Se você prestar atenção, e não precisa se esforçar muito, vai perceber que a busca pela originalidade está escassa. Ou falta criatividade, ou sensibilidade e ousadia para expressar a forma com que as pessoas enxergam o mundo e para pensar nas razões de nossa existência.
As pessoas visualmente são como zebras. Se vestem iguais, os cortes de cabelo são iguais, todo mundo tatuadão, as mesmas gírias com seus TIPO – MANO – TÁ LIGADO – É NÓIS – COLA AÍ NA BALADA – BUGÔ – BOLADÃO, etc e tals!

Os urbanoides adoram as Duplas Sertanejas sem conhecer vida no campo, mas eu confesso que não tenho um ouvido apurado para distinguir quem é quem nesta galáxia musical. O Tom de voz segue um padrão e as melodias sofríveis, idem. São tantas duplas que em breve será impossível criar novos nomes sem repetir e serão obrigadas a se identificar por números:
- Agora com vocês a dupla 23 e 64!!!
Enfim, tribos ou ilustrando melhor, um pacote de salsichas!
No universo profissional corporativo que trafego chego a desanimar!
A internet trouxe a tal da “referencia” e com isso a preguiça mental. Para mim não existe coisa pior do que, ao invés de receber uma solicitação para criação de uma ferramenta audiovisual para sanar um problema (trabalho como roteirista também), recebo como briefing uma referencia de um vídeo com a descrição: É mais ou menos isso!
O mundo digital deu velocidade a informação e com isso potencializou a ansiedade e trouxe consigo o imediatismo, a necessidade premente, como se o mundo fosse acabar em segundos. Tudo é para ontem! Processos são atropelados e muitas vezes engolidos. Os departamentos envolvidos não se falam. Os objetivos das áreas estão desconectados.
As palavras que tanto valorizam os idiomas viraram siglas ! Acreditaram que abreviar é a solução para dar ainda mais velocidade. Você virou VC, também virou TB, beijos virou Bjs, Abraços virou abs e o não menos importante TMJ, tamo junto! Isso sem falar nas siglas corporativas: CEO, COO, CFO, portanto deixo aqui o meu PQP que é bem popular e todos sabem o que significa.
O marketing brasileiro é americanizado desde sempre, começando pelo próprio nome! Uma reunião de briefing para fazer um over view da situação é o retrato fiel da Torre de Babel.
Nos falta personalidade verde-amarela!
Quando digo que o Brasil virou uma fábrica de salsichas, trago em minhas observações uma base de estudos voltada para o comportamental, que me empenho com a mesma velocidade em que o mundo é transformado pela volatilidade do ser humano e, em minha análise, sinto que existem INFLUENCIADORES por que existem um número monstruoso de pessoas perdidas em sua existência que se deixam influenciar – sabe lá Deus porque – e seguem pessoas que ditam regrinhas copiadas de alguém. Um bando de papagaios regendo uma banda de maritacas que gritam sem fazer barulho, mas com olhos pregados na telinha do smartphone.

Vejam a moda por exemplo. Alguém das catacumbas dos ateliers mais profundos dita que as você deve usar determinado corte, determinada estampa, determinado modelo, determinando o que você DEVE fazer para ser parte do ESTAR NA MODA e ser classificado como ESTILOSO? Se você se deixa influenciar por alguém que você nem conhece, sinto em lhe dizer que você está fora de MODA e você está na MORDA. Entendeu o trocadilho, certo?
O Mundo passa por um momento onde tudo precisa ser rotulado. As novas gerações recebem nomes de acordo com seu ano de nascimento. O que antes era definido como criança, adolescente e adulto agora são Geração X, Y (Millennials), Z e Baby Boomers. No meu caso sou classificado como velho mesmo ou a caminho do cemitério para ser mais dramático, mesmo tendo ainda sob minha dependência um par de Millennials.
Uma geração que prefiro chamar simplesmente de jovens, e não faço aqui nenhuma crítica ou pré-julgamento, mas sim propor uma reflexão ou um exercício cerebral que me estimula a fazer uma analogia com uma fábula, onde ratinhos são hipnotizados pelo *mago da flauta – O Flautista de Hemelin (conto escrito pelos Irmãos Grimm que hipnotiza ratos que os seguem para um rio onde serão afogados), neste caso, o mago seria o influenciador e os ratinhos, a turma cega de influenciáveis que serão afogados em suas frustrações ao perceberem que tudo aquilo era blá-blá-blá.
Frustrações que podem explicar o aumento de suicídios no mundo.
A pergunta que faço é simples: você segue porque? O que você aprende que possa trazer algum aprendizado, algo que realmente trará melhorias em sua vida, ou como os coachs adoram dizer: agrega valor!

Aliás, neste universo de salsichas nasceram os coachs, psicanalistas do mundo corporativo que brotam como ervas daninhas matando o universo criativo. Com eles vejo os papagaios de plantão fazendo cara de conteúdo e usando as palavrinhas da moda como, resignificAR, repaginAR, procrastinAR, agregAR, verbos de tirar o AR. Não basta usar este vocabulário para se intitular coach e achar que pode vender mentorias que vão mudar o “mindset”(mais uma palavrinha gringa insuportável que fere a sensibilidade de meus tímpanos) e doutrinar as pessoas que podem ficar bilhardárias sem trabalhar pra caramba ou para alguns privilegiados, Herdarem fortunas de alguém que trabalhou pra caramba.
No meu ponto de vista, o que sugiro como reflexão para caminhar na direção de um autoconhecimento que irá clarear o caminho que você poderá seguir é :
Quem sou? De onde vim? Pra onde vou?
Uma rota iluminada facilita a chegada ao seu destino, isso se souber qual o destino almejado, única e exclusivamente por você e não pelos sabichões de plantão.
A evolução é individual. Acredite. Mas acredite em você e não em charlatões que querem vender o curso do curso.




