O BRASIL É UMA FÁBRICA DE SALSICHAS

Se você prestar atenção, e não precisa se esforçar muito, vai perceber que a busca pela originalidade está escassa. Ou falta criatividade, ou sensibilidade e ousadia para expressar a forma com que as pessoas enxergam o mundo e para pensar nas razões de nossa existência.

As pessoas visualmente são como zebras. Se vestem iguais, os cortes de cabelo são iguais, todo mundo tatuadão, as mesmas gírias com seus TIPO – MANO – TÁ LIGADO – É NÓIS – COLA AÍ NA BALADA – BUGÔ – BOLADÃO, etc e tals!

Os urbanoides adoram as Duplas Sertanejas sem conhecer  vida no campo, mas eu confesso que não tenho um ouvido apurado para distinguir quem é quem nesta galáxia musical. O Tom de voz segue um padrão e as melodias sofríveis, idem. São tantas duplas que em breve será impossível criar novos nomes sem repetir e serão obrigadas a se identificar por números:

  • Agora com vocês a dupla 23 e 64!!!

Enfim, tribos ou ilustrando melhor, um pacote de salsichas!

No universo profissional corporativo que trafego chego a desanimar!

A internet trouxe a tal da “referencia” e com isso a preguiça mental. Para mim não existe coisa pior do que, ao invés de receber uma solicitação para criação de uma ferramenta audiovisual para sanar um problema (trabalho como roteirista também), recebo como briefing uma referencia de um vídeo com a descrição: É mais ou menos isso!

O mundo digital deu velocidade a informação e com isso potencializou a ansiedade e trouxe consigo  o imediatismo, a necessidade premente, como se o mundo fosse acabar em segundos. Tudo é para ontem! Processos são atropelados e muitas vezes engolidos. Os departamentos envolvidos não se falam. Os objetivos das áreas estão desconectados.

As palavras que tanto valorizam os idiomas viraram siglas ! Acreditaram que abreviar é a solução para dar ainda mais velocidade. Você virou VC, também virou TB, beijos virou Bjs, Abraços virou abs e o não menos importante TMJ, tamo junto! Isso sem falar nas siglas corporativas: CEO, COO, CFO, portanto deixo aqui o meu PQP que é bem popular e todos sabem o que significa.

O marketing brasileiro é americanizado desde sempre, começando pelo próprio nome! Uma reunião de briefing para fazer um over view da situação é o retrato fiel da Torre de Babel.

Nos falta personalidade verde-amarela!

Quando digo que o Brasil virou uma fábrica de salsichas, trago em minhas observações uma base de estudos voltada para o comportamental, que me empenho com a mesma velocidade em que o mundo é transformado pela volatilidade do ser humano e, em minha análise, sinto que existem INFLUENCIADORES por que existem um número monstruoso de pessoas perdidas em sua existência que se deixam influenciar – sabe lá Deus porque –  e seguem pessoas que ditam regrinhas copiadas de alguém. Um bando de papagaios regendo uma banda de maritacas que gritam sem fazer barulho, mas com olhos pregados na telinha do smartphone.

Vejam a moda por exemplo. Alguém das catacumbas dos ateliers mais profundos dita que as você deve usar determinado corte, determinada estampa, determinado modelo, determinando o que você DEVE fazer para ser parte do ESTAR NA MODA e ser classificado como ESTILOSO? Se você se deixa influenciar por alguém que você nem conhece, sinto em lhe dizer que você está fora de MODA e você está na MORDA. Entendeu o trocadilho, certo?

O Mundo passa por um momento onde tudo precisa ser rotulado. As novas gerações recebem nomes de acordo com seu ano de nascimento. O que antes era definido como criança, adolescente e adulto agora são Geração X, Y (Millennials), Z e Baby Boomers. No meu caso sou classificado como velho mesmo ou a caminho do cemitério para ser mais dramático, mesmo tendo ainda sob minha dependência um par de Millennials.

