-lo em palpável.

Briefings não caem do céu. São informações importantíssimas que deverão estar presentes no contexto em forma de solução de algum problema, conflito ou pura e simples comunicação que ganha maior ou menor representatividade de acordo com o formato e linguagem que será apresentada. Tudo muito pensado e trabalhado por uma equipe formada por diversos profissionais, portanto merece respeito.

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Se você não sabe pedir, a chance de pedir o prato errado e ter que pagar caro por ele será de sua responsabilidade. Ou XEJA, faça sua lição de casa antes de contatar o profissional que irá criar e executar a ferramenta de soluções e lembre-se: Retrabalho custa mais caro.

AS ENTRELINHAS DAS PALAVRAS MALDITAS OU MAL DITAS

Não sei de onde vieram alguns vícios de linguagem, mas para aqueles que gostam como eu de tentar entender o que não é para ser entendido, gostaria aqui de fazer uma pequena reflexão sobre algumas palavras ou frases empregadas pelo impulso de repetição no excesso de seu uso.

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Por exemplo:

Se vocês repararem, 99,99% dos youtubers começam seu vídeos com “FALA GALERA!” . Mas você sabe qual a origem da palavra “galera”? Galera era a área localizada nos porões das antigas embarcações movidas a grandes remos, onde escravos eram acorrentados e obrigados a doar toda sua força física para mover a nau. Não sei qual a relação, mas no futebol, a analogia foi feita para dar nomenclatura a torcida! Talvez pela aglomeração ou fanatismo que os transforma em escravos do time de coração? Talvez. Mas e no caso dos Youtubers? Escravos do belo conteúdo apresentado pela minoria? Sei lá!

Tem outras 2 palavrinhas que são comumente usadas em início de frases que para mim representam a abertura de uma pusta desculpa. Prestem atenção quando ouvi-las e reparem no que virá depois. Ei-la: VEJA BEM. Geralmente elas estão atreladas as entrevistas dadas por políticos quando encurralados pela imprensa. Significa que você tentará explicar o que é inexplicável, manja?

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Outra que representa uma baita contradição é: NA VERDADE… Pô, péra aí! Se após uma super tentativa de explicar algo você manda um “Na verdade…” significa que tudo que disse anteriormente era mentira?

file_54130a768724bO problema destes vícios de linguagem é que muita gente quando não entende direito ou não é chato o suficiente como eu, acaba cometendo deslizes criando verdadeiras pérolas de dar nó na cabeça de gringo que está tentando aprender nossa língua, cuja gramática sabemos ser extremamente complexa.

Certa vez estava eu sentado ao fundo do busão, quando ao meu lado um profeta disse ao seu “colégua”: Eu acho expecionante” as pessoas que perdem oportunidades. Se eu fosse ela, agarraria com as “unhas dos dentes”!

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Tem coisas que quando ditas e captadas por ouvidos demoníacos como os meus não passam despercebidas e preciso compartilhá-las pois retrata a falta de investimentos em educação no nosso país. Por outro lado, descobri um hobby que é anotar tudo no meu caderninho de maldades.

Que tal: “Exploradicamente”, “Feijão torpedo”, “Pudim de leite condenado”,Não adianta chorar sobre o leite desnatado”! Ou você morre de rir ou mata o infeliz ignorante na porrada! Coloco entre “aspas” para evitar que elas escapem e poluam sua HD.

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Faltou: Lagarto e não “Largato”

Haja capacidade para tanta “ingnorança” !

A língua portuguesa não é fácil e muda seus padrões de estado para estado. Quase um dialeto. Imaginem um turista alemão ou americano que se esforça para aprender nossa língua e chega no nordeste e escuta um “simbora mais eu” ! Ou no Rio de Janeiro onde o “O” tem som de “U”. Por exemplo: TUMATE. Caramba, se tomate é “tumate” quer dizer que a Xuxa é Xoxa?

Em Pernanbuco, a gente é “ARRENTE” e após uma pergunta feita a um cidadão local ele inicia a frase com “PRONTO” ! Qual seu nome? R: Pronto. João.

Pra nós brasileiros isso é maravilhoso pois retrata a diversidade cultural do nosso Brasil, mas para quem é de outro país tentando aprender nossa língua é de dar um nó no “célebro” e tudo é uma “questã” de “estendimento”, certo?

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Maravilhoso? Será? humm

GENTILEZA NÃO TEM CUSTO

Esta é uma frase tatuada em mim. Nem me lembro se fui eu quem a criou, mas ela faz parte do meu DNA.

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Apesar de ser algo bacana, existem momentos que sou atacado pela minha obstinação em conviver SEMPRE de forma gentil. A falta de cuidado ao se expressar, onde pessoas ignoram o “por favor”, “com licença”, “por gentileza” e demais outras formas gentis de comunicação – que são capazes de receber em troca sorrisos carinhosos e verdadeiros – me incomoda e muito.