Pois bem, mas qual a função do pelo? Pra que serve esta merda? Se nascemos com eles, alguma função deve existir, afinal de contas nosso criador é perfeito! Certo?
Seguindo a teoria evolutiva de Charles Darwin, as espécies ganham novas características através de suas necessidades e são transmitidas geneticamente. Talvez agora temos a justificativa para a previsão de que no futuro todos seremos lisinhos feitos cascas de melancia.



O problema destes vícios de linguagem é que muita gente quando não entende direito ou não é chato o suficiente como eu, acaba cometendo deslizes criando verdadeiras pérolas de dar nó na cabeça de gringo que está tentando aprender nossa língua, cuja gramática sabemos ser extremamente complexa.



Antes que algum chatonildo venha tomar meu tempo com achismos, quero deixar claro que aqui não vou me ater ao tema explorado do momento que massifica a discussão sobre Gêneros. Para mim pouco importa, pois TODOS somos da raça HUMANA vestidos em diferentes cores de pele e agora gênero. Para mim, Humanos já basta. Cada qual com suas manias, defeitos e virtudes aprendendo sobre a vida na escola “Planeta Terra” visando passar de ano ou de plano espiritual.
Acumulam 30% do espaço dos armários da cozinha com uma quantidade titânica divididas entre formatos e cores de tampas – no sentido organizacional, até aí tudo bem, mas cubicamente falando – , muito além da capacidade da geladeira???
Outro ponto, esse redundante em todas as famílias que conheço dentro da mesma configuração que a minha está o stress pré evento! Não importa se você está a caminho de um simples churrasco de domingo na casa do cunhado ou a uma festa de gala na Casa Branca, as frases “com que roupa eu vou” ,“estou sem roupa” e “preciso de sapatos novos” são universais e surgem em forma de raios coloridos, mesmo que as portas dos guarda-roupas não fechem por excesso de bagagem e os cabides enverguem ao peso de 10 calças jeans da mesma cor e as sapateiras – no plural mesmo – explodindo, essas frases impreterivelmente serão ditas por elas. E agora com a tecnologia e a moda da tal “ selfie ” potencializaram a indecisão, pois compartilham entre as amigas e familiares do mesmo sexo XX , claro, para pesquisarem opiniões extra-residencial. E o que não pode faltar é o desfile de peças para colher nossa opinião masculina XY – que é puro protocolo, pois não vale nada – e que geralmente acontecem no momento em que você está assistindo os gols da rodada.

mais que você diga que as informações sobre as rotas são fornecidas por usuários em tempo real proporcionando a um sistema inteligente a criação de rotas alternativas, elas não confiam ou confiam desconfiando. Tenho uma teoria: O WAZE é masculino. Se fosse “A” WAZE com fundo rosa ao invés do azul (pusta estereótipo) talvez a aceitação seria melhor. Mas o sistema também deveria ser diferente. Ao invés da voz dizer: “em 800 metros vire a direita”, ela diria “ao avistar a sua esquerda uma linda casinha rosa na esquina com um belíssimo Ipê roxo em frente, vire a direita.
erdeu parcialmente a audição. Minha outra teoria é: autodefesa dos sobreviventes das Bodas de Ouro (rs). Me divertia quando ele, após receber uma saraivada de reclamações de minha mãe – que geralmente acontecia logo após o galo cantar – , discretamente olhava para o público presente e levava o indicador à frente do seu lábio pedindo discrição, para sorrateiramente desligar o aparelho de audição e amenizar aquele processo estressante. (rs) E para dar sequência, sempre de forma bem humorada, quando sua senhora subia o tom de voz alegando que faria as malas e sumiria da vida dele, respondia: Ah meu amor! Você diz isso só pra me agradar! kkkk

O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se acomodado. Tentava me distrair vendo TV, mas só conseguia pensar em um banheiro, não com uma privada, mas com um vaso sanitário, tão branco e tão limpo que alguém poderia botar meu almoço nele. E o papel higiênico então: branco e macio, com textura e perfume e….

Olhei para cima e blasfemei: “Agora chega, né?” Entrei no último, sem papel mesmo, e tirei roupa toda para analisar minha situação (que concluí como sendo o fim do poço) e esperar pela minha salvação, com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia. Meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o “check-in” e ia correndo tentar segurar o vôo. Jogou por cima do boxe o cartão de embarque e uma maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte. Ele tinha despachado a mala com roupas. Na mala de mão só tinha um…pulôver de gola “V”.
Estava pronto para embarcar. Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, as calças do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o pulôver gola “V”, sem camisa. Mas caminhava com a dignidade de um lorde. Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam esperando o “RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO” e atravessei todo o corredor até o meu assento, ao lado do meu amigo que sorria. A aeromoça aproximou-se e perguntou se EU precisava de algo.