Uma geração que prefiro chamar simplesmente de jovens, e não faço aqui nenhuma crítica ou pré-julgamento, mas sim propor uma reflexão ou um exercício cerebral que me estimula a fazer uma analogia com uma fábula, onde ratinhos são hipnotizados pelo *mago da flauta – O Flautista de Hemelin (conto escrito pelos Irmãos Grimm que hipnotiza ratos que os seguem para um rio onde serão afogados), neste caso, o mago seria o influenciador e os ratinhos, a turma cega de influenciáveis que serão afogados em suas frustrações ao perceberem que tudo aquilo era blá-blá-blá.

Frustrações que podem explicar o aumento de suicídios no mundo.

A pergunta que faço é simples: você segue porque? O que você aprende que possa trazer algum aprendizado, algo que realmente trará melhorias em sua vida, ou como os coachs adoram dizer: agrega valor!

Aliás, neste universo de salsichas nasceram os coachs, psicanalistas do mundo corporativo que brotam como ervas daninhas matando o universo criativo. Com eles vejo os papagaios de plantão fazendo cara de conteúdo e usando as palavrinhas da moda como, resignificAR, repaginAR, procrastinAR, agregAR, verbos de tirar o AR. Não basta usar este vocabulário para se intitular coach e achar que pode vender mentorias que vão mudar o “mindset”(mais uma palavrinha gringa insuportável que fere a sensibilidade de meus tímpanos) e doutrinar as pessoas que podem ficar bilhardárias sem trabalhar pra caramba ou para alguns privilegiados, Herdarem fortunas de alguém que trabalhou pra caramba.

No meu ponto de vista, o que sugiro como reflexão para caminhar na direção de um autoconhecimento que irá clarear o caminho que você poderá seguir é :

Quem sou? De onde vim? Pra onde vou?

Uma rota iluminada facilita a chegada ao seu destino, isso se souber qual o destino almejado, única e exclusivamente por você e não pelos sabichões de plantão.

A evolução é individual. Acredite. Mas acredite em você e não em charlatões que querem vender o curso do curso.

PELOS PORQUE TÊ-LOS

Como as coisas mudam. Antigamente, pelos eram sinais de masculinidade, hoje as meninas fazem cara de nojo para os pelucios!

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Sean Conery, o maior representante da história dos James Bond , se fosse hoje seria depiladão para fazer o espião dos tempos modernos.

 

Atualmente todo mundo se depila! Até a floresta amazônica está sendo desmatada.

Carecas e não carecas, raspam a cabeça, as axilas e demais regiões. Economia, modinha ou preguiça de se pentear, o número de  “despelados” aumenta dia a dia.

Talvez seja essa a representação do futuro prevista em alguns livros e filmes de ficção científica que demonstram seres mais evoluídos ou mesmo ETs, lisinhos como ratos de laboratório. Você já viu ET peludo?

 

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Pior que tem e é famosão!

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Me lembro que quando menino perguntava a meu pai: Quando eu crescer, o meu peito vai ser cabeludo igual ao seu? E ele carinhoso respondia: Claro moleque. Todo homem tem o peito cabeludo. Os filmes dos anos 70, os galãs apareciam sempre com a camisa desabotoada para mostrar a cabeleira .

 

 

O tempo passou, as primeiras penugens surgiram no meio do peito em forma de cavanhaque de bode e aos poucos foram preenchendo minha caixa torácica. O que eu não previa é que este mesmo tempo derrubaria meus cabelos e novos pelos surgiriam em outros lugares em forma de tuchinhos.

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As costas viraram um pequeno pomar. Do nariz brotaram chumaços de salsinha e cebolinha e na orelha uma semi floresta bloqueia a entrada do cotonete. Alguns homens se transformam em verdadeiros lobisomens. Tony Ramos, por exemplo. Ramos mesmo. O papai urso, representante máster dos peludões foi proibido de tirar sua camisa em público para manter a audiência.

 

Os nadadores se depilam alegando melhora na hidrodinâmica. De qualquer forma o cara que limpa a piscina agradece. Jogadores de futebol, lutadores de MMA e demais atletas = Zero pelo.

images Pois bem, mas qual a função do pelo? Pra que serve esta merda? Se nascemos com eles, alguma função deve existir, afinal de contas nosso criador é perfeito! Certo?