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Quando posteriormente percebe que errou ou que cometeu algum equívoco que possa ter magoado alguém, você usualmente pede desculpas ou seu orgulho é maior que o seu BOM SENSO?

Será que é tão difícil adotar isso como um cartão de visitas, capaz de transformar um ambiente, onde tudo fica agradável, leve e cheiroso aos olhos de quem não vê e talvez jamais verá?

Será que quando alguém aciona o pisca do seu veículo entenderemos como “preciso entrar” ao invés de interpretarmos como “quero roubar seu espaço” !

faixa-pedestre-101Será que não basta pisar ao lado da faixa de pedestres para sentir que a pessoa precisa atravessar a rua ao invés de acelerar e fingir que não a viu?

Será que a vaga reservada para idosos e deficientes serão um dia respeitadas pelos “só um pouquinho” ?

 

Será que um dia jovens saudáveis deixarão de fingir que estão dormindo para ceder sua cadeira a um idoso?7-11

Será que as pessoas um dia deixarão de dar indiretas ríspidas ao invés de questionarem gentilmente sem segundas intenções?

Será que é tão difícil olhar para o lado e perceber que todos somos diferentes e assim compreender que pensar, agir e ver o mundo por outro ângulo não o transforma em seu oponente, mas simplesmente entender que independente do caminho, o resultado será o mesmo! O seu jeito, não é o único jeito. O seu caminho não é o único. Aceite e respeite isso. Compreensão é uma forma de gentileza, sabia?camiseta-egoist

Será que estou ficando velho ou com síndrome de Alice que acredita que um dia viveremos no país das maravilhas?

Pra mim, acho que não dará tempo, mas se começarmos a olhar para as pessoas com carinho ao invés de olhar somente para o próprio umbigo, quem sabe nossos netos viverão em um mundinho melhor que esse aqui.tirinha-olhar-pro-proprio-umbigo

A ARTE DE PENSAR

A ARTE DE PENSAR

Neste primeiro artigo resolvi falar sobre atendimento, afinal, sob meu ponto de vista, este tipo de serviço geralmente é muuuiiito ruim! Uma combinação de desqualificação + baixo salário = Quadrúpede.

Vou tentar esclarecer:

Existem os quadrúpedes por natureza, que são animais de 4 patas, limitados a seguirem seus instintos selvagens. Convivendo no mesmo universo, temos os seres humanos que, apesar de nascerem com locomoção bípede (aqueles que andam sobre 2 patas) alguns realmente deveriam estar em pastos dividindo o capim com os quadrúpedes naturais. Já estou ouvindo o leitor: “Nossa que cara agressivo!” . Pois bem, minha intenção é simplesmente ilustrar o comportamento de alguns “profissionais” que agem como se, para pensar ou agir com bom senso, acreditam que devam ser remunerados a parte, manja?

pre1222  O que não é novidade pra ninguém é a exigência por qualificação para galgar melhores posições no mercado de trabalho, e é claro que encontrar bons profissionais oferecendo baixa remuneração é algo que não casa.

Um comportamento negligenciado aliado a redução de custos operacionais fizeram com que algumas empresas automatizassem o sistema de atendimento ao cliente. Atualmente, a maioria das empresas, utilizam um atendimento eletrônico que lhe obriga a ouvir uma sessão de baboseiras e gastar o dedo indicador de tanto teclar e, ainda após hercúleos minutos, a ligação cai ou tentam lhe dar uma solução genérica sem a chance de falar com um ser humano pensante, pois acreditem, em alguns casos, depois deste calvário, lhe jogam para o “quadrúpede de plantão com idioma gerundiano (animal bípede descerebrado geralmente encontrado do outro lado de uma linha telefônica, alojado em uma baia sentado à frente de uma tela de computador) que mal consegue entender o que está discriminado no manual de atendimento, mas que vocifera para os colegas a necessidade de receber bonificação caso seja necessário … pensar.

Vou citar 3 exemplos de atendimentos que podem transformar o cliente em assassinos seriais em situações vividas pela pessoa que lhe escreve ou por alguém muito próximo:

1 – Atendimento Eletrônico:

O problema do atendimento eletrônico está na falta de objetividade, na busca imediata pela solução do problema. Na maioria das vezes este serviço é visto – por algum energúmeno – como uma oportunidade de lhe vender ou ofertar algo que você não quer comprar e, com isso, retarda o objeto direto da questão e irrita o cliente. Não vou citar nome, mas uma operadora de Tv por assinatura com transmissão via satélite, depois de realizar uma pesquisa que indicou a preferência pelo atendimento humanizado, mas que já havia decidido pelo eletrônico, tiveram a brilhante ideia de gravar o atendimento como se estivesse conversando com você, e pior, como se fosse o seu melhor amigo do outro lado da gorila-atendentelinha! Então você, com um pusta problema técnico, com tempo escasso para solucioná-lo, pois deu meleca minutos antes da transmissão daquele jogo que você esperou 15 dias pra assistir na sua super mega blaster Tv, ao fazer contato ouve uma gravação amigona lhe oferecendo Big brother, canal de golf e outras merdalhas que você odeia! Na minha modesta opinião, pensando de forma simples…é isso mesmo, eu penso…vejo somente 2 tipos de clientes: o novo com perfil comprador, que busca conhecer tudo sobre o produto em questão, o famoso “prospect”, e o já cliente, que na maioria das vezes está com algum problema! Então, ao ouvir o início da maldita gravação, o que um bípede munido de cérebro espera? Produtos e serviços disque 1, Solução de Problemas disque 2. Pronto. Só issooooo! Agora imagine você desesperado buscando uma solução rápida, ser obrigado a ouvir uma gravação falando sobre toda programação e novos produtos que aliás, nem que quisesse conseguiria assistir, pois tem uma enorme tela azul acusando erro 445 ! Para chegar nesta brilhante conclusão tive o enorme trabalho de me colocar no lugar do cliente e imaginar qual a melhor forma de deixa-lo satisfeito! Pra que complicar? Talvez seja uma nova técnica para analisar quantos clientes perdem com esse revolucionário método de atendimento. Sugestão: automatizem o quadrúpede que criou este sistema imbecil!

2 – Atendimento em loco, ao vivo e em cores:

Agora vou falar sobre atendimento presencial. Estava em uma dessas grandes lojas de bricolagem passando pelo caixa com alguns produtos que somavam exatos 198 reais. Perguntei `a atendente sobre a possibilidade de parcelar a fatura e obtive de bate pronto que o valor não alcançava o limite para tal. Após passar todos os produtos, por curiosidade

Screen Shot 2016-06-24 at 12.09.14 PMquestionei sobre o valor mínimo de parcelamento e, mais rápida que o Superman disparou: Duzentão! Ou XEJA, faltavam 2 mangos pra atender minha solicitação! Mas como todo quadrúpede que se preza, lá estava ela em seu curral trajando um cabresto que só lhe permitia olhar para o capim à sua frente. Então posicionei um rolinho de fita isolante ao limitado alcance de sua visão – que peguei na prateleira de consumo por impulso ao lado de seu caixa – e   mandei: com esta fita eu atinjo a cota, entonces repassa a compra.

Segue o dialogo:

  • Vou ter que chamar a gerente.
  • Então chama por favor.
  • Vou ter que passar tudo de novo…Bufff
  • Vai. Agora eu vou surpreender você. Presta atenção.

A gerente se aproximou e eu perguntei:

  • Se eu lhe pedisse para parcelar 198 reais você permitiria?
  • Claro!

A atendente mascava seu chiclete – como ruminante que é – sem olhar nos meus olhos. Em nenhum momento fui agressivo. Isso não resolveria o problema, mas não me faltou vontade de caminhar até o setor de carpintaria e comprar um machado e agir no estilo Game of Thrones decepando aquilo que não é utilizado.

3 – Atendimento Robotizado de uma Franquia de Hamburgers

Este fato foi presenciado pela minha cunhada, mas é típico dos atendentes que, antes de ouvirem o que o cliente deseja, disparam seus combos encavalando as palavras em tal velocidade que nos obriga a olhar para baixo em busca de legendas.

robo1Período de copa do mundo. Um típico turista, alto, louro, olhos claros, camisa estampada, câmera fotográfica a tira-colo, pede em gringuês seu Big-mac e 1 coke, p o r   f a v o rrrr. Nossa ilustríssima atendente sem tirar os olhos da caixa registradora metralha para o pobre coitado: fritaserefrigeranteacompanha??? E sobre a cara de espanto do gringo ela finalizou: Notapaulista? PQP !!! De que toca saiu esta anta?

Então pessoal, em uma época de empregos escassos, minha dica é usar de bom senso sempre e tentar entender a necessidade do cliente. Simplesmente ouça! Coloque-se na posição dele e atenda como gostaria de ser atendido. Se não estiver ao seu alcance, busque auxilio junto ao seu supervisor. Isso se chama…PENSAR. Quem sabe você surpreende um cliente que encantado com sua atitude lhe oferece algo melhor! Já pensou nisso?

Outra coisa, não esqueça de sorrir sempre, mesmo ao telefone! O Sorriso afeta o tom de voz e dá pra sentir!

Costumo brincar que se o seu real desejo for mandar alguém para PQP, faça isso sorrindo que a pessoa irá para este destino Feliz!

Pensamento do dia: A falta de cultura pode estar associada a falta de oportunidades, porém burrice, má vontade, negligência, preguiça, etc é algo nato, porém passivo de mudança.