Não quero que pensem como eu. Só quero que pensem.
O mercado corporativo impregnou o “americanês” como língua oficial no nosso país, mas anos atrás a publicidade brasileira foi uma das grandes responsáveis pelo uso contínuo de palavras em inglês que permeavam um dos mais belos e ricos idiomas existentes no planeta: o português.
Chegaram com o marketing, briefing, release, budget, overview, profit, profile e agora vejo brasileiros vomitando Home Office, Save the date, Coffe Break, Open Food, Open Bar, Invite, Call, Meeting, kick off entre outras shits.
Isso sem contar com a mistureba de idiomas como STARTar e DELETar.
É de FUDar!
Você entra em um Shopping Center, que deveria ser chamado de Centro de Compras, e tem a impressão de estar nos Estados Unidos.
Nas vitrines, onde antes víamos “Promoções, descontos e Liquidações”, agora vemos 50% OFF, SALE, Black Friday e vendedores falando sobre Cash Back.
Nosso folclore, tão rico, sequer é estudado nas escolas, mas o HALLOWEEN, esse sim, é celebrado todos os anos com direito a uma decoração capaz de entristecer o Saci Pererê e o Curupira.
Com essa atitude de submissão, influenciada por um país onde famílias americanas que são doutrinadas a se sentirem derrotadas mesmo com casa própria e uma renda muito superior a maioria das famílias brasileiras e ainda tendo o *suicídio entre as principais causas de morte dos jovens americanos (entre 18 e 23 anos) nas últimas décadas, me deixa perplexo por nos deixar nortear por um país atualmente regido por um presidente cor de laranja e cérebro marrom.
* Dados do CDC (Suicide Data and Statiscs / Suicide Prevention).
Essa é uma atitude que permitimos o rótulo de País Subdesenvolvido.
O Brasil possui estrutura para ser auto-suficiente em tudo, mas o nosso comportamento assina embaixo com louvor a essa submissão hipnótica.
Recentemente invadiram a Venezuela, rica em petróleo.
Portanto não se esqueça que, em um futuro próximo, a possibilidade de escassez de água é grande, e o Brasil é o país mais rico deste produto.
O filme original MADMAX, australiano, abordou este tema na versão americana.
Não quero que pensem como eu. Só quero que pensem e parem de se posicionar como vira-latas.