Segundo o wikipedia: Também denominados “hastes queratinizadas”, os pelos têm origem epidérmica e são constituídos por queratina. São construídos pelo folículo piloso e possuem diversas funções, como por exemplo a de fornecer proteção mecânica e térmica.

Térmica eu entendi, mas depois que inventaram os casacos, nossas “hastes queratinizadas” perderam suas funções, mas o que quer dizer “proteção mecânica”? Os pelos evitam que alguma parte do corpo deixe de funcionar? Se for isso, depilar a virilha não parece uma boa ideia.

fotos-de-charles-darwinSeguindo a teoria evolutiva de Charles Darwin, as espécies ganham novas características através de suas necessidades e são transmitidas geneticamente. Talvez agora temos a justificativa para a previsão de que no futuro todos seremos lisinhos feitos cascas de melancia.

Piolhos, chatos e outras pragas tendem a limitar seu número de residências nos seres humanos.

Mesmo não querendo, fiquei careca por hereditariedade e entrei na modinha, mas o meu maior desafio é depilar as costas. Cera quente é usada por gente descerebrada em centros de tortura medieval, portanto devemos usar da tecnologia adquirindo as prolongas depilatórias (nem sabia que existia) ou fazemos contorcionismo circense para tentar minimizar o tamanhos dos “tuchinhos” com a maquininha elétrica –  correndo o risco de travar a coluna – ou para quem tem, aproveitar a boa vontade das filhas – o que é raro – para auxiliarem no serviço de jardinagem. No peito dou uma baixadinha no tamanho para evitar que se exibam por entre os botões da camisa. Visualmente deselegante. Concordo.

Enfim,  o mundo muda, mas é cíclico e tudo pode voltar. No caso dos pelos, acredito que a teoria de Darwin será aplicada e nossas “hastes queratinizadas” serão extintas pela evolução do homem.

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AS ENTRELINHAS DAS PALAVRAS MALDITAS OU MAL DITAS

Não sei de onde vieram alguns vícios de linguagem, mas para aqueles que gostam como eu de tentar entender o que não é para ser entendido, gostaria aqui de fazer uma pequena reflexão sobre algumas palavras ou frases empregadas pelo impulso de repetição no excesso de seu uso.

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Por exemplo:

Se vocês repararem, 99,99% dos youtubers começam seu vídeos com “FALA GALERA!” . Mas você sabe qual a origem da palavra “galera”? Galera era a área localizada nos porões das antigas embarcações movidas a grandes remos, onde escravos eram acorrentados e obrigados a doar toda sua força física para mover a nau. Não sei qual a relação, mas no futebol, a analogia foi feita para dar nomenclatura a torcida! Talvez pela aglomeração ou fanatismo que os transforma em escravos do time de coração? Talvez. Mas e no caso dos Youtubers? Escravos do belo conteúdo apresentado pela minoria? Sei lá!

Tem outras 2 palavrinhas que são comumente usadas em início de frases que para mim representam a abertura de uma pusta desculpa. Prestem atenção quando ouvi-las e reparem no que virá depois. Ei-la: VEJA BEM. Geralmente elas estão atreladas as entrevistas dadas por políticos quando encurralados pela imprensa. Significa que você tentará explicar o que é inexplicável, manja?

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Outra que representa uma baita contradição é: NA VERDADE… Pô, péra aí! Se após uma super tentativa de explicar algo você manda um “Na verdade…” significa que tudo que disse anteriormente era mentira?

file_54130a768724bO problema destes vícios de linguagem é que muita gente quando não entende direito ou não é chato o suficiente como eu, acaba cometendo deslizes criando verdadeiras pérolas de dar nó na cabeça de gringo que está tentando aprender nossa língua, cuja gramática sabemos ser extremamente complexa.

Certa vez estava eu sentado ao fundo do busão, quando ao meu lado um profeta disse ao seu “colégua”: Eu acho expecionante” as pessoas que perdem oportunidades. Se eu fosse ela, agarraria com as “unhas dos dentes”!

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Tem coisas que quando ditas e captadas por ouvidos demoníacos como os meus não passam despercebidas e preciso compartilhá-las pois retrata a falta de investimentos em educação no nosso país. Por outro lado, descobri um hobby que é anotar tudo no meu caderninho de maldades.

Que tal: “Exploradicamente”, “Feijão torpedo”, “Pudim de leite condenado”,Não adianta chorar sobre o leite desnatado”! Ou você morre de rir ou mata o infeliz ignorante na porrada! Coloco entre “aspas” para evitar que elas escapem e poluam sua HD.

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Faltou: Lagarto e não “Largato”

Haja capacidade para tanta “ingnorança” !

A língua portuguesa não é fácil e muda seus padrões de estado para estado. Quase um dialeto. Imaginem um turista alemão ou americano que se esforça para aprender nossa língua e chega no nordeste e escuta um “simbora mais eu” ! Ou no Rio de Janeiro onde o “O” tem som de “U”. Por exemplo: TUMATE. Caramba, se tomate é “tumate” quer dizer que a Xuxa é Xoxa?

Em Pernanbuco, a gente é “ARRENTE” e após uma pergunta feita a um cidadão local ele inicia a frase com “PRONTO” ! Qual seu nome? R: Pronto. João.

Pra nós brasileiros isso é maravilhoso pois retrata a diversidade cultural do nosso Brasil, mas para quem é de outro país tentando aprender nossa língua é de dar um nó no “célebro” e tudo é uma “questã” de “estendimento”, certo?

Preconceito linguistico

Maravilhoso? Será? humm

PORQUE AS MULHERES SÃO ASSIM E OS HOMENS SÃO ASSADO?

A diferença de comportamento entre os sexos é tema constante de diversos livros e estudos que retratam a contramão do ponto de vista entre homem e mulher.

homens-x-mulheres Antes que algum chatonildo venha tomar meu tempo com achismos, quero deixar claro que aqui não vou me ater ao tema explorado do momento que massifica a discussão sobre Gêneros. Para mim pouco importa, pois TODOS somos da raça HUMANA vestidos em diferentes cores de pele e agora gênero. Para mim, Humanos já basta. Cada qual com suas manias, defeitos e virtudes aprendendo sobre a vida na escola “Planeta Terra” visando passar de ano ou de plano espiritual.

Aprendizado é o motivo de sua presença na terra e, no meu caso, estou certo que vim para me divertir!

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Voltando ao homem e mulher – ou cromossomos XY + testículos + testosterona e cromossomos XX + útero + estrogênio – me atenho a falar sobre minha convivência com 3 mulheres XX debaixo do mesmo teto: esposa e filhas.

Poderia aqui chover no molhado falando sobre ser racional ou emocional, sobre as diferentes visões para educar os filhos, sobre o porque de um milhão de coisas que entenderia se tivesse nascido mulher, mas existem atitudes que, se alguém puder me ajudar a entender ficaria deveras agradecido.

Elas adoram tupperware!

bea 8 tupperwareAcumulam 30% do espaço dos armários da cozinha com uma quantidade titânica divididas entre formatos e cores de tampas – no sentido organizacional, até aí tudo bem, mas cubicamente falando – , muito além da capacidade da geladeira???

Não existe lógica, portanto concluí que a palavra “lógica” só existe no universo masculino XY.

Outro ponto que quero colocar na pauta do entendimento está relacionado a comunicação. Em casa durante as refeições, percebo que elas preferem se comunicar através de gestos, olhares e …grunhidos! Talvez pela ansiedade e contenção em falar de boca cheia, com frequência, ao invés de usar a palavra falada como meio de comunicação natural e exclusiva dos seres humanos, por exemplo, a frase “por favor me passe o arroz”, é substituída por um esboço de murmúrio pré-histórico “humhumhum” seguido de um olhar direcionado para a panela. Nós homens XY temos, por alguma razão genética, não saber exatamente para onde está direcionado o olhar em questão e o que especificamente poderia significar “humhumhum” naquele momento. Porque “humhumhum” é uma palavra complexa com diversos significados e que varia de acordo com o que está disposto à mesa.

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Algumas decodificações de “humhumhum”na mesa de refeições: Salada, azeite, sal, guardanapo, arroz, feijão, bife, macarrão, talher, copo, suco, refrigerante, enfim tudo pode ser interpretado por “humhumhum”, mas o pior é que neste vácuo de comunicação, elas se entendem e sem pestanejar, esticam a mão de forma certeira na direção do “humhumhum” do desejo. Telepatia? Talvez. E ai de você se cair na besteira de dizer que não entendeu o que quis dizer o “humhumhum” ! E se pedir para usarem da língua mãe e respectivo aparelho fonético que Deus criou com tanto zelo e preciosismo, tá morto, pois para elas é inadmissível você não entender a língua do “humhumhum” dito com inflexões diferenciadas baseadas na fonética da palavra do objeto em questão!!!

Como elas se dão o direito de agirem como mudas, nesta situação me dou o direito de me fazer de surdo. Direitos iguais, certo?

20141031_Com-que-roupa-eu-vouOutro ponto, esse redundante em todas as famílias que conheço dentro da mesma configuração que a minha está o stress pré evento! Não importa se você está a caminho de um simples churrasco de domingo na casa do cunhado ou a uma festa de gala na Casa Branca, as frases “com que roupa eu vou” ,“estou sem roupa” e “preciso de sapatos novos” são universais e surgem em forma de raios coloridos, mesmo que as portas dos guarda-roupas não fechem por excesso de bagagem e os cabides enverguem ao peso de 10 calças jeans da mesma cor e as sapateiras – no plural mesmo – explodindo, essas frases impreterivelmente serão ditas por elas. E agora com a tecnologia e a moda da tal “ selfie ” potencializaram a indecisão, pois compartilham entre as amigas e familiares do mesmo sexo XX , claro, para pesquisarem opiniões extra-residencial. E o que não pode faltar é o desfile de peças para colher nossa opinião masculina XY – que é puro protocolo, pois não vale nada – e que geralmente acontecem no momento em que você está assistindo os gols da rodada.

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O que acha amiga?

O que aprendi neste momento é que mesmo acreditando que tanto faz a opção, jamais diga “tanto faz, ambos são legais”, pois elas bufam e saem reclamando sem se conformar que homens são daltônicos para este quesito. O sapato preto ou o azul marinho? Oras bolas, são parecidos demais pra gente! Não muda nada! Em contrapartida, caso realmente resolva opinar para evitar a tromba em riste, prepare-se para ela usar sua escolha como fator eliminatório. Acreditem meninas, se seu marido opinar e der sugestões sobre combinações ele é gay.

 

Agora dentro do carro é onde o bicho pega radical. Não faço a menor questão de dirigir e quando estou no lado do passageiro, sou um cadáver, mas quando estou no volante sou o comandante da ação e como todos os homens XY motoristas, não gostamos…ou melhor, não suportamos palpites sobre rotas e formas de conduzir o veículo! Será tão difícil assim aceitar isso? Para um motorista que sempre oferece o volante antes de assumir a direção, ouvir 10 segundos depois “porque você vai fazer este caminho?” Ou “Você não acha melhor ir pela avenida X?” ou pior “Entra aqui!” com o dedo indicador passando à frente de seus olhos e em cima da rua desejada por ela! Geralmente você se descontrola imaginando que algo terrível está acontecendo à sua frente e você não reparou! Mas não é nada disso. Ela simplesmente gostaria que você fosse pela rua apontada, pois se ela estivesse ao volante, assim o faria…Mas, é VOCÊ quem está com as mãos no timão e como capitão da pequena nau de 4 rodas vê sua escolha ignorada. Se você reparar, este é um fato que ocorre às sextas e sábados à noite. Quando você olha para o carro ao lado e vê um casal discutindo, 90% de chance de ser devido a imposição de uma rota desejada do que uma DR.

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Quer escolher o caminho sentada como passageiro, vá de UBER. Ele pelo menos recebe pra isso.

O sofrimento de um motorista de UBER é que geralmente as moçoilas desacreditam na rota que o WAZE apresenta. Elas dizem: Não confio nisso aí! Ele sempre manda a gente por caminhos estranhos! É perigoso demais! Este aplicativo faz com que a gente ande mais. Eu conheço um caminho melhor! Como se não existisse trânsito em São Paulo! Porab030cff7a94d31d959094bfa479ccdb mais que você diga que as informações sobre as rotas são fornecidas por usuários em tempo real proporcionando a um sistema inteligente a criação de rotas alternativas, elas não confiam ou confiam desconfiando. Tenho uma teoria: O WAZE é masculino. Se fosse “A” WAZE com fundo rosa ao invés do azul (pusta estereótipo) talvez a aceitação seria melhor. Mas o sistema também deveria ser diferente. Ao invés da voz dizer: “em 800 metros vire a direita”, ela diria “ao avistar a sua esquerda uma linda casinha rosa na esquina com um belíssimo Ipê roxo em frente, vire a direita.

Todos sabemos que manter-se casado – ou qualquer outro tipo de sociedade – é uma arte que lhe obriga a contemporizar e elevar as virtudes do parceiro(a) sempre, para não dar merda. Um bom exemplo de sobrevivência desta instituição e durabilidade do matrimônio foi dado com muito bom humor pelo meu falecido e divertido pai:

Após mais de 50 anos de casado com sua única esposa, minha querida mama, ele mais do que ninguém usou do bom humor e da paciência de um monge budista para manter o bom relacionamento ou suportável, porque minha “mainha” não é fácil. Ele realmente sabia se comportar no campo de batalha. Quando chegou a casa dos 70ão, pimageserdeu parcialmente a audição. Minha outra teoria é: autodefesa dos sobreviventes das Bodas de Ouro (rs). Me divertia quando ele, após receber uma saraivada de reclamações de minha mãe – que geralmente acontecia logo após o galo cantar – , discretamente olhava para o público presente e levava o indicador à frente do seu lábio pedindo discrição, para sorrateiramente desligar o aparelho de audição e amenizar aquele processo estressante. (rs) E para dar sequência, sempre de forma bem humorada, quando sua senhora subia o tom de voz alegando que faria as malas e sumiria da vida dele, respondia: Ah meu amor! Você diz isso só pra me agradar! kkkk

As diferenças existem e são elas que nos movem e nos colocam para pensar, refletir e tirar das experiências o aprendizado para seguir em frente e juntos. Trocar de caçapa é estratégia de bilhar e não de casamento.

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De frágil elas não tem nada! Menstruadas são serial killers em potencial, mas são as primeiras a pular na frente da bala direcionada a um filho. Enfrentam fisiologicamente cólicas, depilação, gravidez, dores no parto e sofrem da violência masculina que usam da força física para sobrepor suas deficiências. No mercado de trabalho, o preconceito retrógrado machista ainda diferencia valores salariais para quem usa saias. Não dá pra crer, mas É assim.

Se tivermos BOM SENSO e compreensão, fazendo o simples exercício de nos colocar no lugar delas, ou de qualquer outro assunto que envolva preconceito, talvez consigamos construir um ambiente de convivência mais justo. Mas que o lance do tupperware é difícil de aceitar, isso pra mim ainda geram conflitos cognitivos.

 

UM DIA DE MERDA

(Esse é o exemplo clássico de que…sempre tem alguém mais na merda que você! ..literalmente falando…vale a pena ler e passar o dia rindo! Ou, quem sabe, uma boa dica daquilo que se deve desejar para o pior inimigo)

Aeroporto Santos Dumond, 15:30 hs;

Senti um pequeno mal estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma urinada ou uma barrigada não aliviasse.Mas atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o vôo para Miami, resolvi segurar as pontas, afinal de contas são só uns 15  minutos de viagem. Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha esperta, tranquilo. O avião só sairia às 16:30 hs.

Entrando no ônibus, era daqueles sem sanitários. Senti a primeira contração, e tomei consciência de que minha gravidez fecal chegara ao nono mês, e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no banheiro do aeroporto…

Virei para o meu amigo que me acompanhava e, sutilmente lhe falei: “Cara, mal posso esperar para chegar na merda do aeroporto porque preciso largar um…. barro.”

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Nesse momento, senti um urubu beliscando minha cueca, mas botei a força de vontade para trabalhar e segurei a onda.

 

O ônibus nem tinha começado a andar quando, para meu desespero, uma voz disse pelo auto falante: “Senhoras e senhores, nossa viagem entre os dois aeroportos levará em torno de 1 hora, devido a obras na pista.”

Aí o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer custo! Fiz um esforço hercúleo para segurar o trem merda que estava para chegar na estação ânus a qualquer momento.

Suava em bicas. Meu amigo percebeu, como bom amigo que era, aproveitou para tirar um sarro.

011356683-ex00O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se acomodado. Tentava me distrair vendo TV, mas só conseguia pensar em um banheiro, não com uma privada, mas com um vaso sanitário, tão branco e tão limpo que alguém poderia botar meu almoço nele. E o papel higiênico então: branco e macio, com textura e perfume e….

ops !….. senti um volume almofadado entre meu traseiro e o assento do ônibus e percebi, consternado, que havia cagado….

Um cocô sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor.

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Daqueles que dá vontade de ligar pros amigos e parentes e convidá-los a apreciar na privada, tão perfeita obra: dava pra expor em uma bienal. Mas sem dúvida, não nesse caso. Olhei para o meu amigo, procurando um pouco de solidariedade, e confessei sério:  “Cara, caguei.” Quando meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a relaxar, pois agora estava tudo sob controle.

 

Que se dane, me limpo no aeroporto.” – pensei … “Pior que isso não fico.”  Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica recomeçou forte. Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira mas não pude evitar, e sem muita cerimônia ou anunciação, veio a segunda leva de merda.

Desta vez, como uma pasta morna.  Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e melando a bunda, cueca, barra da camisa, pernas, panturrilha, calças, meias e pés.

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E mais uma cólica anunciando mais merda, agora líquida, das que queimam o fiofó do freguês ao sair rumo à liberdade. E depois um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar, afinal de contas o que era um peidinho para quem já estava todo cagado.

Já o peido seguinte, foi do tipo que pesa e me caguei pela quarta vez.

 

Lembrei de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que resolveu botar modess na cueca, mas colocou as linhas adesivas viradas para cima e quando foi tirá-lo levou metade dos pelos do rabo junto. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia me ajudar a limpar a sujeirada.

Finalmente cheguei ao aeroporto e saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse minha mala no bagageiro do ônibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas.

Corri ao banheiro e entrando de boxe em boxe, constatei a falta de papel higiênico em todos os cinco.

cagandojajajOlhei para cima e blasfemei: “Agora chega, né?” Entrei no último, sem papel mesmo, e tirei roupa toda para analisar minha situação (que concluí como sendo o fim do poço) e esperar pela minha salvação, com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia. Meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o “check-in” e ia correndo tentar segurar o vôo. Jogou por cima do boxe o cartão de embarque e uma maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte. Ele tinha despachado a mala com roupas. Na mala de mão só tinha um…pulôver de gola “V”.

A temperatura em Miami era de aproximadamente 35 graus.

Desesperado comecei a analisar quais de minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. Minha cueca, joguei no lixo. A camisa era história. As calças estavam deploráveis e assim como minhas meias, mudaram de cor tingidas pela merda.

Meus sapatos estavam nota 3, numa escala de 1 a 10.

Teria que improvisar. A invenção é mãe da necessidade, então transformei uma simples privada em uma magnífica máquina de lavar. Virei as calças do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água. Comecei a dar descarga até que o grosso da merda se desprendeu.

aviao-05Estava pronto para embarcar. Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, as calças do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o pulôver gola “V”, sem camisa. Mas caminhava com a dignidade de um lorde. Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam esperando o “RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO” e atravessei todo o corredor até o meu assento, ao lado do meu amigo que sorria. A aeromoça aproximou-se e perguntou se EU precisava de algo.

Eu cheguei a pensar em pedir 120 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante e uma gilete para cortar os pulsos, mas decidi não pedir:

“Nada, obrigado. Eu só queria esquecer este dia de merda !”

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autor desconhecido: já ouvi dizer que fôra escrito por Luis Fernando Veríssimo. É a cara dele, mas não posso afirmar.